A televisão jamais se tornou tão prontamente portátil
quanto o rádio, mas domesticou a imagem em movimento. Além disso, embora um aparelho de TV continuasse sendo muito mais caro e fisicamente desajeitado
que um rádio, logo se tornou quase universal e constantemente acessível mesmo para os pobres de alguns
países. Na década de 1980, cerca de 80% de um país
como o Brasil tinha acesso à televisão. Isso é mais surpreendente que o fato de nos EUA o novo veículo ter
substituído tanto o rádio quanto o cinema como a forma padrão de diversão popular na década de 1950. Sua
demanda de massa era esmagadora.
(Eric Hobsbawm. Era dos Extremos:
o breve século XX – 1914–1991, p. 484)
O historiador Eric Hobsbawm utiliza a situação descrita
no fragmento para analisar formas pelas quais