Questões de Concurso
Sobre história do brasil em história
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O crescimento populacional e comercial de Juazeiro, além da ambição religiosa do Padre Cícero, fez com que a cidade reivindicasse sua autonomia política do município ao qual estava ligada: o Crato. As negociações para uma separação pacífica não foram bem-sucedidas e o tema dividiu os coronéis dos municípios vizinhos. No entanto, articulações políticas de Floro Bartolomeu, médico baiano e antigo jornalista que se instalou na região e conquistou a confiança de Padre Cícero, conferiram a Juazeiro o reconhecimento político almejado.
Adaptado de https://atlas.fgv.br/verbetes/sedicao-de-juazeiro
Com base no texto, é correto afirmar que a atuação de Padre Cícero
Em janeiro de 1884, o jornal Gazeta da Tarde promoveu um debate em torno da seguinte questão: "A mulher brasileira é escravocrata?".
Leia os trechos a seguir, extraídos dos artigos publicados nessa ocasião.
I. A mulher brasileira nasceu entre os escravos e foi alimentada com o leite da escrava. O seu berço foi embalado ao som dos cantos pungentes da escravidão. Cresceu e identificou-se com esse monstruoso crime. E hoje julga a escravidão um direito legítimo. Pode a mulher brasileira, nestas condições, estar livre da lepra que corrói o nosso corpo social? É porventura ela culpada do nosso mal? Não.
Adaptado de CLAPP, João. “A mulher brasileira é escravocrata?”, Gazeta da Tarde, 19 de janeiro de 1884, p. 1.
II. A mulher brasileira é escravocrata? Muito. Ninguém o é tanto. E como poderia ser diferente, se a mulher brasileira caminha com sessenta anos de atraso? Se, enquanto nós estamos munidos de ciência, a mulher arrasta-se ainda nas brumas do romantismo, crê no diabo e, em vez de responder pelos seus atos, lança tudo na conta da fatalidade. Conheci muitas senhoras honestas como esposas, com seus parentes e amigos, mas verdadeiramente perversas quanto aos escravos. Lhes metem o chicote como se estivessem cumprindo um destino decretado pelos céus.
Idem, p. 2.
Com base nos trechos, e considerando os argumentos apresentados pelos autores sobre a relação entre mulheres e a escravidão no Brasil do século XIX, é correto afirmar que ambos
Ao observar esses objetos, alguns estudantes questionam por que o rei do Daomé teria enviado presentes a D. João justamente quando Portugal havia firmado um tratado com a Inglaterra que previa restrições ao tráfico de pessoas escravizadas.
Considerando a situação apresentada e o objetivo de promover uma análise histórica das relações diplomáticas e econômicas entre África e Brasil no período, avalie os itens a seguir sobre o encaminhamento pedagógico mais adequado a ser adotado pelo professor.
I. Explicar que os presentes enviados buscavam preservar a posição de Uidá como o principal porto do Golfo do Benim e um dos principais centros de embarque de pessoas escravizadas com destino ao Brasil, ao lado de Luanda.
II. Explicar que os presentes enviados buscavam garantir a permanência do Reino do Daomé como fornecedor de pessoas escravizadas para o Brasil, ainda que o tráfico passasse a ocorrer de forma clandestina após o fim do tráfico atlântico.
III. Explicar que o envio de presentes fazia parte das práticas diplomáticas do Reino do Daomé, que, por não possuir um exército organizado, dependia dessas negociações para garantir seus interesses no tráfico de escravizados para o Brasil.
Está correto o que se apresenta em
I. Em 4 de novembro de 1861, a Caixa Econômica do Império inaugurou sua primeira agência no Rio de Janeiro. Apenas doze dias depois, Margarida Luiza, uma mulher escravizada, abriu a caderneta de poupança nº 59 com um depósito de 50 mil réis. Documentos históricos revelam que pessoas escravizadas depositavam dinheiro em cadernetas de poupança e utilizavam esses recursos para comprar a própria liberdade. Essa ambiguidade jurídica refletia-se no sistema financeiro do Império. Enquanto bancos aceitavam pessoas escravizadas como garantia de crédito, a Caixa Econômica, mesmo sem previsão legal, permitia que elas depositassem economias para formar pecúlio. Com a anuência de seu escravizador, Joaquim José Madeira, Margarida Luiza, pode ter sido uma das primeiras mulheres escravizadas a abrir uma conta na Caixa Econômica do Império.
Adaptado de https://jornal.usp.br/diversidade/documentos-historicos-mostram como-pessoas-escravizadas-usavam-poupancas-de-bancos-para-comprar-a-propria alforria/
II. Art. 4º - É permitido ao escravo a formação de um pecúlio com o que lhe provier de doações, legados e heranças, e com o que, por consentimento do senhor, obtiver do seu trabalho e economias. O Governo providenciará nos regulamentos sobre a colocação e segurança do mesmo pecúlio.
Brasil. Lei nº 2.040, de 28 de setembro de 1871 (Lei do Ventre Livre).
A comparação entre os trechos evidencia uma mudança na situação jurídica das pessoas escravizadas. Assinale a opção que interpreta corretamente essa mudança.
Republicanos da América do Sul, contemplai o quadro que vos apresento e dizei-me se ele não retrata a verdadeira situação dos governantes da Bacia do Prata. Não há exagero algum na representação daqueles que venderam suas pátrias ao imperador escravocrata que os comprou.
Adaptado de Cabichue, Paraguai, 3 de junho de 1867.
Considerando o contexto de produção da caricatura e sua utilização como fonte histórica, a atividade proposta pelo professor permite aos estudantes compreender que representações produzidas durante conflitos políticos podem
Adaptado de Diário do Governo, n.28, 05/02/1823.
Com base no trecho, assinale a opção que identifica a perspectiva político-ideológica defendida pelo autor.
Observe a imagem a seguir. Trata-se de uma gravura setecentista que representa uma cena urbana em uma cidade colonial.

A imagem apresenta diferentes personagens em um espaço público. À esquerda, aparece um homem branco vestido com casaca, chapéu de abas largas e bengala, caminhando à frente. Ao centro, estão mulheres e crianças brancas, vestidas com roupas características da época. À direita, aparecem pessoas negras, incluindo uma mulher carregando uma criança, outra mulher e um homem, com vestimentas mais simples em comparação às dos demais personagens.
A composição da cena evidencia aspectos da organização social do Brasil Colonial.
Com base na imagem e em seus conhecimentos, assinale a opção que interpreta corretamente essa representação.
Em uma turma do oitavo ano do Ensino Fundamental, um professor de História percebeu que os estudantes tinham dificuldade para compreender as mudanças políticas decorrentes da elevação do Brasil à condição de Reino Unido de Portugal e Algarves, em 1815.
Para favorecer a compreensão do tema, organizou um jogo de RPG histórico. Cada grupo recebeu o papel de um personagem da época: um comerciante de Lisboa, um comerciante do Rio de Janeiro, D. João VI, um funcionário da administração portuguesa no Rio de Janeiro e um pequeno agricultor. Cada grupo deveria discutir de que maneira a elevação do Brasil à condição de Reino afetaria a situação de seu personagem. Ao final da atividade, os grupos apresentaram suas conclusões à turma.
Considerando essa situação, assinale a opção que apresenta uma resposta historicamente correta, de acordo com a atividade proposta.
Adaptado de VAINFAS, Ronaldo. “O fim da Jerusalém pernambucana: Identidades partidas no Brasil holandês”, Revista del Cesla, 29, 2022, p. 178.
Analise as afirmativas a seguir sobre a presença da comunidade judaica no Recife durante a ocupação holandesa.
I. Durante a ocupação holandesa, a relativa tolerância religiosa favoreceu a instalação de comunidades judaicas no Recife e a fundação da Kahal Zur Israel, primeira sinagoga das Américas, embora o calvinismo permanecesse como religião oficial.
II. Durante a ocupação holandesa, a maior tolerância religiosa permitiu que muitos cristãos-novos reassumissem publicamente sua identidade judaica, em contraste com a perseguição inquisitorial na Península Ibérica.
III. Durante a ocupação holandesa, embora houvesse relativa liberdade religiosa, os judeus eram impedidos pela Companhia das Índias Ocidentais de participar dos negócios do açúcar e do comércio atlântico.
Está correto o que se afirma em
I. Os povos Jê eram sociedades do interior do território, organizadas em aldeias circulares e distribuídas principalmente pelos planaltos e cerrados do Brasil Central.
II. Os sambaquis eram sociedades nômades do litoral do território, que utilizavam os montes de conchas como abrigos temporários durante suas migrações.
III. Os povos Tupi ocupavam extensas áreas do litoral brasileiro e das margens dos rios, destacando-se pela agricultura da mandioca, pela pesca e pela organização em aldeias autônomas.
Está correto o que se afirma em
I. A História do Brasil pode ser compreendida em articulação com a História global, estando sua existência relacionada ao desenvolvimento do capitalismo comercial e à expansão marítima europeia.
II. Assim, a macro-história constitui uma perspectiva utilizada para compreender a condição periférica do Brasil no sistema econômico capitalista.
Assinale a alternativa correta.
I. O estudo do século XIX limita-se aos processos políticos ocorridos na Europa.
II. Destacam-se os múltiplos processos que desencadearam as independências nas Américas, com ênfase no processo brasileiro e seus desdobramentos.
III. O estudo das independências nas Américas restringe-se aos aspectos militares, sem abordar seus desdobramentos.
Assinale a alternativa correta.
É preciso destacar o patrimônio cultural dos primeiros habitantes do Brasil que, depois, foi transformado nos primeiros tempos da colonização portuguesa na América. É importante também ressaltar os usos e abusos do patrimônio e humano do Brasil na época colonial.

Vai Passar – Chico Buarque de Hollanda
Em uma aula de Arte do Ensino Médio, o professor apresenta a canção “Vai Passar”, de Chico Buarque, e propõe aos estudantes uma análise da letra, considerando as referências históricas e culturais presentes na composição. A atividade busca discutir os sentidos construídos pela obra e sua relação com o contexto em que foi produzida.
A proposta de abordagem da canção atende às habilidades apresentadas nas opções a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
MONTEIRO. Marianna. Dança Popular: espetáculo e devoção. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2011, p. 33.
Considerando a distinção apresentada pelo texto entre cultura erudita e cultura popular no período colonial brasileiro, assinale a opção que indica uma expressão cultural associada ao estigma de “obscurantismo” atribuído às tradições populares.
FAOUR, Rodrigo. História da música popular brasileira: sem preconceitos. Vol. 1. Rio de Janeiro: Record, 2021, p. 397.
As opções a seguir indicam corretamente características do movimento musical Clube da Esquina, à exceção de uma. Assinalea.