Questões de Concurso Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Ano: 2021 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2021 - UFMT - Historiador |
Q1806911 História
“A crise dos grandes paradigmas da época de esplendor não significou, como já dissemos, nenhum enfraquecimento da produção historiográfica, começando por seu próprio volume e nem mesmo um movimento de interpretação da disciplina, mas, muito pelo contrário, as coisas ocorreram no sentido da expansão, da busca, ao menos, de novos campos temáticos e também de certa dispersão e fragmentação das práticas.” (AROSTEGUI, J. A pesquisa histórica. Bauru, SP: EDUSC, 2006.)
Nesse processo, emergiram novas vertentes historiográficas, dentre as quais uma das mais significativas foi a denominada História dos Conceitos. Qual afirmativa define essa perspectiva historiográfica?
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Ano: 2021 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2021 - UFMT - Historiador |
Q1806910 História
O problema da verdade do conhecimento histórico é uma questão sobre a qual historiadores e filósofos refletiram a quase exaustão. São múltiplos os posicionamentos acerca da problemática. Uma vertente defende a impossibilidade de a história estabelecer a verdade. Esse ceticismo possui diversos argumentos. Sobre esses argumentos, analise as afirmativas. I- O conhecimento histórico está ligado à época de sua produção. II- O conhecimento histórico é carregado de subjetividade. III- O conhecimento histórico é direto, baseado em vestígios. IV- Os documentos são lacunares e manipulados.
Está correto o que se afirma em
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Ano: 2021 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2021 - UFMT - Historiador |
Q1806909 História
“Definamos o que é e o que não é o regime de historicidade. Ele não é uma realidade dada. Nem diretamente observável nem registrado nos almanaques dos contemporâneos; é construído pelo historiador [...] Não coincide com as épocas (no sentido de Bousset ou de Condorcet) e não se calca absolutamente nestas grandes entidades incertas e vagas que são as civilizações. Ele é um artefato que valida sua capacidade heurística.” (HARTOG, F. Regimes de historicidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.)
A definição de regime de historicidade proposta por François Hartog aproxima esse conceito de outra construção teórica analítica das sociedades. Qual é essa construção teórica analítica?
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Q1806907 História
Os métodos quantitativos possuem como ideia essencial a medição numérica dos valores variáveis. Tais métodos adquiriram ao longo do século XX uma grande importância na historiografia, especialmente nos anos 70. A expansão do uso dos recursos informatizados ampliou as possibilidades de emprego da quantificação na pesquisa histórica. Um dos elementos fundamentais dos métodos quantitativos é o conceito de indicador. Assinale a afirmativa que define esse conceito.
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Ano: 2021 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2021 - UFMT - Historiador |
Q1806906 História
As últimas décadas no século passado no campo historiográfico foram marcadas pela noção de crise. Essa crise emerge segundo José Assunção Barros devido ao “[...] declínio de credibilidade de todas as ideias de que a História conduziria a algum destino melhor ou mais glorioso, como o triunfo da Razão, que havia sido previsto desde o Iluminismo, ou o reino da igualdade social prometido pelo Socialismo. A perda de esperanças ou convicções em um sentido da História – em um “telos”, para utilizar uma linguagem mais historiográfica – levaria todo um conjunto de historiadores a criticar modelos teleológicos da História.” (BARROS, J. D. As crises recentes da Historiografia. Diálogos v.14, 2010.)
Assinale a alternativa que apresenta elementos da crise da historiografia.
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Ano: 2021 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2021 - UFMT - Historiador |
Q1806905 História
A partir dos anos 1960, o pensamento historiográfico marxista experimenta uma renovação, especialmente entre os historiadores vinculados à New Left Rewiew. Tal renovação ampliou as temáticas históricas, como aos oprimidos e pobres, aos trabalhadores, e aos de baixo. Como ficou conhecida essa perspectiva historiográfica?
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Ano: 2021 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2021 - UFMT - Historiador |
Q1806904 História
“De longe, a abordagem mais corrente entre os historiadores para a análise de imagens visuais, inspirado em Erwin Panofsky, é a iconográfica [...]. Privilegiando o significado das imagens, a iconografia compartilha com a semiótica [...] uma reação explícita e consistente contra o puro formalismo que vigia na história da arte na virada do século XIX para o XX. Ambas também compartilham o tratamento da imagem predominantemente como um suporte sígnico e tendem a nele identificar propriedades intrínsecas suficientemente estáveis.” (CARDOSO, C; VAINFAS, R. Novos domínios da história. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.)
Uma das etapas do método de Erwin Panofsky é a análise iconográfica, que pode ser definida da seguinte forma:
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Ano: 2021 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2021 - UFMT - Historiador |
Q1806903 História
“A experiência é o passado atual, aquele no qual acontecimentos foram incorporados e podem ser lembrados. Na experiência se fundem tanto a elaboração racional quanto as formas inconscientes de comportamento, que não estão mais, ou que não precisam mais estar presentes no conhecimento. Além disso, na experiência de cada um, transmitida por gerações e instituições, sempre está contida e é conservada numa experiência alheia. Nesse sentido, também a história é desde sempre concebida como conhecimento de experiências alheias. Algo semelhante se pode dizer da expectativa: também ela é ao mesmo tempo ligada à pessoa e ao interpessoal, também a expectativa se realiza no hoje, é futuro presente, voltando para o ainda não, para o não experimentado, para o que apenas pode ser previsto.” (KOSELLECK, R. Futuro passado. Rio de Janeiro: Editora PUC- Rio: Contraponto, 2006.)
O historiador alemão Reinhardt Koselleck pensa o tempo histórico a partir do par analítico “espaço da experiência” e “horizonte de expectativa”. Na perspectiva do autor, como é identificado esse par analítico?
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Ano: 2021 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2021 - UFMT - Historiador |
Q1806902 História
“O método histórico é o método utilizado para construir a história, ele age para determinar, cientificamente, os fatos históricos, e depois reuni-los em um sistema científico [...] A história seria uma ciência de observação. Parece mesmo que podemos delimitar a categoria de fatos estudados pela história; eles são sempre fatos passados e fatos humanos. Os fatos passados relativos aos animais ou às plantas não são mais classificados na categoria da história; a história natural representa uma concepção completamente relegada. A história, no sentido moderno da palavra, é reduzida ao estudo dos homens que vivem em sociedade; ela dá ciência dos fatos humanos do passado.” (MALERBA, J. Lições de história. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.)
A citação acima caracteriza qual perspectiva historiográfica?
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Q1806193 História

Consideremos a seguinte situação:


Um professor de História leva para a sala de aula do 6º ano do Ensino Fundamental imagens de bigas e quadrigas romanas. Durante a explicação, um aluno intervém afirmando que acreditava que, durante esse período, já houvessem carros motorizados.


O modelo de pensamento do estudante pode ser entendido como:

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Q1806190 História

Considere o trecho a seguir.


"As novas articulações entre tempo e trabalho devem ser consideradas nas vivências sociais do historiador do presente. Este deve ter consigo o entendimento de que o conhecimento ou a análise da História têm como base sua própria época, de forma que, ao dialogar com o passado, ele contemple os embates e as contradições que são próprias do seu presente."


Fonte: COELHO, J. P. P.; MELO. J. J. P. O ofício do historiador: reflexões sobre o conceito de passado e suas dimensões sociais e históricas. História e Perspectivas , Uberlândia (57): 209-232, jul./dez. 2017, p. 211.


Em outros termos, o autor do trecho acima entende que a pesquisa histórica:

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Q1806187 História
Assinale a alternativa que apresenta as três principais correntes historiográficas.
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Q1790122 História
Ao longo do século XX, a ciência histórica passou por várias transformações conceituais na quais se desenvolveram os novos métodos de pensar, a escrita e o ensino de História. Os diferentes olhares permitiram que os estudos se abrissem para outras camadas sociais, e os objetos de estudo e as fontes foram ampliados para dar conta de uma leitura da realidade mais próxima das camadas sociais como um todo. Estamos nos referindo ao Método
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Q1790121 História
O tempo – e suas distintas temporalidades – tem sido apropriado e mobilizado de diferentes maneiras pela ciência histórica. Os usos do passado, apropriados no presente pela História e seu ensino, têm se modificado substancialmente em diferentes sentidos e direções. Diferentes estratégias de pesquisa e ensino têm mobilizado distintos vestígios das experiências temporais como metodologias de estudo e/ou objeto de trabalho.
(CAVALCANTE, Erinaldo. História e História Local: desafios, limites e possibilidades. Revista História hoje, v. 7 nº 13. 2018.)
De acordo com a citação acima, a referência é feita a metodologias utilizadas no ensino de História para uma consciência histórica da nossa realidade. Em relação às novas metodologias, podemos dizer que
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Ano: 2021 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2021 - UEG - Processo Seletivo UEG |
Q1783314 História
Leia o texto a seguir.
Marx, Freud, Einstein, todos transmitiram a mesma mensagem para a década de 20: o mundo não era o que parecia ser. Os sentidos, cujas percepções empíricas moldaram as nossas ideias de tempo e espaço, certo e errado, lei e justiça, e a natureza do comportamento do homem não eram confiáveis. Além disso, a análise marxista e freudiana se juntaram para minar, cada uma a sua maneira, o sentimento de responsabilidade pessoal e de dever para com o código da verdadeira moral, que era o centro da civilização europeia do século XIX.
JOHNSON, P. Tempos modernos. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 1990. p. 9.
A obra do filósofo alemão Karl Marx contribuiu para minar o sentimento de responsabilidade pessoal com o código moral vigente na sociedade europeia ao mostrar que
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Q1776671 História
Leia o excerto a seguir, do historiador Jacques Le Goff, sobre o conceito de memória:
A memória é um elemento essencial do que se costuma chamar identidade, individual ou coletiva, cuja busca é uma das atividades fundamentais dos indivíduos e das sociedades de hoje [...]. Mas a memória coletiva é não somente uma conquista, é também um instrumento e um objeto de poder.
(LE GOFF, J. História e Memória. Campinas: Editora da Unicamp, 5. ed., 2003, p. 469-470.)
A partir dos conhecimentos sobre a Idade Moderna e a Idade Contemporânea, considere as seguintes afirmativas:
1. Em 2020, várias estátuas de Cristóvão Colombo foram derrubadas para se protestar contra o genocídio de povos americanos nativos. 2. A obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena objetiva valorizar a atuação de grupos e indivíduos marginalizados na história e na memória do nosso país. 3. Após a morte de Lênin (1924), Stálin coordenou o silenciamento da memória e das representações de Lênin nos países soviéticos. 4. No projeto “Brasil: Nunca Mais”, a memória das torturas dos presos políticos no período do Estado Novo foi recuperada.
Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1767612 História
Numa guerra não se matam milhares de pessoas. Mata-se alguém que adora espaguete, outro que é gay, outro que tem uma namorada. Uma acumulação de pequenas memórias... (Christian Boltanski) Considerando o tema a que se refere a citação acima, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q1767611 História
Que possibilidades restavam para os historiadores quando o passado passava a se reduzir a discursos, os documentos a monumentos, a temporalidade se dissolvia e os objetos históricos tradicionais já não se sustentavam com tanta obviedade quanto antes? E o que fazer com os sujeitos, com as classes sociais e principalmente com a classe operária, aliás, responsável pelo conflituado, mas seguro curso da história em direção ao prometido “reino da liberdade”. (...) Como ficava, então, a tarefa do historiador, comprometido, sobretudo desde os anos 60, com as tarefas da revolução e com a revelação da missão histórica do proletariado? (RAGO, 1995, p. 69)
Analise as proposições e coloque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas, tendo por base a citação acima.
( ) As historiadoras e historiadores do Brasil, sob a influência de Michel Foucault, não subsidiarão a revolução da classe trabalhadora no país. ( ) O discurso sobre o passado não é comprometido com a verdade e o passado não está mais acessível ao conhecimento histórico. ( ) A epistemologia histórica não defende a inocência do documento e o reconhece como monumento.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.
Alternativas
Q1767610 História
“As narrativas históricas são ficções verbais, cujos conteúdos são tanto inventados quanto descobertos e cujas formas têm mais em comum com os seus equivalentes na literatura do que os seus correspondentes nas ciências.” (WHITE, 1994) Assinale as alternativas que melhor representam o debate entre história e ficção na contemporaneidade.
I- A história não pode ser chamada de ciência porque não lida com a verdade e, sim, com a ficção porque trabalha com a imaginação e a invencionice. II- A História é uma “ficção controlada” por autores, fontes e temas de pesquisa partindo do pressuposto que a noção de verdade não é uma exclusividade do conhecimento histórico, mas está presente nos contos da ficção. III- A proximidade da história com a literatura está presente em narrativas clássicas como a história de Cinderela porque não deixa de apresentar verdades sobre as sociedades humanas em diferentes épocas e lugares.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q1767609 História
Após leitura atenta da letra desta citação extraída do livro “Teoria da História”, de José D'Assunção de Barros (2011, p 390), analise as sentenças.
“Vivemos sob o cambiante signo das múltiplas identidades, isto quando não vemos algumas dessas mesmas identidades se tornarem fluidas e ambíguas, voláteis, tendentes a desmanchar no ar. Um ser humano no século XXI dificilmente poderia ser definido através de um único traço. Se as últimas décadas do século XX assistiram à dificuldade de apreender qualquer conjunto de fenômenos da realidade a partir de um "Paradigma Único", assistimos, talvez hoje, à extensão desse paradoxo ao nível atomizado: um só paradigma parece ser insuficiente para definir e apreender a realidade complexa pertinente a um único ser humano, dedicado a um campo que seja do saber, ou quem sabe a uma prática qualquer.” (Barros, 2011)
I- Na produção do conhecimento histórico, é viável utilizar apenas um paradigma de análise quando esta produção for inspirada no pensamento marxista, uma vez que o marxismo explicou a história humana. II- A história, filha do seu tempo, é elaborada, na atualidade, a partir das inquietações do tempo presente invalidando as metanarrativas unificadoras da experiência histórica. III- Uma única teoria da história pode ser aplicada aos estudos sobre as identidades fluidas, tendo em vista que o caráter da multiplicidade está no objeto de estudo e não no campo do saber que o analisa.
É CORRETO o que se alega apenas em:
Alternativas
Respostas
901: B
902: D
903: A
904: C
905: A
906: A
907: B
908: D
909: A
910: B
911: A
912: D
913: D
914: B
915: E
916: B
917: E
918: A
919: B
920: D