Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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Nesse processo, emergiram novas vertentes historiográficas, dentre as quais uma das mais significativas foi a denominada História dos Conceitos. Qual afirmativa define essa perspectiva historiográfica?
Está correto o que se afirma em
A definição de regime de historicidade proposta por François Hartog aproxima esse conceito de outra construção teórica analítica das sociedades. Qual é essa construção teórica analítica?
Assinale a alternativa que apresenta elementos da crise da historiografia.
Uma das etapas do método de Erwin Panofsky é a análise iconográfica, que pode ser definida da seguinte forma:
O historiador alemão Reinhardt Koselleck pensa o tempo histórico a partir do par analítico “espaço da experiência” e “horizonte de expectativa”. Na perspectiva do autor, como é identificado esse par analítico?
A citação acima caracteriza qual perspectiva historiográfica?
Consideremos a seguinte situação:
Um professor de História leva para a sala de aula do 6º ano do Ensino Fundamental imagens de bigas e quadrigas romanas. Durante a explicação, um aluno intervém afirmando que acreditava que, durante esse período, já houvessem carros motorizados.
O modelo de pensamento do estudante pode ser entendido como:
Considere o trecho a seguir.
"As novas articulações entre tempo e trabalho devem ser consideradas nas vivências sociais do historiador do presente. Este deve ter consigo o entendimento de que o conhecimento ou a análise da História têm como base sua própria época, de forma que, ao dialogar com o passado, ele contemple os embates e as contradições que são próprias do seu presente."
Fonte: COELHO, J. P. P.; MELO. J. J. P. O ofício do historiador: reflexões sobre o conceito de passado e suas dimensões sociais e históricas. História e Perspectivas , Uberlândia (57): 209-232, jul./dez. 2017, p. 211.
Em outros termos, o autor do trecho acima entende
que a pesquisa histórica:
(CAVALCANTE, Erinaldo. História e História Local: desafios, limites e possibilidades. Revista História hoje, v. 7 nº 13. 2018.)
De acordo com a citação acima, a referência é feita a metodologias utilizadas no ensino de História para uma consciência histórica da nossa realidade. Em relação às novas metodologias, podemos dizer que
Marx, Freud, Einstein, todos transmitiram a mesma mensagem para a década de 20: o mundo não era o que parecia ser. Os sentidos, cujas percepções empíricas moldaram as nossas ideias de tempo e espaço, certo e errado, lei e justiça, e a natureza do comportamento do homem não eram confiáveis. Além disso, a análise marxista e freudiana se juntaram para minar, cada uma a sua maneira, o sentimento de responsabilidade pessoal e de dever para com o código da verdadeira moral, que era o centro da civilização europeia do século XIX.
JOHNSON, P. Tempos modernos. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 1990. p. 9.
A obra do filósofo alemão Karl Marx contribuiu para minar o sentimento de responsabilidade pessoal com o código moral vigente na sociedade europeia ao mostrar que
A memória é um elemento essencial do que se costuma chamar identidade, individual ou coletiva, cuja busca é uma das atividades fundamentais dos indivíduos e das sociedades de hoje [...]. Mas a memória coletiva é não somente uma conquista, é também um instrumento e um objeto de poder.
(LE GOFF, J. História e Memória. Campinas: Editora da Unicamp, 5. ed., 2003, p. 469-470.)
A partir dos conhecimentos sobre a Idade Moderna e a Idade Contemporânea, considere as seguintes afirmativas:
1. Em 2020, várias estátuas de Cristóvão Colombo foram derrubadas para se protestar contra o genocídio de povos americanos nativos. 2. A obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena objetiva valorizar a atuação de grupos e indivíduos marginalizados na história e na memória do nosso país. 3. Após a morte de Lênin (1924), Stálin coordenou o silenciamento da memória e das representações de Lênin nos países soviéticos. 4. No projeto “Brasil: Nunca Mais”, a memória das torturas dos presos políticos no período do Estado Novo foi recuperada.
Assinale a alternativa correta.
Analise as proposições e coloque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas, tendo por base a citação acima.
( ) As historiadoras e historiadores do Brasil, sob a influência de Michel Foucault, não subsidiarão a revolução da classe trabalhadora no país. ( ) O discurso sobre o passado não é comprometido com a verdade e o passado não está mais acessível ao conhecimento histórico. ( ) A epistemologia histórica não defende a inocência do documento e o reconhece como monumento.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.
I- A história não pode ser chamada de ciência porque não lida com a verdade e, sim, com a ficção porque trabalha com a imaginação e a invencionice. II- A História é uma “ficção controlada” por autores, fontes e temas de pesquisa partindo do pressuposto que a noção de verdade não é uma exclusividade do conhecimento histórico, mas está presente nos contos da ficção. III- A proximidade da história com a literatura está presente em narrativas clássicas como a história de Cinderela porque não deixa de apresentar verdades sobre as sociedades humanas em diferentes épocas e lugares.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
“Vivemos sob o cambiante signo das múltiplas identidades, isto quando não vemos algumas dessas mesmas identidades se tornarem fluidas e ambíguas, voláteis, tendentes a desmanchar no ar. Um ser humano no século XXI dificilmente poderia ser definido através de um único traço. Se as últimas décadas do século XX assistiram à dificuldade de apreender qualquer conjunto de fenômenos da realidade a partir de um "Paradigma Único", assistimos, talvez hoje, à extensão desse paradoxo ao nível atomizado: um só paradigma parece ser insuficiente para definir e apreender a realidade complexa pertinente a um único ser humano, dedicado a um campo que seja do saber, ou quem sabe a uma prática qualquer.” (Barros, 2011)
I- Na produção do conhecimento histórico, é viável utilizar apenas um paradigma de análise quando esta produção for inspirada no pensamento marxista, uma vez que o marxismo explicou a história humana. II- A história, filha do seu tempo, é elaborada, na atualidade, a partir das inquietações do tempo presente invalidando as metanarrativas unificadoras da experiência histórica. III- Uma única teoria da história pode ser aplicada aos estudos sobre as identidades fluidas, tendo em vista que o caráter da multiplicidade está no objeto de estudo e não no campo do saber que o analisa.
É CORRETO o que se alega apenas em: