Questões de Concurso Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q2045665 História
Peter Burke denominou o movimento iniciado por Lucien Febvre e Marc Bloch, na década de 1920, como a “Revolução Francesa da Historiografia”. A qual movimento o historiador inglês se refere? 

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Q2037744 História
Quando refletimos objetivamente sobre a realidade educacional no Brasil, temos dados que revelam que o país se enquadra dentro de uma situação delicada no ranking mundial. Essa configuração é fruto de mudanças brutas em momentos de gestões educacionais que buscam sistematizar e traduzir ideologicamente determinado grupo que está no poder. Temos como exemplo, na atualidade, a tentativa da aprovação do projeto da “escola sem partido” e do “ensino domiciliar”. Contudo, essas mudanças, quando efetivadas, vão fazer parte da historiografia, conteúdos que vão ser objeto de manuseio do historiador. Refletindo sobre essa relação, o historiador Dorigo faz uma alerta aos professores e historiadores: segundo Dorigo a cada momento histórico, o grupo que está no poder, faz determinadas mudanças porque: 
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Q2037743 História
Considerando a visão do historiador Leandro Karnal sobre a prática do ensino de História, assinale a alternativa INCORRETA em relação às virtudes a serem buscadas pelo professor.
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Q2037742 História
Considerando os fundamentos teóricos e as práticas do ensino de História da especialista Maria Belintane Fermiano, assinale a alternativa INCORRETA.
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Q2037741 História
Considerando o ensino de História, a formação de professores e a relação entre memória e narrativa historiográfica, assinale a alternativa INCORRETA. 
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Q2036603 História

Se “a interatividade é o pão cada vez mais cotidiano” das sociedades, nas palavras de Edmond Couchot (1997, p. 143), um dos caminhos em sala de aula é tentar “matar essa fome” reconhecendo as inúmeras possibilidades que a linguagem da internet nos propicia. (...) Nas palavras de Juliana Xavier de Araújo, os memes não são somente reproduzidos, mas sim reelaborados de acordo com a situação e o contexto social vivido pelo sujeito. É um processo criativo de receber e dar sentido a essas formas, contextualizando-as, ou seja, cada indivíduo utiliza o sentido do meme e o ressignifica continuamente em cada replicação, a fim de compartilhar novos enunciados e adquirir um determinado capital social.
LAMARÃO Luisa Quarti. O uso de memes nas aulas de história, p. 182-184. Disponível em https://www.epublicacoes.uerj.br/index.php/periferia/article/view/36442/28114

Se o professor, usando dos memes para o ensino crítico sobre a escravidão, estabelecesse conexão do conteúdo ministrado com a atualidade vivida pelos seus alunos, a alternativa CORRETA seria
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Q2030328 História
Sobre fontes históricas, proceda à análise dos itens, julgue-os e assinale a alternativa correta:
I. Fonte histórica, documento, registro, vestígio são todos termos correlatos para definir tudo aquilo produzido pela humanidade no tempo e no espaço.

II. Fontes podem corresponder à herança material e imaterial deixada pelos antepassados que servem de base para a construção do conhecimento histórico.
III. O termo mais clássico para conceituar a fonte histórica é documento. Palavra, no entanto, que, devido às concepções da escola metódica, ou positivista, está atrelada a uma gama de ideias preconcebidas, significando não apenas o registro escrito, mas principalmente o registro oficial.
IV. Vestígio é a palavra atualmente preferida pelos historiadores que defendem que a fonte histórica é mais do que o documento oficial: que os mitos, a fala, o cinema, a literatura, tudo isso, como produtos humanos, torna-se fonte para o conhecimento da história.
V. No mundo ocidental, as primeiras ideias sistematizadas acerca da natureza das fontes históricas surgiram entre o século XVIII e o início do XIX, com os eruditos franceses que começaram a sistematizar a História escrita e, logo, a valorizar o documento.
PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
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Q2030324 História
No que se refere a patrimônio histórico, proceda à análise dos itens, julgue-os e assinale a alternativa correta:
I. No início do século XXI, um dos campos de trabalho para os historiadores que mais crescem no Brasil é o de patrimônio histórico. Todavia, a maioria dos cursos de graduação em História não possui ainda em seu currículo disciplinas suficientes para contemplar tal crescimento. Em geral têm sido os cursos de especialização, assim como as graduações e os cursos técnicos de turismo, que respondem à demanda por profissionais que trabalhem com o patrimônio histórico e cultural brasileiro.

II. A noção de patrimônio histórico tradicionalmente se refere à herança composta por um complexo de bens históricos. Mas, apesar de ainda pouco conhecido mesmo pelos egressos dos cursos de História do Brasil, o fato é que os especialistas vêm continuamente substituindo o conceito de patrimônio histórico pela expressão patrimônio cultural.
III. Em última instância, define-se patrimônio cultural (incluindo nessa ideia a de patrimônio histórico) como o complexo de monumentos, conjuntos arquitetônicos, sítios históricos e parques nacionais de determinado país ou região que possui valor histórico e artístico e compõem um determinado entorno ambiental de valor patrimonial. Em sua origem, todavia, o patrimônio tem sentido jurídico bastante restrito, sendo entendido como um conjunto de bens suscetíveis de apreciação econômica.
IV. A definição atual de patrimônio cultural se originou no documento elaborado pela Convenção sobre Proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural, realizada em 1972 e promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
V. Na Constituição Brasileira de 1988, os termos de regulamentação do serviço do patrimônio cultural, atualmente centralizados no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), determinam que tal serviço objetiva a promoção do tombamento e da conservação do patrimônio histórico e artístico nacional.
BO, João Batista Lanari. Proteção do patrimônio na UNESCO: ações e significados / João Batista Lanari Bo. – Brasília: UNESCO, 2003.186p BRASIL. [Constituição de 1988]. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988.
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Q2030323 História
Quanto às linguagens, narrativas históricas, produção e difusão do conhecimento histórico, realize a análise dos itens, julgue-os e assinale a alternativa correta.
I. Conforme Eni Orlandi, uma das principais estudiosas da Análise do Discurso no Brasil, o discurso é a prática da linguagem, isto é, uma narrativa construída a partir de condições históricas e sociais específicas. Para ela, todo discurso materializa determinada ideologia na fala a partir de um idioma específico. Desse modo, todo discurso possui uma ideologia, e é a língua que permite aos indivíduos compreenderem e assimilarem tal ideologia.
II. De acordo com Orlandi, um dos principais componentes do discurso como fala ou narrativa são os significados históricos presentes no imaginário de quem o elabora. Cada discurso é, assim, uma representação do imaginário no qual seu autor está inserido. Mas, embora todo discurso seja proferido por alguém – um indivíduo (ou vários) –, esse sujeito (que pode ser o autor de um texto, por exemplo) não é responsável pelos significados que existem em seu discurso, uma vez que nenhum discurso é de autoria exclusiva de seu autor, já que todos os indivíduos fazem parte da mesma memória coletiva.
III. Para a Análise do Discurso, o importante é saber o que um texto quer dizer, como ele diz o que diz, ou seja, como os elementos linguísticos, históricos e sociais que o compõem fazem sentido dissociadamente.
IV. Outros conceitos fundamentais para a compreensão do discurso são imaginário e memória. A memória coletiva guarda tudo o que já foi dito, tornando possível que possamos dizer tudo de novo, ou entender quando algo for dito por outros. Ou seja, como não somos responsáveis pelos sentidos do discurso, só o entendemos porque esses sentidos já existem antes de nós, em nossa sociedade, na memória coletiva e no imaginário.
V. A Análise do Discurso, em um sentido mais amplo, já é empregada por profissional de História, quando esse coloca a si as seguintes perguntas diante de um documento ou de uma obra histórica: Quem o produziu? Quando foi produzido? Por que foi produzido? Para quem foi produzido? Essas são perguntas simples, mas básicas para entendermos os sentidos que estão além do conteúdo do texto.
ORLANDI, Eni Pulcinelli. Terra à vista: discurso do
confronto – Velho e Novo Mundo. São Paulo/Campinas: Cortez/Ed. Unicamp, 1990. ORLANDI, Eni Pulcinelli. Interpretação: autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. Petrópolis: Vozes, 1996. ORLANDI, Eni Pulcinelli.. Análise de discurso: princípios e procedimentos. Campinas: Pontes, 1999
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Q2030322 História
Com base no conceito de “memória” para historiografia, proceda à análise dos itens a seguir, julgue-os e assinale a alternativa correta:


I. Segundo Jacques Le Goff, a memória é a propriedade de conservar certas informações, propriedade que se refere a um conjunto de funções psíquicas que permite ao indivíduo atualizar impressões ou informações passadas, ou reinterpretadas como passadas. O estudo da memória passa da Psicologia à Neurofisiologia, com cada aspecto seu interessando a uma ciência diferente, sendo a memória social um dos meios fundamentais para se abordar os problemas do tempo e da História. II. A memória está nos próprios alicerces da História, confundindo-se com o documento, com o monumento e com a oralidade. Mas só muito recentemente se tornou objeto de reflexão da historiografia. III. Quando os historiadores começaram a se apossar da memória como objeto da História, o principal campo a trabalhá-la foi a História Oral. IV. Para teóricos como Maurice Halbawchs, há inclusive uma nítida distinção entre memória coletiva e memória histórica: pois enquanto existe, segundo ele, uma História, existem muitas memórias. E, enquanto a História representa fatos distantes, a memória age sobre o que foi vivido. Nesse sentido, não seria possível trabalharmos a memória como documento histórico. Essa posição hoje é inclusive aceita pela maior parte dos historiadores. V. Antônio Montenegro considera que apesar de haver uma distinção entre memória e História, essas são inseparáveis, pois se a História é uma construção que resgata o passado do ponto de vista social, é também um processo que encontra paralelos em cada indivíduo por meio da memória.

HALBWACHS, Maurice (1877-1945). A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990 LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas: Ed. Unicamp, 1994 MONTENEGRO, Antonio Torres. História oral e memória: a cultura popular revisitada. São Paulo: Contexto, 2001.
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Q2030321 História
A proliferação de narrativas falsas coloca em questão não só a Geografia e as Ciências Naturais. A História enfrenta essa mesma praga, levando os professores a se perguntar: em época de fake News, como ensinar História? (FUNARI, 2021, p. 116)

A partir da questão apresentada pelo Historiador Pedro Paulo Funari, proceda à análise dos itens, julgue-os e assinale a alternativa correta:


I. O anacronismo constitui meio privilegiado dessa manipulação [fake news], na medida em que o passado, presente e futuro são misturados, tomando tempos diferentes como iguais (este é o sentido da palavra anacronismo, ana = contra, cronos = tempo). II. Um anacronismo evidente é a ideia de que os seres humanos vivem e sempre viveram para minimizar os custos e maximizar os lucros. Esse princípio do capitalismo, compreensível para os dias de hoje, seria algo universal, fora do tempo, da história e da cultura. III. A história acaba sendo alvo privilegiado de pessoas e grupos que procuram manipular seus relatos a favor ou contra isso ou aquilo, muitas vezes distorcendo informações, inventando ou mentindo, reduzindo a história a questões narrativas e esvaziando desta o teor científico. IV. Os grupos ou pessoas que disseminam fake news tendem a sustentar que os valores capitalistas não são uma constante na história, desde sempre e para sempre, como se fizessem parte da natureza das coisas. V. O ensino de História pode servir para mostrar um passado às vezes pouco conhecido, mas bem presente nas fontes escritas ou materiais, de forma a questionar diversas ”verdades” de invenção recente, simples fake news. Por meio da busca de um passado mais complexo, diferente e variado, descobrimos que é possível lutar por um futuro melhor.

PINSKY, Jaime, BASSANEZI, Carla. FICO Carlos (org) Novos combates pela História: desafios - ensino [et al]. - São Paulo: Contexto, 2021. 256p.:il.
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Q2030320 História

Os itens de I a V tratam da Escola dos Annales (1929-1989) na perspectiva de Peter Burke. 


Considerando esta visão proceda à análise, julgue e assinale a alternativa correta:



I. Na perspectiva de Peter Burke, a mais importante contribuição do grupo dos Annales, incluindo-se as três gerações, foi expandir o campo da história por diversas áreas. O grupo ampliou o território da história, abrangendo áreas inesperadas do comportamento humano e a grupos sociais negligenciados pelos historiadores tradicionais.

II. Olhando o movimento como um todo, percebemos uma grande quantidade de livros notáveis aos quais é difícil negar o título de obras primas: Les Rois Thaumaturges, Société Féodale, Le probléme de I’incroyance, Le Méditerrannée, Les Paysans de Languedoc, Civilisation et Capitalisme.

III. A tensão entre sociologia durkheimiana e a geografia humana de Vidal de la Blache é tão antiga que pode ser considerada como parte integrante da estrutura dos Annales. A tradição durkheimiana concentrou-se no que era único para uma região particular, enquanto a perspectiva vidaliana incentivou a generalização e a comparação. IV. Burke defende que o aparente conflito entre liberdade e determinismo, ou entre estruturas sociais e ação humana, embora tenham concepção paradoxais, não foi fator de divisão entre os historiadores do grupo.

V. Dentre os caminhos a serem utilizados para se avaliar o movimento dos Annales temos a análise de suas ideias predominantes. De acordo com um estereótipo comum ao grupo, eles estavam preocupados com a história das estruturas na longa duração, utilizavam métodos quantitativos, diziam-se científicos e negavam a liberdade humana. 



BURKE, Peter. A Escola dos Annales (1929-1989): A

Revolução Francesa da historiografia/ Peter Burke; tradução

Nilo Odalia. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 2011.

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Q2030312 História
Leia o texto para analisar os itens abaixo:

“Toda escolha e o encadeamento de fatos pertencentes a qualquer grande área da história, seja local ou mundial, história de uma raça ou de uma classe, são inexoravelmente controlados por um quadro de referência na mente do que seleciona ou reúne os fatos. Este quadro de referência inclui coisas consideradas necessárias, coisas consideradas possíveis, e coisas consideradas desejáveis. Pode ser vasto, informado por profundos conhecimentos, e iluminado por uma vasta experiência; ou pode ser pequeno, desinformado, e não iluminado. Pode ser uma grande concepção da história ou numa simples complicação de pontos confusos. Mas está lá na mente, inexoravelmente. Repitamos segundo Croce: quando a grande filosofia é ostensivamente colocada na porta da frente da mente, então os preconceitos estreitos, de classe, provinciais e regionais entram pela porta dos fundos e dominam, talvez apenas meio inconscientemente, o pensamento do historiador. 

BEARD, Charles. “Written history as an act of faith”, in American Historical Review 39, no. 2, p. 227.
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Q2030304 História
“A história deve se iniciar por pequenos contos históricos que [serviriam] para despertar a curiosidade dos alunos, interessá-los nesse gênero de estudos; depois vem as notícias biográficas dos personagens célebres – episódios importantes da história de cada povo, noções sobre a origem, vida e costumes de cada um – um esboço geral da história universal, com o desenvolvimento de certas épocas que mereçam estudos especiais. ”
Proposta de um educador sobre o ensino de História para as escolas elementares, em 1879.

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de história: fundamentos e métodos. 4ª edição. São Paulo: Cortez, 2011, p. 92.


A respeito da história do ensino da história no Brasil, julgue os itens, assinalando a alternativa correta
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Q2026698 História
Feministas assumidas ou não, as mulheres forçam a inclusão dos temas que falam de si, que contam sua própria história e de suas antepassadas e que permitem entender as origens de muitas crenças e valores, de muitas práticas sociais frequentemente opressivas e de inúmeras formas de desclassificação e estigmatização.
De certo modo, o passado já não nos dizia e precisava ser reinterrogado a partir de novos olhares e problematizações, por meio de outras categorias interpretativas, criadas fora da estrutura falocêntrica especular.
Margareth Rago. Epistemologia feminista, gênero e história. In: Joana Pedro e Mirian Grossi (Org.). Masculino, feminino, plural. Florianópolis: Mulheres, 1998. (com adaptações).

A respeito do tema tratado no fragmento apresentado, assinale a opção correta.
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Q2024347 História
Sobre a emergência do gesto patrimonial no Ocidente, considere o trecho a seguir.
“Com a nova configuração cultural aberta pela Revolução Francesa, o discurso patrimonial se confundiu com a luta contra o vandalismo e se tornou um compromisso para a manutenção do status quo. Na operação de apagamento da cultura do Antigo Regime, mediante a eliminação de seus objetos de memória e civilidades, configuram-se novas relações com a coletividade, ao longo do século XIX, marcadas pelo predomínio do vínculo da nação com a conservação. A maioria dos objetos ‘que contam’, e cuja beleza pertence a todos torna-se a encarnação do ‘espírito’ de uma coletividade particular. Ao longo do século XX, a noção de conservação engaja claramente uma representação da historicidade: o princípio de precaução contém uma conservação dita ‘preventiva’ definida de forma estrita, enquanto as reflexões administrativas não cessam de afirmar que o patrimônio é ‘um presente do passado’.”
Adaptado de POULOT, D. “A razão patrimonial na Europa, do século XVIII ao XXI”, in Revista do Patrimônio, IPHAN, 34, 2012, p. 31-32.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente os sentidos atribuídos ao gesto patrimonial na tradição ocidental, a partir das considerações de Dominique Poulot, à exceção de uma. Assinale-a. 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2022 - USP - Professor - História |
Q2023296 História

Tomando o texto e as imagens a seguir como referências, julgue as asserções I, II e III. “Cada cidade é uma cidade – e, fundamentalmente, uma cidade em transformação. E o olhar de quem a vê ou de quem a vive também a altera, impõe detalhes ou remodela paisagens. Nas subjetividades de visitantes e moradores, as cidades são muitas vezes desenhadas e redesenhadas.”

TERRA, Antonia. História das cidades brasileiras. São Paulo: Melhoramentos, 2012, p. 11.


Imagem associada para resolução da questão

Vista a partir do Museu Paulista (década de 1920). Foto O. Achtschim. In: Às margens do Ipiranga: 1890-1990. São Paulo, Museu Paulista – USP, 1990. 



Imagem associada para resolução da questão

Vista aérea do Monumento ao Ipiranga em 2018. Créditos da imagem: Igor Rando.



I. As imagens fornecem exemplos privilegiados das transformações pelas quais passou a cidade de São Paulo entre as décadas de 1920 e 2010, sobretudo por operarem com o contraste entre distintos contextos históricos: o primeiro, fortemente impregnado de elementos arquitetônicos próprios do sistema escravista vigente, enquanto o segundo, pelo processo de expansão imobiliária, típico de espaços urbanos regidos pela lógica capitalista.

II. Apesar de retratarem a mesma região em contextos históricos diferentes, tendo sempre o Museu Paulista como pano de fundo e/ou foco da representação imagética, os contrastes entre uma paisagem e outra se devem sobretudo à subjetividade dos artistas O. Achtschim e Igor Rando e pelas técnicas de registro que empregaram.

III. As imagens corroboram as proposições de Antônia Terra sobre as cidades enquanto lócus de mudança, mas não possibilitam perceber como as subjetividades de visitantes e moradores, por meio de processo ativo e dinâmico, acabam por remodelar as próprias paisagens urbanas.


A alternativa que contém apenas asserções corretas é:  

 

Alternativas
Q2016240 História

O Novo Ensino Médio concebe a área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, a partir de uma perspectiva articulada da Filosofia, Geografia, História e Sociologia, considerando o uso de tecnologias. Nesse sentido, é esperado que o estudante desenvolva capacidades de estabelecer diálogos entre indivíduos, grupos sociais e cidadãos em contextos diversos de nacionalidade, saber e cultura.


As afirmativas a seguir indicam orientações encarecidas pela formação escolar, à exceção de uma. Assinale-a.

Alternativas
Q2016239 História
No Novo Ensino Médio, o estudante é o foco de sua própria formação. Para isso, foram concebidos os itinerários formativos, que permitem ao educando optar pela melhor formação, segundo seu interesse de aprofundar conhecimentos.
A respeito dos eixos estruturantes dos itinerários formativos, analise as afirmativas a seguir.
I. A investigação científica: estimula a criação de processos ou produtos que atendam às demandas sociais, a partir da ampliação do conhecimento científico para construção e criação de experimentos, modelos e protótipos
II. A mediação e intervenção sociocultural: aborda os conhecimentos necessários para mediar conflitos, promover entendimento e implementar soluções para questões e problemas identificados na comunidade.
III. O empreendedorismo: propõe a ampliação dos conhecimentos de diferentes áreas para a criação de empresas, instituições ou organizações voltadas ao desenvolvimento de produtos e serviços inovadores com o uso das tecnologias.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2016226 História
As afirmações a seguir descrevem corretamente conquistas da ciência no século XIX, à exceção de uma. Assinale-a.
Alternativas
Respostas
881: B
882: A
883: C
884: B
885: E
886: C
887: C
888: A
889: D
890: B
891: A
892: C
893: B
894: C
895: D
896: A
897: D
898: C
899: D
900: C