Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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A partir da questão apresentada pelo Historiador Pedro Paulo Funari, proceda à análise dos itens, julgue-os e assinale a alternativa correta:
I. O anacronismo constitui meio privilegiado dessa manipulação [fake news], na medida em que o passado, presente e futuro são misturados, tomando tempos diferentes como iguais (este é o sentido da palavra anacronismo, ana = contra, cronos = tempo). II. Um anacronismo evidente é a ideia de que os seres humanos vivem e sempre viveram para minimizar os custos e maximizar os lucros. Esse princípio do capitalismo, compreensível para os dias de hoje, seria algo universal, fora do tempo, da história e da cultura. III. A história acaba sendo alvo privilegiado de pessoas e grupos que procuram manipular seus relatos a favor ou contra isso ou aquilo, muitas vezes distorcendo informações, inventando ou mentindo, reduzindo a história a questões narrativas e esvaziando desta o teor científico. IV. Os grupos ou pessoas que disseminam fake news tendem a sustentar que os valores capitalistas não são uma constante na história, desde sempre e para sempre, como se fizessem parte da natureza das coisas. V. O ensino de História pode servir para mostrar um passado às vezes pouco conhecido, mas bem presente nas fontes escritas ou materiais, de forma a questionar diversas ”verdades” de invenção recente, simples fake news. Por meio da busca de um passado mais complexo, diferente e variado, descobrimos que é possível lutar por um futuro melhor.
PINSKY, Jaime, BASSANEZI, Carla. FICO Carlos (org) Novos combates pela História: desafios - ensino [et al]. - São Paulo: Contexto, 2021. 256p.:il.
Os itens de I a V tratam da Escola dos Annales (1929-1989) na perspectiva de Peter Burke.
Considerando esta visão proceda à análise, julgue e assinale a alternativa correta:
I. Na perspectiva de Peter Burke, a mais importante contribuição do grupo dos Annales, incluindo-se as três gerações, foi expandir o campo da história por diversas áreas. O grupo ampliou o território da história, abrangendo áreas inesperadas do comportamento humano e a grupos sociais negligenciados pelos historiadores tradicionais.
II. Olhando o movimento como um todo, percebemos uma grande quantidade de livros notáveis aos quais é difícil negar o título de obras primas: Les Rois Thaumaturges, Société Féodale, Le probléme de I’incroyance, Le Méditerrannée, Les Paysans de Languedoc, Civilisation et Capitalisme.
III. A tensão entre sociologia durkheimiana e a geografia humana de Vidal de la Blache é tão antiga que pode ser considerada como parte integrante da estrutura dos Annales. A tradição durkheimiana concentrou-se no que era único para uma região particular, enquanto a perspectiva vidaliana incentivou a generalização e a comparação. IV. Burke defende que o aparente conflito entre liberdade e determinismo, ou entre estruturas sociais e ação humana, embora tenham concepção paradoxais, não foi fator de divisão entre os historiadores do grupo.
V. Dentre os caminhos a serem utilizados para se avaliar o movimento dos Annales temos a análise de suas ideias predominantes. De acordo com um estereótipo comum ao grupo, eles estavam preocupados com a história das estruturas na longa duração, utilizavam métodos quantitativos, diziam-se científicos e negavam a liberdade humana.
BURKE, Peter. A Escola dos Annales (1929-1989): A
Revolução Francesa da historiografia/ Peter Burke; tradução
Nilo Odalia. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 2011.
“Toda escolha e o encadeamento de fatos pertencentes a qualquer grande área da história, seja local ou mundial, história de uma raça ou de uma classe, são inexoravelmente controlados por um quadro de referência na mente do que seleciona ou reúne os fatos. Este quadro de referência inclui coisas consideradas necessárias, coisas consideradas possíveis, e coisas consideradas desejáveis. Pode ser vasto, informado por profundos conhecimentos, e iluminado por uma vasta experiência; ou pode ser pequeno, desinformado, e não iluminado. Pode ser uma grande concepção da história ou numa simples complicação de pontos confusos. Mas está lá na mente, inexoravelmente. Repitamos segundo Croce: quando a grande filosofia é ostensivamente colocada na porta da frente da mente, então os preconceitos estreitos, de classe, provinciais e regionais entram pela porta dos fundos e dominam, talvez apenas meio inconscientemente, o pensamento do historiador.
BEARD, Charles. “Written history as an act of faith”, in American Historical Review 39, no. 2, p. 227.
Proposta de um educador sobre o ensino de História para as escolas elementares, em 1879.
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de história: fundamentos e métodos. 4ª edição. São Paulo: Cortez, 2011, p. 92.
A respeito da história do ensino da história no Brasil, julgue os itens, assinalando a alternativa correta.
Para o professor de História é fundamental conectar os personagens históricos ao tempo cronológico, ao espaço de desenvolvimento de suas ações e aos contextos históricos, que envolvem disciplina e requer um amplo conhecimento do educador. A imagem a seguir apresenta o personagem Bjorn Ironside Vikings. Bjorn representa um guerreiro viking que provavmente viveu entre os séculos VIII e XI.

Nessa imagem há um grave erro histórico. Assinale a alternativa correta.
BLOCH, Marc. Apologia da História: ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. p.55.
Uma preocupação constante da historiografia é a reflexão sobre História e tempo.
Sobre essa relação, é correto afirmar que:
BLOCH, Marc. Apologia da História: ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. p.47.
Assinale a alternativa correta a respeito da escola dos Annales.
LEE, Peter. Por que aprender História? Educar em Revista: Curitiba. UFPR. N. 42, out./dez. 2001. p. 20.
Assinale a alternativa correta a respeito do estudo sobre o passado, a historicidade e a História.
Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item.
Na contemporaneidade, a ideologização do passado foi
instrumento de poder usado por regimes de força, o que
levou a uma única interpretação da história e ao silêncio
em torno de tudo aquilo que pudesse contestar os donos
do poder.
Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item.
As modernas metodologias de ensino-aprendizagem
sugerem que a história, como disciplina escolar na
educação básica, se prenda ao estudo do passado,
desvinculando-o do tempo presente.
Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item.
Em face das circunstâncias do mundo contemporâneo, o
professor de história está sendo estimulado a se fixar
nos grandes personagens e na cronologia, afastando-se
da preocupação analítica e da conexão entre os fatos.
Fonte (adaptada): J. Ki-Zerbo, História Geral da África , vol. I, p. LII apud UNESCO. História geral da África, VII: África sob dominação colonial, 1880-1935, 2.ed. rev., Brasília: UNESCO, 2010, p. VII.
De acordo com o texto, marque a alternativa INCORRETA:
BARROS, José D'Assunção. Teoria da História. Vol. II. Petrópolis: Vozes, 2012, p. 24.
Acerca da Teoria da História, relacione a coluna 1 com a coluna 2:
Coluna 1
(1)Positivismo. (2)Historicismo. (3)Materialismo histórico.
Coluna 2
( )Foi proposto por Karl Marx e começou a ser organizado em torno da possibilidade de construir uma escrita da história que contribuísse para o desenvolvimento humano.
( )Um de seus maiores representantes foi Auguste Comte, que aliava as ideias de progresso e o conceito de ordem.
( )Desenvolvido por Wilhelm Dilthey, o método dada um caráter histórico a toda a existência humana.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Marque a alternativa que NÃO representa reflexões dos historiadores da Escola dos Annales acerca do medievo:
1.( )Uma das principais características metodológicas da perspectiva positivista é o uso de fontes oficiais.
2.( )Nos dias atuais, podem ser consideradas fontes para a História, dentre outras, as mídias digitais.
3.( )A oralidade não podem ser considerada fonte histórica.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
BERGMANN K. A história na reflexão didática. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 9, n. 19, fev. 1990, p. 29.
A esse respeito, podemos afirmar que: