Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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A origem do ser humano se constituiu de pesquisas e questões intrigantes desde que a humanidade começou a pensar. Considerando a linha do tempo, estabelecida por alguns estudiosos, encontramos grupos com capacidades intelectuais e aperfeiçoamento de técnicas, com polimentos de instrumentos e armas. Foi um período de enormes migrações em que grupos começaram a habitar lugares fixos, originando as comunidades e as primeiras aldeias. Considera-se que nesse período houve uma melhora da condição existencial, da domesticação de animais e descobrimento da agricultura com a oferta de alimentos. Esse período histórico denomina-se:
Em conformidade com THOMPSON, sobre o termo Rough music, é CORRETO afirmar que tem sido comumente usado na:
De acordo com WEBER, (...) numa história universal da cultura, mesmo de um ponto de vista puramente econômico, não é, em última análise, o desenvolvimento da atividade capitalista como tal, diferindo nas diversas culturas apenas quanto à forma: o tipo aventureiro, o capitalismo do comércio, da guerra, da política ou da administração como fontes de lucro e que é o ponto-chave. É antes a origem desse sóbrio capitalismo burguês com sua organização racional do trabalho. Sobre os fundamentos do capitalismo, analisar os itens abaixo:
I - Entre os fatores de importância incontestável estão as estruturas racionais das leis e da administração, pois o moderno capitalismo racional não necessita apenas dos meios técnicos de produção, mas também de um sistema legal calculável e de uma administração baseada em termos de regras formais.
II - Define-se como ação econômica capitalista aquela que repousa na expectativa de lucros pela utilização das oportunidades de troca, isto é, nas possibilidades (formalmente) pacíficas de lucro.
III - O cálculo do capital é sempre feito em dinheiro, quer pelos modernos métodos de contabilidade, quer por qualquer outro método, por mais primitivo e grosseiro que seja. Tudo é feito em termos de balanço: um balanço inicial no começo da empresa; outro antes de qualquer decisão individual, como cálculo de sua provável lucratividade e um balanço final para apurar o lucro obtido.
Está(ão) CORRETO(S):
Segundo KERN, no que se refere a quem eram denominados homínidas, analisar os itens abaixo:
I - Os antepassados bípedes de nossa espécie.
II - Apenas os homens.
III - Os homens.
IV - Apenas os antepassados bípedes de nossa espécie.
Está(ão) CORRETO(S):
A Pré-História Brasileira
A região da Lapa Vermelha, no município de Pedro Leopoldo, a cerca de 40 quilômetros da Capital de Minas Gerais, atualmente é considerada um dos mais importantes sítios arqueológicos do continente americano. Lá foi encontrado, em 1975, um dos mais antigos fósseis humanos das Américas, com cerca de 11 mil anos, conhecido como:
Qual a opção que melhor expressa esta cultura?
“Guernica”, a obra-prima de Pablo Picasso, é uma representação das atrocidades fascistas cometidas na Guerra Civil Espanhola. A que corrente da vanguarda europeia pertencia o artista?
“Se eu disse: ‘lembro-me de ter escrito uma carta a Fulano, na semana passada’ – temos uma afirmação da memória, mas não uma afirmação histórica. Todavia, se eu acrescentar: ‘e a minha memória não está a atraiçoar-me, pois tenho aqui a resposta dele’ – então estou a basear, numa prova, uma afirmação acerca do passado. Estou a falar historicamente.”
(Collingwood, 1981:311. Disponível em: http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/36/art17_36.pdf.)
Sobre a escrita da história e a memória, tendo em vista não apenas a visão do autor em destaque, é correto afirmar que:
Há uma longa discussão sobre a questão da objetividade/subjetividade do historiador, bem como sobre a relação entre história e ficção. Em um primeiro momento parece claro que o historiador busca apresentar os fatos com imparcialidade, sem deixar que a suas paixões e seus interesses interfiram em sua análise. Porém, é necessário salientar que esta constatação tem muitos pormenores e indicam abordagens importantes no que se refere ao fazer historiográfico.
Leia o trecho a seguir:
“Para o vocabulário corrente, as origens são um começo que explica. Pior ainda: que basta para explicar. Aí mora a ambiguidade; aí mora o perigo.”
Sobre a abordagem histórica sobre o passado, assinale a opção CORRETA:
“Existe um tipo de experiência vital — experiência de tempo e espaço, de si mesmo e dos outros, das possibilidades e perigos da vida — que é compartilhada por homens e mulheres em todo o mundo, hoje. Designarei esse conjunto de experiências como “modernidade”. Ser moderno é encontrar-se em um ambiente que promete aventura, poder, alegria, crescimento, autotransformação e transformação das coisas em redor — mas ao mesmo tempo ameaça destruir tudo o que temos, tudo o que sabemos, tudo o que somos. A experiência ambiental da modernidade anula todas as fronteiras geográficas e raciais, de classe e nacionalidade, de religião e ideologia: nesse sentido, pode-se dizer que a modernidade une a espécie humana. Porém, é uma unidade paradoxal, uma unidade de desunidade: ela nos despeja a todos num turbilhão de permanente desintegração e mudança, de luta e contradição, de ambigüidade e angústia.” BERMAN, Marshal. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Cia das Letras, 1986, p. 15.
Sobre o conceito de modernidade, leia o exerto do texto e em seguida assinale a alternativa correta:
Considerando a visão do historiador Leandro Karnal, o(a)_______________ é fruto da aproximação entre história e antropologia, configura uma manifestação da vida, envolve formas de trabalhos, organizações, dos cotidianos das pessoas; possui um enorme significado, uma essência importante para a caracterização de grupos sociais e de povos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Para o autor José Carlos Reis, o passado é o local da experiência: sido, acontecido, vivido. Pode-se vê-lo de três modos, pelo menos. Assinale a alternativa incorreta.
Todo ser humano tem consciência do passado (definido como o período imediatamente anterior aos eventos registrados na memória de um indivíduo) em virtude de viver com pessoas mais velhas. Provavelmente todas as sociedades que interessam ao historiador tenham um passado, pois mesmo as colônias mais inovadoras são povoadas por pessoas oriundas de alguma sociedade que já conta com uma longa história (HOBSBAWM, 1998).
Assinale a alternativa correta, que corresponde à concepção de Eric Hobsbawm sobre o passado.
Na Antiguidade Clássica, muito ao contrário, a história recente era o foco central da preocupação dos historiadores. Para Heródoto e Tucídides, a história era um repositório de exemplos que deveriam ser preservados, e o trabalho do historiador era expor os fatos recentes atestados por testemunhos diretos. Não havia, portanto, nenhuma interdição ao estudo dos fatos recentes, e as testemunhas oculares eram fontes privilegiadas para a pesquisa. O que alterou esse quadro? Por que, no século XIX, a história recente, então chamada de contemporânea, tornou-se um objeto problemático? (FERREIRA, 2000).
O trecho acima foi escrito pela autora Marieta Ferreira, no artigo “História do tempo presente: desafios”. A respeito dos problemas enfrentados pela História Contemporânea, analise as afirmativas abaixo.
I. Os historiadores profissionais republicanos diziam que a história contemporânea tratava de eventos muito próximos e não era possível separá-la da política, sendo isso, uma das dificuldades.
II. Assim, entendia que só o recuo no tempo poderia garantir uma distância crítica. Acreditava-se que a competência do historiador devia-se ao fato de que somente ele podia interpretar os traços materiais do passado, seu trabalho não podia começar verdadeiramente senão quando não mais existissem testemunhos vivos dos mundos estudados.
III. A história na contemporaneidade não é estudada com caráter cientifico, ela é estudada de forma narrativa para posteriormente a interpretação histórica se sustentar nesse passado.
Assinale a alternativa correta.
Uma memória, involuntária, dependendo de acasos pessoais, não responde às necessidades objetivas da historiografia (Willi Bolle, s.d).
De acordo com a autora Lucilia Delgado, no livro “História oral: Memória, tempo e identidade” um dos maiores desafios para a comunidade de historiadores, antropólogos e sociólogos que reconstroem testemunhos e histórias de vida utilizando a história oral, consiste na definição do que seja a história oral. A respeito da história oral, assinale a alternativa correta.
Observe a figura.
O tempo é uma dimensão imanente da existência: dos homens, da natureza, das coisas, do universo. Nada existe, a não ser no tempo e, por isso mesmo, ele nos é inapreensível, impensável, como algo em si. O tempo não existe fora das coisas, externo ao mundo, mas é a sua condição (REIS, 2008).
A charge faz menção ao tempo e à forma de utilização das descobertas materiais. Já o texto, caracteriza a noção de tempo histórico. A respeito do tempo histórico, assinale a alternativa correta.
A valorização do passado, ou do que sobrou dele na paisagem ou nas “instituições de memória” (museus, arquivos, bibliotecas etc.), dá-se hoje de forma generalizada no mundo, refletindo a emergência de uma nova relação indenitária entre os homens e as mulheres do final do século XX e os conjuntos espaciais que lhes dão ancoragem no planeta, sejam eles os Estados-nações, as regiões ou os lugares (ABREU, 1998).
Jacques Le Goff foi um importante historiador francês que trouxe muitas contribuições para o estudo da História. A respeito da valorização atual do passado na visão deste autor, assinale a alternativa incorreta.
Cada indivíduo participa, simultaneamente, em vários campos mnésicos, conforme a perspectiva em que coloca a sua retrospecção. Porém, esta é passível de ser reduzida a duas atitudes nucleares: a autobiografia e a histórica. [...] Na experiência vivida, a memória individual é formada pela coexistência, tensional e nem sempre pacífica, de várias memórias pessoais, familiares, grupais, regionais, nacionais etc, em permanente construção, devido à incessante mudança do presente em passado (CATROGA, 2015).
O autor Pierre Nora, no texto “Entre memória e História” faz relações sobre a memória e a história. Sendo assim, analise as afirmativas abaixo.
I. A história é a reconstrução sempre problemática e incompleta do que não existe mais. A memória é um fenômeno sempre atual, um elo vivido no eterno presente; a história, uma representação do passado.
II. A memória não se acomoda a detalhes que a confortam; ela se alimenta de lembranças vagas, telescopias, globais ou flutuantes, particulares ou simbólicas, sensível a todas as transferências, cenas, censura ou projeções. A história ao contrário, pertence a todos e a ninguém.
III. A memória se enraíza no concreto, no espaço, no gesto, na imagem, no objeto. A história só se liga às continuidades temporais, às evoluções e às relações das coisas.
Assinale a alternativa correta.
“Todo conceito, parece, é portador de muitas camadas temporais. Hoje, por exemplo, pode-se usar a expressão sociedade civil com alguns traços de seu significado aristotélico ainda presentes e ainda compreensíveis. Outros muitos significados do termo tal como usado na Antiguidade, na Idade Média, e no início do mundo moderno, no entanto, terão desaparecido. O conceito, em outras palavras, tem várias camadas temporais, e os seus significados têm diferentes durées” Tendo como base o texto acima e outros autores históricos, podemos afirmar que um conceito histórico é