Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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Disponível: https://globoplay.globo.com/v/12471062/ Acesso: 30/08/2024.
Em entrevista, ao Jornal Hoje, no dia 27 de maio de 2024, em parceria com o G1, a historiadora e pesquisadora revela que em seus estudos foi possível compreender:
Fonte: NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, v. 10, dez., 1993, p.9.
O debate pontuado no campo da historiografia sobre os conceitos de memória e história, adverte que:
Os períodos Idade da Pedra (Paleolítico e Neolítico) e Idade dos Metais (cobre, bronze e ferro) foram divididos considerando os vestígios encontrados pelos arqueólogos. Considerando essa periodização sobre a História das sociedades anteriores à escrita, analise a sentença abaixo:
Para essa periodização, historiadores e arqueólogos ponderaram os estágios econômicos, por isso, em todas as regiões – Europa, África, Oriente Médio – as diversas Idades obedecem a uma ordem cronológica, porém não começam ou terminam ao mesmo tempo (1ª parte). Considerando os estágios econômicos, pode-se afirmar que ainda existem alguns povos que vivem em uma economia de Idade da Pedra, o que não corresponde necessariamente ao seu desenvolvimento cultural, social e político atual (2ª parte). Pode-se exemplificar esse debate da seguinte forma: enquanto o Neolítico se consolidava no Egito e na Mesopotâmia, a Inglaterra se encontravam em plena Idade do Bronze, e a economia australiana ainda era paleolítica (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
As concepções de tempo e espaço nas comunidades primitivas desempenharam um papel fundamental em suas práticas sociais, religiosas e culturais. A esse respeito, assinale a alternativa INCORRETA.
Bloch, Marc. Apologia da história ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001, p. 65.
Partindo da reflexão estabelecida por Marc Bloch, assinale a alternativa que apresente, de forma coerente, à função do historiador frente à ciência histórica.
O desejo e o prazer de compreender, de explicar a realidade, de questionar para procurar alternativas, de conhecer para agir conscientemente são, sem dúvida, fatores poderosos na formação de indivíduos responsáveis e intervenientes. Não foi decerto por acaso que os regimes totalitários declaram morte à cultura e reduziram drasticamente o tempo de escolaridade e o acesso ao saber.
(Roldão apud Proença, 1999, p. 25-26.)
O ensino de história contribui para o crescimento pessoal e social de cada indivíduo não apenas pelo conteúdo do saber histórico, mas também pela metodologia adotada. Nesse sentido:
Samba-Enredo 2024 – Glória ao Almirante Negro:

(Disponível em: https://www.letras.mus.br/gres-paraiso-do-tuiuti/. Acesso em: fevereiro de 2024.)
Como a nossa sociedade sofre um ritmo intenso de modificações, a escola e o ensino de história, em especial, deve acompanhar esse processo sob pena de transmitir conhecimentos já ultrapassados. Para isto deve incorporar os temas e as inovações tecnológicas com que os alunos já lidam no seu cotidiano. Constitui-se hoje, para os educadores do ensino fundamental e médio, um desafio muito grande ensinar alunos que têm contato cada vez maior com os meios de comunicação e sofrem a influência da televisão, rádio, jornal, vídeogames, [...] computador, redes de informações e etc.
(Ferreira. 1999, p. 144.)
Discutir a respeito da utilização das novas tecnologias da informação e da comunicação no ensino de história, embora não seja mais novidade, é pertinente e necessário. Nesse contexto de evolução informacional constante:
O objetivo da história é dar sentido ao passado; é conhecer e compreender não para contemplar um passado morto, mas para agir, para libertar consciências, para dar força às forças do progresso, para identificar e integrar o país com sua história e seu futuro, essa é toda a tarefa da história.
(Rodrigues. 1984, p. 39.)
O excerto anterior apresenta uma perspectiva acerca do que seria, de fato, a história. Dessa forma, a metodologia do ensino da história precisa
Qual conceito é enfatizado pelo historiador Roger Chartier em sua obra “História e Leitura do Tempo” (2009) como fundamental para a construção da história cultural?
Qual é um dos elementos fundamentais que constituem o saber histórico escolar?
Os “caminhos da história ocidental” abrangem uma série de períodos históricos, desde a antiguidade clássica até os dias atuais, e envolvem uma análise profunda das mudanças e continuidades que ocorreram ao longo do tempo. Ao examinar os “caminhos da história ocidental”, os historiadores devem buscar entender:
O Paleolítico é o mais extenso período da história da humanidade, estendendo-se do seu surgimento, por volta de 7 milhões de anos, até aproximadamente 8 mil anos a.C. Durante esse período, nossa espécie Homo aprimorou habilidades e técnicas para garantir a sua sobrevivência. Pode-se considerar como uma das técnicas desenvolvidas pelo homem nesse período:
A prática historiográfica envolve a interpretação e análise dos fatos a partir de determinados contextos e perspectivas, reconhecendo que o acesso direto à verdade absoluta é impossível.
Devido à natureza interpretativa, a periodização histórica é influenciada por diversos critérios, que podem ser políticos, ou baseados em grandes marcos ou eventos, como na divisão clássica em Pré-História, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea.
A compreensão da época em que vivemos e a consciência de pertencer a uma determinada geração refletem a capacidade de agir de acordo com o contexto histórico e temporal em que estamos inseridos.
O conceito de historicidade compreende o tempo não apenas como uma sucessão de momentos, mas como parte de um contexto histórico mais amplo, sujeito a mudanças e interpretações ao longo da história.