Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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As pesquisas sobre a constituição do campo da História na condição de disciplina acadêmica e escolar têm tido como referência os estudos franceses. Assim sendo, a partir da leitura do texto podemos inferir que
A partir da análise desse trecho de um artigo do historiador, é correto inferir que o autor considera que
Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de Janeiro: FGV. P. 227) Ao analisar as relações entre a história escolar e a acadêmica, a autora sugere que os saberes históricos
Apesar das diferenças entre as três gerações dos Annales, é possível identificar um chão comum. Para analisar os pontos em comum que marcam a trajetória da produção historiográfica das três gerações dos Annales, devemos considerar
Atualmente, todos os vestígios deixados pelas gerações passadas são fontes históricas que podem ser analisadas pelos historiadores para produzir conhecimento histórico, constituindo um amplo campo documental constituído por diferentes tipos de registros (1ª parte). No século XIX, com o reconhecimento da História como uma disciplina acadêmica, assim como da profissão de historiador, as fontes históricas consideradas pelos historiadores constituíam apenas os registros escritos, especialmente aqueles de cunho cotidiano como cartas e diários (2ª parte). A partir da segunda metade do século XX, o conceito de fonte histórica mudou consideravelmente, passando-se a admitir toda a produção realizada pelos seres humanos como acervo documental, incluindo diferentes tipos de vestígios arqueológicos, monumentos, fotografias, pinturas, instrumentos de trabalho, vestimentas, entre outros (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
I. Os mitos e as lendas sobre a origem do homem, que trazem a crença de que a humanidade foi criada por um ser superior, fazem parte de uma corrente de pensamento chamada criacionismo.
II. Com o desenvolvimento das ciências, a partir do século XVIII, surge o racionalismo, uma linha de pensamento que explica a origem humana através de explicações racionais, sendo a obra “A origem das espécies”, de Alfred Russell Wallace, uma das principais referências.
III. O criacionismo no mundo ocidental é baseado na tradição judaico-cristã. As teorias dessa interpretação criacionista são encontradas no Livro do Gênesis, no Antigo Testamento da Bíblia.
Quais estão corretas?
Em História, os estudos sobre o cotidiano têm, nas últimas décadas, ocupado espaços cada vez mais importantes, pois
(Saliba, E. T. Aventuras modernas e desventuras pós-modernas. In: Pinsky, C. B.; Luca, T. R. de (Orgs.). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009, p. 312)
Os autores apontados são vinculados à corrente historiográfica
(Marc Bloch. Apologia da história ou o ofício do historiador)
Conforme o texto e os conhecimentos historiográficos, a visão de Marc Bloch considera que
Portelli: Durante a resistência, você pensava apenas na liberdade nacional ou desejava alguma coisa mais?
Filipponi: Pensavámos na libertação nacional do fascismo e, após isso tínhamos esperança de alcançar o socialismo, o qual ainda não havíamos atingido. Depois que a guerra terminou - Terni foi onze meses mais cedo do que o resto do país -, o camarada Palmiro Togliatti [secretário do Partido Comunista italiano no pós-guerra] convocou uma reunião com os líderes do Partido em todas as províncias da Itália. Togliatti fez um discurso e adiantou que haveria eleições e pediu o meu apoio para ganharmos a eleição. Houve aceitação ao discurso feito, mas eu levantei minha mão: “Camarada Togliatti, eu discordo”, porque, como Lenine disse: quando o tordo voa, é o momento de atirar nele. Hoje o tordo está voando: todos os chefes fascistas estão se escondendo ou fugindo, tanto em Terni como em qualquer outro lugar. Este é o momento: nós atacamos e construímos o socialismo. Togliatti colocou a sua moção e a minha em votação e a dele obteve quatro votos a mais do que a minha, e assim foi vencedora.
Adaptado de: PORTELLI, Alessandro. Sonhos Ucrônicos, Memória e Possíveis Mundos dos Trabalhadores. Projeto História, n. 10, São Paulo: Educ, 1993. p. 42-43.
Segundo Portelli, a confrontação entre Filliponi e Togliatti nunca aconteceu. Com base nos estudos atuais sobre a oralidade como fonte de pesquisa, essa constatação indica que a História Oral
O escritor argentino Julio Cortázar (1914-1984) escreveu em O Jornal e suas metamorfoses:
Um senhor pega um bonde depois de comprar o jornal e pô-lo debaixo do braço. Meia hora depois, desce com o mesmo jornal debaixo do mesmo braço.
Mas já não é o mesmo jornal, agora é um monte de folhas impressas que o senhor abandona num banco de praça.
Mal fica sozinho na praça, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que um rapaz o descobre, o lê, e o deixa transformado num monte de folhas impressas.
Mal fica sozinho no banco, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que uma velha o encontra, o lê e o deixa transformado num monte de folhas impressas. Depois, leva-o para casa e no caminho aproveita-o para embrulhar um molho de acelga, que é para o que servem os jornais depois dessas excitantes metamorfoses.
CORTÁZAR, Julio. Histórias de Cronópios e de Famas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011. p. 63.
Um professor leu com os seus alunos esse texto de Cortázar, o que fez com que toda a turma concluísse
que, na escola básica, os documentos históricos
Leia a tirinha a seguir.

A charge acima apresenta uma discussão que confunde
cultura com instrução. Essa é uma ideia que reduz a ideia
de cultura, já que todos têm cultura. Sendo assim, cultura é
[...] Não é a consciência que determina a vida, mas sim a vida que determina a consciência.
MARX, K.; ENGELS, F. A Ideologia Alemã: crítica da filosofia alemã mais recente na pessoa dos seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirnes, e do socialismo alemão na dos seus diferentes profetas. Lisboa: Presença; Martins Fontes, 1980. v. 1-2, p. 26
De acordo com os conceitos do Materialismo Histórico Dialético, o texto