Questões de Concurso Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q3052274 História
Texto I
      Os vagabundos, mendigos validos e hebrios habituais, vadios e desordeiros [...]. Tornar-se-ão úteis a si próprios e a sociedade, que não deve ter em seu seio indivíduos ociosos e prejudiciais, e sim segregá-los em local onde deixem de constituir ameaça a coletividade.
JORNAL DO COMÉRCIO. Recife, Pernambuco, 16 de agosto de 1923. Arquivo público Jordão Emerenciano.
Texto II
      Por conta da ausência de políticas públicas que fossem capazes de produzir uma inserção da população pobre que habitava a capital pernambucana, era comum que vendedores ambulantes, prostitutas, e menores abandonados estivessem em situação de vulnerabilidade, ocasionando problemas que iam de epidemias a problemas com a polícia. [...]
      Com o respaldo das teorias higienistas, foi possível implantar uma perseguição àqueles que eram tidos como transmissores de mazelas sociais.
NEVES, Marcos Alessandro. Higienismo e ações de remodelamento urbano no Recife (1900-1929). Cadernos do CEOM, Chapecó (SC), v. 31, n. 48, p. 50-59, 2018. Disponível em: https://bell.unochapeco.edu.br/revistas/index.php /rcc/article/view/4052. Acesso em: 18 jul. 2024.

O Texto I foi extraído de um jornal recifense de 1923. Como recurso didático, esse documento histórico possibilita a 
Alternativas
Q3052271 História
Texto I

Primeiro cê sequestra eles, rouba eles, mente sobre eles
Nega o Deus deles, ofende, separa eles
Se algum sonho ousa correr, cê para ele
E manda eles debater com a bala que vara eles, mano
Infelizmente onde se sente o sol mais quente
O lacre ainda tá presente só no caixão dos adolescente

EMICIDA. Ismália. Amarelo. São Paulo: Laboratório Fantasma, 2019. Disponível em: https://g.co/kgs/P4m8kX1. Acesso em: 16 jul. 2024.

Texto II
      No Brasil, ser negro significa ser mais pobre do que o branco, ter menos escolaridade, receber salário menor, ser mais rejeitado pelo mercado de trabalho, ter menos oportunidades de ascensão profissional e social, dificilmente chegar à cúpula do poder público e aos postos de comando da iniciativa privada [...] ser vítima preferencial da violência urbana, ter mais chances de ir para a prisão, morrer mais cedo.
WESTIN, Ricardo. Negro continuará sendo oprimido enquanto o Brasil não se assumir racista, dizem especialistas. Agência Senado, 22/06/2020. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2020/06/negro-continuarasendo-oprimido-enquanto-o-brasil-nao-se-assumir-racista-dizem-especialistas. Acesso em: 16 jul. 2024.

Sobre a problemática social discutida nos Texto I II, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.

I. O Texto I utiliza a linguagem poética para explicitar a experiência pessoal e coletiva, vivida por pessoas negras, da violência e da discriminação racial. O Texto II, em consonância com a discussão apresentada no Texto I, apresenta evidências que contextualizam as experiências descritas no primeiro texto.
PORTANTO
II. A obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura AfroBrasileira, disposto na legislação desde 2003, contribui para que a letra da música possa ser compreendida pelos estudantes do ensino básico do país, pois o entendimento de trechos como “sequestra eles” e “nega o Deus deles” só é possível a partir de uma análise da história do Brasil que reconhece as características do regime escravocrata e a diversidade religiosa das populações africanas que foram trazidas como escravizadas à colônia portuguesa.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q3052267 História
      Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus. Representa um anjo que parece querer afastar-se do lugar que permanece imóvel. Seus olhos estão arregalados, sua boca e suas asas prontas para voar. Tal é o aspecto que deve ter necessariamente o anjo da história. Ele tem o rosto voltado para o passado. Onde diante de nós aparece uma série de eventos, ele não vê senão uma só e única catástrofe, que não cessa de amontoar ruínas sobre ruínas e as joga a seus pés. Ele bem que gostaria de se deter, acordar os mortos e reunir os vencidos. Mas do paraíso sopra uma tempestade que abate suas asas, tão forte que o anjo não pode tornar a fechá-las. Essa tempestade o empurra incessantemente para o futuro, para o qual ele tem as costas voltadas, enquanto diante dele as ruínas se acumulam até o céu. Essa tempestade é o que nós denominamos progresso.
BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994.

A descrição de Walter Benjamin discute o conceito de História e sugere que 
Alternativas
Q3052266 História
      No prólogo de O som ao redor (2012) aparecem fotos do passado rural, do engenho da família dos personagens, demonstrando que a família proprietária do engenho foi transposta para a cidade em uma espécie de espelhamento do monopólio da terra rural para a terra urbana. [Kleber] Mendonça Filho [cineasta pernambucano e diretor de Som ao redor] expõe, de certo modo, um lugar comum ao retratar a elite urbana recifense com seus pés ainda fincados no engenho, ou seja, a metáfora mais que perfeita da continuidade de exploração [...]. Importante notar que tal aproximação entre campo e a cidade [...] foi uma aposta muito acertada na narrativa e que muito contribui para complexificar a representação do Nordeste e de suas cidades.
XAVIER, Júlia De Souza Magalhães; BEZERRA, Juscelino Eudâmidas. Geografia e cinema na representação do nordeste brasileiro: uma análise da trilogia de Kleber Mendonça Filho. Boletim Campineiro de Geografia, [S. l.], v. 13, n. 2, p. 271–287, 2024. Disponível em: https://publicacoes.agb.org.br/boletimcampineiro/article/view/3062. Acesso em: 18 jul. 2024.

Sobre a descrição e análise do prólogo do filme O som ao redor apresentada no texto e o ensino de História, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.

I. Os filmes são ótimos recursos didáticos para ilustrar determinadas situações históricas e sociais, como a relação entre o universo urbano e rural em Pernambuco. No caso da metáfora presente no prólogo do filme, entretanto, a relação com a formação da cidade e da elite recifense é inexata, já que a cidade foi fundada por comerciantes durante o período colonial.
ADEMAIS
II. O engenho açucareiro foi produto da colonização e exploração portuguesa, na qual foi notório o uso de mão de obra escravizada de origem africana. Esse processo formou cidades que, pelo menos em um primeiro momento, estavam no centro gravitacional da exploração açucareira, e que hoje são preservadas, como é o caso do centro histórico de Olinda.

A respeito dessas asserções, qual é a opção correta? 
Alternativas
Q3052263 História
Texto I
      São os sítios arqueológicos monumentos [...] pois, transmitem intencionalmente ou não às sociedades com escrita, informações sobre origem, deslocamentos, primeiras escolhas e formas de viver que fizeram parte da perpetuação e adaptação da espécie. É na dialética interpretativa da sociedade com escrita que o sítio assume seu papel de testemunho da passagem do tempo na paisagem.
RUFINO, Elenita Helena. Danos ao patrimônio arqueológico rupestre pernambucano: perdas locais de bens nacionais Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2014. Disponível em: portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Mestrado_em_Preservacao_Disserta cao_RUFINO_Elenita_Helena.pdf. Acesso em: 17 jul. 2024.

Texto II
Novos sítios revelam arte de nômades que viveram há 10 mil anos em PE
      Cinco novos sítios arqueológicos foram descobertos em 2023, na região do Sertão do Moxotó, em Pernambuco. A área é conhecida pela riqueza de artes rupestres.
MADEIRO, Carlos. Novos sítios revelam arte de nômades que viveram há 10 mil anos em PE. UOL, 07 jan. 2024.
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/2024/01/07/novos-sitios-revelam-arte-de-povos-nomades-ha-10-mil-anosno-sertao-de-pe.htm. Acesso em: 17 jul. 2024.

No estudo de história, para que um estudante do Ensino Fundamental II avalie a importância das descobertas citadas no texto II, torna-se necessário 
Alternativas
Q3052260 História
Texto I

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Texto II
      [...] a escola é um espaço decisivo para contribuir na construção de padrões sociais de relacionamentos democráticos pautados pelo reconhecimento e respeito à diversidade sexual, contra a violência, por meio da desmistificação e da desconstrução de representações sociais naturalizantes, estereotipadas e restritivas concernentes a todas as minorias, dentre elas, a população LGBT.
BRANDT, Maria Elisa Almeida; JUNQUEIRA, Rogério Diniz. Gênero e Diversidade Sexual na Escola: reconhecer diferenças e superar preconceitos. Cadernos SECAD, Brasília, 2007. Disponível em: https://prceu.usp.br/wpcontent/uploads/2020/05/GENERO_DIVERSIDADE_SEXUAL_NA_ESCOLA.pdf. Acesso em: 17 jul. 2024.
Tendo em vista a discussão explicitada pelos textos, o Currículo de Ensino Fundamental II do Estado de Pernambuco e o papel do(a) professor(a) de História, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) A interpretação de problemas sociais do presente deve ser baseada na compreensão do passado.
( ) A escola é um espaço democrático, logo, livre dos padrões de violência da sociedade brasileira.
( ) A discussão de temáticas relativas à população LGBTQ+ é dificultada pela grade curricular do estado.
( ) A fonte do Texto I pode ser utilizada em sala de aula como recurso didático para apresentar a temática, possibilitando o reconhecimento de problemas sociais do presente e seus possíveis diálogos com o passado.

As afirmativas são, respectivamente, 
Alternativas
Q3052258 História
      Fossem pequenos deslocamentos, como o do camponês que iria trocar excedentes nas feiras ou nos mercados sazonais, fossem as viagens longas por terra ou por mar com objetivos os mais variados [...] os homens e as mulheres medievais se deslocaram. [...] É assim que vemos um grande número de relatos [de viagem] se proliferar ao mesmo tempo que percebemos justamente a circulação de maior alcance se tornar mais e mais comuns: do mundo cristão, temos como relato mais célebre o de Marco Polo que, tomando a Rota da Seda, entraria em contato com o mundo mongol, chegaria à China e a diversas regiões longínquas.       Estes relatos, não raro, trarão impressões desses viajantes sobre os lugares que visitam e os povos com os quais travam contato, sendo fonte imprescindível para pensarmos questões como a de identidade e de alteridade.
CASTRO, Anna Carla Monteiro de. A rihla de Ibn Jubayr: Relato da peregrinação de um viajante muçulmano. FORTES, C. (Org.) et al. Ensinar e Aprender Idade Média. Niterói: Translatio Studii, 2021.

Para que um(a) estudante do Ensino Fundamental II possa entender a existência do tipo de relato expresso no texto é necessário 
Alternativas
Q3052254 História

      O que implica o sistema da polis é primeiramente uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos de poder. [...]


      Era a palavra que formava, no quadro da cidade, o instrumento da vida política; é a escrita que vai fornecer, no plano propriamente intelectual, o meio de uma cultura comum e permitir uma completa divulgação de conhecimentos previamente reservados ou interditos. Tomada dos fenícios e modificada por uma transcrição mais precisa dos sons gregos, a escrita poderá satisfazer essa função de publicidade porque ela própria se tornou, quase com o mesmo direito da língua falada, o bem comum de todos os cidadãos.


VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2015.



A partir da discussão expressa no texto, o que um estudante do Ensino Fundamental II precisa saber para estabelecer conexões entre os modos de vida do passado e do presente? 

Alternativas
Q3050120 História
Leia os discursos a seguir.

Discurso I

Colocastes a Espanha em minhas mãos. Minha mão será firme, meu pulso não vacilará e eu procurarei alçar a Espanha ao posto que lhe corresponde conforme sua História e que ocupou em épocas passadas. Se invocamos as grandezas da Espanha imperial é porque elas nos movem com seus ideais, seus empenhos de salvação e fundação. Não queremos uma Espanha velha e difamada. Queremos um Estado onde a pura tradição e substância daquele passado espanhol ideal se enquadre nas formas novas, vigorosas e heroicas que os jovens de hoje e de amanhã trazem nesta alvorada imperial do nosso povo. A Espanha se organiza dentro de um amplo conceito totalitário, mediante àquelas instituições nacionais que asseguram sua totalidade, sua unidade e sua continuidade. A implantação dos princípios mais severos de autoridade que este Movimento implica não possui justificativa de caráter militar, mas na necessidade de um funcionamento regular das energias complexas da Pátria. Eu quero que minha política tenha o profundo caráter popular que sempre teve o profundo caráter popular que sempre teve na História da política da Grande Espanha. Nossa obra – minha e do meu governo – estará orientada com uma grande preocupação pelas classes populares, bem como pela tristeza da classe média.

Discurso proferido por Francisco Franco. Amanhece na Espanha. 1936.


Discurso II

As fundas pegadas e traços que ficaram de nós na terra e nas almas, por muita parte onde não é hoje nosso o domínio político, e tem maravilhado os observadores desde as costas de Marrocos à Etiópia e do mar Vermelho aos estreitos e ao mar da China, vêm exatamente de que a nossa obra não é a do caminheiro que olha e passa, do explorador que busca à pressa as riquezas fáceis e levantou a tenda e seguiu, mas a do que, levando em seu coração a imagem da Pátria, se ocupa amorosamente em gravá-la fundo onde adrega de levar a vida, ao mesmo tempo que lhe desabrocha espontâneo da alma o sentido da missão civilizadora. Não é a terra que se explora: é Portugal que revive.

SALAZAR, António de O. Discursos. Coimbra Ed, vol. III, p. 153. 1959.


A respeito dos discursos reproduzidos, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3050098 História

Leia o trecho a seguir.


Por milênios, o homem foi caçador. Durante inúmeras perseguições, ele aprendeu a reconstruir as formas e movimentos das presas invisíveis pelas pegadas na lama, ramos quebrados, bolotas de esterco, tufos de pelos, plumas emaranhadas, odores estagnados. Aprendeu a farejar, registrar, interpretar e classificar pistas infinitesimais como fios de barba. Aprendeu a fazer operações mentais complexas com rapidez fulminante, no interior de um denso bosque ou numa clareira cheia de ciladas. O que caracteriza esse saber é a capacidade de, a partir de dados aparentemente negligenciáveis, remontar a uma realidade complexa não experimentável diretamente.



GINZBURG, Carlo. Mitos, Emblemas, Sinais. Morfologia e História. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 151-152. (Adaptado).


Sobre o paradigma indiciário na História, com base na leitura do trecho acima, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Q3050092 História
Leia o trecho a seguir de uma carta escrita por um imigrante alemão recém-chegado na região fluminense do Rio de Janeiro, datada de 1852.

Deus esteja convosco! Queridos pais e cunhados. Nós todos nos encontramos ainda com saúde e bem, e desejamos de coração ouvir o mesmo de vocês. Depois de tudo que pudemos ver até agora, consideramos o nosso futuro mais assegurado do que aí em casa. Do porto, onde não pudemos permanecer devido à febre amarela, até a nossa fazenda são aproximadamente 20 milhas. As nossas casas ainda não estão todas prontas e, até lá, teremos que nos contentar com barracas. Agradecemos mil vezes à nossa comunidade por nos ter ajudado com a nossa emigração. Quisera Deus que todos os pobres estivessem aqui no Brasil! Depois de Pentecostes iniciaremos o nosso trabalho diário; é um trabalho fácil, durante o qual recebemos boa alimentação, por exemplo, arroz, pão de milho, feijão e, todos os dias, carne. Há também boa aguardente, até melhor do que a de vocês. Na cidade de Petrópolis, fundada há 7 anos, moram quase só alemães.

ALVES, Débora. Cartas de imigrantes como fonte para o historiador: Rio de Janeiro - Turíngia (1852-1853), Revista Brasileira de História, vol. 23, nº 45, 2003, p. 174. (Adaptado).

A respeito do uso desse material em sala de aula, assinale a afirmativa que descreve corretamente seu objetivo de acordo com os fundamentos do pensamento histórico. 
Alternativas
Q3049025 História
Frequentemente, tem-se exigido dos historiadores o fornecimento de um tratamento com diretriz que combine seu papel de crítico, com aquele de cívico e ético. Por um lado, exige-se do historiador sua dissociação com a pretensão de um discurso desmistificado e suportado pela evidência; e, por outro, o historiador deve contribuir para que se molde a consciência histórica e a memória de seus contemporâneos. Assim sendo, ser pesquisador não separa os historiadores de serem atores sociais. Por essa razão, o público leitor frequentemente os invoca para o papel de árbitros, reconhecendo neles, portanto, uma posição de mediadores entre passado, presente e futuro. A discussão sobre as relações entre ética e a profissão do historiador é uma conceituação muito importante. É importante lembrar que o ser humano é um ser no tempo, que nele se transforma e constantemente se constitui e esse tempo humano denomina-se história. Em relação às questões éticas, o historiador: 
Alternativas
Q3049017 História
O Historicismo pensa a história de forma radical. Faz crer que somente a história é que possui todos os instrumentos adequados para se pensar e analisar a realidade e o ser humano, uma vez que sua essência está no saber e na reflexão. Assim sendo, a realidade, o cotidiano são o fruto de uma evolução histórica e a razão –- ação da essência humana –- é o motor da história, conforme pensava um dos seus inspiradores, o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel.
(PINTO, Genivaldo, 2005.)

Segundo essa teoria metodológica da história:
Alternativas
Q3035194 História

“Além de suas renovadoras críticas à racionalidade moderna, ao autoritarismo e ao totalitarismo político (inclusive a vertente stalinista da época) os temas privilegiados (...) e que interessam mais propriamente a uma História Cultural voltam-se para a cultura de massas, para o papel da ciência e da tecnologia na sociedade moderna , para a família e a sexualidade. Aparece ainda um especial interesse pelos problemas relacionados à alienação, à perda de autonomia do sujeito na sociedade industrializada.” (Barros, José D'Assunção. O campo da história: especialidades e abordagens. Petrópolis. Vozes 2004. P. 71)


Estamos falando da tendência do Materialismo Histórico que propôs uma radical renovação do marxismo e que incorporou diálogos com a Psicanálise e com as teorias da Comunicação. Este grupo de intelectuais que muito contribuiu para um tratamento mais diversificado da cultura é a:

Alternativas
Q3035193 História

“A Alemanha produziu a filosofia da história e seu antídoto: Hegel e Ranke são respectivamente, os maiores representantes da filosofia da história e da história cientifica.” (Reis, José Carlos. A História entre a filosofia e a ciência. São Paulo. Ática. 1996. p. 11) 

Tendo como premissa as concepções sobre história no século XIX, analise as proposições a seguir.


I- A história, para Ranke, era o reino do Espírito, que se manifestava de forma individual. Há uma ligação entre individualidades particulares – os indivíduos – e individualidade coletivas – nações e épocas: uma harmonia, uma individualidade integral, que não é estática, mas trabalhada por tendências que lhe dão sentido.


II- A escola histórica científica alemã é iluminista. Não é o espírito que produz a história, mas o povo nação e os seus líderes instalados no Estado. O iluminismo que sustentará esta historiografia será aquele evolucionista, progressista e gradualista.


III- Dilthey comunga fortemente com o pensamento rankeano e afirma que a objetividade histórica é sempre possível desde que se pratique o método erudito do apego aos fatos objetivos.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3034746 História
“A riqueza potencial insondável acumulada na obra de inúmeras gerações de historiadores que construíram, cada qual sob as luzes de seu tempo e de acordo com a maquinaria conceitual disponível, um patrimônio próprio da memória das sociedades, constituído por sua historiografia.” (“Teoria e história da historiografia”. In: MALERBA, Jurandir (org.). A História escrita. São Paulo: Contexto, 2006, p. 11.)
O trecho apresentado refere-se a falar da História. Sendo assim, ele se reporta ao:
Alternativas
Q3026882 História
Pedro Paulo Funari, em capítulo escrito sobre anacronismos e apropriações, demonstra como a história pode ser alvo de grupos interessados em manipular informações e relatos em favor de ideias machistas, racistas e até xenófobas. Abaixo trazemos algumas de suas possíveis assertivas. Considerando-as, identifique-as como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F):

Texto de apoio: FUNARI, Pedro Paulo. Anacronismos e apropriações. In: PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. Novos combates pela história: desafios-ensino. São Paulo: Contexto, 2021.

( ) Alguns estudiosos utilizam-se do termo recepção para retratar a tomada de contato direta de algo antigo, por meio de simples reprodução (a exemplo de textos gregos antigos, que foram estudados e apreciados).
( ) O termo recepção acabaria sendo questionado e, em seu lugar, passou-se a preferir o termo apropriação, ou seja, tornar algo próprio, tomar algo para si mesmo. No caso da História, tornar próprio no presente algo do passado.
( ) O conceito de apropriação tem ganhado força frente ao de recepção por enfatizar que o “tornar próprio” parte sempre do presente e de quem se apropria de algo. A ênfase aqui sai do elemento do passado apropriado para o momento da apropriação.
( ) A História aprendida na escola se apropria do passado, fazendo uma releitura, tendo como objetivo os interesses dos Estados nacionais, o que impede que as reivindicações de movimentos sociais, trabalhadores e grupos étnicos sejam atendidas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3026880 História
“Os pesquisadores e professores de História, dos quais se deve cobrar rigor, ética de pesquisa e decoro profissional, não são meros emissores de opinião vazia e “neutra”, mas profissionais que sistematizam o conhecimento histórico e ajudam a sociedade a conhecer a si mesma de maneira crítica, em suas virtudes e mazelas.”
Texto extraído de: NAPOLITANO, Marcos. Negacionismo e revisionismo histórico no século XXI. In: PINSKY, Jaime;
PINSKY, Carla Bassanezi. Novos combates pela história: desafios-ensino. São Paulo: Contexto, 2021, p.107.

Marcos Napolitano compreende que o professor deve estar preparado para lidar com situações e argumentos negacionistas em sala de aula. De modo a enfrentar esse desafio, não cabe ao professor, na visão do autor:
Alternativas
Q3026879 História
“Portanto, estamos diante não de um procedimento ou metodologia historiográfica, de base objetiva e científica, mas de uma ‘parametodologia’, conforme expressão de Flávio Thales Ribeiro (ou seja, uma metodologia pseudocientífica), que é diferente do método utilizado pelos historiadores.”
Texto extraído de: NAPOLITANO, Marcos. Negacionismo e revisionismo histórico no século XXI. In: PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. Novos combates pela história: desafios-ensino. São Paulo: Contexto, 2021, p.102.


O trecho foi extraído do texto de Marcos Napolitano, pelo qual objetiva apontar aos pesquisadores e aos professores de História sobre como lidar com os temas do negacionismo e do revisionismo histórico. A esse respeito, julgue as afirmativas que fazem parte da argumentação do autor:

I. O revisionismo pode ser compreendido como um processo de revisão do conhecimento factual das interpretações historiográficas dominantes, com base em novas questões teóricas, novas hipóteses, novos métodos de análise e novas fontes primárias. Esse é o oxigênio da área de História, mesmo quando remexe em passados sensíveis e explicações aceitas.
II. O revisionismo deve ser encarado como um legítimo e necessário trabalho da historiografia. Portanto, antepõe-se ao negacionismo, que se trata da negação de um processo, evento ou fato histórico estabelecido pela comunidade de historiadores como efetivamente ocorrido no passado, em que pesem várias possibilidades de interpretação validadas pelo debate historiográfico.
III. O revisionismo histórico é, em si, um revisionismo de matriz ideológica, pois parte da premissa de que o pesquisador e professor de história não são emissores de opiniões vazias. Dessa forma, a seletividade intencional das fontes primárias e a construção de hipóteses constituem bons mecanismos de reivindicação do reconhecimento de procedimentos metodológicos por parte do revisionismo histórico.
IV. Estão entre as principais armadilhas argumentativas dos negacionistas: defender a necessidade de outras versões sobre um evento histórico, denunciar a ausência de “prova” documental que “prove” que um crime ou violência foi cometido no passado; e tomar o fato reconhecido e chancelado pela pesquisa histórica como “interpretação”, defendendo seu método como “factual”.

Estão CORRETAS:
Alternativas
Q3010606 História
O Historiador e professor de História, hoje, deixaram de olhar para a diversidade da vida humana a partir da visão europeu e iluminista. Como exemplo, temos o continente e o povo africano, que passam a ter história original e singular, antes e depois da conquista europeia e não ligada ou referida a esta. Novos temas e abordagens estão levando o ensino de História a abandonar o tom cristalizado, naturalizado, de determinados objetos, evidenciando que até nossas mais fortes crenças, que pareciam ter nascido conosco, têm uma história, um começo, às vezes perverso, de violência, de dizimação e de aculturação.

Destarte, é possível compreender que:
Alternativas
Respostas
501: B
502: D
503: C
504: D
505: A
506: C
507: B
508: A
509: B
510: B
511: D
512: A
513: D
514: C
515: A
516: D
517: B
518: A
519: D
520: B