Questões de Concurso Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q2465595 História
Enquanto o debate político esteve limitado aos notáveis, a história referia-se elite culta e era ministrada apenas no ensino médio. No entanto, com a democracia, a política tornou-se o negócio de todos; neste caso, levantou-se a questão da história no ensino fundamental. Neste ponto, as datas são eloquentes: em 1867, quando o 2° Império se liberalizava, a história tornou-se em princípio, matéria obrigatória, no ensino fundamental. Entretanto, na prática, ela se impôs nas classes somente após o triunfo dos republicanos; em 1880, fazia parte da prova oral para a obtenção do Certificado de Estudos e foi necessário esperar o ano de 1882 para que viesse a ocupar seu lugar definitivo nos horários – 2 horas por semana – e programas da escola elementar. O ensino da história foi implementado, com seu desenrolar regular e seus suportes pedagógicos; por sua vez, o compêndio tornou-se obrigatório em 1890. A história na escola primária atingiu seu apogeu após a Grande Guerra: por uma portaria de 1917, foi instituída uma prova escrita de história ou de ciências (por sorteio) para a obtenção do Certificado, já mencionado. (PROST, Antoine. Doze lições sobre a História. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. p. 26-27)
As pesquisas sobre a constituição do campo da História na condição de disciplina acadêmica e escolar têm tido como referência os estudos franceses. Assim sendo, a partir da leitura do texto podemos inferir que 
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Q2465594 História
A “memória” não pode ocupar o lugar que foi ou ainda é da história. Ela deve ocupar um lugar com certeza, mas não o mesmo. Todo um conjunto de operações passa a ser da sua competência ou de seu magistério: as relações com o passado em geral e, mais especificamente, o vasto domínio dos crimes perpetrados, recentes ou menos recentes, o lugar concedido aos testemunhos, a escuta das vítimas, as reparações, quando possível, as injustiças sofridas, a votação das “leis memoriais”, a implementação de “políticas de memória”" , a gestão do dever de memória, pedidos de transformação ou mesmo de remoção de monumentos históricos. Estátuas para as quais já não olhávamos de repente se tornam visíveis novamente e, ao mesmo tempo, ofensivas, conflituosas. Elas ferem a memória, pois impõem uma história no que nos Estados Unidos, por exemplo, os afro-americanos nunca poderão compartilhar. Elevado, portanto, é o papel da memória. Resta, no entanto, uma diferença entre ela e a história; suas respectivas relações com o futuro. A história, a do conceito moderno de história, via o passado à luz do futuro. A memória vê o passado à luz do presente. Eis aí uma grande diferença de ponto de vista, que é melhor ser mensurada do que levada a julgamento. Ela é, de fato, a marca de uma mudança de época. (HARTOG, François. Os impasses do presentismo. In: In: IEGELSKI, Francine; MÜLLER, Angélica (orgs). História do Tempo presente: mutações e reflexões. Rio de Janeiro: FGV, 2022. p. 141)

A partir da análise desse trecho de um artigo do historiador, é correto inferir que o autor considera que
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Q2465581 História
Como já foi dito, os vínculos com a historiografia acadêmica são apenas um aspecto da história escolar. No entanto, o diálogo entre as duas é relevante e devemos manter o questionamento sobre ele. E a exploração dessa questão pode ser uma contribuição mútua. A História escolar pode alertar para a necessidade de a historiografia acadêmica dispor de ferramentas mais densas e complexas, menos acomodatícias à análise do passado, voltada para a formação política das jovens gerações. Por sua vez, a história escolar pode apontar para a historiografia acadêmica que é preciso que ela amplie e diversifique seus registros e linguagens para uma divulgação mais ampla de suas contribuições, de forma que alcancem o mundo educacional (e além) – sem ignorar que são necessários espaços e experiências que possibilitem produções como as promovidas pelo Ministério da Educação até 2015. Essa ampliação e disseminação de seus avanços permitiriam à historiografia acadêmica dar conta (mais uma vez) do vínculo entre história e política. Porque educação é um ato político. (GONZALEZ, Maria Paula. Historiografia acadêmica e história escolar: convergências e distanciamentos na abordagem da última ditadura no ensino médio na Argentina. In: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES, Marcelo (orgs).
Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de Janeiro: FGV. P. 227) Ao analisar as relações entre a história escolar e a acadêmica, a autora sugere que os saberes históricos
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Q2465580 História
A Nova História, que se propagou nos meios acadêmicos nos anos 60 e 70, tinha em suas origens duas inspirações básicas – a dos Annales e a do marxismo. Naquele período, a influência da Nouvelle Histoire assentava-se principalmente no prestígio então alcançado pela chamada história quantitativa, ou serial, cujos êxitos em campos como o da história econômica, social e demográfica, levavam muitos historiadores crer que aquele era o caminho rumo a uma História realmente científica. (FALCON, Francisco José Calazans. Estudos de teoria da História e historiografia: teoria da História. São Paulo; Hucitec, 2011. p. 62).
Apesar das diferenças entre as três gerações dos Annales, é possível identificar um chão comum. Para analisar os pontos em comum que marcam a trajetória da produção historiográfica das três gerações dos Annales, devemos considerar 
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Q2456892 História
Embora já existissem diversos tipos de escrita, o primeiro alfabeto fonético deu que se tem notícia foi criado pelos
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Q2418172 História
“É nesta acepção que muitos historiadores empregam, com o mesmo sentido de documento, os termos fonte histórica, testemunho histórico, vestígio histórico, restos históricos, para designar os materiais que permitem a reconstituição do passado. Outros preferem utilizar a palavra documento para designar textos escritos e reservar o conceito de fonte histórica para todo o material utilizável na reconstituição da vida humana” (Aquino, 2008). Considerando o tema sobre fontes históricas, analise a sentença abaixo: 


Atualmente, todos os vestígios deixados pelas gerações passadas são fontes históricas que podem ser analisadas pelos historiadores para produzir conhecimento histórico, constituindo um amplo campo documental constituído por diferentes tipos de registros (1ª parte). No século XIX, com o reconhecimento da História como uma disciplina acadêmica, assim como da profissão de historiador, as fontes históricas consideradas pelos historiadores constituíam apenas os registros escritos, especialmente aqueles de cunho cotidiano como cartas e diários (2ª parte). A partir da segunda metade do século XX, o conceito de fonte histórica mudou consideravelmente, passando-se a admitir toda a produção realizada pelos seres humanos como acervo documental, incluindo diferentes tipos de vestígios arqueológicos, monumentos, fotografias, pinturas, instrumentos de trabalho, vestimentas, entre outros (3ª parte).


Quais partes estão corretas? 
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Q2418170 História
A respeito das teorias sobre a origem do homem, analise as assertivas abaixo:


I.   Os mitos e as lendas sobre a origem do homem, que trazem a crença de que a humanidade foi criada por um ser superior, fazem parte de uma corrente de pensamento chamada criacionismo.
II.  Com o desenvolvimento das ciências, a partir do século XVIII, surge o racionalismo, uma linha de pensamento que explica a origem humana através de explicações racionais, sendo a obra “A origem das espécies”, de Alfred Russell Wallace, uma das principais referências.
III. O criacionismo no mundo ocidental é baseado na tradição judaico-cristã. As teorias dessa interpretação criacionista são encontradas no Livro do Gênesis, no Antigo Testamento da Bíblia.


Quais estão corretas?
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Q2392841 História

Em História, os estudos sobre o cotidiano têm, nas últimas décadas, ocupado espaços cada vez mais importantes, pois 

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Q2392840 História
O famoso breviário de Langlois e Seignobos começava com uma definição simples, concisa e direta: “Documentos são os traços que deixaram os pensamentos e os atos dos homens do passado”, mas terminava com uma afirmação restritiva: “A História não é mais do que uma aplicação dos documentos.” (...) A última afirmação supunha uma não explicada teoria do conhecimento que mantinha o sujeito cognitivo (o historiador) como neutro e ausente (...)

(Saliba, E. T. Aventuras modernas e desventuras pós-modernas. In: Pinsky, C. B.; Luca, T. R. de (Orgs.). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009, p. 312)


Os autores apontados são vinculados à corrente historiográfica
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Q2392835 História
Muitas pessoas e mesmo, parece, certos autores de manuais fazem uma imagem surpreendentemente cândida da marcha de nosso trabalho. No princípio, diriam de bom grado, eram os documentos. O historiador os reúne, lê, empenha-se em avaliar sua autenticidade. Depois do que, e somente depois, os põe para funcionar... Uma infelicidade apenas: nenhum historiador, jamais, procedeu assim. Mesmo quando, eventualmente, imagina fazê-lo.

(Marc Bloch. Apologia da história ou o ofício do historiador)


Conforme o texto e os conhecimentos historiográficos, a visão de Marc Bloch considera que
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Q2373012 História
O historiador italiano Alessandro Portelli, ao desenvolver uma pesquisa fundamentada na história oral, realizou uma entrevista com Alfredo Filipponi, antigo operário e secretário da resistência comunista contra o fascismo entre 1943 e 1944. A entrevista ocorreu em 1973, quando Filipponi já se encontrava muito doente e faleceu pouco tempo depois. No decorrer da entrevista ocorreu o seguinte diálogo:

Portelli: Durante a resistência, você pensava apenas na liberdade nacional ou desejava alguma coisa mais?
Filipponi: Pensavámos na libertação nacional do fascismo e, após isso tínhamos esperança de alcançar o socialismo, o qual ainda não havíamos atingido. Depois que a guerra terminou - Terni foi onze meses mais cedo do que o resto do país -, o camarada Palmiro Togliatti [secretário do Partido Comunista italiano no pós-guerra] convocou uma reunião com os líderes do Partido em todas as províncias da Itália. Togliatti fez um discurso e adiantou que haveria eleições e pediu o meu apoio para ganharmos a eleição. Houve aceitação ao discurso feito, mas eu levantei minha mão: “Camarada Togliatti, eu discordo”, porque, como Lenine disse: quando o tordo voa, é o momento de atirar nele. Hoje o tordo está voando: todos os chefes fascistas estão se escondendo ou fugindo, tanto em Terni como em qualquer outro lugar. Este é o momento: nós atacamos e construímos o socialismo. Togliatti colocou a sua moção e a minha em votação e a dele obteve quatro votos a mais do que a minha, e assim foi vencedora.
Adaptado de: PORTELLI, Alessandro. Sonhos Ucrônicos, Memória e Possíveis Mundos dos Trabalhadores. Projeto História, n. 10, São Paulo: Educ, 1993. p. 42-43.


Segundo Portelli, a confrontação entre Filliponi e Togliatti nunca aconteceu. Com base nos estudos atuais sobre a oralidade como fonte de pesquisa, essa constatação indica que a História Oral
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Q2373011 História

O escritor argentino Julio Cortázar (1914-1984) escreveu em O Jornal e suas metamorfoses:


Um senhor pega um bonde depois de comprar o jornal e pô-lo debaixo do braço. Meia hora depois, desce com o mesmo jornal debaixo do mesmo braço.

Mas já não é o mesmo jornal, agora é um monte de folhas impressas que o senhor abandona num banco de praça.

Mal fica sozinho na praça, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que um rapaz o descobre, o lê, e o deixa transformado num monte de folhas impressas.

Mal fica sozinho no banco, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que uma velha o encontra, o lê e o deixa transformado num monte de folhas impressas. Depois, leva-o para casa e no caminho aproveita-o para embrulhar um molho de acelga, que é para o que servem os jornais depois dessas excitantes metamorfoses.


CORTÁZAR, Julio. Histórias de Cronópios e de Famas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011. p. 63.


Um professor leu com os seus alunos esse texto de Cortázar, o que fez com que toda a turma concluísse que, na escola básica, os documentos históricos

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Q2367171 História
Na civilização ocidental, o século XIX caracterizou-se, entre muitos outros aspectos, pelo desenvolvimento do conceito de ciência, particularmente das denominadas ciências naturais. É nesse contexto que a produção do conhecimento histórico procura alcançar o status de ciência, desenvolvendo teorias e aperfeiçoando seus métodos. A partir daí e ao longo do século XX, a historiografia avança até chegar aos dias atuais, com reflexos significativos, na sala de aula, da educação básica ao nível superior. Considerando a trajetória da historiografia contemporânea, assinale a opção correta. 
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Q2365337 História
A propósito das novas tecnologias de comunicação e informação no ensino de história, assinale a opção correta.
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Q2350027 História

Leia a tirinha a seguir. 



Imagem associada para resolução da questão




A charge acima apresenta uma discussão que confunde cultura com instrução. Essa é uma ideia que reduz a ideia de cultura, já que todos têm cultura. Sendo assim, cultura é

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Q4103607 História
Até o ano de 2022, o Prêmio Nobel foi concedido a um total de 894 homens, 60 mulheres e 27 organizações. A primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel foi: 
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Q3732112 História
A perspectiva plural e multifacetada do tempo histórico busca ultrapassar a visão linear e progressiva da história. Qual é a principal crítica feita a essa visão linear?
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Q3669590 História
A expressão "historia magistra vitae" é frequentemente associada ao historiador alemão Reinhart Koselleck. Ele é conhecido por seu trabalho na área da teoria da história e da historiografia e explorou o significado e o papel da história na compreensão da sociedade e da cultura. Nesse sentido, sobre o paradigma sobre a história como mestra da vida, é correto afirmar que:
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Q3669589 História
O regime de historicidade presentista é uma concepção da história que enfatiza o presente como o ponto central de referência para a compreensão do passado e do futuro. Nesse sentido, é correto afirmar que no regime de historicidade presentista:
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Q3654592 História
Analise a citação de “A Ideologia Alemã” de Karl Marx e Friedrich Engels.
[...] Não é a consciência que determina a vida, mas sim a vida que determina a consciência.
MARX, K.; ENGELS, F. A Ideologia Alemã: crítica da filosofia alemã mais recente na pessoa dos seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirnes, e do socialismo alemão na dos seus diferentes profetas. Lisboa: Presença; Martins Fontes, 1980. v. 1-2, p. 26
De acordo com os conceitos do Materialismo Histórico Dialético, o texto 
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Respostas
501: E
502: C
503: D
504: C
505: A
506: D
507: C
508: D
509: D
510: A
511: B
512: C
513: A
514: E
515: D
516: E
517: B
518: B
519: C
520: D