Questões de Concurso Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q3101447 História
Jacques Le Goff, pesquisador medievalista, destaca que é dever do historiador criticar o documento qualquer que seja enquanto monumento. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.
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Q3101444 História

Marc Bloch, acerca do ofício do historiador, discute a noção de história como problema, além de defender a interdisciplinaridade. A partir das ideias desse autor, leia as afirmativas a seguir.


( ) O autor critica a história narrativa, de influência positivista, e defende o diálogo com outras áreas do conhecimento.


( ) Presente e passado relacionam-se na medida em que os temas do presente condicionam e delimitam o retorno possível ao passado.


( ) A História é uma ciência voltada para o passado, condicionada pela documentação escrita e oficial.


( ) O autor defende a hegemonia da história política, bem como a temporalidade de curta duração para o exercício da profissão.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.

Alternativas
Q3100999 História
Analise o texto abaixo:

Segundo Proença (1999), o ensino de História pode contribuir para o desenvolvimento pessoal e social do indivíduo, não apenas pelo conteúdo formativo do saber histórico, mas também pela metodologia adotada. Práticas educativas apoiadas em metodologias implicativas que apelem à participação ativa do aluno como sujeito que aprende, tais como o ensino pela descoberta a partir da análise e crítica de fontes, o trabalho de projeto centrado em problemas, o estudo independente e outras práticas autorreguladoras de aprendizagem contribuem para o desenvolvimento do raciocínio crítico e da autonomia pessoal do aluno, que são componentes essenciais da educação cívica.
Apud: José Clécio Silva de Souza, in https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/37/

Assinale a alternativa correta de acordo com o autor. 
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Q3086390 História

No final da década de 2010, novos estudos feitos a partir de DNA fóssil confirmaram uma hipótese a respeito da origem dos primeiros habitantes da América.


Assinale a alternativa que indica corretamente essa teoria.

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Q3086385 História
Assinale a afirmativa correta.
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Q3080519 História

Texto 01


A produção cultural é o grande legado da humanidade, desde os tempos mais remotos da Pré-História, quando se desenhava e pintava-se nas paredes das cavernas, ou mesmo quando se dançava em volta de uma árvore, ou quando usava-se a sombra, a partir do fogo, para dramatizar, por meio da mímese, ou ainda quando se descobria a produção sonora, para além da natureza, no atrito ou no sopro em ossos que sobrava dos animais, quando lhes serviam de alimento. A produção cultural é o diferencial entre o ser humano e todos os outros animais, pois os humanos, além de terem a capacidade cognitiva, articulam outras capacidades no processo de criação, como a capacidade de simbolizar. 

Considerando ainda o texto lido acima, podemos concluir que na Pré-História havia manifestações culturais relacionadas às diferentes linguagens artísticas como:
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Q3080518 História

Texto 01


A produção cultural é o grande legado da humanidade, desde os tempos mais remotos da Pré-História, quando se desenhava e pintava-se nas paredes das cavernas, ou mesmo quando se dançava em volta de uma árvore, ou quando usava-se a sombra, a partir do fogo, para dramatizar, por meio da mímese, ou ainda quando se descobria a produção sonora, para além da natureza, no atrito ou no sopro em ossos que sobrava dos animais, quando lhes serviam de alimento. A produção cultural é o diferencial entre o ser humano e todos os outros animais, pois os humanos, além de terem a capacidade cognitiva, articulam outras capacidades no processo de criação, como a capacidade de simbolizar. 

Podemos dizer que o texto se trata de uma afirmação
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Q3076786 História
Na historiografia, o termo 'micro-história' é descrito como 
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Q3070342 História

Observe as duas imagens a seguir: 


Q55_1.png (290×232)

Fonte: Mercado de Escravos no Rio de Janeiro. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2023. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra9872/mercado-de-escravos-no-rio-dejaneiro.



Q55_2.png (306×215)

Fonte: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/cais-do-valongoganha-titulo-de-patrimonio-mundial-da-unesco


A imagem I retrata o Mercado de escravos na cidade do Rio de Janeiro no século XIX. Na cena pintada por Augustus Earle em 1824, estão representados homens em vestimentas próprias das classes abastadas e homens afrodescendentes despidos ou semidespidos em condição de cativo sendo comercializados. A imagem II é uma fotografia atual da mesma região da imagem I, que é o Sitio Arqueológico do Cais do Valongo, onde contém vestígios materiais da presença de afrodescentes escravizados na cidade carioca.


A análise das duas imagens em perspectiva comparada foi proposta por um docente como atividade didática sobre a escravidão, tendo o uso histórico dos espaços urbanos como objeto de estudo.


A respeito dessa atividade, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).


( ) Promove estudos e reflexões sobre a presença na atualidade de elementos materiais e mentais de outros tempos e incentivar reflexões sobre as relações entre presente e passado, entre espaços locais, regionais, nacionais e mundiais;

( ) Promove estudos e reflexões sobre a diversidade de modos de vida e de costumes que convivem na mesma localidade;

( ) Propõe estudos das relações e reflexões que destaquem diferenças, semelhanças, transformações, permanências, continuidades e descontinuidades históricas. Assinale a afirmativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.


Assinale a afirmativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.


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Q3070324 História

Atenção: o texto a seguir refere-se à próxima questão.


Sem o querer explicitamente, as ciências sociais impõem-se umas às outras, cada uma tende a abranger completamente o social, em sua "totalidade"; cada uma penetra nas suas vizinhas, acreditando, permanecer em seu próprio campo.


Falarei, longamente, da história, do tempo da história. Menos para os leitores desta revista, especialistas em nossos estudos, do que para nossos vizinhos das ciências do homem: economistas, etnógrafos, etnólogos (ou antropólogos), sociólogos, psicólogos, linguistas, demógrafos, Geógrafos, até mesmo matemáticos sociais ou estatísticos, — todos os vizinhos que, há muitos anos, temos seguido em suas experiências e pesquisas, porque nos parecia (e nos parece ainda) que, colocada em sua dependência ou em seu contacto, a história adquire uma nova luz. Talvez, de nossa parte, tenhamos qualquer coisa a lhes dar. Das experiências e tentativas recentes da história, desprende-se uma noção cada vez mais precisa da multiplicidade do tempo e do valor excepcional do tempo longo. Esta última noção, mais do que a própria história — a história de múltiplas faces — deveria interessar às ciências sociais, nossas vizinhas.


Adaptado de: BRAUDEL, Fernand. História e Ciências Sociais. A longa duração, Annales, n.4, 1958. Tradução de Ana Maria de Almeida Camargo na Revista de História, n.62, 1965.

De acordo com o trecho, é correto afirmar que a proposta de concepção de tempo histórico de Fernand Braudel admite
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Q3070323 História

Atenção: o texto a seguir refere-se à próxima questão.


Sem o querer explicitamente, as ciências sociais impõem-se umas às outras, cada uma tende a abranger completamente o social, em sua "totalidade"; cada uma penetra nas suas vizinhas, acreditando, permanecer em seu próprio campo.


Falarei, longamente, da história, do tempo da história. Menos para os leitores desta revista, especialistas em nossos estudos, do que para nossos vizinhos das ciências do homem: economistas, etnógrafos, etnólogos (ou antropólogos), sociólogos, psicólogos, linguistas, demógrafos, Geógrafos, até mesmo matemáticos sociais ou estatísticos, — todos os vizinhos que, há muitos anos, temos seguido em suas experiências e pesquisas, porque nos parecia (e nos parece ainda) que, colocada em sua dependência ou em seu contacto, a história adquire uma nova luz. Talvez, de nossa parte, tenhamos qualquer coisa a lhes dar. Das experiências e tentativas recentes da história, desprende-se uma noção cada vez mais precisa da multiplicidade do tempo e do valor excepcional do tempo longo. Esta última noção, mais do que a própria história — a história de múltiplas faces — deveria interessar às ciências sociais, nossas vizinhas.


Adaptado de: BRAUDEL, Fernand. História e Ciências Sociais. A longa duração, Annales, n.4, 1958. Tradução de Ana Maria de Almeida Camargo na Revista de História, n.62, 1965.

A respeito da relação entre História e outras ciências, Fernand Braudel considera que esta pode fornecer
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Q3069584 História
Desde a formação do Estado brasileiro, no início do século XIX, a história tem sido um conteúdo constante nos currículos escolares. Contudo, seus objetivos, propostas e metodologias de ensino nem sempre foram os mesmos. Isto porque, como campo de pesquisa e produção de saber, a história não possui uma abordagem unificada. Logo, no campo de ensino, as abordagens teóricas e metodológicas também variam. Podemos, então, situar a inclusão da história no currículo escolar no ano de 1827, pelo “Decreto das Escolas de Primeiras Letras”, a primeira lei sobre a instrução nacional do Império do Brasil. Segundo o texto desse decreto, a escola elementar (ou básica) deveria fornecer aos educandos noções básicas de política e moral cristã.

(Disponível em: https://acervo.cead.ufv.br/conteudo/pdf/ Acesso em: julho de 2024.)

Devido às variações nos currículos escolares referentes ao conteúdo da história, no período da Primeira República, por exemplo:
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Q3068626 História
Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), “O patrimônio cultural é composto por monumentos, conjuntos de construções e sítios arqueológicos, de fundamental importância para a memória, a identidade e a criatividade dos povos e a riqueza das culturas”. São elementos que fazem parte do patrimônio cultural de Cruz Alta, EXCETO:
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Q3068623 História
De acordo com Francioli e Pereira (2011), “O materialismo dialético, de base materialista, procura, por meio de um método dialético, compreender as transformações sociais que ocorrem na sociedade, sendo este inseparável do materialismo histórico. A partir do momento que ocorre uma transformação ou mudança, também se transforma e muda a história, por meio da ação do homem sobre a natureza. Sendo assim, o materialismo histórico e dialético é um método de análise do desenvolvimento humano, levando em consideração que o homem se desenvolve à medida que age e transforma a natureza e neste processo também se modifica”. A partir do tema abordado no trecho, sobre o materialismo histórico proposto por Marx e Engels, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Analisa as condições materiais de existência e de reprodução das sociedades, apresentando as contradições da realidade em relação à compreensão econômica das sociedades, ou seja, suas condições materiais.
II. Os socialistas acreditavam na importância da consciência de classe e suas contradições, para criar um posicionamento (patrícios e plebeus; servos e senhores; burgueses e operários) contra a exploração imposta pelos grupos dominantes.
III. O materialismo histórico não considera a exploração do trabalho e da mais-valia como elementos fundamentais para a compreensão das contradições sociais.
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Q3065893 História
O historiador faz História a partir de inferências coletadas dos documentos escritos e também das fontes orais. Acerca do ofício historiográfico, o historiador italiano Carlo Ginzburg afirma que o historiador se aproxima de um detetive, pois analisa e escreve a partir de:
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Q3057506 História

As manifestações culturais desempenham um papel fundamental na construção das identidades sociais e regionais. Considerando as dinâmicas de preservação, transformação e resistência cultural, analise as afirmações abaixo:


I. As manifestações culturais estão em constante processo de transformação, sendo influenciadas por elementos internos e externos, como a globalização, que promove uma fusão de tradições locais com práticas culturais globais.


II. A patrimonialização de práticas culturais, como festas populares e danças tradicionais, pode, paradoxalmente, contribuir tanto para a sua preservação quanto para sua descaracterização, ao transformá-las em produtos turísticos. 


III. Movimentos de resistência cultural, como os que ocorrem entre povos indígenas e quilombolas, buscam manter práticas ancestrais intactas, sem nenhuma influência das sociedades dominantes.


IV. A cultura popular, ao contrário da cultura erudita, não sofre influências das mudanças econômicas e tecnológicas, uma vez que é enraizada nas tradições locais.


Sobre essas afirmações, é CORRETO afirmar que:

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Q3055678 História

No estudo da história, diferentes escalas de tempo ajudam a compreender eventos e processos históricos de maneira mais aprofundada. Considere os seguintes exemplos:


I. A Revolução Francesa (1789-1799), que abrange uma série de eventos revolucionários intensos, conflitos e mudanças políticas.


II. O desenvolvimento do Feudalismo na Europa, desde a queda do Império Romano até o início da Era Moderna, refletindo transformações sociais, econômicas e políticas profundas.


III. A Crise de 1929 e seus desdobramentos, que influenciaram as políticas econômicas globais, levando a mudanças no capitalismo e na política social.


Com base nos exemplos acima, relacione cada um com o tipo de escala de tempo histórico que melhor os representa: 

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Q3055675 História

Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS ou FALSAS.


1.(__) As fontes primárias podem ser textuais, visuais, arqueológicas, materiais e orais, proporcionando múltiplas perspectivas de análise.


2.(__) As fontes secundárias fornecem uma interpretação informada e contextualizada o passado.


3.(__) A análise crítica de fontes primárias e secundárias é fundamental porque representam um relato cronológico de fatos para além de uma interpretação complexa dos eventos e experiências humanas.


A sequência CORRETA é:

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Q3052280 História
Texto I
50.png (751×367)
Texto II
TÍTULO III Da Declaração de Direitos CAPÍTULO I DOS DIREITOS POLITICOS [...]

Paragrapho unico - Não se podem alistar eleitores:
a) os que não saibam ler e escrever;
[...]
c) os mendigos;
d) os que estiverem, temporaria ou definitivamente, privados dos direitos politicos.
Art. 109. O alistamento e o voto são obrigatorios para os homens, e para as mulheres, quando estas exerçam funcção publica remunerada, sob as sancções e salvas as excepções que a lei determinar.
Art. 110. Suspendem-se os direitos politicos:
[...]
b) pela condemnação criminal, emquanto durarem os seus effeitos.
BRASIL (1934). Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil. Rio de Janeiro, 1934. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm. Acesso em: 18 jul. 2024.

Ao utilizar o Texto II como uma fonte histórica e o planejamento apontado no Texto I como processo metodológico, a etapa de 
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Q3052277 História
Texto I
Um mulato baiano, muito alto e mulato Filho de um italiano e de uma preta hauçá
Foi aprendendo a ler olhando mundo à volta E prestando atenção no que não estava à vista Assim nasce um comunista
Um mulato baiano que morreu em São Paulo Baleado por homens do poder militar Nas feições que ganhou em solo americano A dita guerra fria, Roma, França e Bahia
VELOSO, Caetano. Um comunista. Abraçaço. São Paulo: Universal Music, 2012. Disponível em: https://g.co/kgs/MVbap4s. Acesso em: 19 jul. 2024.
Texto II
      (Carlos Marighella) Essa mensagem é para os operários de São Paulo, da Guanabara, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, incluindo os trabalhadores do interior para criar o núcleo do exército de libertação
[...]
Mártir, o mito ou Maldito sonhador Bandido da minha cor Um novo Messias Se o povo domina ou não Se poucos sabiam ler E eu morrer em vão Leso e louco sem saber Coisas do Brasil, super-herói, mulato
[...]
Da Bahia de São Salvador Brasil Capoeira mata um mata mil, porque Me fez hábil como um cão
[...]
Confesso que queria Ver Davi matar Golias
[...]
Não se faz revolução sem um fura na mão Sem justiça não há paz, é escravidão Revolução no Brasil tem um nome
RACIONAIS MC's. Mil Faces de um Homem Leal (Marighella). São Paulo: Boogie Naipe, 2017. Disponível em: https://g.co/kgs/q8TVV81. Acesso em: 19 jul. 2024.

Incorporar músicas como recurso didático no ensino de História complementa o processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, o uso das fontes apresentadas no Texto I e Texto II se fundamenta no princípio de que 
Alternativas
Respostas
481: D
482: E
483: D
484: D
485: D
486: C
487: D
488: C
489: A
490: D
491: A
492: A
493: C
494: D
495: B
496: A
497: C
498: A
499: B
500: E