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Q4302337 Geografia
“As reuniões dos Tuxás começaram a partir de 2013, onde chegaram a conclusão de que um projeto educacional próprio, criado e gestado por eles, poderia auxiliar na defesa do seu projeto de vida, possibilitando aos sujeitos compreenderem os perigos e armadilhas de empresas, instituições do Estado ou dos Awa’i/Karaí (homem branco) que vivem pela região. A partir de tais reflexões, foi criado em 2014 o Jumue’ha Renda Kehuru — Centro de Formação e Saberes Ka’apor (CFSK), e a partir da sua criação, o Projeto Educacional Ka’apor passou a ser uma das frentes de trabalho (atividades) mais frequente do território, tanto para recusar a educação escolar do branco que décadas atrás havia chegado até as aldeias, como para dialogar com os outros projetos que seriam criados a partir de então para formar gestores capazes de intervir nas decisões políticas do território sem cair nas armadilhas das propostas apresentadas por não indígenas”.

(PORTAL, T. M.; PONTES, C. V. A educação escolar indígena ka'apor: seus processos de resistência e luta na construção por autonomia. In: xv Reunião de Antropologia do Mercosul, 2025, Salvador.)

A formação do espaço social brasileiro é indissociável da imposição de uma racionalidade hegemônica que, historicamente, buscou a subordinação de territorialidades subalternizadas. Na modernidade tardia, a experiência do povo Ka’apor, por meio do Jumue’ha Renda Kehuru (CFSK), ilustra uma dinâmica de resistência espacial e cultural. A partir da análise do texto e das teorias sobre a produção do espaço e relações de poder no Brasil, assinale a alternativa correta. 
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