Questões de Concurso
Sobre linguagem e fala em fonoaudiologia
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Os transtornos motores de fala são classificados em quatro tipos: apraxia de fala na infância (AFI), disartria infantil (DI), atraso motor de fala (AMF) e AFI e DI associadas.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.
1. O Rapid Syllable Transition Training (ReST) foi projetado para abordar diretamente os problemas de planejamento e de programação motora subjacentes à fala.
2. A AFI é caracterizada por dois achados clínicos diferenciais: alteração na coarticulação (transição de segmentos e de sílabas) e alteração na prosódia (acentuação lexical).
3. As intervenções fonoaudiológicas voltadas para os transtornos motores de fala estão associadas ao tratamento de longo prazo, com periodicidade de uma vez por semana ou quinzenal.
4. No atraso motor de fala a criança necessita apresentar pelo menos quatro de doze marcadores motores de fala.
5. A disartria infantil é uma desordem nos mecanismos de execução da fala, caracterizada por lentidão, fraqueza, imprecisão e incoordenação da musculatura da fala.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
( ) O balbucio canônico surge tipicamente entre 6 e 10 meses; atraso além de 10 meses é marcador de risco.
( ) O crescimento do MLU é linear e independe do input até os 5 anos.
( ) O fast mapping permite aprendizagem lexical com poucas exposições, auxiliado por pistas prosódicas.
( ) A lateralização da linguagem só se define após a puberdade.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
Uma fonoaudióloga resolveu estruturar uma campanha escolar a partir do atendimento de Rafael, hoje com 7 anos, mas que desde os 3 anos e meio apresenta sinais de gagueira e disfluência, interferindo em sua comunicação e no desempenho escolar. Até então, Rafael não havia recebido nenhum tipo de acompanhamento pelo fato de a família entender a gagueira como uma característica comum entre seus parentes. Na montagem dessa campanha, a profissional chegou ao estudo realizado por Avilla et al. (2022) a respeito das alterações de fluência na fala caracterizada por repetições, prolongamentos e bloqueios em um outro município. A pesquisa demonstrou que a Secretaria de Saúde do local identificou que aproximadamente 5% das crianças em idade pré-escolar apresentam sinais de alterações na fluência da fala, embora apenas uma pequena parte tenha recebido avaliação fonoaudiológica formal.
Fonte: ÁVILA, N.S.F.; JUSTE, F.; COSTA, J.B.; ANDRADE, C.R.F.. Ensaio clínico de tratamento – em três modalidades – para crianças com distúrbios da fluência e gagueira. CoDAS, São Paulo, v. 34, n. 2, e20200264, 2022.
Considerando-se as evidências científicas mais atuais sobre a Gagueira Crônica do Desenvolvimento (GCD), assinale a alternativa CORRETA sobre os aspectos clínicos que podem guiar o alerta da campanha a ser levada para as escolas acerca da GCD na infância.
De acordo com Altmann (2019), a Afasia é uma disfunção da linguagem que pode comprometer a comunicação verbal ou escrita. Esta clareza é importante para analisar o caso de Maria, de 58 anos, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico há 6 meses e foi diagnosticada com afasia de Broca. Ela apresenta dificuldades significativas em expressar-se verbalmente, mas a sua compreensão de linguagem está preservada. Após uma avaliação fonoaudiológica detalhada, foi iniciado um tratamento terapêutico voltado para a recuperação das suas habilidades linguísticas. O fonoaudiólogo que acompanha Maria optou por uma abordagem que visa a estimulação intensiva da linguagem por meio de exercícios de nomeação, linguagem automática e uso de pistas facilitadoras.
Fonte ALTMANN, R.F.; SILVEIRA, A.B.; PAGLIARIN, K.C.. Intervenção fonoaudiológica na afasia expressiva: revisão integrativa. Audiology – Communication Research, São Paulo, v. 24, e2100, 2019.
Com base no quadro clínico apresentado e no contexto da afasia de Broca, assinale a alternativa CORRETA sobre os conceitos e abordagens no tratamento fonoaudiológico.
João é um menino de 5 anos, encaminhado para avaliação fonoaudiológica pela sua professora da educação infantil e pelos seus pais. Eles relatam preocupações com o desenvolvimento da linguagem oral do menino desde os primeiros anos, pois João demorou a começar a falar as primeiras palavras (por volta dos 2 anos e meio) e, mesmo agora, seu vocabulário é considerado limitado para a idade. Ele frequentemente usa gestos para se comunicar e tem dificuldade em construir frases mais complexas. Na avaliação fonoaudiológica, a discrepância entre o desenvolvimento da linguagem e outras áreas (como a inteligência não verbal) e a ausência de outras condições que justifiquem o quadro apontou para a hipótese diagnóstica inicial de Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL), o qual, de acordo com Cáceres-Assenço et al. (2020) é caracterizado por dificuldades significativas e persistentes de comunicação em crianças.
Fonte: CÁCERES-ASSENÇO, A. M.; GIUSTI, E.; GÂNDARA, J. P.; PUGLISI, M. L.; TAKIUCHI, Why we need to talk about developmental language disorder. Audiology. Communication Research, v. 25, e2342, 2020.
Considerando a evolução do conhecimento científico e as discussões recentes na área sobre o TDL, analise as assertivas a seguir:
I- O atraso no início da fala de João, bem como o vocabulário limitado para a idade, o uso frequente de gestos e a dificuldade em construir frases mais complexas, são características consideradas compatíveis com quadros de Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem.
PORQUE
II- O transtorno indicado no diagnóstico de João, é caracterizado por dificuldades significativas de linguagem sem outras condições clínicas que justificam o quadro, baseando-se na exclusão diagnóstica.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
Um estudo de Fattore, et al. (2002) investigou detalhadamente a aquisição da linguagem em crianças brasileiras no segundo ano de vida, com o objetivo de desenvolver e validar instrumentos para a identificação precoce de possíveis transtornos no desenvolvimento comunicativo. Esses dados foram lembrados pelo Fonoaudiólogo que recebeu Jacira, mãe de 5 filhos e que chegou ao atendimento queixando-se de que seu 4º filho, de 1 ano e 8 meses, não tem qualquer interação com a família e se comunica apenas por meio do choro, havendo uma piora significativa após o nascimento da irmã caçula, hoje com 3 meses. Com uma rotina sobrecarregada, essa mãe buscou uma orientação para saber se é verdade que cada criança tem seu tempo de desenvolver a linguagem.
Fonte: Fattore, I. de M.; Moraes, A.B.; Crestani, A.H.; Souza, A.M.; Souza, A.P.R. Validação de conteúdo e de construto de sinais enunciativos de aquisição da linguagem no segundo ano de vida. CoDAS, 34(2), 2022.
Considerando a relevância da compreensão desse processo de desenvolvimento, analise as proposições a seguir sobre os sinais enunciativos para crianças entre 13 e 24 meses e assinale a alternativa que responde de forma CORRETA a dúvida dessa mãe.
Considerando seus principais tipos e a atuação fonoaudiológica, assinale a alternativa CORRETA:
Considerando as principais fases do desenvolvimento normal da linguagem, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
Sobre esse distúrbio, assinale a alternativa CORRETA:
Com base nos tipos de gagueira, assinale a alternativa INCORRETA:
Com base no quadro clínico apresentado, analise as alternativas e assinale a CORRETA: