Questões de Concurso
Sobre linguagem e fala em fonoaudiologia
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1. Abordagem psicolinguística da fluência. 2. Abordagem neurolinguística da fluência. 3. Abordagem na vertente contextualizada – Análise do discurso. 4. Abordagem fenomenológica da fluência.
( ) Ruptura na transição nos diferentes níveis linguísticos, caracterizada por repetições ou prolongamentos involuntários, normalmente acompanhados por movimentos corporais ou faciais.
( ) A gagueira não é um problema de fala, mas um problema da identidade do sujeito que “luta" para não produzir um padrão de fala que prevê, para não se mostrar com uma imagem estigmatizada de falante.
( ) “... Pode ser definida pelas rupturas involuntárias do fluxo da fala, caracterizadas por repetições de sons e de sílabas, prolongamentos de sons, bloqueios e posições articulatórias fixas. Essas alterações diminuem a velocidade da fala e provocam um grau de rompimento acima da taxa pertinente à idade do falante ..."
( ) “... O ato de falar gaguejando envolve tensões que são como 'invólucros'. Essas tensões correlacionam-se, impedindo o sinergismo muscular necessário para falar fluentemente..."
A maior frequência de transtornos adquiridos da linguagem ocorre por conta dos acidentes vasculares encefálicos. As sequelas para o sistema linguístico envolve uma variedade de sinais. Sobre os conceitos de transtornos adquiridos da linguagem, assinale a alternativa correta.
O desenvolvimento da linguagem e suas alterações são uma constante preocupação do fonoaudiólogo em relação a alta ocorrência em crianças e a influência sobre a aprendizagem. Sobre as alterações de linguagem na criança, é correto afirmar que
A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, conhecida mais comumente como CIF, oferece uma linguagem padrão e uma estrutura para a descrição da saúde e dos estados relacionados à saúde.
Em relação à CIF, assinale a afirmativa correta.
C.L.M., dois anos e um mês, sexo masculino, chegou à clínica fonoaudiológica trazido por sua mãe com a seguinte queixa: “Meu filho não fala”.
Pela história clínica, a mãe referiu nascimento a termo, tendo, porém, permanecido internado por três dias logo após o nascimento, pois aspirou líquido amniótico e desenvolveu pneumonia aspirativa. Negou infecções otológicas e recorrência familiar.
Durante o processo de avaliação, observou‐se intenção comunicativa, comportamentos comunicativos intencionais regulatórios, utilização, predominantemente, de gestos para se comunicar, participação em atividades dialógicas com respostas gestuais frequentes, atitudes não mais esperadas para sua idade.
Durante a avaliação, realizou poucas emissões, com predomínio de vocábulos isolados e construções silábicas. Contextualizava sua comunicação, adaptava sua linguagem às diferentes situações provocadas pela avaliadora, mantinha o foco de atenção por longo período, quando motivada.
Diante do caso apresentado, a hipótese diagnóstica mais compatível é
Em relação aos aspectos neuroanatômicos e neurofisiológicos da linguagem, analise.
I. As áreas de Wernicke e Broca são interconectadas pelo corpo caloso.
II. A área de Wernicke é situada no terço posterior do giro temporal superior
III. A área de Broca é situada no giro frontal interior, à frente do córtex motor.
IV. A área de Wernicke está relacionada à imagem auditiva das palavras.
V. A área de Broca é responsável pela imagem articulatória e processamento fonológico.
Estão INCORRETAS apenas as afirmativas
“A narrativa é uma tarefa complexa que requer integração linguística, cognitivas e habilidades sociais. Caracteriza-se como sendo uma sequência de frases relacionadas temporalmente que se referem a um determinado assunto.”
(Botting, 2002.)
Assinale a alternativa que NÃO apresenta a hierarquia adequada dos objetivos específicos do plano terapêutico fonoaudiológico.
Considere as afirmativas sobre o Distúrbio Específico de Linguagem.
I. Ocorre na ausência de perda auditiva.
II. Ocorre em pacientes com desenvolvimento cognitivo adequado.
III. Não há comprometimento no desenvolvimento motor da fala.
IV. Tem dificuldade na prosódia da fala.
V. Secundária a alterações neurossensoriais e neuropsicológicas.
VI. Não pode ocorrer em pacientes com síndromes genéticas.
VII. Impedimento no desenvolvimento de linguagem de forma adequada.
Estão corretas apenas as afirmativas
O distúrbio articulatório compensatório é típico a indivíduos que adquirem a fala durante o período em que a fissura de palato ainda está aberta ou durante o período que apresenta disfunção velofaríngea. Com base no exposto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Todos os indivíduos portadores de fissura labiopalatina desenvolverão distúrbio articulatório compensatório.
( ) O distúrbio articulatório compensatório pode comprometer a fala de um indivíduo de forma que a torne ininteligível até mesmo para os seus familiares mais próximos.
( ) O distúrbio articulatório compensatório é resistente à fonoterapia.
( ) São distúrbios articulatórios compensatórios: golpe de glote e fricativa faríngea.
A sequência está correta em
Existem algumas bases para a terapia fonológica nos desvios fonológicos, como: o programa terapêutico, que baseia-se em avaliação e análise fonológica completa; e, a terapia, que baseia-se no princípio de padrões e regularidades da fala e no princípio de que a principal função dos padrões fonológicos é comunicativa, isto é, as diferenças entre os segmentos de sons e estruturas assinalam diferenças de significado. Estas bases consideram mecanismos básicos de mudanças fonológicas. Sobre os mecanismos de mudanças fonológicas, analise.
I. A inovação permite a introdução de um novo padrão.
II. A estabilização é o padrão de pronúncia assistemático que se torna sistemático.
III. A generalização é a transferência de um padrão de fala de um contexto para outro.
IV. A desestabilização ocorre quando há quebra de padrão estável para promover variabilidade.
Estão corretas as afirmativas
Existe na literatura especializada, algumas abordagens clínicas para atuação fonoaudiológica com a gagueira. Em relação às abordagens neurolinguística e motora e à abordagem fenomenológica da disfluência, analise.
I. Abordagens neurolinguística e motora: estruturadas a partir de fundamentações da genética e de estudos neurofisiológicos para a descrição da programação linguística e motora para a trajetória da fala na gagueira. Tendo como referência um perfil normal de fluência, realiza a avaliação e elenco das atividades propostas para a terapia com indivíduos gagos.
II. Abordagens neurolinguística e motora: norteiam que o tratamento deve se basear em evidências, as quais devem ter suporte de pesquisas, além de responder a questões clinicamente relevantes e integrar o julgamento clínico, as circunstâncias e as preferências do cliente.
III. Abordagem fenomenológica da disfluência: sugere que os profissionais que lidam com a gagueira procurem, diante de cada gago, mapear a sua gagueira, isto é, descrever os grupos musculares que constituem a gagueira que se mostra no corpo desse gago, explicitando sua atuação atípica no processo da fala do gago. Descrever o que não varia de gago para gago e de momento para momento de gagueira, e o que varia de acordo com a pessoa e com a situação.
IV. Abordagem fenomenológica da disfluência: entende-se que esse conhecimento será suficiente para que se entenda como é a gagueira de cada gago e se trabalhe na terapia o que precisa ser modificado em direção à fluência.
Estão corretas as afirmativas