Questões de Concurso Sobre fisioterapia
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Um paciente de 45 anos apresenta dor musculoesquelética associada a um processo inflamatório local e limitação funcional. Durante a avaliação, o fisioterapeuta considera utilizar uma modalidade eletrofísica como recurso adjuvante, associada ao exercício terapêutico e à educação do paciente. A escolha do recurso deve levar em consideração o objetivo clínico, os efeitos fisiológicos e as contraindicações de cada modalidade.
Sobre a utilização de modalidades eletrofísicas na fisioterapia, assinale a alternativa correta quanto à conduta mais adequada para esse paciente.
Um paciente de 68 anos é encaminhado para uma clínica de fisioterapia após um período de internação hospitalar por pneumonia. Durante a avaliação fisioterapêutica, apresenta tosse produtiva, porém pouco eficaz, dificuldade para eliminar as secreções e sensação de “peito carregado”. Na ausculta pulmonar, são identificados roncos difusos, principalmente em regiões basais. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, colaborativo e sem sinais de desconforto respiratório em repouso.
Diante desse quadro clínico, o fisioterapeuta deve estabelecer uma estratégia terapêutica visando à mobilização e à eliminação das secreções brônquicas.
Considerando os princípios da fisioterapia respiratória e as técnicas de higiene brônquica, assinale a conduta fisioterapêutica mais adequada para esse paciente.
Um paciente de 68 anos, com diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), classificado como portador de limitação persistente ao fluxo aéreo, foi encaminhado para fisioterapia devido à dispneia aos esforços, redução da capacidade funcional e dificuldade para realizar atividades de vida diária. Na avaliação, apresenta fraqueza muscular periférica, baixa tolerância ao exercício e importante limitação durante esforços, referindo necessidade frequente de interromper atividades por falta de ar. Encontra-se clinicamente estável, sem exacerbação recente.
Considerando os princípios da reabilitação pulmonar e os achados da avaliação fisioterapêutica, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.
Paciente de 62 anos, com alta hospitalar recente após cirurgia de revascularização do miocárdio (CRVM), comparece ao serviço de fisioterapia para iniciar um programa de reabilitação cardiovascular na fase ambulatorial. Encontra-se clinicamente estável, porém apresenta redução da capacidade funcional e insegurança para retomar suas atividades habituais após o procedimento.
Considerando o momento da reabilitação, os objetivos da avaliação fisioterapêutica e a necessidade de mensurar a capacidade funcional, o fisioterapeuta dispõe dos seguintes testes funcionais para avaliação desse paciente. Assinale a alternativa que apresenta o teste mais adequado para esse contexto clínico.
Um paciente apresenta alteração do alinhamento e da distribuição das cargas no pé, sem necessidade de controle significativo das articulações do tornozelo ou do joelho. Em outro caso, um paciente apresenta pé caído, decorrente de fraqueza dos dorsiflexores, com dificuldade para realizar a elevação adequada do pé durante a fase de balanço da marcha.
Considerando as indicações das órteses de membros inferiores, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as órteses mais apropriadas para os dois casos descritos.
A sarcopenia é uma condição caracterizada pela redução progressiva da força, quantidade e qualidade muscular, podendo comprometer a capacidade funcional e o desempenho físico. Embora esteja frequentemente associada ao envelhecimento, sua ocorrência ou agravamento também pode estar relacionado a fatores como hospitalização, imobilidade, doenças crônicas, desnutrição e períodos prolongados de inatividade física.
Considerando os princípios da avaliação e da intervenção fisioterapêutica na sarcopenia, assinale a alternativa que apresenta uma conduta adequada do fisioterapeuta diante dessa condição.
Considerando os princípios de biossegurança e controle de infecção hospitalar aplicáveis ao atendimento fisioterapêutico deste paciente, analise as afirmativas a seguir:
I- Com base no mecanismo de transmissão (contato e gotículas) e no critério de resolução da fonte infectante informados, o atendimento fisioterapêutico a este paciente sob isolamento deve ser realizado sob precauções-padrão associadas às precauções de contato e de gotículas, exigindo o uso de avental, luvas, proteção respiratória apropriada/máscara, higienização rigorosa das mãos antes e após o contato e alocação em quarto privativo, mantidos enquanto persistir a condição de transmissibilidade ativa descrita.
II- Um dos modelos adotados em biossegurança hospitalar organiza as medidas de controle de risco biológico em ordem decrescente de efetividade: primeiro as medidas que eliminam ou substituem o risco na origem; em seguida, as medidas de engenharia (barreiras físicas, ventilação, estrutura do ambiente); depois, as medidas administrativas (fluxos, triagem, sinalização, capacitação); e, por último, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), por depender diretamente do comportamento humano na sua utilização correta. Com base nesse modelo, o EPI constitui a medida de controle mais efetiva neste atendimento, devendo ser priorizado em relação às medidas administrativas e de engenharia, uma vez que atua diretamente na barreira entre o profissional e o agente infeccioso.
III- A sequência correta de paramentação e desparamentação de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) neste atendimento prevê, na etapa de desparamentação, a retirada da máscara como o primeiro item a ser removido, antes mesmo das luvas e do avental, a fim de reduzir precocemente o risco de autocontaminação da via respiratória do profissional.
IV- O período de isolamento hospitalar do paciente com Mpox confirmada deve corresponder estritamente ao período máximo de incubação da doença (aproximadamente 21 dias), contado a partir da data de internação, independentemente do estágio evolutivo das lesões cutâneas, já que o período de incubação define objetivamente o tempo de transmissibilidade em casos confirmados.
V- Segundo um modelo de classificação amplamente adotado em controle de infecção hospitalar, os artigos e instrumentos utilizados na assistência à saúde são classificados conforme o risco de transmissão de infecção associado ao seu uso: artigos críticos (contato com tecidos estéreis ou sistema vascular, exigindo esterilização), artigos semicríticos (contato com mucosas ou pele não íntegra, exigindo desinfecção de alto nível) e artigos não críticos (contato exclusivo com pele íntegra, exigindo, no mínimo, limpeza seguida de desinfecção de baixo nível). Considerando essa classificação, por se tratar de um artigo não crítico (contato exclusivo com pele íntegra do paciente), o goniômetro utilizado na avaliação cinesiofuncional deste paciente pode ser processado apenas com limpeza mecânica (água e sabão), sendo dispensável qualquer etapa de desinfecção antes do uso em outro paciente.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- A técnica de FNP com o padrão diagonal D1 de flexão de membro inferior (composta por flexão, adução e rotação externa de quadril, associada à dorsiflexão e inversão do tornozelo) e o uso do princípio de irradiação motor podem ser explorados para facilitar a ativação dos flexores e dorsiflexores no membro parético.
II- O Treinamento Orientado à Tarefa (TOT) deve ser estruturado com prática intensiva, variada e focada em metas funcionais reais (como treinar o alcance e a preensão manual com objetos de diferentes texturas e o treino de marcha com transposição de obstáculos), estimulando a neuroplasticidade e o aprendizado motor.
III- O Conceito Bobath orienta que o manuseio deve priorizar a inibição de padrões reflexos espásticos de origem central mediante o uso rigoroso de Pontos Chave de Controle, visto que a limitação motora na polineuropatia decorre primariamente da perda do controle inibitório corticospinal.
IV- A Terapia de Restrição e Indução do Movimento (TRIM/CIMT) é a abordagem eletiva priorizada para este paciente, devendo-se restringir o membro inferior não afetado durante 90% das horas acordadas para forçar o uso exclusivo do membro parético distal durante a marcha.
V- O princípio da somação temporal na FNP estabelece que o estiramento rápido aplicado isoladamente a uma única terminação proprioceptiva intramuscular produz um potencial de ação sustentado de longa duração, dispensando a aplicação repetida de estímulos em curto intervalo de tempo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Considerando os achados clínicos descritos, os princípios neurofisiológicos do choque medular e os critérios de codificação expressamente informados da CBDF-1 (Resolução COFFITO nº 610/2025), analise as afirmativas:
I- O quadro descrito é compatível com choque medular, fenômeno fisiológico transitório pós-lesão medular aguda, caracterizado, na fase inicial, por redução ou ausência de reflexos, flacidez e hipotonia abaixo do nível da lesão, associado à perda abrupta da influência facilitatória descendente supraespinal e a alterações da excitabilidade dos circuitos neuronais medulares.
II- A lesão medular cervical em nível neurológico C6 compromete o trato corticoespinhal e as vias sensitivas ascendentes (coluna posterior e trato espinotalâmico) subjacentes à lesão, explicando a tetraplegia e os déficits sensitivos associados, enquanto as funções correspondentes aos segmentos metaméricos preservados (como C5 para flexão de cotovelo e C6 para extensão de punho) permanecem funcionais.
III- Considerando os qualificadores de avaliação fisioterapêutica expressamente fornecidos no enunciado, a codificação D02.01.0.4.4.3 está de acordo com a estrutura da CBDF-1 (Resolução COFFITO nº 610/2025): D02.01 corresponde à Deficiência Cinético-Funcional Neurocentral Hipotônica; os qualificadores 0, 4 e 4 correspondem, respectivamente, a sem alteração das funções mentais, completa redução no controle do movimento e completa alteração na força; e o qualificador 3 do Bloco C corresponde a “Afetando Membros”, subtópico “Todos”.
IV- As manifestações motoras e a perda do movimento voluntário na lesão medular cervical decorrem primariamente do comprometimento do trato rubroespinhal, considerado, no ser humano, a principal via descendente responsável pelo controle motor voluntário dos membros.
V- A presença de choque medular e arreflexia constitui contraindicação absoluta à intervenção fisioterapêutica, determinando que qualquer mobilização ou conduta no leito seja iniciada obrigatoriamente apenas após a resolução completa da fase de choque.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Considerando a biomecânica da escoliose idiopática, os métodos de avaliação de imagem e cinesiológica, a codificação pela CBDF-1 (Resolução COFFITO nº 610/2025) e o tratamento fisioterapêutico baseado em Exercícios Terapêuticos Específicos para Escoliose (PSSE), é CORRETO afirmar que:
Com base nos fundamentos fisiológicos do transporte mucociliar, nos critérios de indicação da THB e nas evidências sobre a conduta fisioterapêutica em pneumonias, analise as afirmativas a seguir.
I- O transporte mucociliar ocorre por meio da interação entre a camada de muco e a camada periciliar que recobre o epitélio respiratório, permitindo que o batimento coordenado dos cílios impulsione o muco em direção à faringe. Em condições fisiológicas, a frequência de batimento ciliar das vias aéreas situa-se aproximadamente entre 10 e 20 Hz.
II- Diante do quadro descrito – pneumonia em fase de hepatização, ausculta sem evidência de secreção mobilizável em vias aéreas centrais e ausência de expectoração significativa – a aplicação rotineira e agressiva de percussão e vibração torácica manual, associada à drenagem postural, está indicada como conduta fisioterapêutica de primeira escolha, devendo ser priorizada em relação à mobilização precoce, uma vez que toda consolidação pulmonar pressupõe retenção secretora subjacente passível de remoção mecânica.
III- A ELTGOL (Expiração Lenta Total com a Glote aberta em infralateral) é uma técnica de higiene brônquica destinada à mobilização de secreções de vias aéreas periféricas e mediais, que utiliza expirações lentas e prolongadas, partindo da capacidade residual funcional em direção ao volume residual, com o paciente posicionado em decúbito lateral (pulmão a ser tratado voltado para baixo) e a glote mantida aberta, visando mobilizar secreções de vias aéreas mais distais/periféricas em direção às vias aéreas centrais, sem a necessidade de manobras de percussão manual associadas.
IV- O Ciclo Ativo de Técnicas Respiratórias (CATR) exige, por definição taxonômica, a utilização obrigatória de dispositivos mecânicos de percussão torácica externa (percussores pneumáticos) associados às fases de controle respiratório e de expansão torácica, não podendo ser executado de forma exclusivamente ativa e autônoma pelo paciente, sem uso de equipamentos.
V- A mobilização precoce constitui intervenção fisioterapêutica relevante no manejo da PAC em pacientes hemodinamicamente estáveis, associando-se à prevenção de complicações como atelectasias, descondicionamento muscular e perda funcional decorrente do repouso prolongado no leito, havendo, adicionalmente, evidências que não sustentam benefício consistente do uso rotineiro de fisioterapia respiratória convencional (percussão/vibração) em pacientes com pneumonia sem hipersecreção evidente, podendo tais manobras, inclusive, cursar com efeitos adversos como dessaturação transitória e desconforto torácico.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Com base na anatomia, biomecânica, testes semiológicos e na conduta fisioterapêutica para a lesão combinada do LCA e do Canto Póstero-Lateral (CPL), analise as afirmativas a seguir.
I- O resultado do Dial Test positivo tanto a 30˚ quanto a 90˚ de flexão do joelho confirma o comprometimento isolado do Ligamento Colateral Lateral (LCL), uma vez que a rotação externa tibial a 90˚ de flexão é controlada exclusivamente pelas fibras primárias do LCA.
II- A presença concomitante da lesão do CPL e do LCA aumenta significativamente as forças de cisalhamento sobre o enxerto do LCA se a instabilidade póstero-lateral não for identificada e corrigida, elevando a taxa de falha primária da reconstrução ligamentar do cruzado anterior. III- No exame semiológico cinético-funcional, a lesão combinada do CPLcom o LCAacentua a instabilidade rotatória e a subluxação posterior do platô tibial lateral em relação ao côndilo femoral lateral, sendo o Reverse Pivot-Shift Test (que reproduz a redução da subluxação póstero-lateral ao estender o joelho a partir de uma posição fletida a 90°, com estresse em valgo e rotação externa).
IV- Na fase inicial da reabilitação conservadora ou pós-operatória de lesões do CPL, o fortalecimento em Cadeia Cinética Aberta (CCA) dos músculos isquiotibiais em ângulos de flexão superiores a 60˚ deve ser incentivado precocemente, pois o vetor de tração do músculo bíceps femoral atua reduzindo o estresse de translação póstero-lateral e estabilizando o platô tibial lateral.
V- O músculo poplíteo atua como um estabilizador dinâmico secundário do joelho, promovendo a rotação externa da tíbia sobre o fêmur durante o início da flexão a partir da extensão total, de modo que sua lesão aumenta o mecanismo de screw-home (bloqueio terminal) do joelho.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Com base na estrutura de codificação, na lógica dos qualificadores e no sistema taxonômico da CBDF-1, é CORRETO afirmar que:
Considerando os preceitos e diretrizes estabelecidos pela Resolução COFFITO nº 619, de 28 de maio de 2025 sobre a prestação de serviços não presenciais, assinale a alternativa CORRETA.