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Q4424036 Fisioterapia
Fulano, 25 anos, atleta de voleibol, deu entrada na clínica de Fisioterapia Traumatológica 4 semanas após sofrer trauma torcional complexo em varo, hiperextensão e rotação tibial externa durante aterrissagem de um salto. O exame de ressonância magnética (RM) confirmou ruptura completa do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) associada à lesão estrutural do Canto Póstero-Lateral (CPL) do joelho direito — envolvendo o ligamento colateral lateral (LCL), o tendão do músculo poplíteo e o ligamento poplíteofibular. Durante o exame físico-funcional e a avaliação semiológica cinético-funcional, o fisioterapeuta registrou as seguintes constatações: Ao realizar o Dial Test (teste da rotação externa da tíbia) a 30˚ de flexão do joelho, observou-se um aumento da rotação externa tibial superior a 10˚ em relação ao lado contralateral não acometido; ao repetir o teste a 90˚ de flexão do joelho, a assimetria na rotação externa tibial persistiu aumentada em relação ao lado sadio. Na avaliação da translação sagital e do estresse dinâmico, o teste de Lachman e o teste de Pivot-Shift revelaram instabilidade rotatória proeminente; contudo, durante a mobilização passiva terminal em extensão, a tíbia demonstrou tendência a subluxar posterolateralmente em relação ao côndilo femoral lateral.

Com base na anatomia, biomecânica, testes semiológicos e na conduta fisioterapêutica para a lesão combinada do LCA e do Canto Póstero-Lateral (CPL), analise as afirmativas a seguir.

I- O resultado do Dial Test positivo tanto a 30˚ quanto a 90˚ de flexão do joelho confirma o comprometimento isolado do Ligamento Colateral Lateral (LCL), uma vez que a rotação externa tibial a 90˚ de flexão é controlada exclusivamente pelas fibras primárias do LCA.
II- A presença concomitante da lesão do CPL e do LCA aumenta significativamente as forças de cisalhamento sobre o enxerto do LCA se a instabilidade póstero-lateral não for identificada e corrigida, elevando a taxa de falha primária da reconstrução ligamentar do cruzado anterior. III- No exame semiológico cinético-funcional, a lesão combinada do CPLcom o LCAacentua a instabilidade rotatória e a subluxação posterior do platô tibial lateral em relação ao côndilo femoral lateral, sendo o Reverse Pivot-Shift Test (que reproduz a redução da subluxação póstero-lateral ao estender o joelho a partir de uma posição fletida a 90°, com estresse em valgo e rotação externa).
IV- Na fase inicial da reabilitação conservadora ou pós-operatória de lesões do CPL, o fortalecimento em Cadeia Cinética Aberta (CCA) dos músculos isquiotibiais em ângulos de flexão superiores a 60˚ deve ser incentivado precocemente, pois o vetor de tração do músculo bíceps femoral atua reduzindo o estresse de translação póstero-lateral e estabilizando o platô tibial lateral.
V- O músculo poplíteo atua como um estabilizador dinâmico secundário do joelho, promovendo a rotação externa da tíbia sobre o fêmur durante o início da flexão a partir da extensão total, de modo que sua lesão aumenta o mecanismo de screw-home (bloqueio terminal) do joelho.

É CORRETO o que se afirma apenas em: 
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