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Q4424041 Fisioterapia
Homem, 34 anos, é admitido, em estado grave, em leito de isolamento de enfermaria hospitalar com diagnóstico confirmado por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) para Mpox (Monkeypox), apresentando lesões cutâneas vesicopustulosas disseminadas em face, tronco e membros, em diferentes estágios evolutivos, associadas à linfadenopatia cervical e febre baixa. Conforme registrado em prontuário pela equipe de Controle de Infecção Hospitalar (CIH), a transmissão do agente no caso em questão ocorre predominantemente por contato direto com lesões e fluidos corporais, e secundariamente por gotículas respiratórias em contato próximo e prolongado, mantendo-se a transmissibilidade enquanto houver lesões cutâneas ativas, até sua completa resolução (formação de crosta, queda da crosta e reepitelização subjacente). O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, sem indicação de procedimentos geradores de aerossóis, e foi encaminhado para avaliação fisioterapêutica motora devido à restrição ao leito e ao risco de descondicionamento.

Considerando os princípios de biossegurança e controle de infecção hospitalar aplicáveis ao atendimento fisioterapêutico deste paciente, analise as afirmativas a seguir:

I- Com base no mecanismo de transmissão (contato e gotículas) e no critério de resolução da fonte infectante informados, o atendimento fisioterapêutico a este paciente sob isolamento deve ser realizado sob precauções-padrão associadas às precauções de contato e de gotículas, exigindo o uso de avental, luvas, proteção respiratória apropriada/máscara, higienização rigorosa das mãos antes e após o contato e alocação em quarto privativo, mantidos enquanto persistir a condição de transmissibilidade ativa descrita.
II- Um dos modelos adotados em biossegurança hospitalar organiza as medidas de controle de risco biológico em ordem decrescente de efetividade: primeiro as medidas que eliminam ou substituem o risco na origem; em seguida, as medidas de engenharia (barreiras físicas, ventilação, estrutura do ambiente); depois, as medidas administrativas (fluxos, triagem, sinalização, capacitação); e, por último, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), por depender diretamente do comportamento humano na sua utilização correta. Com base nesse modelo, o EPI constitui a medida de controle mais efetiva neste atendimento, devendo ser priorizado em relação às medidas administrativas e de engenharia, uma vez que atua diretamente na barreira entre o profissional e o agente infeccioso.
III- A sequência correta de paramentação e desparamentação de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) neste atendimento prevê, na etapa de desparamentação, a retirada da máscara como o primeiro item a ser removido, antes mesmo das luvas e do avental, a fim de reduzir precocemente o risco de autocontaminação da via respiratória do profissional.
IV- O período de isolamento hospitalar do paciente com Mpox confirmada deve corresponder estritamente ao período máximo de incubação da doença (aproximadamente 21 dias), contado a partir da data de internação, independentemente do estágio evolutivo das lesões cutâneas, já que o período de incubação define objetivamente o tempo de transmissibilidade em casos confirmados.
V- Segundo um modelo de classificação amplamente adotado em controle de infecção hospitalar, os artigos e instrumentos utilizados na assistência à saúde são classificados conforme o risco de transmissão de infecção associado ao seu uso: artigos críticos (contato com tecidos estéreis ou sistema vascular, exigindo esterilização), artigos semicríticos (contato com mucosas ou pele não íntegra, exigindo desinfecção de alto nível) e artigos não críticos (contato exclusivo com pele íntegra, exigindo, no mínimo, limpeza seguida de desinfecção de baixo nível). Considerando essa classificação, por se tratar de um artigo não crítico (contato exclusivo com pele íntegra do paciente), o goniômetro utilizado na avaliação cinesiofuncional deste paciente pode ser processado apenas com limpeza mecânica (água e sabão), sendo dispensável qualquer etapa de desinfecção antes do uso em outro paciente.

É CORRETO o que se afirma apenas em: 
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