Questões de Concurso
Sobre fisioterapia em pacientes de uti em fisioterapia
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Numa determinada UTI pediátrica dois estudantes de fisioterapia, A e B, durante o rodízio obrigatório na UTI irão avaliar dois pacientes (X e Y), e em seguida apresentarão ao fisioterapeuta diarista (preceptor) as possíveis condutas para mobilização precoce, ou reabilitação desses pacientes.
O estudante A irá atender lactente X, previamente hígido, de 7 meses, hoje em respiração espontânea, em uso de oxigênio por meio do cateter nasal de baixo fluxo, 2 L/min. Ele Apresenta um histórico de uma semana de permanência na ventilação mecânica, por uma falência respiratória devido a um quadro de pneumonia, além do suporte ventilatório, precisou de sedação, uso de drogas vasoativas e bloqueio neuromuscular. 20 dias de internamento nessa uti, e há 7 dias foi extubado com sucesso, ficando na ventilação não invasiva por apenas dois dias.
O Estudante B está com uma criança Y, previamente hígido, 10 anos, intubada, há 6 dias em ventilação mecânica, com PEEP > 8, FiO2 > 60%, sedação profunda, em uso de droga vasoativa.
Levando em consideração esse cenário, leia as proposições, às quais relatam as condutas apresentadas por A e B, após avaliação dos pacientes X e Y. Considerando-se que você é o Fisioterapeuta diarista (preceptor), assinale a alternativa correta, ou seja, a conduta de mobilização/reabilitação mais indicada.
I- Exercícios resistidos podem ser feitos com uso de halteres com determinação da porcentagem da carga a ser usada através de equações de RM máximo e são indicados para ganho de força muscular. A eletroestimulação neuromuscular também pode ser usada para esse fim, além de melhora da microcirculação.
II- A realidade virtual imersiva, ou não imersiva, pode ser um recurso para estratégias de diminuição de dor, adesão aos exercícios, controle de delirium e que pode contribuir no plano fisioterapêutico.
III- Recursos para melhora do condicionamento cardiopulmonar como esteiras, ou cicloergômetros, podem ser usados na UTI e não é necessário uma faixa alvo de prescrição, não sendo útil ainda na UTI, usar faixa de porcentagem de frequência cardíaca, ou escala de percepção de esforço para prescrição e acompanhamento.
IV- Pacientes em ventilação mecânica podem necessitar de recursos terapêuticos através do próprio ventilador, como a hiperinsuflação no ventilador mecânico.
V- Equipamentos como andadores, suspensão parcial de peso, equipamento de assistência de tosse, de treinamento muscular respiratória, são recursos terapêuticos para fisioterapeutas na UTI.
I - Precisa ser iniciada assim que o paciente tiver estabilidade clínica, hemodinâmica e respiratória, porém, respeitando o tempo mínimo no leito de 78 horas da admissão na UTI.
II - Deve ser progressiva, com progressão na mesma sessão, ou para a próxima, buscando sempre o maior nível funcional que o paciente pode atingir.
III - Não existem critérios de contraindicação absoluta para reabilitação na UTI.
IV- Devemos preconizar a presença de programas de reabilitação bem desenhados na UTI e que tenham como característica a possibilidade da prescrição individualizada.
I - Análise da história pregressa e atual, bem como da funcionalidade prévia e avaliação, discussão sobre questões de segurança da mobilização.
II - Avaliação das reservas respiratórias e cardiovasculares do paciente para o exercício, bem como das necessidades de suportes como oxigenoterapia, equipamentos de mobilização.
III - Buscar a informação com a equipe médica sobre o prognóstico funcional e as indicações de exercícios para o plano terapêutico, bem como deixar aos cuidados da equipe para avaliação e monitorização, imediatamente após a realização das intervenções.
IV- Organizar os acessos e dispositivos, explicar ao paciente o plano terapêutico e reavaliar as respostas fisiológicas ao exercício.
V - Orientações à equipe, paciente e família a respeito do plano fisioterapêutico, mobilidade e capacidade física, bem como orientações para após o atendimento.
Podemos afirmar sobre essas ações: