Questões de Concurso Sobre conceitos filosóficos em filosofia

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Ano: 2025 Banca: IDECAN Órgão: IF-PA Prova: IDECAN - 2025 - IF-PA - Professor - Filosofia |
Q3723331 Filosofia
Sobre os fundamentos da lógica, analise o trecho a seguir:

• Premissa 1: Pedro é homem e mortal.
• Premissa 2: João é homem e mortal.
• Premissa 3: Antônio é homem e mortal.
• Premissa n: … ____________________________________  • Conclusão: Todos os homens são mortais.

Após leitura e análise dos elementos acima, podemos relacioná-los com o seguinte fundamento da lógica:
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Ano: 2025 Banca: IDECAN Órgão: IF-PA Prova: IDECAN - 2025 - IF-PA - Professor - Filosofia |
Q3723330 Filosofia

Sobre o método científico, analise o esquema a seguir:


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: www.filorbis.pt/filosofia/.


Após leitura e análise dos elementos do esquema acima, podemos relacioná-lo ao seguinte filósofo:

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709040 Filosofia
Com o avanço das tecnologias digitais, a inteligência artificial (IA) vem sendo usada nas escolas como recurso pedagógico ou tema para reflexão filosófica. Capaz de gerar textos, imagens e simular interações, essa tecnologia chama atenção por seu potencial de personalização e pelas questões éticas que levanta ao produzir conteúdos enganosos. Na rede pública, dois professores de filosofia exploram abordagens distintas desse tópico. Uma professora de 9º ano do Ensino Fundamental emprega uma IA com recursos multissensoriais para adaptar conteúdos a uma turma com defasagem de aprendizagem, observando avanços na atenção e na participação. Na 3ª série do Ensino Médio, um professor apresenta casos de desinformação gerada por IA, relaciona o tema à pós-verdade e propõe o debate: em que medida podemos confiar no conhecimento produzido por tecnologias que não distinguem verdade de invenção?
Qual intervenção didática a seguir desenvolve a reflexão crítica dos estudantes diante dos desafios éticos relacionados ao uso da IA em ambientes educacionais?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709035 Filosofia
Usualmente, na linguagem ordinária, verdade e validade são tomadas como sinônimos. Diante de um bom argumento, diz-se que este é válido ou verdadeiro. Essa associação, contudo, não é correta do ponto de vista lógico, isso porque verdade é propriedade de sentenças e validade, de argumentos. Podemos então afirmar que um certo argumento é válido, dado que a suposta verdade das premissas nos obriga a aceitar a conclusão como verdadeira. Dito de outra forma, é impossível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão, falsa.
VELASCO, P. N. Educando para argumentação: contribuições do ensino da Lógica. Belo Horizonte: Autêntica, 2010 (adaptado).

Uma professora de filosofia elaborou com seu colega de Biologia uma avaliação interdisciplinar na qual uma das questões pedia aos estudantes que utilizassem esse texto a fim de identificar um argumento válido. Qual alternativa apresenta a questão a ser assinalada pelos estudantes?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709029 Filosofia
No antigo tempo da criação do mundo com toda sua beleza, os Munduruku viviam dispersos, sem unidade e guerreando entre si. Era uma situação muito ruim que tornava a vida mais difícil e indócil. Foi aí que ressurgiu Karú-Sakaibê, o grande Criador, que já havia realizado tantas coisas boas para este povo. Contam os velhos que foi ele quem criara as montanhas e as rochas soprando em penas fincadas ao chão. Eram também criações dele os rios, as árvores, os animais, as aves do céu e os peixes que habitam todos os rios e igarapés. Karú-Sakaibê, tendo percebido que o povo que ele criara não estava unido, decidiu voltar para unificá-lo e lembrá-lo como havia sido trazido do fundo da Terra quando ele decidiu enfeitar a Terra com gente que pudesse cuidar da obra que criara.
MUNDURUKU, D. Contos indígenas brasileiros. São Paulo: Global, 2005.

É possível afirmar que a influência ameríndia pode ser discutida em sala de aula com uma proposta filosófica e pedagógica na qual se evidencia o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709025 Filosofia
Epicuro considerava a Filosofia não como instrução e aquisição passiva de informações, mas como uma atividade que, através de um generoso sentimento, a philia (amizade), ultrapassa a dimensão da sabedoria contemplativa e se expande em amor à humanidade. O logos filosófico traz a verdade iluminadora: é o discurso que se faz pharmakon, remédio que dissolve crenças e superstições – fonte do medo e dos males da alma.
MATOS, O. Filosofia: a polifonia da razão. São Paulo: Scipione, 1997.

Com base no texto, podemos afirmar que a Filosofia de Epicuro concebe como tarefa primeira da Filosofia:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709022 Filosofia
Segundo bell hooks, a violência de gênero, especialmente a direcionada às mulheres, está intrinsecamente ligada a um sistema patriarcal de desigualdade e dominação. A partir de uma lente interseccional, bell hooks argumenta que o machismo, a supremacia branca e as desigualdades de classe não atuam isoladamente, mas se entrelaçam e se reforçam, intensificando a violência sofrida por mulheres, em especial as mulheres negras, que se encontram na intersecção de múltiplas opressões. Esses sistemas de poder são usados para controlar e subjugar, e a violência simbólica, perpetrada pela cultura e suas representações, normaliza e agrava a desigualdade de gênero, tornando-se ainda mais perniciosa ao invisibilizar as experiências de violência de quem já enfrenta preconceitos acumulados. Em seu livro Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade (2013), enfatiza a importância da educação como um processo de transformação e de libertação, desafiando as estruturas de poder e as formas tradicionais de ensino. Para a autora, a educação deve ser uma prática política que incite a reflexão crítica, o engajamento e a busca por justiça social.
Nesse contexto, pode-se afirmar que, para bell hooks, a educação libertadora deve considerar aspectos como
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709021 Filosofia
Em uma escola pública de Ensino Médio, após episódios de comentários sexistas entre os estudantes, a professora de filosofia propõe rodas de conversa para discutir as causas estruturais da violência de gênero. Inspirada na obra Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade (2013), de bell hooks, essa professora organiza debates mediados pelos próprios estudantes, com o objetivo de tornar a sala de aula um espaço democrático e crítico. Durante a atividade, ela compartilha sua motivação: “Fazer da sala de aula um contexto democrático onde todos sintam a responsabilidade de contribuir é um objetivo central da pedagogia transformadora”. Com base nesse princípio, os estudantes elaboram perguntas e hipóteses a partir de suas vivências, promovendo reflexões coletivas e construindo estratégias para enfrentar a desigualdade de gênero.

Caracteriza-se como conclusão compatível com a análise crítica desenvolvida pelos estudantes, promovendo também sua autonomia intelectual, a
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709020 Filosofia
No ano 2000, irrequieto com a descoberta de que havia muitos endereços eletrônicos em seu nome, Umberto Eco comentou que “o princípio da desconfiança deveria estar implícito para qualquer um que tenha experimentado um chat”, advertindo que “não basta apenas desconfiar de mensagens cuja procedência exata desconhecemos, mas também das mensagens de nossos correspondentes habituais, pois um vírus poderia ter nos enviado a mensagem fatal em nome deles”. E assevera: “um jornal que publicasse, por definição, apenas notícias falsas, não mereceria ser comprado (a não ser com intenção cômica)”, porque “jornais têm um pacto implícito de veracidade, que não pode ser violado salvo dissolução de qualquer contrato social”. Por fim, o autor questiona: “o que acontecerá se o principal instrumento da comunicação do novo milênio não for capaz de instaurar e controlar a observância deste pacto?”
ECO, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade
líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017 (adaptado).

Um professor de filosofia, com base nas citações de Umberto Eco, elabora um plano de aula no qual pretende conduzir seus estudantes ao questionamento acerca da veracidade das informações que são repassadas nas redes sociais. Pensando na temática, no objeto e no objetivo da sua proposta, qual recurso didático é adequado para compor esse plano de aula?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709019 Filosofia
O sofista é um professor de técnicas, de política, de virtude e de sabedoria, portanto, alguém que julga possuir conhecimentos e ser capaz de transmiti-los. Eis porque as preleções dos sofistas eram aulas em que alguma coisa era ensinada. As preleções eram solilóquios ou monólogos. Além disso, os sofistas eram céticos. O sim e o não dependem apenas dos argumentos para persuadir alguém a manter ou mudar de opinião. Diferentemente dos sofistas, Sócrates não se apresenta como professor. Pergunta, não responde. Indaga, não ensina. Não faz preleções, mas introduz o diálogo como forma da busca da verdade.

CHAUÍ, M. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).
Explicando comparativamente as propostas filosóficas de Sócrates e dos sofistas, a professora de filosofia do Ensino Médio desenvolve um plano de aula no qual propõe aos estudantes o estímulo ao pensamento, visando capacitá-los a inferir que as práticas intelectuais dos sofistas proporcionam o (a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709015 Filosofia
A crítica de Sócrates ao saber, aparentemente negativa, tem dupla significação. De um lado, supõe que o saber e a verdade devem ser engendrados pelo próprio indivíduo. Por isso Sócrates afirma que se contenta, na discussão com outrem, em desempenhar o papel de parteiro. Ele mesmo não sabe nada e não ensina nada, mas contenta-se em questionar, e são suas questões, suas interrogações, que auxiliam seus interlocutores a parir “sua” verdade. Essa imagem nos permite entender bem que é na alma que se encontra o saber e que ao indivíduo cabe descobri-la, até que ele descubra, graças a Sócrates, que seu saber era vazio. Na perspectiva de seu próprio pensamento, Platão exprimirá miticamente essa ideia, dizendo que todo conhecimento é reminiscência de uma visão que a alma teve em uma existência anterior.

HADOT, P. O que é a filosofia antiga? São Paulo: Loyola, 1999 (adaptado).
Em sala de aula, um professor expõe e promove o uso da dialética socrática-platônica para provocar nos estudantes um contato mais direto com o pensamento antigo. Uma proposta que faz com que eles experimentem esse modelo investigativo a fim de identificar as peculiaridades dessa dialética é
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709014 Filosofia
E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros, no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar a vista – e o tempo de se habituar não seria pouco – acaso não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até em cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam?
PLATÃO. A República. São Paulo: Fundação Calouste Gulbenkian, 1987.

Com base no Mito da caverna, um professor propôs uma atividade em que os estudantes deveriam responder à seguinte problemática: libertar-se ou ser libertado? As respostas seriam postadas em uma plataforma interativa e expostas em tempo real perante toda a turma, a fim de suscitar interação, debate e embate de ideias. Ao relacionar o pensamento de Platão ao uso de TDICs, esse professor
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709013 Filosofia
TEXTO 1

A razão é que uma relativa intensificação das forças produtivas já não representa eo ipso um potencial excedente e com consequências emancipadoras, em virtude do qual entrem em colapso as legitimações de uma ordem de dominação vigente. Pois agora, a primeira força produtiva, a saber, o progresso técnico-científico submetido a controle, tornou-se o fundamento da legitimação. Esta nova forma de legitimação perdeu, sem dúvida, a velha forma de ideologia. A consciência tecnocrática é, por um lado, “menos ideológica” do que todas as ideologias precedentes; pois não tem o poder opaco de uma ofuscação que apenas sugere falsamente a realização dos interesses. Por outro lado, a ideologia de fundo, um tanto vítrea, hoje dominante, que faz da ciência um feitiço, e mais irresistível e de maior alcance do que as ideologias de tipo antigo, já que com a dissimulação das questões não só justifica o interesse parcial de dominação de uma determinada classe e reprime a necessidade parcial de emancipação por parte de outra classe, mas também afeta o interesse emancipador como tal do gênero humano.

HABERMAS, J. Técnica e ciência como ideologia.

Lisboa: Edições 70, 1968 (adaptado).


TEXTO 2 Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um pouco da vaidade dessa humanidade que nós pensamos ser, além de diminuir a falta de reverência que temos o tempo todo com as outras companhias que fazem essa viagem cósmica com a gente.

KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo.

São Paulo: Cia. das Letras, 2019
A proposta de um currículo que reforça a identidade e a cosmovisão dos estudantes de escolas indígenas e quilombolas passa por projetos pedagógicos que integram o conhecimento tradicional sobre a natureza e as práticas sustentáveis com os conhecimentos científicos. Em quais aspectos podemos analisar a relação entre o mitológico e o epistemológico nos textos 1 e 2?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709012 Filosofia
TEXTO 1

A razão é que uma relativa intensificação das forças produtivas já não representa eo ipso um potencial excedente e com consequências emancipadoras, em virtude do qual entrem em colapso as legitimações de uma ordem de dominação vigente. Pois agora, a primeira força produtiva, a saber, o progresso técnico-científico submetido a controle, tornou-se o fundamento da legitimação. Esta nova forma de legitimação perdeu, sem dúvida, a velha forma de ideologia. A consciência tecnocrática é, por um lado, “menos ideológica” do que todas as ideologias precedentes; pois não tem o poder opaco de uma ofuscação que apenas sugere falsamente a realização dos interesses. Por outro lado, a ideologia de fundo, um tanto vítrea, hoje dominante, que faz da ciência um feitiço, e mais irresistível e de maior alcance do que as ideologias de tipo antigo, já que com a dissimulação das questões não só justifica o interesse parcial de dominação de uma determinada classe e reprime a necessidade parcial de emancipação por parte de outra classe, mas também afeta o interesse emancipador como tal do gênero humano.

HABERMAS, J. Técnica e ciência como ideologia.

Lisboa: Edições 70, 1968 (adaptado).


TEXTO 2 Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um pouco da vaidade dessa humanidade que nós pensamos ser, além de diminuir a falta de reverência que temos o tempo todo com as outras companhias que fazem essa viagem cósmica com a gente.

KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo.

São Paulo: Cia. das Letras, 2019
Um professor de filosofia precisa elaborar um plano de aula para estudantes do Ensino Fundamental na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA), cujo tema envolva as implicações éticas entre ideologia e conhecimento científico. Para isso, utiliza esse excerto de Habermas. Qual habilidade está de acordo com a fundamentação teórica adotada no plano de aula?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709008 Filosofia
TEXTO 1

E por que, não obstante, constitui a guerra um problema? Porque ela não é somente o homicídio institucionalizado; mais exatamente porque o homicídio do inimigo coincide com o sacrifício do indivíduo à sobrevivência física de seu próprio Estado. É com efeito nesse ponto que a guerra propõe aquilo que eu chamaria o problema de uma “ética da angústia”. Se a guerra só me pusesse em face de um problema: matarei o inimigo ou não o matarei? – só o medo e a idolatria de um Estado divinizado explicariam minha submissão ao Estado maléfico, e esses dois motivos me condenariam totalmente; meu dever estrito seria ser objetante de consciência. Mas a guerra também me propõe uma outra questão: deverei arriscar minha vida para que meu Estado sobreviva? A guerra é essa situação-limite, essa situação absurda, que faz coincidir o homicídio com o sacrifício. Promover a guerra é, para o indivíduo, ao mesmo tempo matar o próximo, o cidadão de outro Estado, e pôr sua vida em jogo para que o Estado respectivo continue a existir.
RICOEUR, P. História e verdade.
Rio de Janeiro: Forense, 1968.

TEXTO 2
O Estado somos nós, ele não é nada mais do que o representante e promotor da rousseauniana vontade geral, e cabe ao conjunto da sociedade fazer com que o Estado promova e implemente a educação pública que queremos.
GALLO, S. A escola pública numa perspectiva
anarquista. Verve, n. 1, 2002 (adaptado).

O Texto 1 remete ao conflito entre interesses individuais e interesses públicos em uma situação de guerra. Esse conflito, porém, pode ser constatado em situações menos dramáticas que a guerra, como a tensão entre o comportamento dos estudantes e as regras da escola, como apontado no Texto 2. Com base na angústia mencionada com a situação de guerra abordada no Texto 1, do ponto de vista institucional, como se interpreta o Texto 2 numa situação conflituosa no ambiente escolar?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709007 Filosofia
Examinei todas as outras coisas que estão abaixo de vós. Por um lado, provêm de vós; por outro, não existem, pois não são aquilo que vós sois. Já vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas; não se poderiam corromper se fossem sumamente boas. De que modo criastes o céu e a terra, se não procedesses como o artífice que forma um corpo de outro corpo, impondo-lhe, segundo a concepção de sua mente, a imagem que vê com os olhos do espírito? É necessário concluir que falastes e os seres foram criados. Vemos o homem, criado à vossa imagem e semelhança, constituído em dignidade acima de todos os viventes irracionais. E assim como na sua alma há uma parte que impera por sua reflexão e outra que se submete para obedecer, assim também a mulher foi criada, quanto ao corpo, para o homem.

AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
Uma professora de filosofia, após debater com os estudantes situações de violência na escola, propõe o exame de textos filosóficos para refletir sobre o problema. Nesse contexto, conduz a leitura do texto, adequado a essa proposta didática, porque situa a violência nos termos da
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709005 Filosofia
Examinei todas as outras coisas que estão abaixo de vós. Por um lado, provêm de vós; por outro, não existem, pois não são aquilo que vós sois. Já vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas; não se poderiam corromper se fossem sumamente boas. De que modo criastes o céu e a terra, se não procedesses como o artífice que forma um corpo de outro corpo, impondo-lhe, segundo a concepção de sua mente, a imagem que vê com os olhos do espírito? É necessário concluir que falastes e os seres foram criados. Vemos o homem, criado à vossa imagem e semelhança, constituído em dignidade acima de todos os viventes irracionais. E assim como na sua alma há uma parte que impera por sua reflexão e outra que se submete para obedecer, assim também a mulher foi criada, quanto ao corpo, para o homem.

AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
Em uma turma da 1ª série do Ensino Médio, uma professora de filosofia dedica algumas aulas ao exame das produções artísticas dos seres humanos, com base na Filosofia de Agostinho de Hipona. Para isso, utiliza esse texto e conduz reflexões sobre imagens de artes plásticas e músicas previamente selecionadas pelos estudantes. Submetidas ao conteúdo desse texto, essas produções artísticas revelam-se incomparáveis à criação divina do universo, na medida em que
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709003 Filosofia
A hermenêutica interna a uma religião não pode tender a se igualar a uma fenomenologia universal do fenômeno religioso senão a favor de uma extensão segunda, regida por um procedimento de transferência analogizante, conduzida aproximativamente, a partir do lugar em que se está no início. Oponho esse procedimento ao da história comparada das religiões, que supõe ao menos idealmente adoção de um lugar fora de lugar, de um lugar de onde o sujeito epistemológico não interessado consideraria com um olho neutro e simplesmente curioso o campo disperso das crenças religiosas. Se certa descrição externa é acessível a esse olhar de parte alguma, a compreensão do que se trata, do que está em jogo, do Woraufhin, é inacessível. Não entrarei aqui nessa via de transferência agonizante e da compreensão aproximativa que esta última permite. Limitar-me-ei a fundar a sua simples possibilidade sobre a atitude de suspense fenomenológico praticado a respeito de minhas próprias convicções. Pedem-me então que eu pratique, em relação às religiões diferentes da minha, a mesma assunção imaginativa e simpática que peço aos meus ouvintes quando procede diante deles a hermenêutica da fé hebraica e cristã.
RICOEUR, P. Leituras 3: nas fronteiras da filosofia. São Paulo: Loyola, 1996.

Conforme esse texto, ao promover um debate acerca da diversidade cultural religiosa em sala de aula, cabe ao professor de filosofia direcionar o debate para
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709001 Filosofia
 Sem o reconhecimento da diversidade religiosa, em muitas escolas públicas, currículos, ritos e ritmos escolares colaboram para a manutenção dos rótulos e preconceitos perante algumas expressões religiosas e não religiosas. O calendário escolar restringe-se à comemoração das datas e festas previstas na liturgia cristã, contando, frequentemente, com a presença de seus líderes na realização de celebrações, comemorações e formaturas. A reprodução de tais relações e práticas perpetua uma cosmovisão padronizadora de comportamentos, ritmos, aprendizagens e identidades, em que a diversidade religiosa é caracterizada mais por ausências do que presenças.

CECCHETTI, E. Diversidade religiosa e currículo escolar: presenças, ausências e desafios.

Disponível em: www.ucs.br. Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).
Em uma escola onde as datas comemorativas ainda são majoritariamente vinculadas ao calendário cristão, uma professora de filosofia, dialogando com seus estudantes, ouve que muitos deles não reconhecem que suas crenças intimas estão representadas nos referidos eventos comemorativos. Como recurso didático, a professora apresenta fragmentos e aforismos de Kierkegaard e Nietzsche e conduz estudos e discussões problematizadoras a respeito da diversidade de práticas e crenças religiosas e não religiosas. Considerando que há uma grande diferença entre as práticas institucinalizadas e as vivências subjetivas, qual das assertivas corresponde conceitualmente às teorias de Kierkegaard e Nietzsche a respeito dos modelos de religiões institucionalizadas?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3708997 Filosofia
O método, entendido como o caminho que conduz ao objetivo, é fundamental para o exercício filosofico e desemprenha um papel crucial nas práticas de ensino de filosofia. Para o exercício, o método orienta por quais caminhos deve andar o pensamento; para o ensino, o método indica quais práticas devem ser utilizadas para o bom andamento das atividades e o cumprimento dos objetivos de aprendizagem. Destarte, a pergunta filosofica pelo método questiona justamente por onde caminha o pensamento quando se aprende e se ensina filosofia.

O processo de ensino-aprendizagem será favorecido se o professor adotar como método:
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Respostas
421: D
422: E
423: A
424: B
425: D
426: A
427: C
428: A
429: D
430: C
431: C
432: D
433: B
434: C
435: B
436: B
437: C
438: D
439: C
440: C