Questões de Concurso Sobre educação física
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O voleibol configura modalidade esportiva coletiva amplamente praticada no contexto escolar e federativo, com fundamentos técnicos consolidados pela literatura especializada e regras oficiais estabelecidas pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Acerca dos fundamentos técnicos, dos sistemas de jogo e das regras do voleibol, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O saque é o fundamento técnico que inicia a disputa do ponto no voleibol, com possibilidade de execução por baixo ou por cima, e o saque do tipo viagem (com salto) e o saque flutuante (sem rotação) configuram recursos técnicos amplamente utilizados no voleibol contemporâneo.
(__)A defesa de bola alta proveniente de ataque adversário pode ser realizada por meio do fundamento manchete, com indicação de execução com os antebraços unidos à frente do corpo, em flexão de joelhos e quadril, conforme a literatura técnica especializada.
(__)O sistema 5x1 (cinco atacantes e um levantador) é amplamente utilizado em equipes de rendimento no voleibol contemporâneo, articulando especialização funcional e maior eficiência ofensiva, conforme a literatura técnica do voleibol contemporâneo brasileiro e mundial.
(__)O líbero é jogador especialista em ações defensivas e de recepção, com atuação restrita à zona de defesa e com restrições específicas (entre as quais a vedação de atacar a bola acima da borda superior da rede), conforme as regras vigentes da FIVB.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Leia o texto a seguir. Após a discussão sobre a relação entre Educação Física, saúde e estética em diferentes cenários epistemológicos, identificamos a relação com a ideologia do ser saudável atrelada a uma diversidade de discursos. Do ideal de robustez, ao modelo atlético e ao peso corporal ideal, observamos discursos e intervenções alicerçados por uma postura normativa guiada por modelos determinísticos, que expõem guias de conduta. […]
MENDES, Maria Isabel Brandão de Souza. Do ideal de robustez ao ideal de magreza: educação física, saúde e estética. Movimento, Porto Alegre, v. 15, n. 4, p. 175-191, out./dez. 2009, p. 186.
Ao aprofundar as relações da saúde e da estética, a autora identificou um marco central dessa discussão vinculada a uma trajetória histórica do desenvolvimento da área e que aponta os que
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Compreendemos que a Educação Física escolar não deve restringir-se a treinar o corpo, adestrá-lo ou habilitá-lo. Entende-se que deve ultrapassar estas barreiras, promovendo a saúde enquanto determinada socialmente, baseado no princípio da integralidade.
FERREIRA, Haroldo Simões. OLIVEIRA, Bráulio Nogueira de. SAMPAIO, José Jackson Coelho. Análise da percepção dos professores de educação física acerca da interface entre a saúde e a educação física escolar: conceitos e metodologias In: Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Florianópolis, v. 35, n. 3, p. 673-685, jul./set. 2013, p. 682.
O princípio da integralidade, proposto pelo grupo de pesquisadores, corrobora a ampliação do trato com o conhecimento acerca da saúde na escola e compreende o tema como
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A capoeira encerra em seus movimentos a luta de emancipação do negro no Brasil escravocrata. Em seu conjunto de gestos, a capoeira expressa, de forma explícita, a “voz” do oprimido na sua relação com o opressor.
COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de educação física. São Paulo: Cortez, 1993, p.76.
Ao problematizarmos as abordagens de ensino da educação física brasileira, tensionamentos históricos elevam a gradação da apropriação desse acervo de conhecimento nas aulas da escola. Levando em consideração este elemento, em sua forma de luta como tema gerador a ser desenvolvido nos diferentes momentos da curricularidade, o resgate a ser executado envolve
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No desenvolvimento da educação física escolar, a problemática da inclusão foi objeto de várias normatizações de interesses e contradições. A entrada da política de educação especial na perspectiva da Educação Inclusiva traz como um de seus objetivos expoentes “[…] o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares. […]”
BRASIL, Programa Mais Educação, Portaria Normativa Interministerial n◦- 17, de 24 de abril de 2007. Interministérios, 2007, p.8. [Adaptado].
A materialização dessa política no turno regular escolar veio em sentido antagônico ao que culturalmente designava a teoria, a doutrina e/ou tendência de diminuição do outro pela diferença, intitulada terminologicamente de
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Lazer e saúde são temas de natureza ética, política, cultural e social, e levam-nos a refletir que o lazer, como campo de conhecimentos, é interdisciplinar, assim como a saúde, e ambos podem interagir com diferentes áreas. [...]
MARCELLINO, Nelson Carvalho. Lazer, saúde e educação física: a corporeidade e a qualidade de vida In: Educação física e produção de conhecimento. Belém: Edufpa, 2009. p.87.
Em sua trajetória acadêmica, o autor sinaliza elementos que permeiam as relações constituídas da educação física, lazer e saúde, para tanto a formação dependerá, de início, do desenvolvimento
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Fica implícito, em certa medida, que a formação de um novo tipo de trabalhador reverbera na seleção e na distribuição do conhecimento a ser instrumentalizado, sobretudo no espaço escolar, indicando, inclusive, uma espécie de hierarquia entre os diferentes componentes curriculares, assim como um movimento de inserção de novos componentes na grade curricular ou, por outro lado, o abandono de determinados conhecimentos que [...] não contribuem imediatamente para a formação do novo tipo de trabalhador. É nessa fundamentação, aliás, que se busca respaldo para corroborar o primeiro suposto sobre o abandono do trabalho pedagógico em educação física do Novo Ensino Médio. […]
SCAPIN, G. J., & FERREIRA, L. S. (2022). O abandono do trabalho pedagógico na educação física do Novo Ensino Médio. Cadernos de Pesquisa, 52, Artigo e09413. p.10.
Ao verificar no texto as características curriculares do chamado Novo Ensino Médio, este por sua vez, está inserido em uma condição sine qua non aos reordenamentos do mundo do trabalho, a serem implementados pela lógica do produtivismo e do gerencialismo como modus operandi da formação humana. A partir disso, pela historicidade, e daqueles agentes mediadores, que influenciaram na composição do estatuto dos conhecimentos da educação física brasileira de maneira dicotômica, o impacto na organização pedagógica da escola e da educação física por esse viés objetiva a
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Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos, vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a roupa e os acessórios que o adornam, as intervenções que nele se operam, a imagem que dele se produz, as máquinas que nele se acoplam, os sentidos que nele se incorporam, os silêncios que por ele falam, os vestígios que nele se exibem, a educação de seus gestos...enfim, é um sem limite de possibilidades sempre reinventadas e a serem descobertas. Não são, portanto, as semelhanças biológicas que o definem, mas, fundamentalmente, os significados culturais e sociais que a ele se atribuem.
GOELLNER, Silvana V. A produção cultural do corpo. In: LOURO, Guacira; FELIPE, Jane; GOELLNER, Silvana. Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2008. p.28.
Ao depararmos com as concepções hegemônicas da corporeidade nas aulas de educação física na escola, o caminho percorrido pelas postulações da autora nos aspectos da inclusão, diferença e gênero inserem-se na crítica
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[…] Assim, em sua configuração de força de trabalho, portanto, mercadoria fetichizada e reificada, o corpo deve ser consumido primeiro como produtor, depois, como bem de consumo a ser aprimorado por diferentes estratégias, como as cirurgias plásticas e a ginástica. […]
BAPTISTA, Tadeu João Ribeiro. Educação do corpo: produção e reprodução. Tese (doutorado). Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Educação, Goiânia, 2007. p.137.
No que concerne às relações entre a educação física, o corpo, a saúde e a estética, feitas pelo autor, a determinação societária prevalente sobre o padrão de beleza está relacionada ao ideário da
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Como o pintor prepara a tela e o escultor, o barro, devemos preparar o corpo antes de usá-lo, antes de esperar dele “resultados satisfatórios”. É o estado do corpo que, a priori, determina a riqueza das experiências vividas. O corpo lúcido toma iniciativas, não se contenta mais com receber, aguentar, “engolir”. Ao tomar consciência do corpo, damos-lhe a ocasião de comandar a vida.
BERTHERAT, Thérèse. BERNSTEIN, Carol. O corpo tem suas razões: antiginástica e consciência de si. 17ª ed. São Paulo, Martins Fontes, 1995. p. 107.
Sobre os elementos da defesa das autoras e do preparo antecipado das ações do movimento humano com o intuito de obter qualidade de vida e saúde, sob a mediação da escola, a afirmação está relacionada
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Observem uma partida de futebol: é um modelo da sociedade individualista. Nela se toma a iniciativa, mas essa é definida pela lei. As personalidades distinguem-se hierarquicamente, mas as distinções não ocorrem segundo o status, mas segundo as específicas capacidades de cada um. Há movimento, competição, luta, mas esses são regulados por uma lei não escrita que se chama “lealdade”, continuamente recordada pela presença do árbitro. Paisagem aberta, livre circulação de ar, pulmões sadios, músculos fortes, sempre voltados para a ação. Um jogo de baralho. Espaço fechado, fumaça, luz artificial. Gritos, punhos na mesa e, com frequência, na cara do adversário ou... do parceiro. Perverso trabalho do cérebro (!). Desconfiança recíproca. Diplomacia secreta. Cartas marcadas. Estratégia de chutes por baixo da mesa. Uma lei? Onde está a lei que se deve respeitar? Ela varia de lugar a lugar, tem diversas tradições, é ocasião permanente de contestações e litígios. [...]
GRAMSCI, Antônio. O futebol e o baralho in: Escritos políticos, vol 1. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004. p. 210-211.
Em uma referência a um fenômeno societário crescente, a partir do início do século XX, o autor exemplifica essa nova forma de entretenimento e apontou as características do que conhecemos hoje como