Questões de Concurso Sobre desigualdades de raça, classe e gênero em sociologia

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Q4161246 Sociologia
No relatório da CPI do Senado sobre o Assassinato de Jovens, publicado em 2016, foi divulgada uma estatística estarrecedora: a cada 23 (vinte e três) minutos, um jovem negro entre 15 e 29 anos é assassinado no Brasil, seja pela omissão do Estado (que permite o surgimento de traficantes e milicianos), seja por ação direta das forças policiais.

Aliás, foi como consequência de assassinato realizado por oficial de polícia contra George Floyd, um homem negro desarmado, rendido e imobilizado, que o movimento Black Lives Matter ganhou maior notoriedade no mundo.

Imagem associada para resolução da questão (Fonte: https://www.flickr.com/photos/gotovan/49958642882. Acesso em: 26/02/2022).

Não é possível asseverar se o debate teórico acerca do racismo precede as manifestações de rua, ou vice-versa. O que se pode notar, todavia, é que acadêmicos e manifestantes se encontram cada vez mais munidos de ferramentas conceituais. O racismo estrutural, por exemplo, é noção que ajuda a compreender que o fenômeno do racismo não é apenas manifestação individual, mas o modus operandi do modelo de organização econômico-social vigente.

Para Almeida (2019), são considerados o cerne da manifestação estrutural do racismo:
Alternativas
Q4161245 Sociologia
O racismo é fenômeno estrutural que segue impactando profunda e negativamente a vida de tantas pessoas. Elemento central na manutenção de tal fenômeno é o conceito de raça, que remonta a meados do século XVI, e foi utilizado então em referência a distintas categorias de seres humanos. No século XX, a partir dos esforços de parte da antropologia, chegou-se à constatação de que não há nada na realidade natural que corresponda ao conceito de raça.

Acerca de algumas noções indispensáveis para se compreender o racismo, considere as afirmações abaixo:
I – Discriminação racial é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados.
II – Racismo se manifesta apenas por meio de práticas espontâneas que culminam em vantagens e privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam.
III – Preconceito racial é o juízo baseado em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a um determinado grupo racializado, e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias.

Com base nos itens acima, a alternativa que reúne apenas afirmações CORRETAS é:
Alternativas
Q4161020 Sociologia
Leia o excerto abaixo:

“[…] É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são a sub-humanidade. Não são só os caiçaras, quilombolas e povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo que não interessa […]”. (KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p. 6).

Com relação à diversidade étnico-racial existente no Brasil, qual das seguintes afirmações corrobora a ideia trazida pelo autor?
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2026 - TJ-SC - Psicólogo |
Q4153942 Sociologia

Acerca do fracasso escolar, de seus fatores associados e de seus impactos sociais, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.


(   ) Gera exclusão social, dificuldades de inserção no mercado de trabalho e perpetua o ciclo de pobreza.


(   ) Afeta notadamente as meninas brancas, estudantes de regiões centrais das cidades, de classe média.


(   ) Está relacionado à infraestrutura inadequada e ao racismo no ambiente escolar.


As afirmativas são, respectivamente,

Alternativas
Q4153877 Sociologia

Observe o gráfico a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Comparando os gráficos, conclui-se que os dados sobre a população carcerária no Brasil indicam o seguinte problema:

Alternativas
Q4153858 Sociologia

Um passo além


Formada em relações internacionais pela ESPM, a paulistana Luiza Laloni trabalhava em uma consultoria quando decidiu largar tudo para entender o que queria fazer de verdade. Já que ia começar um plano do zero, aproveitou para realizar um sonho antigo: estudar música. Aos 25 anos, desembarcou em Madri. “Queria ampliar minha visão de mundo”, lembra.


Dois meses depois de chegar, saiu à noite com alguns amigos e acabou conhecendo Ramon Bernat, presidente da Specialisterne, iniciativa que contribui para a inserção de pessoas com autismo no mercado de trabalho. Aquele encontro seria o ponto-chave para seu tão sonhado processo de autoconhecimento. Luiza já não estava tão satisfeita com a música e, quando começou a ouvir Ramon falar, seus olhos brilharam.


O empresário abriu seu negócio por conta de seu filho autista e, com a Specialisterne, conheceu empresas que trabalham com a neurodiversidade – o conceito se refere a pessoas que possuem algum tipo de deficiência intelectual, como autismo, esquizofrenia, síndrome de Asperger e dislexia. Naquela noite, ele falou sobre uma agência de design de um amigo em Barcelona, La Casa de Carlota & Friends, que tinha funcionários com essas condições. Luiza foi se encantando por aquele universo.

“Já no nosso primeiro papo, eu me desinteressei totalmente pela música. Queria aprender algo novo, como design, ainda mais em uma agência neurodiversa”, lembra-se.


Vendo o entusiasmo da jovem, Ramon a chamou para conhecer a empresa do colega. “Queria descobrir o quanto era verdadeiro aquele discurso, como era trabalhar com aquelas pessoas, que, até então, para mim, eram tão diferentes, e como isso iria impactar meu trabalho”, diz Luiza, hoje com 27 anos.


O termo “neurodiversidade” foi criado por Judy Singer, socióloga australiana que tem síndrome de Asperger. A pesquisadora defende que esses estados não são anormalidades, mas, sim, condições que devem ser consideradas. No entanto, por vivermos em uma sociedade neurotípica – em que o “normal” é quem não tem nenhuma limitação intelectual –, criamos padrões comportamentais que não deixam que esses indivíduos tenham oportunidades.


Aquele encontro entre Luiza e Ramon deu tão certo que ela foi contratada pela Casa de Carlota. Mudou de cidade e, no novo trabalho, conheceu o Barcelona Outsider Art Lab (Beau), projeto da agência que cataloga 1,5 mil obras de artes feitas pelos funcionários e as exibe ao público. O objetivo é mostrar o poder transformador da arte e da tecnologia como ferramentas para melhorar a vida dessas pessoas. “Achei incrível e comecei a pensar em trazer isso para o Brasil”, conta.


Foram seis meses para que Luiza conseguisse negociar esse sonho, realizado em agosto do ano passado, quando foi aberta a filial da agência em São Paulo – além de Brasil e Espanha, a agência está em outros dois países. Hoje, Luiza é diretora de operações da Casa de Carlota paulistana, que conta com oito funcionários – há seis designers e um artista plástico com condições como síndrome de Down e autismo, além de uma arquiteta.


“Pensando que não temos nenhum funcionário negro, e eles são maioria no Brasil, o próximo passo é essa contratação”, diz ela. “Busco, claro, negros neurodiversos, mas a diversidade racial e de gênero é uma ponta para que as pessoas comecem a enxergar outros tipos de diversidade ainda pouco observadas por gestores no mundo todo.”


“Hoje, quando saio na rua, penso: ‘Por que não tem alguém com síndrome de Down trabalhando nessa função?’”



ABREU, Amanda. Revista da GOL. São Paulo: Trip propaganda e publi cidade, n. 2016, 2020, p. 88-94. (adaptado)

A ampliação dos ideais de diversidade que sustentam as práticas de Luíza Laloni é pressuposta na seguinte frase:
Alternativas
Q4153544 Sociologia
Rendimento médio real de todos os trabalhos das pessoas ocupadas, segundo o sexo e a cor ou raça Brasil (2012/2024) 
8.png (431×191)
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilios Continua 2012/2024 (com adaplacdes adaptações).

Considerando o gráfico apresentado e indicadores sociais do Brasil, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q4152882 Sociologia

Observe o gráfico a seguir. 


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/grafico/2017/01/18/Qual-operfil-da-popula%C3%A7%C3%A3o-carcer%C3%A1ria-brasileira>. Acesso

em: 23 mar. 2022.



Comparando os gráficos, conclui-se que os dados sobre a população carcerária no Brasil indicam o seguinte problema:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Música |
Q4151205 Sociologia
Numa turma da 2ª série do Ensino Médio, diversos estudantes relataram casos de bullying associados ao racismo. A fim de lançar uma discussão sobre o tema, a partir de uma perspectiva contextual e histórica, a professora de Música decidiu realizar uma atividade com a turma envolvendo uma manifestação musical caracterizada por apresentar fortes laços com as culturas de matrizes afro-brasileiras.
Uma proposta de intervenção adequada ao objetivo da professora seria explorar a história
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2026 - TJ-SC - Assistente Social |
Q4150488 Sociologia
A constatação empírica de que as mulheres negras e pobres apresentam um grau de vulnerabilidade distinto daquele que aflige as mulheres brancas e de classe média, mesmo em situações equivalentes de violência doméstica, exige uma análise que
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2026 - TJ-SC - Assistente Social |
Q4150485 Sociologia
A persistência das desigualdades raciais em sociedades que condenam formal e oficialmente o racismo, além de garantirem a igualdade perante a lei, revela que
Alternativas
Q4150248 Sociologia
Uma escola pública implementou um projeto para ampliar a participação de estudantes com deficiência em atividades culturais e esportivas. Para isso, promoveu adaptações nos espaços físicos, capacitou professores e adquiriu materiais acessíveis. Após alguns meses, observou-se um aumento na participação desses estudantes em eventos escolares e uma maior interação entre os diferentes grupos da comunidade escolar. Com base nas informações do texto, é possível inferir que: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150144 Sociologia
Em uma aula no Ensino Fundamental, a professora constatou que a turma associava a prática da escravidão apenas a pessoas negras, tendo a América Portuguesa e o Brasil Imperial como únicas referências. Diante disso, ela solicitou aos alunos que efetuassem pesquisas sobre a existência da escravidão em diferentes contextos, a partir dos registros das sociedades da Antiguidade.
Considerando a composição plural da turma como um parâmetro de pesquisa, já que nela encontram-se alunos brancos, negros, indígenas e também de ascendência asiática, a professora apresentou a seguinte questão norteadora: “Somente os negros foram escravizados?”
Nessa situação, a proposta de intervenção da professora permitirá que os estudantes reconheçam as seguintes características da escravidão: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148939 Sociologia
TEXTO 1

Os dados do Relatório Nacional de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios apontam que as mulheres ganham 19,4% menos que os homens no Brasil, mas essa diferença varia de acordo com o grande grupo ocupacional. Em cargos de dirigentes e gerentes, por exemplo, a diferença de remuneração chega a 25,2%.

Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2024/Marco/mulheres-recebem19-4-a-menos-que-os-homens-aponta-1o-relatorio-de-transparencia-salarial. Acesso em: 11 jun. 2024 (adaptado).

TEXTO 2
Q53.png (573×117)
IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, 2022. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. Acesso em: 11 jun. 2024 (adaptado).

Qual tendência pode ser depreendida das informações dos textos apresentados?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148928 Sociologia
De um ponto de vista antropológico, um vírus sozinho não faz pandemia, tampouco explica a doença que pode resultar do contato com ele. Então, falta d’água em inúmeras comunidades faz pandemia. Negacionismo e fake news fazem pandemia. Racismo estrutural e ambiental, desigualdades de gênero e falta de acesso a direitos fundamentais fazem pandemia. Uma economia precária, que impede que toda a população se isole e viva o tempo do cuidado com segurança, faz pandemia. Ônibus lotado, linhas de produção a todo vapor, comércio aberto. A lista é grande e o vírus é só um dos itens dela.

SEGATA, J. A pandemia e o digital. Revista Todavia, v. 7, n. 1, p. 8, dez. 2020. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado).

No ensino de Sociologia no Ensino Médio, seria adequado um docente partir da reflexão apresentada pelo texto para explicar que
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148924 Sociologia
No currículo de uma escola de Educação Básica, a temática da diversidade de gênero, da sexualidade e dos direitos humanos foi proposta como tema a ser tratado em um bimestre nas aulas de Sociologia. Para introduzir o assunto, a professora dessa disciplina apresentou, na primeira aula, uma discussão sobre gênero e sexualidade, com ênfase nos padrões sociais. Com essa estratégia, os educandos foram levados a conhecer alguns aspectos conceituais e históricos sobre os processos de normatização e violências experienciadas pela população LGBTQIAPN+ no Brasil, o que contribuiu para a compreensão da importância do reconhecimento da diversidade sexual e de gênero como parte do pleno desenvolvimento da cidadania e da garantia dos direitos humanos.

Nessa situação, a partir da aula conduzida pela professora, é esperado que os estudantes compreendam que
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148921 Sociologia
Em determinada escola, a professora de Sociologia e o professor de História, ao realizarem um projeto interdisciplinar na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, abordaram o pensamento decolonial de autoras negras sobre a questão racial no Brasil. Entre os conceitos discutidos, foram enfatizadas as contribuições de Lélia González e Abdias do Nascimento sobre a ideologia do branqueamento, apresentadas, respectivamente, nos textos a seguir.

TEXTO 1

Era uma forma de rejeitar o meu próprio corpo. Essa questão do branqueamento bateu muito forte em mim e eu sei que bate muito forte em muitos negros também. Há também o problema de que na escola a gente aprende aquelas baboseiras sobre os índios e os negros; na própria universidade, o problema do negro não é tratado nos seus devidos termos.

GONZALEZ, L. Entrevista. O Pasquim, São Paulo, n. 871, p. 8-10, 1986 (adaptado).

TEXTO 2

Uma afirmação exemplar emitida pela ideologia racial brasileira: a assunção de que as pessoas de origem índia ou africana preferem ser rotuladas de brancas e a simultânea presunção de que a benevolência da estrutura social em lhes concedendo o privilégio do status de “branco” constitui prova da ausência de preconceito ou discriminação racial!

NASCIMENTO, A. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Editora Perspectiva SA, 1978. p. 76 (adaptado).

Depreende-se dos trechos escolhidos pelos docentes que as causas da perpetuação da ideologia do branqueamento no Brasil incluem
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148920 Sociologia
Para regulamentar a Lei n. 10.639/2003, o Conselho Nacional de Educação aprovou, em 2004, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. O relatório que introduz as Diretrizes foi elaborado mediante amplo diálogo com diferentes entidades do movimento negro. Nele, encontra-se o seguinte trecho:

É importante destacar que não se trata de mudar um foco etnocêntrico marcadamente de raiz europeia por um africano, mas de ampliar o foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica brasileira. Nesta perspectiva, cabe às escolas incluir no contexto dos estudos e atividades, que proporciona diariamente, também as contribuições histórico-culturais dos povos indígenas e dos descendentes de asiáticos, além das de raiz africana e europeia. É preciso ter clareza que o Art. 26A acrescido à Lei 9.394/1996 provoca bem mais do que inclusão de novos conteúdos, exige que se repensem relações étnico-raciais, sociais, pedagógicas, procedimentos de ensino, condições oferecidas para aprendizagem, objetivos tácitos e explícitos da educação oferecida pelas escolas.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília (DF): Ministério da Educação, 2004. p. 17 (adaptado).

Com base no exposto, assinale a opção que melhor representa a aplicação da Lei n. 10.639/2003 no contexto do ensino de Sociologia no Ensino Médio no Brasil, de acordo com a problematização feita no trecho das Diretrizes.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148894 Sociologia
O epistemicídio se realiza através de múltiplas ações que se articulam e se retroalimentam, relacionando-se tanto com o acesso e/ou a permanência no sistema educacional, como com o rebaixamento da capacidade cognitiva do alunado negro. A exclusão racial, por meio do controle do acesso, do sucesso e da permanência no sistema de educação, manifesta-se de forma que, a cada momento de democratização do acesso à educação, o dispositivo de racialidade se rearticula e produz deslocamentos que mantêm a exclusão racial.

CARNEIRO, S. Dispositivo da racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. São Paulo: Zahar editora, 2023 (adaptado).

Considerando-se que essa passagem apresenta uma reflexão sobre os mecanismos pelos quais o epistemicídio se reproduz, é correto afirmar que a exclusão racial apresentada no texto se rearticula por meio da
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148889 Sociologia
Em uma aula sobre questões de gênero no Ensino Médio, a professora de Filosofia realizou a leitura do texto a seguir.

A violência de gênero é um dos fatores relacionados à persistente desigualdade de gênero nos cursos e departamentos de Filosofia do país. Em seu compromisso de lutar contra o preconceito acadêmico, a Rede Brasileira de Mulheres Filósofas apresenta à comunidade filosófica brasileira este protocolo de enfrentamento da violência de gênero. Violência de gênero designa uma ou várias condutas que incorrem em injustiça no tratamento de pessoas em função do gênero. Esta injustiça não se define apenas no âmbito do direito positivo em vigor no país, mas também na dimensão moral e afetiva das relações profissionais dentro das instituições, entre agentes adultos e responsáveis. Trata-se, no ambiente acadêmico, de práticas de vilipêndio intelectual, desrespeito profissional, deslegitimação de discurso, agressão psicológica e de cunho sexual, motivadas por discriminação de gênero.

Protocolo de enfrentamento da violência de gênero. Rede Brasileira de Mulheres Filósofas, 2003.

Nessa situação, a partir da leitura do texto, espera-se que os estudantes compreendam como
Alternativas
Respostas
41: D
42: C
43: A
44: E
45: A
46: D
47: D
48: A
49: A
50: B
51: D
52: C
53: A
54: B
55: B
56: B
57: C
58: B
59: B
60: A