Questões de Concurso
Sobre desigualdades de raça, classe e gênero em sociologia
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Disponível em: https://anaraylandermartisdosanjos.com/Milissegundos-nos-trapos-de-mundo. Acesso em: 22 ago. 2024.
A obra apresentada chama-se Milissegundos nos Trapos de Mundo e foi utilizada por um professor da 3ª série do Ensino Médio em sala de aula. Ele selecionou imagens dessa obra, da artista Ana Raylander Mártis dos Anjos, para apresentar para sua turma. O docente explicou que, na obra, a artista desenvolveu duas peças videográficas com 16 horas cada uma e que essa produção artística mostra o processo de um vestido sendo desfeito e, posteriormente, com o vídeo de trás para a frente, sendo refeito. Milissegundo é uma unidade de tempo menor do que um segundo e a artista coloca em evidência o instante decisivo de uma vida trans em contextos de violência. Diante dessa temática, o professor resolveu realizar uma atividade que promovesse o pensamento crítico de seus estudantes acerca do assunto.
Nesse caso, para realizar uma atividade que cumpra o objetivo de promover o pensamento crítico em sala de aula, é adequado que o professor
Disponível em: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/07/anuario-2023.pdf. Acesso em: 1 jun. 2024.
Em uma escola de Ensino Médio, foi implementado um projeto interdisciplinar sobre gênero e sexualidade, e o infográfico acima foi um dos recursos utilizados pelos professores das áreas de Ciências Exatas, Naturais e Humanas. Os docentes decidiram analisar, com os estudantes, os indicadores de violência contra a mulher e os dados relacionados ao perfil das vítimas de feminicídio e de seus agressores.
Com base nessa situação e nos dados sobre feminicídio apresentados no infográfico, é correto afirmar que, ao final do projeto, os estudantes deverão concluir que
(Mulher estuda mais, trabalha mais e ganha menos do que o homem. Agência IBGE Notícias. Disponível em https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. Adaptado)
No Brasil, diferenças sociais entre homens e mulheres prejudicam a democracia porque
(Florestan Fernandes. A integração do negro na sociedade de classes. Volume 1, São Paulo: Editora Globo, 2008, p. 29. Adaptado)
Segundo o texto, o processo de abolição da escravatura no Brasil
No contexto das mudanças climáticas, o conceito de injustiça climática refere-se à situação em que os impactos ambientais atingem de forma mais intensa as populações socialmente vulneráveis.
Assinale a opção que exemplifica corretamente esse conceito.
(Pesquisa: Jovens negros são as principais vítimas de morte por violência. Disponível em: Portal Fiocruz, 26.08.25)
É correto afirmar que é(são) causa(s) desse fenômeno:
Analise o excerto a seguir.
“A venda de uma esposa não era de modo algum um caso fortuito, sendo raramente um evento cômico. Era altamente ritualizada: devia ser realizada em público e com cerimonial estabelecido. É possível que houvesse duas formas de venda de esposa, preferidas em regiões diferentes do país e coincidentes em certos pontos: 1) a forma que requer a publicidade na praça do mercado e o uso da corda amarrando o pescoço ou a cintura da esposa e; 2) a forma que envolve um contrato de venda, firmado na presença de testemunhas, e um ritual abreviado de ‘entrega’ num bar público.”
(THOMPSON, Edward Palmer. Costumes em comum. Trad. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p. 315 - Adaptado)
É reconhecida a contribuição do historiador britânico Edward P. Thompson para a compreensão da formação da classe operária inglesa e, consequentemente, do próprio conceito de classe social de forma mais abrangente.
Considerando-se essa contribuição, é correto afirmar que o texto de Thompson
Leia o texto a seguir.
[…] envolve todas as formas de construção social, cultural e linguística implicadas com os processos que diferenciam mulheres e homens. Esse conceito tem o objetivo de distinguir as diferenças sociais e culturais do homem e da mulher, de modo a enfatizar as suas características.
Disponível em:
<https://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/1083/pdf>.
Acesso em: 12 set. 2022.
O texto trata do conceito de
I. O relatório Stiglitz-Sen-Fitoussi sustenta o argumento de que o PIB deve continuar sendo o único norteador das políticas públicas, já que ele computa com precisão o valor econômico da reciclagem.
II. O Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) estabelece que o cuidado não e um dever individual, mas uma responsabilidade compartilhada entre Estado, família e sociedade.
Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades
O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).
Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante destacado, mais fortemente na Região Norte.
Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).
A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado: gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.
As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também e clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera a desigualdade racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas no Ensino Superior.
Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-
especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-
desigualdades.html (com adaptações).