Questões de Concurso
Sobre história, estética e crítica das artes visuais em artes visuais
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( ) Em contextos kayapó-xikrin e kaxinawa, a pintura corporal pode atuar como “segunda pele”, aparecendo no cotidiano e em festas; em certos rituais, manchas de urucum podem ser aplicadas sobre desenhos feitos com jenipapo, com função de mascarar e transformar.
( ) No quadro conceitual kaxinawa, distinguem-se grafismo (kene), figura (dami) e imagem/espírito (yuxin), e tais categorias podem se transformar umas nas outras, destacando a transformabilidade na cosmologia ameríndia.
( ) A pintura kadiwéu, conforme discutida no texto , segue a lógica da cosmética ocidental, por buscar realçar olhos e boca e suavizar traços naturais do rosto.
( ) O texto associa expressões estéticas elaboradas, em muitos grupos indígenas, à decoração corporal (pintura, arte plumária, colares etc.) e indica que certos objetos rituais podem perder sentido/“vida” após o uso.
( ) No exemplo sobre as mulheres kayapó-xikrin, a “mão palheta” é descrita como tingida de urucum, destacado como matéria-prima comum na pintura corporal ameríndia.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
De acordo com o pensamento desse autor, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.
( ) O anacronismo não deve ser visto como um erro do historiador, mas como uma necessidade heurística para compreender a densidade temporal da imagem.
( ) A história da arte clássica, baseada em modelos como os de Vasari e Winckelmann, é elogiada pelo autor por conseguir isolar o objeto artístico em seu tempo puro e biológico.
( ) A imagem é definida como uma "montagem de tempos", onde temporalidades heterogêneas e sobrevivências coexistem e se chocam.
( ) O conceito de "eucronia" representa a ilusão positivista de que o historiador pode se situar no mesmo tempo que o objeto, eliminando o seu próprio olhar do presente.
( ) A "sobrevivência" refere-se ao fim definitivo de uma forma artística, que deixa de exercer qualquer influência após o encerramento de seu período histórico original.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
I- Arte como testemunha e colaboradora do processo da construção de uma identidade cultural nacional.
II- A heroicização, ou seja, a representações de seus heróis e mártires tornaram-se ícones denotativos do processo de independência.
III- A arte “popular” é compreendida como a verdadeira manifestação da cultura mestiça, em oposição à arte “maior”, associada à arte individualista burguesa.
IV- Em busca de revelar a própria independência e diferenças conduziram a reinvenções e transformações do modelo europeu através do contato com uma realidade americana.
V- Ao final do século XVIII, os patriotas mestiços se identificavam com a ideologia indígena e seus valores, representando-as em sua combativa produção artística.
Está correto apenas o que se afirma em
Analise os movimentos artísticos abaixo:
I - Art Nouveau;
II - Op Art;
III - Pós Impressionismo.
A ordem de surgimento das abordagens artísticas acima é:
Considere o trecho a seguir:
O _____ abrange diversas correntes como o cubismo, _____e expressionismo, _____ com as tradições acadêmicas. O Brasileiro, impulsionado pela Semana de Arte Moderna de 1922, é um marco fundamental.
Marque a única alternativa abaixo, que preenche CORRETAMENTE as lacunas acima com as palavras respectivamente.
No transcurso de um projeto interdisciplinar no ensino médio, um professor de Artes propõe a análise de imagens históricas e contemporâneas do espaço urbano. A sequência didática articula:
1. gravuras satíricas do século XIX, que circulavam em jornais e folhetins como crítica social;
2. cartazes modernistas que exploram tipografia, choque visual e circulação pública de ideias;
3. intervenções atuais de arte de rua (grafite, stencil e lambe-lambe), produzidas em muros e mobiliário urbano, com textos curtos, repetição seriada e disputas de visibilidade no território.
No debate em sala, um estudante afirma: “Arte de rua não tem história; é só vandalismo contemporâneo, sem relação com a tradição artística.”
O professor decide responder não apenas conceitualmente, mas por meio de uma mediação pedagógica ancorada na História da Arte. Diante do caso apresentado e a articulação entre História da Arte e Arte de Rua, infere-se que a mediação docente mais consistente é:
Observe a imagem:

A obra A Boba (1915–1916), de Anita Malfatti, insere-se no contexto das experiências inaugurais do modernismo brasileiro, marcadas por tensões formais, estéticas e críticas em relação ao academicismo vigente. Com base na análise formal da pintura e em seu contexto histórico-cultural, examine as proposições a seguir:
I. A deformação expressiva da figura, o uso não naturalista da cor e a instabilidade psicológica sugerida pelo olhar indicam diálogo com vertentes expressionistas, assimiladas de forma crítica pela artista.
II. A obra evidencia uma ruptura com o academicismo vigente no contexto artístico brasileiro das primeiras décadas do século XX, o que contribuiu para reações críticas intensas à produção de Anita Malfatti no período.
III. A composição revela uma tendência à contenção da expressividade em favor do equilíbrio anatômico e da harmonia clássica, aproximando-se de princípios neoclássicos predominantes nas academias europeias.
IV. A pintura pode ser compreendida como marco de um processo de modernização da arte brasileira, no qual referências internacionais são incorporadas de forma tensionada, seletiva e não mimética.
Conforme a leitura formal e historiográfica da obra apresentada, está correto o que se afirma em: