Questões de Concurso Militar EsFCEx 2026 para Oficial - Especialidade: Magistério em História
Foram encontradas 50 questões
(Eric Hobsbawm, A Era das Revoluções)
Para Hobsbawm, entre tais ferramentas políticas e intelectuais, é possível identificar
Por que o Brasil não se fragmentou e manteve a unidade territorial que vinha dos tempos da Colônia? Para explicar isso, os historiadores têm buscado várias respostas. Vamos nos referir a duas.
Em seu livro A Construção da Ordem, José Murilo de Carvalho propõe uma explicação que dá peso maior à natureza da elite política imperial, que teria tido melhores condições de enfrentar com êxito a tarefa de construir o Estado nacional, por ser bastante homogênea. Essa homogeneidade resultaria, principalmente, da educação e da profissão comuns.
(Boris Fausto, História do Brasil)
A outra análise vem de Luís Filipe de Alencastro, que
Por volta da década de 1880, era óbvio que a abolição estava iminente. O Parlamento, reagindo ao abolicionismo de dentro e de fora do país, vinha aprovando uma legislação gradualista. O movimento abolicionista tornou- -se irresistível nas áreas cafeeiras, onde quase dois terços da população escrava estava concentrada. Com uma nova consciência de si mesmos e encontrando apoio em segmentos da população que simpatizavam com a causa abolicionista, grandes números de escravos fugiram das fazendas. A escravidão tornou-se uma instituição desmoralizada. Quase ninguém opunha-se à ideia de abolição, embora alguns reivindicassem que os fazendeiros deviam ser indenizados pela perda de seus escravos.
(Emília Viotti da Costa, Da Monarquia à República: momentos decisivos. Adaptado)
No contexto oferecido, um único grupo, no Parlamento, resistiu à abolição da escravatura. Esse grupo foi, para Viotti da Costa, o dos
A Revolução de 1848 foi a única a afetar tanto as partes “desenvolvidas” quando as atrasadas do continente. Foi, ao mesmo tempo, a mais ampla e a menos bem-sucedida revolução desse tipo. No breve período de seis meses de sua explosão, sua derrota universal era seguramente previsível; dezoito meses depois, todos os regimes que derrubara, com exceção de um, foram restaurados, e após dezoito meses de sua irrupção, com a exceção da República Francesa, estava mantendo toda a distância possível entre si mesma e a revolução à qual devia sua própria existência.
(Eric Hobsbawm, A Era do Capital. Adaptado)
Sobre a Revolução de 1848 e o nacionalismo no século XIX, é correto afirmar que
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia.)
A obra em análise aponta como um dos prejuízos
Os predecessores do modo feudal de produção foram naturalmente o modo de produção escravo em decomposição, sobre cujos fundamentos todo o enorme edifício do Império Romano fora construído outrora, e os primitivos modos de produção distendidos e deformados dos invasores germânicos, que sobreviveram em suas novas pátrias, depois das conquistas bárbaras. Esses dois mundos radicalmente distintos haviam passado por uma lenta desintegração e uma sutil interpenetração nos últimos séculos da Antiguidade.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. Adaptado)
Acerca dos legados da Antiguidade Clássica, é possível afirmar que
O governo do general Médici esteve à frente do chamado “milagre brasileiro”, como ficaria conhecida a fase durante a qual o crescimento econômico do país atingiria taxas muito elevadas. De fato, entre 1968 e 1973, o PIB cresceu em média 11,2%, alcançando 14% em 1973.
(Carlos Fico, História do Brasil Contemporâneo. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresente outra característica da chamada fase do “milagre econômico”.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia. Adaptado)
A obra citada apresenta o “novo sindicalismo” como um movimento sindical que
É no espaço mais amplo do Atlântico Sul que a história da América portuguesa e a gênese do Império do Brasil tomam toda a sua dimensão. A continuidade da história colonial não se confunde com a continuidade do território da Colônia. Na verdade, os condicionantes atlânticos, africanos — distintos dos vínculos europeus —, só desaparecem do horizonte do país após o término do tráfico negreiro e a ruptura da matriz espacial colonial, na segunda metade do século XIX. Tais condicionantes marcam a originalidade da formação histórica brasileira.
(Luiz Felipe de Alencastro, O Trato dos Viventes. Adaptado)
De acordo com o historiador Luiz Felipe de Alencastro em sua obra,
A principal característica do período medieval é a identificação da Igreja com o conjunto da sociedade. Isso ocorreu antes mesmo que ela se afirmasse como instituição hierárquica centralizada (a chamada monarquia papal, que se constituiu a partir do final do século XI) e foi o resultado da cristianização das populações da bacia do Mediterrâneo e, em seguida, da Germânia, da Gália, das ilhas Britânicas e da Escandinávia. Por meio de suas normas, seus dogmas e seus ritos, a Igreja forjou alguns dos principais traços das sociedades europeias a partir do século IV.
(Marcelo Candido da Silva, História Medieval)
Entre os exemplos de tais traços, é possível identificar