Questões Militares Sobre hidrologia na engenharia ambiental e sanitária em engenharia ambiental e sanitária

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Q4238805 História
Leia o texto abaixo.

Lembranças de um menino operário Jacob Penteado morava no bairro do Belenzinho, no município de São Paulo, em 1910. Cedo, teve que trabalhar numa fábrica de vidro. Seus colegas de trabalho tinham entre 7 e 14 anos. Ganhavam salários baixíssimos, alimentavam-se mal e levavam surras dos capatazes quando cometiam algum erro. Minha família, de parcos recursos, não poderia manter-me em estabelecimentos de ensino secundário [...]. Trabalhava-se [...] nove horas por dia, inclusive aos sábados...O ambiente era o pior possível [...] Acrescentem-se a isso os maus-tratos dos vidreiros, muito comuns naquele tempо.

Fonte: Citado em CARONE, Edgard. O movimento operário no Brasil (1877-1944). São Paulo: Difel, 1984. р. 53-54.

O texto acima retrata a situação de um trabalhador, ainda menino, durante o período denominado de República Velha (1889-1930). Sobre as condições da classe trabalhadora desse período, é correto afirmar que: 
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Q4238804 História
Leia o texto abaixo.

Abriu-se, então, um vácuo político que liberou a imaginação popular [...]. De um lado, o problema prático e mais imediato foi resolvido a partir de uma sucessão de quatro regências, assumidas por políticos brasileiros [...]. De outro lado, contudo, a questão sucessória incendiou as demais províncias, que agora, sem um rei no poder, passaram a contestar a legitimidade dos novos governantes. 

Fonte: SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 243.

Com base nessas informações, dentre os três grupos políticos que disputavam o espaço público da Corte na virada das décadas de 1820 e 1830, pode-se citar os:
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Q4238803 História
Leia o texto a seguir referente à questão

Realmente, a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária era apenas uma entre centenas de unidades que os Aliados puseram em campo. Mas se a proporção de brasileiros que passaram pelo combate foi exigua, isso não acarretou minoração das contingências com que nossa tropa se deparou na guerra. Embora a Itália fosse um teatro de operações "secundário", para os combatentes a vida na linha de frente em nada diferia de outros fronts mais ativos. 

FONTE: MAXIMIANO, Campiani. Neve, fogo e montanhas: a experiência brasileira no combate na Itália (1944/1955), in. Nova História Militar Brasileira. Organiz. Celso Castro, Vitor Izecksohn e Hendrik Kraay. FGV Editora / Bom Texto. Rio de Janeiro, 2004. Pg.345

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Brasil foi levado a participar deste conflito, ao lado das forças Aliadas, após navios brasileiros terem sido atacados por submarinos alemães no Atlântico.

Sobre a presença brasileira na Segunda Guerra Mundial é correto afirmar que
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Q4238802 História
Leia o texto abaixo.

O historiador espanhol Ramón Blanco, em seu livro Las "bandeiras", publicado em 1966, reconhecendo que а nomenclatura do movimento é extremamente confusa, gasta mais de quinhentas páginas para tentar provar que as bandeiras nada mais eram que unidades militarizadas - algo como as companhias ou os batalhões dos exércitos de hoje - que foram utilizadas em muitas das mais importantes incursões territoriais feitas pelos luso brasileiros na América do Sul com a finalidade de capturar selvagens.

Fonte: FILHO, Synésio Sampaio Goes. Navegantes, Bandeirantes, Diplomatas. Um ensaio sobre a formação das fronteiras do Brasil. Martins Fontes / Biblioteca do Exército Editora. Rio de Janeiro-RJ, 2000, Pg.90

O historiador Ramón Blanco, em seu texto, faz referência à atividade denominada por alguns historiadores de Bandeiras, ocorrida no período colonial brasileiro.
Com base nessas informações assinale a que apresenta corretamente algumas das consequências geradas por essa atividade no Brasil colonial.
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Q4238801 Geografia
A industrialização de um país ocorre por meio de um processo que envolve múltiplos interesses em determinadas circunstâncias históricas. No Brasil, esse processo consolidou-se na segunda Revolução Industrial.

Geografia: leituras e interação, volume 2/Arno Alísio Goettems, Antônio Luís Joia. 2. ed. São Paulo: Leya, 2016. p. 37.

Sobre o processo industrial brasileiro, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q4238800 Geografia
Após a Segunda Mundial, o processo de urbanização intensificou-se tanto nos países desenvolvidos como nos países subdesenvolvidos e emergentes.

Geografia: leituras e interação, volume 2/Arno Alisio Goettems, Antônio Luís Joia. São Paulo: Leya, 2016. p. 79

Sabendo que a evolução da urbanização brasileira ocorreu de forma singular, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4238799 Geografia
A interação entre os climas, o relevo e os solos resulta em diferentes tipos de fauna e flora. Em regiões quentes e úmidas, a biodiversidade é muito maior se compararmos às regiões frias e/ou secas.

Martini, Alice de. Geografia Ação e Transformação. São Paulo: Escala Educacional, 2016. p. 140.

Em relação aos domínios morfoclimáticos brasileiros, assinale a opção correta. 
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Q4238798 Geografia
Classificar o relevo implica agrupar suas diferentes formas em compartimentos de acordo com a semelhança de características externas, com base em determinados critérios.

Moreira, Igor. Vivá: geografia: volume 2. Curitiba: Positivo, 2016. pg. 86.

As classificações do relevo brasileiro avançaram na medida em que a geomorfologia evoluiu. No que diz respeito às classificações do relevo brasileiro, analise as afirmativas a seguir. 

I- Até meados do século XX, as classificações do relevo brasileiro prendiam-se basicamente à estrutura geológica, de modo que, muitas vezes, as formas de relevo eram definidas conforme o tipo de rochas.
II- A classificação do geógrafo Aziz Nacib Ab'Saber, nos anos 1960, foi a primeira a romper, de forma mais definitiva, com certa confusão existente entre estrutura geológica e relevo.
IIl- Na década de 1990, foi elaborada uma nova classificação do relevo, a partir de imagens de radar, na qual o geógrafo Juranyr L. S. Ross levou em consideração, como base em seus estudos, os chamados paleoclimas.

Assinale a opção correta.
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Q4238797 Geografia
Ligados à circulação geral da atmosfera, que redistribui a energia solar pelas zonas térmicas do planeta, o tempo e o clima, embora não sejam a mesma coisa, referem-se aos mesmos fenômenos atmosféricos: temperatura e insolação, pressão atmosférica, ventos, umidade do ar e precipitações.

Moreira, Igor. Vivá: geografia; volume 2. Curitiba: Positivo, 2016. pg. 102.

Para explicar as mudanças do tempo e do clima, é importante compreender, principalmente, a dinâmica das massas de ar. Sobre a movimentação das massas de ar que atuam no Brasil, assinale a opção correta.
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Q4238796 Geografia
Desde a realização do primeiro Censo Demográfico, em 1872, até os dias atuais, o quantitativo populacional brasileiro aumentou mais de vinte vezes.

Vivá: Geografia. Vol. 2. Igor Moreira. Curitiba: Positivo, 2016.

Sobre a evolução populacional brasileira, assinale a opção correta. 
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Q4238795 Português
De acordo com o contexto apresentado na tirinha de Maurício de Sousa, qual opção abaixo destaca corretamente as funções da linguagem que predominam no segundo quadrinho?
Alternativas
Q4238794 Português
Nas orações a seguir, retiradas dos textos propostos, podemos observar o correto uso do acento indicativo de crase: "E, à medida que vai sendo comido, vai acabando." (Texto 1, §7); "Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade." (Texto II, §15); e "Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa." (Texto III, §1). Assinale a alternativa cuja sequência completa corretamente os espaços deixados no fragmento a seguir, de acordo com a ocorrência ou não do fenômeno da crase:

"A decisão que cabe _______ magistrada proferir certamente estremecerá _______ bases legais da luta pelo direito _______ vida, _______ saber, o mesmo dado _______ filhas de mães solo."
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Q4238793 Português
Assinale a opção INCORRETA quanto à classificação dos advérbios retirados dos textos. 
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Q4238792 Português
Nossas competências linguística e lexical nos permitem compreender as variações de registro que ocorrem na Lingua Portuguesa, como as que podemos observar nos quadrinhos do Texto IV. Fazendo uso dessas competências, identifique qual das palavras NÃO pertence ao mesmo campo lexical das demais.
Alternativas
Q4238791 Português

TEXTO III 


A BOLA

Luís Fernando Veríssimo


    O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar о velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

    - Como é que liga? - perguntou.

    - Como, como é que liga? Não se liga. O garoto procurou dentro do papel de embrulho.

    - Não tem manual de instrução?

    O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.

    - Não precisa manual de instrução.

    - O que é que ela faz?

    - Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.

    - O quê?

    - Controla, chuta...

    - Ah, então é uma bola.

    - Claro que é uma bola.

    - Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

    - Você pensou que fosse o quê?

    - Nada, não.

    O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

    - Filho, olha.

   O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Seleção e apresentação de Ana Maria Machado. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.(Adaptado)

Assinale a opção que define corretamente o sentimento do pai na conclusão do texto.
Alternativas
Q4238790 Português

TEXTO III 


A BOLA

Luís Fernando Veríssimo


    O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar о velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

    - Como é que liga? - perguntou.

    - Como, como é que liga? Não se liga. O garoto procurou dentro do papel de embrulho.

    - Não tem manual de instrução?

    O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.

    - Não precisa manual de instrução.

    - O que é que ela faz?

    - Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.

    - O quê?

    - Controla, chuta...

    - Ah, então é uma bola.

    - Claro que é uma bola.

    - Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

    - Você pensou que fosse o quê?

    - Nada, não.

    O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

    - Filho, olha.

   O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Seleção e apresentação de Ana Maria Machado. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.(Adaptado)

Contextualmente, o fragmento "O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada." (§18), revelanos:
Alternativas
Q4238789 Português

TEXTO III 


A BOLA

Luís Fernando Veríssimo


    O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar о velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

    - Como é que liga? - perguntou.

    - Como, como é que liga? Não se liga. O garoto procurou dentro do papel de embrulho.

    - Não tem manual de instrução?

    O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.

    - Não precisa manual de instrução.

    - O que é que ela faz?

    - Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.

    - O quê?

    - Controla, chuta...

    - Ah, então é uma bola.

    - Claro que é uma bola.

    - Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

    - Você pensou que fosse o quê?

    - Nada, não.

    O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

    - Filho, olha.

   O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Seleção e apresentação de Ana Maria Machado. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.(Adaptado)

Com relação ao uso do artigo definido no título do Texto IIl, A bola, qual opção analisa corretamente a intencionalidade do narrador?
Alternativas
Q4238788 Português

TEXTO III 


A BOLA

Luís Fernando Veríssimo


    O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar о velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

    - Como é que liga? - perguntou.

    - Como, como é que liga? Não se liga. O garoto procurou dentro do papel de embrulho.

    - Não tem manual de instrução?

    O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.

    - Não precisa manual de instrução.

    - O que é que ela faz?

    - Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.

    - O quê?

    - Controla, chuta...

    - Ah, então é uma bola.

    - Claro que é uma bola.

    - Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

    - Você pensou que fosse o quê?

    - Nada, não.

    O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

    - Filho, olha.

   O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Seleção e apresentação de Ana Maria Machado. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.(Adaptado)

Assinale dentre as opções dadas aquela que nomeia corretamente a figura de linguagem demonstrada pela expressão em destaque no fragmento "Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto." (§16).
Alternativas
Q4238787 Português

TEXTO III 


A BOLA

Luís Fernando Veríssimo


    O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar о velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

    - Como é que liga? - perguntou.

    - Como, como é que liga? Não se liga. O garoto procurou dentro do papel de embrulho.

    - Não tem manual de instrução?

    O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.

    - Não precisa manual de instrução.

    - O que é que ela faz?

    - Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.

    - O quê?

    - Controla, chuta...

    - Ah, então é uma bola.

    - Claro que é uma bola.

    - Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

    - Você pensou que fosse o quê?

    - Nada, não.

    O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

    - Filho, olha.

   O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Seleção e apresentação de Ana Maria Machado. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.(Adaptado)

Assinale a opção que classifica corretamente o termo destacado na oração "- Filho, olha." (§17).
Alternativas
Q4238786 Português

TEXTO III 


A BOLA

Luís Fernando Veríssimo


    O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar о velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

    - Como é que liga? - perguntou.

    - Como, como é que liga? Não se liga. O garoto procurou dentro do papel de embrulho.

    - Não tem manual de instrução?

    O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.

    - Não precisa manual de instrução.

    - O que é que ela faz?

    - Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.

    - O quê?

    - Controla, chuta...

    - Ah, então é uma bola.

    - Claro que é uma bola.

    - Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

    - Você pensou que fosse o quê?

    - Nada, não.

    O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

    - Filho, olha.

   O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Seleção e apresentação de Ana Maria Machado. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.(Adaptado)

Nos fragmentos "Para marcar o tempo de forma precisa..." (Texto 1, §1) e "- Não precisa manual de instrução." (Texto III, §6), as palavras destacadas observam entre si uma relação de:
Alternativas
Respostas
241: D
242: C
243: B
244: C
245: A
246: B
247: B
248: E
249: D
250: A
251: D
252: E
253: B
254: A
255: D
256: C
257: A
258: B
259: C
260: B