Questões Militares
Sobre doenças infecto-parasitárias em medicina
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Paciente, sexo masculino, 28 anos, procurou atendimento médico com queixas de úlceras indolores na região genital e linfadenopatia inguinal. Ele relata ter sido diagnosticado e tratado para sífilis há cerca de 6 meses, mas agora está apresentando sintomas semelhantes. No exame físico, as lesões apresentam características típicas de sífilis primária. O médico solicita exames laboratoriais para confirmar a recidiva ou reinfecção.
Com base nesse caso clínico, qual dos seguintes exames seria o mais indicado para o diagnóstico de sífilis recorrente e para diferenciar entre uma possível reinfecção e uma falha no tratamento?
Paciente do norte de Minas Gerais, 37 anos, jardineiro, é encaminhado para a reumatologia com quadro de dor poliarticular de mãos há 3 meses, de início agudo e rápida progressão. Nega febre, sintomas gastrointestinais ou urinários precedendo o quadro, exceto por linfadenomegalia axilar direita na semana anterior ao início dos sintomas. Refere dor 9/10, está em uso de prednisona de 30 mg/dia com resposta parcial há 2 meses. O médico do posto de saúde prescreveu metotrexato há 4 semanas, 15 mg/semana, mas também não houve resposta. Ao exame físico apresenta tenossinovite dos extensores do carpo e nódulos subcutâneos em face extensora. Exames laboratoriais: anemia de doença crônica, proteína C reativa, fator reumatoide e anti CCP negativos.
Qual a hipótese diagnóstica mais adequada para o caso clínico descrito?
Com base no caso clínico, assinale verdadeiro (V) ou falso (F) para as afirmativas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta:
( ) A consolidação heterogênea no lobo superior direito, associada à baciloscopia positiva, é compatível com tuberculose pulmonar.
( ) O aconselhamento e a intervenção para redução do tabagismo e do etilismo são aspectos importantes do manejo global deste paciente.
( ) O esquema inicial de tratamento para tuberculose (RHZE) deve ser supervisionado diretamente, conforme recomendações do Ministério da Saúde.
( ) Como o paciente apresentou teste rápido de HIV e VDRL negativos, não há necessidade de investigação adicional para outras infecções oportunistas.
Qual opção abaixo descreve a verminose, cuja profilaxia baseia-se na ingestão de carnes bem cozidas e de boas práticas de higiene e saneamento?
A sequência de palavras que preenche corretamente as lacunas é:
I. A reação hansênica do tipo 2 é caracterizada por eritema nodoso hansênico, sendo a expressão clínica mais frequente, cujo quadro inclui nódulos subcutâneos dolorosos, acompanhados ou não de febre, dores articulares e mal-estar generalizado, com ou sem espessamento e neurite.
II. Na hanseníase tuberculoide as lesões mais características dessa forma clínica são denominadas lesões préfoveolares ou foveolares, sobrelevadas ou não, com áreas centrais deprimidas e aspecto de pele normal, com limites internos nítidos e externos difusos.
III. A rinite hansênica é causada pela intensa infiltração da mucosa do trato respiratório superior.
IV. Os frequentes infiltrados inflamatórios de pálpebras e pele da região frontal permitem o surgimento de rugas precoces e pele redundante palpebral, resultando em blefarocalase.
V. A reação hansênica do tipo 1 é a reação intermitente cujos surtos são tão frequentes que, antes de terminado um, surge outro. Os doentes respondem ao tratamento com os medicamentos utilizados para a reação, mas, tão logo a dose seja reduzida ou retirada, a fase aguda recrudesce. Isso pode acontecer mesmo na ausência de doença ativa e perdurar por muitos anos após o tratamento.
Estão corretas apenas as afirmativas
Qual a recomendação em relação à necessidade de profilaxia à Hepatite B neste caso?
Em relação ao patógeno identificado e ao caso descrito acima, é correto afirmar que
I. As restrições para algumas classes de antimicrobianos devem ser desencorajadas, pois podem levar ao aumento de mortalidade em pacientes sépticos.
II. A melhor terapia empírica a ser adotada é aquela que possui ação contra o agente causador da infecção e afeta o mínimo possível a microbiota do paciente.
III. Os guias e protocolos de terapia empírica devem ser baseados em documentos nacionais e internacionais já existentes; a epidemiologia local deve ser considerada apenas em casos com evolução desfavorável.
IV. Os profissionais que trabalham com prevenção e controle de infecções, tanto infectologistas quanto enfermeiros e farmacêuticos, são fundamentais na melhoria e adequação do uso de antimicrobianos.
V. Em casos de infecção grave, a terapia empírica é iniciada rapidamente para minimizar o risco de mortalidade do paciente e a cobertura de amplo espectro deve ser mantida mesmo após o resultado do antibiograma.
Estão corretas apenas as afirmativas