Questões Militares
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O II PND tratou de incentivar os investimentos da grande empresa privada na produção de bens de capital... Entretanto, a nova política colocava no centro do palco da industrialização brasileira a grande empresa estatal. Os gigantescos investimentos a cargo do sistema Eletrobrás, da Petrobrás, da Embratel e de outras empresas públicas eram, a rigor, o sustentáculo do programa.
Fonte: FAUSTO, Boris. História do Brasil, Editora da Universidade de São Paulo (EDUSP). São Paulo, 2003. Pg. 496
Durante o período dos governos militares no Brasil (1964- 1985), o país passou por significativas transformações econômicas que foram denominadas, por alguns, como "Milagre Econômico". Considerando esse contexto, assinale a opção correta.
O período denominado de "Nova República", compreendido entre os anos de 1985 е 1989, foi caracterizado, no plano político, pelo fim do regime militarempresarial e pela transição democrática gradual е negociada entre os setores dominantes brasileiros (empresariais e políticos); e, no plano econômico, pela enorme esperança no início do Governo Sarney que foi se transformando paulatinamente em frustação na medida em que os programas de estabilização (Planos Cruzado, Bresser e Verão) não conseguiam debelar o "dragão" da inflação - que chegou a 1.783% em 1989 - que corroeu a moeda nacional.
Fonte: PINTO, Eduardo Costa. Nova República (1985- 1989): transição democrática, crise da dívida externa, inflação, luta pela apropriação da renda e fim do desenvolvimentismo. Texto para Discussão 007 | 2019. UFRJ. Instituto de Economia. Rio de Janeiro, 2019. Pg.3
Após o fim do regime militar, o governo de José Sarney (1985-1990) marcou o início da chamada Nova República no Brasil. Seu mandato foi caracterizado por grave crise econômica, hiperinflação e sucessivos planos de estabilização. Com relação aos Planos econômicos ocorridos durante o governo Sarney, assinale a opção correta.
Lembranças de um menino operário Jacob Penteado morava no bairro do Belenzinho, no município de São Paulo, em 1910. Cedo, teve que trabalhar numa fábrica de vidro. Seus colegas de trabalho tinham entre 7 e 14 anos. Ganhavam salários baixíssimos, alimentavam-se mal e levavam surras dos capatazes quando cometiam algum erro. Minha família, de parcos recursos, não poderia manter-me em estabelecimentos de ensino secundário [...]. Trabalhava-se [...] nove horas por dia, inclusive aos sábados...O ambiente era o pior possível [...] Acrescentem-se a isso os maus-tratos dos vidreiros, muito comuns naquele tempо.
Fonte: Citado em CARONE, Edgard. O movimento operário no Brasil (1877-1944). São Paulo: Difel, 1984. р. 53-54.
O texto acima retrata a situação de um trabalhador, ainda menino, durante o período denominado de República Velha (1889-1930). Sobre as condições da classe trabalhadora desse período, é correto afirmar que:
Abriu-se, então, um vácuo político que liberou a imaginação popular [...]. De um lado, o problema prático e mais imediato foi resolvido a partir de uma sucessão de quatro regências, assumidas por políticos brasileiros [...]. De outro lado, contudo, a questão sucessória incendiou as demais províncias, que agora, sem um rei no poder, passaram a contestar a legitimidade dos novos governantes.
Fonte: SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 243.
Com base nessas informações, dentre os três grupos políticos que disputavam o espaço público da Corte na virada das décadas de 1820 e 1830, pode-se citar os:
Realmente, a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária era apenas uma entre centenas de unidades que os Aliados puseram em campo. Mas se a proporção de brasileiros que passaram pelo combate foi exigua, isso não acarretou minoração das contingências com que nossa tropa se deparou na guerra. Embora a Itália fosse um teatro de operações "secundário", para os combatentes a vida na linha de frente em nada diferia de outros fronts mais ativos.
FONTE: MAXIMIANO, Campiani. Neve, fogo e montanhas: a experiência brasileira no combate na Itália (1944/1955), in. Nova História Militar Brasileira. Organiz. Celso Castro, Vitor Izecksohn e Hendrik Kraay. FGV Editora / Bom Texto. Rio de Janeiro, 2004. Pg.345
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Brasil foi levado a participar deste conflito, ao lado das forças Aliadas, após navios brasileiros terem sido atacados por submarinos alemães no Atlântico.
Sobre a presença brasileira na Segunda Guerra Mundial é correto afirmar que
O historiador espanhol Ramón Blanco, em seu livro Las "bandeiras", publicado em 1966, reconhecendo que а nomenclatura do movimento é extremamente confusa, gasta mais de quinhentas páginas para tentar provar que as bandeiras nada mais eram que unidades militarizadas - algo como as companhias ou os batalhões dos exércitos de hoje - que foram utilizadas em muitas das mais importantes incursões territoriais feitas pelos luso brasileiros na América do Sul com a finalidade de capturar selvagens.
Fonte: FILHO, Synésio Sampaio Goes. Navegantes, Bandeirantes, Diplomatas. Um ensaio sobre a formação das fronteiras do Brasil. Martins Fontes / Biblioteca do Exército Editora. Rio de Janeiro-RJ, 2000, Pg.90
O historiador Ramón Blanco, em seu texto, faz referência à atividade denominada por alguns historiadores de Bandeiras, ocorrida no período colonial brasileiro.
Com base nessas informações assinale a que apresenta corretamente algumas das consequências geradas por essa atividade no Brasil colonial.
É no espaço mais amplo do Atlântico Sul que a história da América portuguesa e a gênese do Império do Brasil tomam toda a sua dimensão. A continuidade da história colonial não se confunde com a continuidade do território da Colônia. Na verdade, os condicionantes atlânticos, africanos — distintos dos vínculos europeus —, só desaparecem do horizonte do país após o término do tráfico negreiro e a ruptura da matriz espacial colonial, na segunda metade do século XIX. Tais condicionantes marcam a originalidade da formação histórica brasileira.
(Luiz Felipe de Alencastro, O Trato dos Viventes. Adaptado)
De acordo com o historiador Luiz Felipe de Alencastro em sua obra,
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia. Adaptado)
A obra citada apresenta o “novo sindicalismo” como um movimento sindical que
O governo do general Médici esteve à frente do chamado “milagre brasileiro”, como ficaria conhecida a fase durante a qual o crescimento econômico do país atingiria taxas muito elevadas. De fato, entre 1968 e 1973, o PIB cresceu em média 11,2%, alcançando 14% em 1973.
(Carlos Fico, História do Brasil Contemporâneo. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresente outra característica da chamada fase do “milagre econômico”.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia.)
A obra em análise aponta como um dos prejuízos
Por volta da década de 1880, era óbvio que a abolição estava iminente. O Parlamento, reagindo ao abolicionismo de dentro e de fora do país, vinha aprovando uma legislação gradualista. O movimento abolicionista tornou- -se irresistível nas áreas cafeeiras, onde quase dois terços da população escrava estava concentrada. Com uma nova consciência de si mesmos e encontrando apoio em segmentos da população que simpatizavam com a causa abolicionista, grandes números de escravos fugiram das fazendas. A escravidão tornou-se uma instituição desmoralizada. Quase ninguém opunha-se à ideia de abolição, embora alguns reivindicassem que os fazendeiros deviam ser indenizados pela perda de seus escravos.
(Emília Viotti da Costa, Da Monarquia à República: momentos decisivos. Adaptado)
No contexto oferecido, um único grupo, no Parlamento, resistiu à abolição da escravatura. Esse grupo foi, para Viotti da Costa, o dos
Por que o Brasil não se fragmentou e manteve a unidade territorial que vinha dos tempos da Colônia? Para explicar isso, os historiadores têm buscado várias respostas. Vamos nos referir a duas.
Em seu livro A Construção da Ordem, José Murilo de Carvalho propõe uma explicação que dá peso maior à natureza da elite política imperial, que teria tido melhores condições de enfrentar com êxito a tarefa de construir o Estado nacional, por ser bastante homogênea. Essa homogeneidade resultaria, principalmente, da educação e da profissão comuns.
(Boris Fausto, História do Brasil)
A outra análise vem de Luís Filipe de Alencastro, que
Ao chegar a São Vicente, os primeiros portugueses reconheceram de imediato a importância fundamental da guerra nas relações intertribais. Procurando racionalizar o fenômeno, convenceram-se de que os intermináveis conflitos representavam pouco mais que vendetas sem maior sentido; ao mesmo tempo, porém, perceberam que podiam conseguir muito através de seu engajamento com elas. Considerando o estado de fragmentação política que imperava no Brasil indígena, as perspectivas de conquista, dominação e exploração da população nativa dependiam necessariamente do envolvimento dos portugueses nas guerras intestinas, através de alianças esporádicas.
(John Manuel Monteiro, Negros da terra)
Em relação às guerras indígenas, segundo John Monteiro, os portugueses também estavam interessados
Os vitoriosos de 1930 formavam um grupo bastante heterogêneo, tanto do ponto de vista social como do ponto de vista político. Se o combate às oligarquias tradicionais era o que se poderia chamar de um objetivo em comum, o mesmo não se pode dizer em relação às expectativas dos diferentes atores envolvidos no movimento. Assim, enquanto os setores oligarcas dissidentes mais tradicionais desejavam um maior atendimento à sua área e maior soma de poder, com um mínimo de transformações, os quadros civis mais jovens almejavam a reforma do sistema político, os tenentes defendiam a centralização do poder e a introdução de reformas sociais, e os setores vinculados ao Partido Democrático tinham como meta o controle do governo paulista, além da efetiva adoção de princípios liberais.
(Marieta de Moraes Ferreira e Surama Conde Sá Pinto, “A crise dos anos 1920 e a Revolução de 1930”, em Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado [orgs.], O Brasil Republicano: o tempo do liberalismo oligárquico – vol. 1: da Proclamação da República à Revolução de 1930)
O quadro apresentado no excerto, sobre os vitoriosos da Revolução de 1930, explica a constituição de uma forma política entendida como
A Assembleia Constituinte instalou-se em 1o de fevereiro de 1987, e a Constituição foi promulgada no ano seguinte, em 5 de outubro de 1988. O novo texto constitucional tinha a missão de encerrar a ditadura. É a mais extensa Constituição brasileira — tem 250 artigos principais, mais 98 artigos das disposições transitórias — e está em vigor até hoje.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia. Adaptado)
Para Schwarcz e Starling, a Constituição de 1988 é
As interpretações sobre a Guerra do Paraguai variaram, e muito. Há quem diga que a origem da guerra estaria condicionada à ambição desmedida de López e a seu caráter autoritário. Há também quem explique o conflito a partir da política imperialista inglesa. Ciosa em manter sua influência financeira no local, a Inglaterra teria se imiscuído na guerra, forjando oposições e selando amizades.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil, uma biografia. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta corretamente, segundo a obra citada, outra interpretação para o conflito bélico.
No contexto da Crise do Antigo Regime, se havia barreiras de ordem material à difusão das ideias ilustradas (analfabetismo, marginalização do povo da vida política, deficiência dos meios de comunicação), o maior entrave advinha, no entanto, da própria essência dessas ideias, incompatíveis, sob muitos aspectos, com a realidade brasileira. Na Europa, o liberalismo era uma ideologia burguesa voltada contra as Instituições do Antigo Regime, os excessos do poder real, os privilégios da nobreza, os entraves do feudalismo ao desenvolvimento da economia.
(Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república: momentos decisivos. Adaptado)
No Brasil, segundo Emília Viotti da Costa,
No dia 7 de maio de 1730, o governador das Minas Gerais, d. Lourenço de Almeida, escreveu ao rei reclamando dos “contínuos delitos” cometidos nas Minas por “bastardos, carijós, mulatos e negros”. Nas palavras de d. Lourenço, não havia tempo em que as estadas não estivessem cheias de negros ladrões e matadores, e é preciso que se castigue com pena de morte executando-se nestas vilas para exemplo dos mais negros porque não havendo castigo podem ir crescendo então grande número que venham a dar o mesmo cuidado que deram os Palmares em Pernambuco, além das muitas mortes que fazem carijós, mulatos e bastardos.
(Carlos Magno Guimarães, “Mineração, quilombos e Palmares”, em João José Reis e Flávio dos Santos Gomes [org.], Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. Adaptado)
Na manifestação do governador das Minas Gerais, é possível constatar a
A presença insignificante de escravos legítimos não impediu que os contornos ideológicos da escravidão indígena em São Paulo ganhassem corpo ao longo do século 17. De fato, a introdução de milhares de índios demandou a criação de uma estrutura institucional que ordenasse as relações entre senhores e escravos. Apesar da legislação contrária ao trabalho forçado dos povos nativos, os paulistas conseguiram contornar os obstáculos jurídicos e moldar um arranjo institucional que permitiu a manutenção e a reprodução de relações escravistas.
(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. Adaptado)
Tal arranjo institucional, segundo a obra referenciada, significou que os
(Comissão da Verdade do Estado de São Paulo – Rubens Paiva. A militarização da segurança pública. Disponível em: comissaodaverdade.al.sp.gov.br. Acesso em: 23 fev. 2026.)
Considerando a formação histórica da Polícia Militar no Brasil, sua inserção na arquitetura da segurança pública durante a ditadura militar e as permanências institucionais no período pós-1988, analise criticamente as afirmativas a seguir e assinale a correta.