Questões Militares Sobre ameaça em direito penal

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Q4190047 Medicina
Mulher de 46 anos, tabagista, procura avaliação por episódios recorrentes de dor torácica em repouso, mais frequentes entre 4h e 6h da manhã, com duração de 10 a 15 minutos, acompanhados de sudorese e resolução rápida após uso de nitrato sublingual. Durante um episódio no pronto atendimento, o eletrocardiograma mostrou supradesnivelamento transitório do segmento ST em parede inferior, com normalização completa após remissão da dor. Troponina de alta sensibilidade permaneceu negativa em dosagens seriadas. A cineangiocoronariografia não evidenciou lesões obstrutivas significativas.

Considerando esse cenário, a estratégia farmacológica de manutenção apropriada para reduzir recorrência dos episódios é
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Q4190046 Medicina
Homem de 68 anos, com antecedente de infarto anterior extenso há 5 anos e fração de ejeção de 34%, procura pronto atendimento por palpitações de início súbito associadas a tontura. Encontra-se consciente, com pressão arterial de 96 x 62 mmHg, frequência cardíaca de 176 bpm e sem sinais de choque. O monitor mostra taquicardia regular de QRS largo.

O achado eletrocardiográfico que mais fortemente favorece uma origem ventricular da taquicardia é:
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Q4190045 Medicina
Homem de 34 anos, vítima de trauma torácico fechado, evolui com piora respiratória súbita na sala de emergência, seguida de parada cardiorrespiratória. A monitorização mostra atividade elétrica organizada sem pulso. A equipe inicia RCP, administra epinefrina e realiza ventilação assistida. Ao exame durante a ressuscitação, são observadas ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito, distensão jugular e expansão assimétrica do tórax. Não há retorno da circulação espontânea após os primeiros ciclos.

A medida adicional apropriada nesse momento é
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Q4190044 Medicina
Homem de 72 anos, com diabetes mellitus em uso de insulina, doença renal crônica estágio 3, infarto do miocárdio há 6 anos e insuficiência cardíaca crônica estável com fração de ejeção de 38%, será submetido a correção eletiva aberta de aneurisma de aorta abdominal infrarrenal. Está em uso de AAS, estatina, bisoprolol, sacubitril/valsartana e dapagliflozina. Nega angina nas atividades habituais, mas sua capacidade funcional é limitada a menos de 4 METs por claudicação importante, o que impede avaliação adequada por esforço. Ao exame, encontra-se euvolêmico, com pressão arterial de 126 x 74 mmHg, frequência cardíaca de 64 bpm, saturação de 97% e ECG sem alterações agudas.

Assumindo que qualquer investigação adicional só deve ser solicitada se tiver potencial para modificar a conduta perioperatória, a estratégia apropriada é
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Q4190043 Medicina
Homem de 32 anos, sem cardiopatia conhecida, procura pronto atendimento por dor torácica opressiva iniciada há 40 minutos, acompanhada de palpitações, ansiedade intensa e sensação de falta de ar. Relata uso recreativo intranasal de substância estimulante cerca de 1 hora antes do início dos sintomas. Ao exame, apresenta pressão arterial de 186 x 108 mmHg, frequência cardíaca de 128 bpm, sudorese profusa e agitação psicomotora. O eletrocardiograma mostra taquicardia sinusal e alterações inespecíficas de repolarização, sem supradesnivelamento do segmento ST.

A medida terapêutica inicial apropriada é:
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Q4190042 Medicina
Homem de 47 anos, com miocardiopatia dilatada não isquêmica diagnosticada há 10 meses, encontra-se em seguimento ambulatorial. Está em uso regular de sacubitril/valsartana, carvedilol, espironolactona, dapagliflozina e diurético de alça em dose estável. Permanece com dispneia aos esforços habituais, sem síncope. O ecocardiograma mostra fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 29%. O eletrocardiograma revela QRS com duração de 110 ms, em ritmo sinusal. A monitorização ambulatorial evidenciou episódios de taquicardia ventricular não sustentada.

Nesse cenário, a conduta apropriada em relação à prevenção primária de morte súbita é
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Q4190041 Medicina
Homem de 44 anos procura atendimento por fadiga, dispneia aos esforços habituais e palpitações ocasionais há 6 meses. O ecocardiograma mostra ventrículo esquerdo dilatado, fração de ejeção de 32% e insuficiência mitral funcional discreta. A cineangiocoronariografia não evidencia lesões coronarianas obstrutivas. Não há história de etilismo relevante, quimioterapia, doença valvar primária ou hipertensão grave. Durante a anamnese, informa que o pai faleceu aos 52 anos por “problema no coração” e que uma irmã usa medicação para insuficiência cardíaca desde os 40 anos.

A conduta adicional apropriada é
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Q4190040 Medicina
Homem de 38 anos, com hipertensão arterial leve e irregularmente tratada, procura avaliação por dispneia aos grandes esforços e dois episódios de pré-síncope durante atividade física recreativa no último ano. Relata que um irmão faleceu subitamente aos 42 anos. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 144 x 88 mmHg, frequência cardíaca de 64 bpm e sopro sistólico em borda esternal esquerda, mais audível com ortostatismo. O ecocardiograma evidencia espessamento septal assimétrico de 18 mm, fração de ejeção preservada e gradiente dinâmico discreto em via de saída do ventrículo esquerdo.

O achado complementar que reforça a interpretação etiológica mais provável do quadro é:
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Q4190039 Medicina
Adolescente de 15 anos, com antecedente de febre reumática na infância e insuficiência mitral residual, retorna ao ambulatório assintomático. A mãe relata que o paciente “parou de tomar a injeção há alguns meses” porque estava se sentindo bem. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, sem sinais de insuficiência cardíaca.

Nesse contexto, a medida mais importante para reduzir o risco de progressão da cardiopatia de base é:
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Q4190038 Medicina
Homem de 57 anos, natural do interior de Minas Gerais, residente há muitos anos em área urbana, refere palpitações esporádicas, dois episódios de pré-síncope e piora progressiva da tolerância aos esforços nos últimos 8 meses. Nega infarto prévio. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 110 x 70 mmHg e bulhas hipofonéticas, sem sopros significativos. O eletrocardiograma está ilustrado a seguir. O ecocardiograma revela discreta redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo e aneurisma apical.

Q38.png (353×253)
(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

O dado complementar que mais reforça a hipótese etiológica unificadora do quadro é:
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Q4190037 Medicina
Mulher de 62 anos, com hipertensão arterial sistêmica há 8 anos e dislipidemia, retorna 6 semanas após início de tratamento com losartana 50 mg/dia. Refere boa adesão, sem efeitos adversos e redução parcial dos níveis pressóricos. As medidas padronizadas em consultório permanecem em torno de 152 x 92 mmHg, e a monitorização residencial da pressão arterial mostra média de 148 x 88 mmHg. Exames laboratoriais revelam creatinina estável e potássio normal. Nega doença coronariana, insuficiência cardíaca ou doença renal crônica avançada.

Considerando o cenário descrito, a conduta apropriada em relação ao tratamento e seguimento é 
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Q4190036 Medicina
Homem, 64 anos, com diabetes mellitus tipo 2, microalbuminúria persistente e hipertrofia ventricular esquerda ao eletrocardiograma, comparece para seguimento ambulatorial. Mantém pressão arterial repetidamente em torno de 158 x 96 mmHg em medidas padronizadas, confirmadas por monitorização residencial. Nega sintomas. Creatinina sérica é: 1,0 mg/dL; potássio: 4,4 mEq/L, sem história de doença coronariana prévia ou insuficiência cardíaca. Não faz uso prévio de anti-hipertensivos.

Considerando o perfil clínico e o objetivo de controle pressórico com proteção cardiovascular e renal, a conduta inicial apropriada é 
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Q4190035 Medicina
Homem de 56 anos, obeso, com diabetes mellitus tipo 2 e dislipidemia, encontra-se em acompanhamento por pressão arterial persistentemente elevada nas consultas, com medidas habituais entre 158-166 x 94-102 mmHg. Refere uso regular de losartana, anlodipina, clortalidona e espironolactona. Nega cefaleia, sudorese paroxística ou fraqueza muscular. Tem função renal estável, potássio normal e eletrocardiograma com sinais de hipertrofia ventricular esquerda. Apesar do relato de adesão adequada, informa que em casa “quase sempre a pressão fica bem melhor”, geralmente em torno de 128-134 x 76-82 mmHg, aferida por aparelho automático validado.

A medida que mais provavelmente acrescentará a informação decisiva para o raciocínio clínico e para a reclassificação adequada do caso é
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Q4190034 Medicina
Homem de 49 anos, com aumento progressivo do número do calçado e do tamanho das mãos ao longo de vários anos, procura atendimento por palpitações ocasionais e dispneia aos esforços habituais. Refere piora gradual da tolerância ao exercício. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 146 x 92 mmHg, frequência cardíaca de 84 bpm, fácies grosseira, macroglossia discreta e extremidades alargadas. O eletrocardiograma mostra extrassístoles ventriculares isoladas. O ecocardiograma evidencia hipertrofia ventricular esquerda biventricular discreta, aumento do átrio esquerdo e sinais de disfunção diastólica, com fração de ejeção preservada.

O resultado complementar que melhor integra o quadro sistêmico e cardiovascular apresentado é:
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Q4190033 Medicina
Mulher, 47 anos, com hipertensão arterial há 6 anos, retorna por controle pressórico insatisfatório apesar do uso regular de losartana, anlodipina, clortalidona e espironolactona em doses habituais. Relata fadiga, câimbras ocasionais e dois episódios de fibrilação atrial paroxística no último ano. Ao exame físico, pressão arterial de 168 x 102 mmHg, frequência cardíaca de 78 bpm, IMC de 27 kg/m2 , sem sopros e sem sinais clínicos de insuficiência cardíaca. O ecocardiograma mostra hipertrofia ventricular esquerda concêntrica e aumento discreto do átrio esquerdo, com fração de ejeção preservada. Em exames laboratoriais prévios, houve hipocalemia repetida, sem uso abusivo de laxativos ou perdas gastrointestinais.

Nesse cenário, o resultado complementar que mais reforça uma etiologia endócrina única capaz de explicar o fenótipo cardiovascular apresentado é:
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Q4190032 Medicina
Homem, 58 anos, com antecedente de episódio de tromboembolismo pulmonar há 2 anos, tratado por 6 meses, refere dispneia progressiva aos esforços e redução importante da capacidade funcional nos últimos 10 meses. Nega tabagismo e não tem história de doença pulmonar obstrutiva crônica. Ao exame, apresenta pressão arterial de 116 x 74 mmHg, frequência cardíaca de 88 bpm, saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente, hiperfonese de segunda bulha em foco pulmonar e edema maleolar discreto. O ecocardiograma mostra dilatação e disfunção leve de ventrículo direito, com pressão sistólica estimada da artéria pulmonar elevada. A tomografia de tórax sem protocolo angiográfico não evidencia doença parenquimatosa relevante. A espirometria é praticamente normal.

Diante desse cenário e dos exames a seguir, aquele que mais provavelmente acrescentará a informação decisiva para o próximo passo do raciocínio diagnóstico é 
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Q4190031 Medicina
Mulher, 42 anos, sem cardiopatia conhecida, refere dispneia progressiva aos esforços há 1 ano, com piora nos últimos 3 meses. Nega tabagismo e doença pulmonar prévia. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 110 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 92 bpm, saturação de oxigênio de 95% em ar ambiente, hiperfonese de segunda bulha em foco pulmonar e discreto edema maleolar. O eletrocardiograma mostra sinais de sobrecarga de ventrículo direito. O ecocardiograma transtorácico evidencia dilatação de câmaras direitas, refluxo tricúspide moderado e pressão sistólica estimada da artéria pulmonar de 68 mmHg, com ventrículo esquerdo de dimensões normais e fração de ejeção preservada.

Diante desse quadro, a conduta adequada para confirmar o diagnóstico e classificar corretamente a condição é:
Alternativas
Q4190030 Medicina
Mulher, 34 anos, com lúpus eritematoso sistêmico há 8 anos e antecedente de dois abortamentos prévios, procura avaliação por dispneia leve aos esforços e episódio recente de isquemia cerebral transitória. Nega febre, calafrios ou perda ponderal. Ao exame, apresenta sopro sistólico apical discreto, sem sinais periféricos de endocardite. Hemoculturas seriadas são negativas. O ecocardiograma transesofágico está representado na figura a seguir e mostra espessamento irregular valvar com pequenas vegetações aderidas ao folheto mitral.

Q30.png (501×245)
(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Considerando o contexto clínico, o achado laboratorial cuja presença mais reforça a etiologia mais provável da lesão valvar é:
Alternativas
Q4190029 Medicina
Homem, 61 anos, hipertenso, tabagista, procura pronto-socorro por dor torácica súbita de forte intensidade iniciada há 1 hora, descrita como “rasgando”, com irradiação para dorso. Ao exame físico, está ansioso, sudorético, com pressão arterial de 190 x 105 mmHg no braço direito e de 168 x 92 mmHg no braço esquerdo, frequência cardíaca de 108 bpm, e há sopro diastólico em foco aórtico.

•  O eletrocardiograma está ilustrado a seguir.

Q29_1.png (508×233)
(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

•  A angiotomografia de aorta realizada na admissão apresenta-se na figura a seguir.

Q29_2.png (501×173)
(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Considerando o quadro clínico e o achado de imagem, a conduta adequada é:
Alternativas
Q4190028 Medicina
Mulher, 30 anos, portadora de prótese valvar mitral mecânica implantada há 5 anos por valvopatia reumática, procura atendimento com teste de gravidez positivo e idade gestacional estimada em 7 semanas. Está em uso regular de varfarina, com INR em faixa terapêutica, sem história prévia de tromboembolismo ou trombose valvar. Encontra- -se assintomática e hemodinamicamente estável. Deseja manter a gestação.

Considerando esse cenário, a afirmativa adequada é:
Alternativas
Respostas
1881: C
1882: B
1883: D
1884: E
1885: E
1886: A
1887: C
1888: B
1889: D
1890: A
1891: C
1892: B
1893: E
1894: C
1895: D
1896: B
1897: E
1898: C
1899: A
1900: E