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Q3508188 História
Texto 1
"Por pouco, o Brasil não fora encontrado por outros navegadores: um português, Duarte Pacheco Pereira (1460-1533), e dois espanhóis, Vicente Pinzón (1462-1514) e Diego de Lepe (1460-1515). Comandando uma frota de oito navios, Duarte Pacheco Pereira teria explorado o litoral brasileiro, na altura do Maranhão, em dezembro de 1498” [...]. "O consenso é de que Portugal sabia da existência de terras no Atlântico. Caso contrário, não teria pressionado o papa Alexandre VI para modificar a bula Inter Coetera, de 1493, que deixava os portugueses de fora do Novo Mundo descoberto por Colombo em 1492", observa Vainfas.”
BERNARDO, André. Descobrimento do Brasil: os bastidores da viagem de 44 dias que levou Pedro Álvares Cabral ao país - BBC News Brasil https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51808373 9/15 Este texto foi publicado originalmente em abril de 2020 e atualizado em 22 de abril de 2021. Acesso em: 9 maio 2025.

Texto 2
“No dia seguinte, quarta-feira, 22 de abril, pela manhã, acharam aves chamadas fura-buchos, e à tarde, um grande monte redondo e muito alto, com outras serras mais ao sul, e terra coberta de grande arvoredo. O capitão-mor deu ao monte o nome de Monte Pascoal e à terra o de Vera Cruz.”
ABREU, Capistrano. O descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Darcy Ribeiro, 2013. p. 35.

Sobre as viagens de navegação ao Novo Mundo e chegada ao Brasil, verifica-se que 
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Q3508187 História
Texto 1
"A segunda metade do século XX foi marcada na América Latina, em especial na região do Cone Sul, pela emergência de governos autoritários liderados pelas Forças Armadas, que em maior ou menor medida possuíam um papel de destaque na arena política latino-americana.”
SILVA, Izabel Pimentel da, et al. Memórias em Disputa: Ditaduras e Redemocratizações na América Latina. Revista del CESLA, 2021, vol. 28, Julio-Diciembre. p. 1.

Texto 2
“Para integrar a repressão a movimentos guerrilheiros e a opositores das ditaduras, foi criado a Operação Condor, em 1975, em Santiago do Chile. A Operação aprofundou a cooperação entre as forças de segurança das várias ditaduras latinoamericanas, entre elas, Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai.”
Operação Condor: a integração do terror na América Latina – Memorias da Ditadura. https://memoriasdaditadura.org.br/operacao-condor-a-integracao-do-terrorna-america-latina/. Acesso em: 09 maio 2025.

Texto 3
“Para criar o consenso democrático à nova república que nascia com o fim do regime militar, a política do esquecimento negou às vítimas dessa brutalidade o direito de reparação e memória”.
SOUSA, Reginaldo Cerqueira. Guerrilha do Araguaia: Violência, Memória e Reparação. Projeto História, São Paulo, v. 66, pp. 178-219, Set-Dez., 2019. p. 186.

Em atenção às histórias das ditaduras cívico-militares e à redemocratização na América Latina, observa-se que
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Q3508185 História
Texto 1
“O nosso intuito […] era o de manter a revolução, esperando que, nas capitais, alguma eventualidade nos proporcionasse o ensejo para o golpe decisivo sobre a tirania opressora. Por isso, evitamos choques. Não nos interessava o combate decisivo.” PRESTES, Luiz Carlos. Entrevista ao Diário Nacional. São Paulo, 1º de fevereiro de 1930, p. 2.

Texto 2
“Para nós, revolucionários, o movimento é a vitória. […] Com mais de 1.000 homens armados e tendo mais de 4.000 cavalos, consegui passar, em pleno campo, por entre mais de 10.000 homens do governo. Nunca foi possível determinar minha verdadeira direção de marcha e impraticável se tornou a perseguição.” PRESTES, Luiz Carlos. Carta ao General Isidoro Dias Lopes, em fevereiro de 1925. Apud: PRESTES, Anita L. Coluna Prestes. São Paulo: Brasiliense, 1991, p. 421.

Sobre os documentos acima e o movimento tenentista chamado de “Coluna Prestes”, verifica-se que 
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Q3508184 Física
A bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), o astronauta Don Petit realizou diversos experimentos científicos. Em um desses experimentos, Petit carregou eletricamente uma agulha de crochê, ao friccionar uma folha de papel, e liberou gotículas de água carregadas eletricamente, a partir de uma seringa de teflon, para demonstrar órbitas eletrostáticas no regime de microgravidade.
Imagem associada para resolução da questão
Segundo a NASA, as observações podem ser análogas ao comportamento de partículas carregadas no campo magnético terrestre. Admita que o experimento de Petit esteja esquematizado na figura, aproximando a órbita das gotículas de água em torno da agulha de crochê como órbitas circulares.
Admitindo a carga eletrostática das gotículas e da agulha iguais, em módulo, a q, que a massa da gotícula é m, e que K0 representa a constante eletrostática, a relação entre o período T e o raio R da órbita é, respectivamente,
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Q3508181 Física
Para regular um brinquedo de bungee jump em um parque de diversões, o técnico prende um corpo de prova de massa igual a 200 kg à extremidade livre de um elástico forte de 3 metros de comprimento e o abandona na mesma altura da extremidade fixa. O deslocamento máximo do corpo abaixo do comprimento do elástico relaxado, trecho no qual o elástico resiste à queda, é medido sendo igual a 2 metros. Sabendo que o corpo não chega a tocar o chão e considerando g = 10 m/s2 , a constante elástica do elástico, em N/m, é de
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Q3508174 Educação Artística
Ars do latim e tékhne do grego são termos que estão diretamente relacionados aos fundamentos da teoria artística (sobre arte, artistas e obras de arte) no mundo ocidental, do período clássico até o século XV. Ars e tékhne foram instituídas no momento em que não havia separação social ou distinguibilidade intelectiva entre as ações de artistas e artesãos, que em latim eram denominados igualmente de artifex ou opficis.

Em síntese, os termos ars ou tékhne, significavam:
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Q3508173 Português

Texto I


Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



Texto II

POESIA


Gastei uma hora pensando um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



Texto III

 O LUTADOR

 

Lutar com palavras

é a luta mais vã.

Entanto lutamos

mal rompe a manhã.

São muitas, eu pouco.

[...]

 

Mas lúcido e frio,

apareço e tento

apanhar algumas

para meu sustento

num dia de vida.

Deixam-se enlaçar,

tontas à carícia

e súbito fogem

[...].

 

Insisto, solerte.

Busco persuadi-las.

[...]

 

Sem me ouvir deslizam,

perpassam levíssimas

e viram-me o rosto.

 

Lutar com palavras

parece sem fruto.

Não têm carne e sangue…

Entretanto, luto.

Palavra, palavra

(digo exasperado),

se me desafias,

aceito o combate.

[...]

 

Luto corpo a corpo,

luto todo o tempo,

sem maior proveito

que o da caça ao vento.

[...]

 

Iludo-me às vezes,

pressinto que a entrega

se consumará.

Já vejo palavras

em coro submisso,

esta me ofertando

seu velho calor,

aquela sua glória

feita de mistério,

outra seu desdém,

outra seu ciúme,

e um sapiente amor

me ensina a fruir

de cada palavra

a essência captada,

o sutil queixume.

[...].

 

O ciclo do dia

ora se conclui

e o inútil duelo

jamais se resolve.

O teu rosto belo,

ó palavra, esplende

na curva da noite

que toda me envolve.

Tamanha paixão

e nenhum pecúlio.

Cerradas as portas,

a luta prossegue

nas ruas do sono.

 

Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



Texto IV

PROCURA DA POESIA


Não faças versos sobre acontecimentos.

Não há criação nem morte perante a poesia.

Diante dela, a vida é um sol estático,

não aquece nem ilumina.

As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

contam.

Não faças poesia com o corpo,

esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

efusão lírica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

são indiferentes.

Não me reveles teus sentimentos,

que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

das casas.

Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

junto à linha de espuma.

O canto não é a natureza

nem os homens em sociedade.

Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

significam.

A poesia (não tires poesia das coisas)

elide sujeito e objeto.


Não dramatizes, não invoques,

não indagues. Não percas tempo em mentir.

Não te aborreças.

Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


Não recomponhas

tua sepultada e merencória infância.

Não osciles entre o espelho e a

memória em dissipação.

Que se dissipou, não era poesia.

Que se partiu, cristal não era.


Penetra surdamente no reino das palavras.

Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

Estão paralisados, mas não há desespero,

há calma e frescura na superfície intata.

Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

Espera que cada um se realize e consume

com seu poder de palavra

e seu poder de silêncio.

Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas no chão o poema que se perdeu.

Não adules o poema. Aceita-o

como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

no espaço.


Chega mais perto e contempla as palavras.

Cada uma

tem mil faces secretas sob a face neutra

e te pergunta, sem interesse pela resposta,

pobre ou terrível que lhe deres:

Trouxeste a chave?


Repara:

ermas de melodia e conceito

elas se refugiaram na noite, as palavras.

Ainda úmidas e impregnadas de sono,

rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

Os poemas Poesia (Texto II) e Procura da poesia (Texto IV) se referem, respectivamente, à ideia de que o verso está inerte na interioridade subjetiva do poeta e à ideia de que os poemas estão adormecidos em algum lugar da língua. Identifique os versos que expressam, respectivamente, essas duas ideias. 
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Q3508172 Literatura

Texto I


Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



Texto II

POESIA


Gastei uma hora pensando um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



Texto III

 O LUTADOR

 

Lutar com palavras

é a luta mais vã.

Entanto lutamos

mal rompe a manhã.

São muitas, eu pouco.

[...]

 

Mas lúcido e frio,

apareço e tento

apanhar algumas

para meu sustento

num dia de vida.

Deixam-se enlaçar,

tontas à carícia

e súbito fogem

[...].

 

Insisto, solerte.

Busco persuadi-las.

[...]

 

Sem me ouvir deslizam,

perpassam levíssimas

e viram-me o rosto.

 

Lutar com palavras

parece sem fruto.

Não têm carne e sangue…

Entretanto, luto.

Palavra, palavra

(digo exasperado),

se me desafias,

aceito o combate.

[...]

 

Luto corpo a corpo,

luto todo o tempo,

sem maior proveito

que o da caça ao vento.

[...]

 

Iludo-me às vezes,

pressinto que a entrega

se consumará.

Já vejo palavras

em coro submisso,

esta me ofertando

seu velho calor,

aquela sua glória

feita de mistério,

outra seu desdém,

outra seu ciúme,

e um sapiente amor

me ensina a fruir

de cada palavra

a essência captada,

o sutil queixume.

[...].

 

O ciclo do dia

ora se conclui

e o inútil duelo

jamais se resolve.

O teu rosto belo,

ó palavra, esplende

na curva da noite

que toda me envolve.

Tamanha paixão

e nenhum pecúlio.

Cerradas as portas,

a luta prossegue

nas ruas do sono.

 

Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



Texto IV

PROCURA DA POESIA


Não faças versos sobre acontecimentos.

Não há criação nem morte perante a poesia.

Diante dela, a vida é um sol estático,

não aquece nem ilumina.

As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

contam.

Não faças poesia com o corpo,

esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

efusão lírica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

são indiferentes.

Não me reveles teus sentimentos,

que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

das casas.

Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

junto à linha de espuma.

O canto não é a natureza

nem os homens em sociedade.

Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

significam.

A poesia (não tires poesia das coisas)

elide sujeito e objeto.


Não dramatizes, não invoques,

não indagues. Não percas tempo em mentir.

Não te aborreças.

Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


Não recomponhas

tua sepultada e merencória infância.

Não osciles entre o espelho e a

memória em dissipação.

Que se dissipou, não era poesia.

Que se partiu, cristal não era.


Penetra surdamente no reino das palavras.

Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

Estão paralisados, mas não há desespero,

há calma e frescura na superfície intata.

Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

Espera que cada um se realize e consume

com seu poder de palavra

e seu poder de silêncio.

Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas no chão o poema que se perdeu.

Não adules o poema. Aceita-o

como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

no espaço.


Chega mais perto e contempla as palavras.

Cada uma

tem mil faces secretas sob a face neutra

e te pergunta, sem interesse pela resposta,

pobre ou terrível que lhe deres:

Trouxeste a chave?


Repara:

ermas de melodia e conceito

elas se refugiaram na noite, as palavras.

Ainda úmidas e impregnadas de sono,

rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

Carlos Drummond de Andrade, no Texto I, aborda, no campo da crítica literária à poesia, um tema que pode ser estendido à produção artística em quaisquer outras linguagens: a criação. Nesse excerto, Andrade sugere que a criação não é derivada de inspiração divina ou do acaso, e também não é qualquer atividade dramática usada para expressar as mazelas ou angústias humanas, mas um esforço permanente que emana de “[...] trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação”.

Na filosofia da arte ocidental, cuja compreensão inicial parte da Grécia, o termo designado para esse modo de criação, invenção ou fabricação do mundo ou de visões de mundo, proveniente de procedimentos estabelecidos, regulados e sistematizados pelo campo estético, é denominado de: 
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Q3508171 Português

Texto I


Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



Texto II

POESIA


Gastei uma hora pensando um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



Texto III

 O LUTADOR

 

Lutar com palavras

é a luta mais vã.

Entanto lutamos

mal rompe a manhã.

São muitas, eu pouco.

[...]

 

Mas lúcido e frio,

apareço e tento

apanhar algumas

para meu sustento

num dia de vida.

Deixam-se enlaçar,

tontas à carícia

e súbito fogem

[...].

 

Insisto, solerte.

Busco persuadi-las.

[...]

 

Sem me ouvir deslizam,

perpassam levíssimas

e viram-me o rosto.

 

Lutar com palavras

parece sem fruto.

Não têm carne e sangue…

Entretanto, luto.

Palavra, palavra

(digo exasperado),

se me desafias,

aceito o combate.

[...]

 

Luto corpo a corpo,

luto todo o tempo,

sem maior proveito

que o da caça ao vento.

[...]

 

Iludo-me às vezes,

pressinto que a entrega

se consumará.

Já vejo palavras

em coro submisso,

esta me ofertando

seu velho calor,

aquela sua glória

feita de mistério,

outra seu desdém,

outra seu ciúme,

e um sapiente amor

me ensina a fruir

de cada palavra

a essência captada,

o sutil queixume.

[...].

 

O ciclo do dia

ora se conclui

e o inútil duelo

jamais se resolve.

O teu rosto belo,

ó palavra, esplende

na curva da noite

que toda me envolve.

Tamanha paixão

e nenhum pecúlio.

Cerradas as portas,

a luta prossegue

nas ruas do sono.

 

Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



Texto IV

PROCURA DA POESIA


Não faças versos sobre acontecimentos.

Não há criação nem morte perante a poesia.

Diante dela, a vida é um sol estático,

não aquece nem ilumina.

As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

contam.

Não faças poesia com o corpo,

esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

efusão lírica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

são indiferentes.

Não me reveles teus sentimentos,

que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

das casas.

Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

junto à linha de espuma.

O canto não é a natureza

nem os homens em sociedade.

Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

significam.

A poesia (não tires poesia das coisas)

elide sujeito e objeto.


Não dramatizes, não invoques,

não indagues. Não percas tempo em mentir.

Não te aborreças.

Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


Não recomponhas

tua sepultada e merencória infância.

Não osciles entre o espelho e a

memória em dissipação.

Que se dissipou, não era poesia.

Que se partiu, cristal não era.


Penetra surdamente no reino das palavras.

Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

Estão paralisados, mas não há desespero,

há calma e frescura na superfície intata.

Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

Espera que cada um se realize e consume

com seu poder de palavra

e seu poder de silêncio.

Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas no chão o poema que se perdeu.

Não adules o poema. Aceita-o

como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

no espaço.


Chega mais perto e contempla as palavras.

Cada uma

tem mil faces secretas sob a face neutra

e te pergunta, sem interesse pela resposta,

pobre ou terrível que lhe deres:

Trouxeste a chave?


Repara:

ermas de melodia e conceito

elas se refugiaram na noite, as palavras.

Ainda úmidas e impregnadas de sono,

rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

Qual tese expressa o tema abordado no Texto I e nos poemas Poesia (Texto II), O lutador (Texto III) e Procura da poesia (Texto IV)? 
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Q3508170 Literatura

Texto I


Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



Texto II

POESIA


Gastei uma hora pensando um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



Texto III

 O LUTADOR

 

Lutar com palavras

é a luta mais vã.

Entanto lutamos

mal rompe a manhã.

São muitas, eu pouco.

[...]

 

Mas lúcido e frio,

apareço e tento

apanhar algumas

para meu sustento

num dia de vida.

Deixam-se enlaçar,

tontas à carícia

e súbito fogem

[...].

 

Insisto, solerte.

Busco persuadi-las.

[...]

 

Sem me ouvir deslizam,

perpassam levíssimas

e viram-me o rosto.

 

Lutar com palavras

parece sem fruto.

Não têm carne e sangue…

Entretanto, luto.

Palavra, palavra

(digo exasperado),

se me desafias,

aceito o combate.

[...]

 

Luto corpo a corpo,

luto todo o tempo,

sem maior proveito

que o da caça ao vento.

[...]

 

Iludo-me às vezes,

pressinto que a entrega

se consumará.

Já vejo palavras

em coro submisso,

esta me ofertando

seu velho calor,

aquela sua glória

feita de mistério,

outra seu desdém,

outra seu ciúme,

e um sapiente amor

me ensina a fruir

de cada palavra

a essência captada,

o sutil queixume.

[...].

 

O ciclo do dia

ora se conclui

e o inútil duelo

jamais se resolve.

O teu rosto belo,

ó palavra, esplende

na curva da noite

que toda me envolve.

Tamanha paixão

e nenhum pecúlio.

Cerradas as portas,

a luta prossegue

nas ruas do sono.

 

Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



Texto IV

PROCURA DA POESIA


Não faças versos sobre acontecimentos.

Não há criação nem morte perante a poesia.

Diante dela, a vida é um sol estático,

não aquece nem ilumina.

As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

contam.

Não faças poesia com o corpo,

esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

efusão lírica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

são indiferentes.

Não me reveles teus sentimentos,

que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

das casas.

Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

junto à linha de espuma.

O canto não é a natureza

nem os homens em sociedade.

Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

significam.

A poesia (não tires poesia das coisas)

elide sujeito e objeto.


Não dramatizes, não invoques,

não indagues. Não percas tempo em mentir.

Não te aborreças.

Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


Não recomponhas

tua sepultada e merencória infância.

Não osciles entre o espelho e a

memória em dissipação.

Que se dissipou, não era poesia.

Que se partiu, cristal não era.


Penetra surdamente no reino das palavras.

Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

Estão paralisados, mas não há desespero,

há calma e frescura na superfície intata.

Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

Espera que cada um se realize e consume

com seu poder de palavra

e seu poder de silêncio.

Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas no chão o poema que se perdeu.

Não adules o poema. Aceita-o

como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

no espaço.


Chega mais perto e contempla as palavras.

Cada uma

tem mil faces secretas sob a face neutra

e te pergunta, sem interesse pela resposta,

pobre ou terrível que lhe deres:

Trouxeste a chave?


Repara:

ermas de melodia e conceito

elas se refugiaram na noite, as palavras.

Ainda úmidas e impregnadas de sono,

rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

Considerando-se o conteúdo temático, os poemas Poesia (Texto II), O lutador (Texto III) e Procura da poesia (Texto IV) podem sem classificados como textos
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Q3508161 Inglês
Leia o texto a seguir para responder à questão.

We often hear older generations talk about how much more difficult they had it when they were young—and doctors are no exception. It’s not uncommon to hear older physicians and younger physicians argue about whose training was more difficult. But how does medical school today actually compare to medical school in the past? Let’s explore both sides of the argument to determine who had it tougher.

Medical students today have much more information to learn compared to previous years. According to a 2011 article, the doubling time of medical knowledge in 1950 was approximately 50 years. In 1980, it was 7 years. In 2010, it was 3.5 years.

And today, medical knowledge is believed to double every 2-3 months.

Although there is a lag between the primary literature and the information that is added to medical school curricula, students are still learning much more information today than in previous years. Despite these vast increases in knowledge, medical school is still the same duration that it has been for decades. Students complete 2 years of preclinical coursework followed by 2 years of clinicals. This means that students have to cram much more learning into those 4 short years.

That being said, the way that today’s medical students learn is very different than what it was for students in the past. We have a much better understanding of how to optimize learning today. People have developed countless methods to be more efficient with studying. From the Pomodoro method to the Feynman technique and spaced repetition, we have hacked our study strategies so that we can learn more in less time.

In the past, medical students had to flip through their textbooks or notes to find the information they needed. Nowadays, you can take out your phone, put your question into Google, and have more information than you could want on whatever topic you’re trying to learn.

Beyond the amount of information and resources, however, there is also the fact that many schools nowadays are transitioning to pass-fail curriculums. In fact, within the last year, USMLE Step 1, which has long been the most important test in determining your competitiveness for residency, has also become pass-fail.

The goal of these changes has been to decrease stress and burnout among students as research has shown that student wellbeing is enhanced and academic performance is not negatively affected by pass-fail curriculums. That being said, due to the nature of these curricula, students may need to spend more time on extracurricular activities such as research and leadership to stand out for residency applications.

In addition, just because medical school curriculums and Step 1 are pass-fail doesn’t make them easy. Students must still put in significant time and effort to pass while managing their other activities. As such it can be difficult to gauge how much time to put into medical school classes vs studying for boards vs extracurricular activities. Achieving the perfect balance between all of these responsibilities can often feel near impossible.

Disponível em: https://medschoolinsiders.com/pre-med/medical-school-today-vs-in-the-past/. Acesso em: 7 maio 2025. (Adaptado).
According to the text, medical students, in the past,
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Q3508160 Inglês
Leia o texto a seguir para responder à questão.

We often hear older generations talk about how much more difficult they had it when they were young—and doctors are no exception. It’s not uncommon to hear older physicians and younger physicians argue about whose training was more difficult. But how does medical school today actually compare to medical school in the past? Let’s explore both sides of the argument to determine who had it tougher.

Medical students today have much more information to learn compared to previous years. According to a 2011 article, the doubling time of medical knowledge in 1950 was approximately 50 years. In 1980, it was 7 years. In 2010, it was 3.5 years.

And today, medical knowledge is believed to double every 2-3 months.

Although there is a lag between the primary literature and the information that is added to medical school curricula, students are still learning much more information today than in previous years. Despite these vast increases in knowledge, medical school is still the same duration that it has been for decades. Students complete 2 years of preclinical coursework followed by 2 years of clinicals. This means that students have to cram much more learning into those 4 short years.

That being said, the way that today’s medical students learn is very different than what it was for students in the past. We have a much better understanding of how to optimize learning today. People have developed countless methods to be more efficient with studying. From the Pomodoro method to the Feynman technique and spaced repetition, we have hacked our study strategies so that we can learn more in less time.

In the past, medical students had to flip through their textbooks or notes to find the information they needed. Nowadays, you can take out your phone, put your question into Google, and have more information than you could want on whatever topic you’re trying to learn.

Beyond the amount of information and resources, however, there is also the fact that many schools nowadays are transitioning to pass-fail curriculums. In fact, within the last year, USMLE Step 1, which has long been the most important test in determining your competitiveness for residency, has also become pass-fail.

The goal of these changes has been to decrease stress and burnout among students as research has shown that student wellbeing is enhanced and academic performance is not negatively affected by pass-fail curriculums. That being said, due to the nature of these curricula, students may need to spend more time on extracurricular activities such as research and leadership to stand out for residency applications.

In addition, just because medical school curriculums and Step 1 are pass-fail doesn’t make them easy. Students must still put in significant time and effort to pass while managing their other activities. As such it can be difficult to gauge how much time to put into medical school classes vs studying for boards vs extracurricular activities. Achieving the perfect balance between all of these responsibilities can often feel near impossible.

Disponível em: https://medschoolinsiders.com/pre-med/medical-school-today-vs-in-the-past/. Acesso em: 7 maio 2025. (Adaptado).
According to the text, medical students, nowadays, 
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular 2025 - Prova 1 - Administração |
Q3421513 Raciocínio Lógico

A senha numérica do cofre eletrônico de Beto é composta por 5 algarismos distintos. Beto esqueceu sua senha, porém se lembra de que os 3 primeiros algarismos são ímpares e os dois últimos são pares. Nessas condições, o número máximo de tentativas de que Beto precisa para acessar seu cofre é igual a

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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular 2025 - Prova 1 - Administração |
Q3421510 Matemática

O projeto de uma piscina tem a forma e as medidas conforme a figura a seguir, em que segmentos adjacentes são perpendiculares.



Imagem associada para resolução da questão



Nessas condições, o volume máximo dessa piscina é igual a 

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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular 2025 - Prova 1 - Administração |
Q3421509 Matemática

De uma placa circular de raio 12 cm e centro em O foi retirado o setor circular AOB de 120º, conforme mostra a figura.




Imagem associada para resolução da questão



A distância entre os pontos A e B é igual a: 


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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular 2025 - Prova 1 - Administração |
Q3421508 Matemática

Um tanque na forma de um cilindro circular reto de 15 m de altura está completamente cheio de água e óleo na proporção de 1 : 4, conforme mostra a figura.




Imagem associada para resolução da questão



Se metade do volume da água for retirada por uma torneira acoplada na base do tanque, a altura atingida pelo óleo e a água restante será de

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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular 2025 - Prova 1 - Administração |
Q3421506 Matemática

João, em fase de preparação para um campeonato de ciclismo, recebeu as seguintes instruções de seu técnico:



• percorrer 300 km em 6 dias;


• a cada dia, aumentar em 12 km o percurso.



João percebeu que a distância que deveria percorrer no 1º dia de preparação não constava nas instruções. Após realizar os cálculos corretos, João iniciou o 1º dia de treino percorrendo

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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular 2025 - Prova 1 - Administração |
Q3421505 Matemática

Considere a função real definida por f(x) = x2 – 8x + 12. A área do triângulo cujos vértices são os pontos de interseção do gráfico de f com os eixos coordenados é igual a

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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular 2025 - Prova 1 - Administração |
Q3421503 Física

Um circuito elétrico é construído por três resistores ôhmicos idênticos de resistências elétricas R, uma fonte de d.d.p. V, uma chave Ch e fios condutores, todos considerados ideais, como mostra a figura.



Imagem associada para resolução da questão



Quando a chave Ch está aberta, a corrente elétrica que passa pela fonte é iA, mas, quando a chave Ch é fechada, a corrente elétrica que passa pela fonte é iF. A razão iA/IF entre as duas intensidades de corrente elétrica é igual a:

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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular 2025 - Prova 1 - Administração |
Q3421502 Física

O gráfico mostra a variação da amplitude das marés típicas da lagoa Rodrigo de Freitas, na cidade do Rio de Janeiro, ao longo do tempo.



Imagem associada para resolução da questão



(Lidiane Lima e Paulo C. C. Rosman. Revista Recursos Hídricos, no 38, 2017. Adaptado.)



A análise do gráfico revela que é possível modelar o comportamento das amplitudes dessas marés como uma onda estacionária, indicada pelas linhas vermelhas do gráfico, em um movimento harmônico simples. Essas linhas vermelhas representam uma onda estacionária de período, aproximadamente, de

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Respostas
521: C
522: E
523: A
524: C
525: D
526: B
527: E
528: C
529: B
530: E
531: B
532: E
533: E
534: E
535: A
536: B
537: B
538: D
539: C
540: E