Ars do latim e tékhne do grego são termos que estão direta...
Em síntese, os termos ars ou tékhne, significavam:
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Tema central da questão: O enunciado aborda o significado histórico-filosófico dos termos ars (latim) e tékhne (grego), essenciais para compreender a teoria da arte ocidental entre o período clássico e o século XV.
Explicação conceitual: Tanto ars quanto tékhne referem-se à habilidade prática e técnica do ser humano em produzir objetos ou resultados organizados, unindo conhecimento teórico e aplicação prática. Em Aristóteles, “tékhne” significa saber prático e sistemático, voltado à produção (poiesis), distinto do conhecimento científico (episteme) e da ação ética (práxis).
Justificativa detalhada da alternativa correta (B):
Alternativa B afirma que “ars” e “tékhne”, em sentido amplo, demonstram a capacidade humana de criar soluções para desafios naturais. No sentido estrito, remetem ao saber prático aristotélico, ou seja, o domínio de um ofício com procedimentos e instrumentos próprios – definindo-se pela sistematização, racionalidade e propósito externo (produto).
Esse raciocínio aparece em Aristóteles, Ética a Nicômaco e em manuais clássicos (ex.: Julián Marías, História da Filosofia), consolidando assim o conceito de técnica como um saber produtivo — correta aplicação da teoria à prática.
Análise das alternativas incorretas:
- A: Lista a hierarquização entre artes liberais e mecânicas, o que é tardio e tipicamente medieval (São Tomás de Aquino), não próprio do conceito original em “ars” ou “tékhne”, que eram não hierarquizados no período clássico.
- C: Fala de “indistinguibilidade” platônica entre arte, ciência e filosofia, porém Platão diferenciava claramente as esferas de saber e valorizava o conhecimento específico, não “inventado” ou sem regras.
- D: Confunde “tékhne” (produção) com “práxis” (ação ética). Para Aristóteles, são atividades distintas: “tékhne” produz algo externo; “práxis” visa a própria ação.
- E: Apresenta abordagem idealista e limitada, desvinculando “tékhne” da experiência prática e ao universo concreto da produção, o que foge totalmente ao domínio clássico desses termos.
DICA DE PROVA: Atente para pegadinhas cronológicas (inserção de ideias posteriores no contexto clássico) e para confusão de termos técnicos aristotélicos (tékhne não é equivalente a práxis).
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