Questões de Vestibular Sobre português
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Água filtrada ou mineral?
As duas águas podem ser consumidas sem risco à saúde, porém a primeira é mais limpa e cristalina. Ela passa por um processo que remove, além de bactérias e micro-organismos, terra e outras impurezas. Já a mineral leva vantagem no quesito paladar – é engarrafada assim que sai da nascente.
O programa dessa prova fala de interpretação e compreensão de texto. No que se refere ao texto acima, assinale a opção que apresenta a pergunta que estaria somente no terreno da compreensão.
Sua saúde está em festa.
Há 50 anos o Conselho Federal de Farmácia vem valorizando o farmacêutico e defendendo o direito da população à saúde. E promove tudo isso inscrevendo-o, habilitando-o e fiscalizando o exercício profissional. A fórmula para chegar tão bem aos 50? Ética e compromisso com a saúde. É o nosso jeito de comemorar e parabenizar o farmacêutico.
As opções sobre o texto acima estão corretas, à exceção de uma. Assinale-a.
Texto 2


Ziraldo. Disponível em: https://deposito-detirinhas.tumblr.com/post/40380972487/por-ziraldohttpwwwziraldocombr.Acesso em: 02 maio 2024.
Ziraldo Alves Pinto (1932-2024) foi cartunista, cartazista, chargista, pintor, escritor, dramaturgo, poeta, cronista e humorista. A crítica social sempre esteve presente em seus textos.










Leia o texto a seguir para responder a questão.
TEXTO III
O operário em construção
Vinicius de Moraes
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
[...] Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
A mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
[...] E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
[...] Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
[...] Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
[...] Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
— Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
[...] E o operário disse: Não!
— Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
— Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
[...]
Fonte: https://edisciplina.usp.br/mod/resource/view.php?id=5229060. Acesso em: 08 jul. 2024. (adaptado).
Por isso, ao comparar os textos I, II e III, pode-se afirmar que
Em qual trecho do texto foi utilizado um eufemismo com a intenção discursiva de atenuar “o pior do capitalismo: a exploração com cara boa”?
Para tanto, por meio da narrativa, o autor elaborou o seguinte percurso argumentativo:
Texto 1
"Coisa ruim vai acontecer em breve. Serão tempos difíceis. Fantasmas dos antepassados chegarão nesta terra e tornarão nossos povos escravos de sua ganância. Eles não terão piedade nem dos velhos nem das crianças. Simplesmente se sentirão donos desse lugar e de sua gente. Por isso, não lutarão com arcos e flechas e não terão código de guerra. Serão homens duros e não respeitarão a tradição".
As palavras do sábio Karaíba trouxeram espanto aos olhos dos homens e das mulheres que as escutavam. Essa era uma profecia que traria impacto profundo a suas existências, e os faria repensar sobre o modo de vida que tinham levado até aquele momento. Antes da chegada dos colonizadores europeus, os habitantes do Brasil eram organizados, tinham sua vida estruturada e tiravam proveito da exuberante natureza que os cercava. Nessa narrativa cheia de aventura, poderemos imaginar um pouco sobre quais eram seus amores, seus dramas e suas ansiedades em relação ao futuro.

MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Quarta capa e capa).
Texto 2
01 Era uma vez
02 Um pernil de carneiro retalhado em fatia
03 Aos que foram chegando
04 Cada vez mais estrangeiros
05 No vai e vem de troncos
06 Quantas nações aos prantos
07 E os homens-daninhos seduzindo a taba
08 Grávidos de malícia
09 Sedentos de guerra
10 Dançam a falsidade
11 Esterilizam a festa
12 De quinto a quinhentos
13 O ouro encantou-se
14 Plastificaram o verde
15 Pavimentaram o destino
16 E foi acontecendo
17 E foi escurecendo
18 Mas de manhã cedinho
19 Além da Grande-Água
20 Vi um curumim sonhando
21 Com Yvy-maraey formosa.
GRAÚNA, Graça. Canto mestizo. Maricá (RJ): Blocos, 1999. p. 51. In: MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Orelha).
Texto 1
"Coisa ruim vai acontecer em breve. Serão tempos difíceis. Fantasmas dos antepassados chegarão nesta terra e tornarão nossos povos escravos de sua ganância. Eles não terão piedade nem dos velhos nem das crianças. Simplesmente se sentirão donos desse lugar e de sua gente. Por isso, não lutarão com arcos e flechas e não terão código de guerra. Serão homens duros e não respeitarão a tradição".
As palavras do sábio Karaíba trouxeram espanto aos olhos dos homens e das mulheres que as escutavam. Essa era uma profecia que traria impacto profundo a suas existências, e os faria repensar sobre o modo de vida que tinham levado até aquele momento. Antes da chegada dos colonizadores europeus, os habitantes do Brasil eram organizados, tinham sua vida estruturada e tiravam proveito da exuberante natureza que os cercava. Nessa narrativa cheia de aventura, poderemos imaginar um pouco sobre quais eram seus amores, seus dramas e suas ansiedades em relação ao futuro.

MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Quarta capa e capa).
Texto 2
01 Era uma vez
02 Um pernil de carneiro retalhado em fatia
03 Aos que foram chegando
04 Cada vez mais estrangeiros
05 No vai e vem de troncos
06 Quantas nações aos prantos
07 E os homens-daninhos seduzindo a taba
08 Grávidos de malícia
09 Sedentos de guerra
10 Dançam a falsidade
11 Esterilizam a festa
12 De quinto a quinhentos
13 O ouro encantou-se
14 Plastificaram o verde
15 Pavimentaram o destino
16 E foi acontecendo
17 E foi escurecendo
18 Mas de manhã cedinho
19 Além da Grande-Água
20 Vi um curumim sonhando
21 Com Yvy-maraey formosa.
GRAÚNA, Graça. Canto mestizo. Maricá (RJ): Blocos, 1999. p. 51. In: MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Orelha).
Leia o texto a seguir para responder a questão
Mentir é preciso, pois nem sempre as pessoas querem ouvir a verdade


Leia o texto a seguir para responder a questão
Mentir é preciso, pois nem sempre as pessoas querem ouvir a verdade


Leia o texto a seguir para responder a questão
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