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Questões de Vestibular Sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 12.150 questões

Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775379 Português
Texto 1

Um bonde chamado felicidade

Roseana Murray


Q1_5.png (353×574)
Q1_5_.png (354×141)


MURRAY, Roseana. FELICIDADE - antologia de poemas, contos e crônicas - Clube de Leitura da Casa Amarela -VOL. V – 2023. p. 45 Disponível em: https://roseanamurray.com/site/wpcontent/uploads/2023/11/FELICIDADE-CLUBE-DE-LEITURADA-CASAAMARELA ANTOLOGIA-V-2023-1.pdf Acesso em: 20 abr. 2024.


Roseana Murray é poeta e escritora. Autora de mais de cem livros, muitos dos quais se destinam ao público infantojuvenil. 
Os vocábulos “motorneiro” e “cobrador”, em “O motorneiro dá a partida, o cobrador se equilibra como se trabalhasse num circo” (Linhas 8-9), são formados por
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775378 Português
Texto 1

Um bonde chamado felicidade

Roseana Murray


Q1_5.png (353×574)
Q1_5_.png (354×141)


MURRAY, Roseana. FELICIDADE - antologia de poemas, contos e crônicas - Clube de Leitura da Casa Amarela -VOL. V – 2023. p. 45 Disponível em: https://roseanamurray.com/site/wpcontent/uploads/2023/11/FELICIDADE-CLUBE-DE-LEITURADA-CASAAMARELA ANTOLOGIA-V-2023-1.pdf Acesso em: 20 abr. 2024.


Roseana Murray é poeta e escritora. Autora de mais de cem livros, muitos dos quais se destinam ao público infantojuvenil. 
Pertence à mesma classe gramatical de “fabrico”, em “Em meu casulo fabrico alguns fios de felicidade...” (Linhas 29-30), a seguinte palavra sublinhada:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775377 Português
Texto 1

Um bonde chamado felicidade

Roseana Murray


Q1_5.png (353×574)
Q1_5_.png (354×141)


MURRAY, Roseana. FELICIDADE - antologia de poemas, contos e crônicas - Clube de Leitura da Casa Amarela -VOL. V – 2023. p. 45 Disponível em: https://roseanamurray.com/site/wpcontent/uploads/2023/11/FELICIDADE-CLUBE-DE-LEITURADA-CASAAMARELA ANTOLOGIA-V-2023-1.pdf Acesso em: 20 abr. 2024.


Roseana Murray é poeta e escritora. Autora de mais de cem livros, muitos dos quais se destinam ao público infantojuvenil. 
Em “...a poeira (...) me hipnotiza” (Linhas 19-20), o verbo sublinhado “hipnotiza” se encontra na voz:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775376 Português
Texto 1

Um bonde chamado felicidade

Roseana Murray


Q1_5.png (353×574)
Q1_5_.png (354×141)


MURRAY, Roseana. FELICIDADE - antologia de poemas, contos e crônicas - Clube de Leitura da Casa Amarela -VOL. V – 2023. p. 45 Disponível em: https://roseanamurray.com/site/wpcontent/uploads/2023/11/FELICIDADE-CLUBE-DE-LEITURADA-CASAAMARELA ANTOLOGIA-V-2023-1.pdf Acesso em: 20 abr. 2024.


Roseana Murray é poeta e escritora. Autora de mais de cem livros, muitos dos quais se destinam ao público infantojuvenil. 
Em “... ali começa a minha aldeia.” (Linhas 3-4), o termo sublinhado “ali” exerce função coesiva e retoma:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2024 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3775375 Português
Texto 1

Um bonde chamado felicidade

Roseana Murray


Q1_5.png (353×574)
Q1_5_.png (354×141)


MURRAY, Roseana. FELICIDADE - antologia de poemas, contos e crônicas - Clube de Leitura da Casa Amarela -VOL. V – 2023. p. 45 Disponível em: https://roseanamurray.com/site/wpcontent/uploads/2023/11/FELICIDADE-CLUBE-DE-LEITURADA-CASAAMARELA ANTOLOGIA-V-2023-1.pdf Acesso em: 20 abr. 2024.


Roseana Murray é poeta e escritora. Autora de mais de cem livros, muitos dos quais se destinam ao público infantojuvenil. 
No texto “Um bonde chamado felicidade”, os “casulos” mencionados pela poeta – “Na minha própria casa construo casulos (...) feitos de substâncias que arranco daqui e dali...” (Linhas 16-18) – podem significar,
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (1º Semestre 2025) |
Q3510636 Português

Texto 1




"Coisa ruim vai acontecer em breve. Serão tempos difíceis. Fantasmas dos antepassados chegarão nesta terra e tornarão nossos povos escravos de sua ganância. Eles não terão piedade nem dos velhos nem das crianças. Simplesmente se sentirão donos desse lugar e de sua gente. Por isso, não lutarão com arcos e flechas e não terão código de guerra. Serão homens duros e não respeitarão a tradição".

As palavras do sábio Karaíba trouxeram espanto aos olhos dos homens e das mulheres que as escutavam. Essa era uma profecia que traria impacto profundo a suas existências, e os faria repensar sobre o modo de vida que tinham levado até aquele momento. Antes da chegada dos colonizadores europeus, os habitantes do Brasil eram organizados, tinham sua vida estruturada e tiravam proveito da exuberante natureza que os cercava. Nessa narrativa cheia de aventura, poderemos imaginar um pouco sobre quais eram seus amores, seus dramas e suas ansiedades em relação ao futuro.




MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Quarta capa e capa).



Texto 2





01    Era uma vez

02    Um pernil de carneiro retalhado em fatia

03    Aos que foram chegando

04    Cada vez mais estrangeiros

05    No vai e vem de troncos

06    Quantas nações aos prantos

07    E os homens-daninhos seduzindo a taba

08    Grávidos de malícia

09    Sedentos de guerra

10    Dançam a falsidade

11    Esterilizam a festa

12    De quinto a quinhentos

13    O ouro encantou-se

14    Plastificaram o verde

15    Pavimentaram o destino

16    E foi acontecendo

17    E foi escurecendo

18    Mas de manhã cedinho

19    Além da Grande-Água     

20    Vi um curumim sonhando    

21    Com Yvy-maraey formosa.




GRAÚNA, Graça. Canto mestizo. Maricá (RJ): Blocos, 1999. p. 51. In: MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Orelha). 





















O texto 2 desenvolve determinado tema a partir de uma linguagem poética narrativa, que se estrutura formalmente num poema de duas estrofes e 21 versos. Levando em consideração a organização e a progressão do tema, verifica-se que o poema apresenta uma narrativa poética em cinco unidades temáticas, a saber: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (1º Semestre 2025) |
Q3510635 Português

Texto 1




"Coisa ruim vai acontecer em breve. Serão tempos difíceis. Fantasmas dos antepassados chegarão nesta terra e tornarão nossos povos escravos de sua ganância. Eles não terão piedade nem dos velhos nem das crianças. Simplesmente se sentirão donos desse lugar e de sua gente. Por isso, não lutarão com arcos e flechas e não terão código de guerra. Serão homens duros e não respeitarão a tradição".

As palavras do sábio Karaíba trouxeram espanto aos olhos dos homens e das mulheres que as escutavam. Essa era uma profecia que traria impacto profundo a suas existências, e os faria repensar sobre o modo de vida que tinham levado até aquele momento. Antes da chegada dos colonizadores europeus, os habitantes do Brasil eram organizados, tinham sua vida estruturada e tiravam proveito da exuberante natureza que os cercava. Nessa narrativa cheia de aventura, poderemos imaginar um pouco sobre quais eram seus amores, seus dramas e suas ansiedades em relação ao futuro.




MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Quarta capa e capa).



Texto 2





01    Era uma vez

02    Um pernil de carneiro retalhado em fatia

03    Aos que foram chegando

04    Cada vez mais estrangeiros

05    No vai e vem de troncos

06    Quantas nações aos prantos

07    E os homens-daninhos seduzindo a taba

08    Grávidos de malícia

09    Sedentos de guerra

10    Dançam a falsidade

11    Esterilizam a festa

12    De quinto a quinhentos

13    O ouro encantou-se

14    Plastificaram o verde

15    Pavimentaram o destino

16    E foi acontecendo

17    E foi escurecendo

18    Mas de manhã cedinho

19    Além da Grande-Água     

20    Vi um curumim sonhando    

21    Com Yvy-maraey formosa.




GRAÚNA, Graça. Canto mestizo. Maricá (RJ): Blocos, 1999. p. 51. In: MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Orelha). 





















Os textos 1 e 2 estão presentes, respectivamente, na quarta capa e na orelha do livro O Karaíba. Esses textos estabelecem, com a narrativa desenvolvida no livro, uma relação intertextual, cuja finalidade consiste em apresentar
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (1º Semestre 2025) |
Q3510632 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão




Mentir é preciso, pois nem sempre as pessoas querem ouvir a verdade




Nos trechos “sim, mentir é preciso” (linha 14) e “Há diversos tipos de mentiras e mentirosos” (linha 29) a função das aspas é:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (1º Semestre 2025) |
Q3510631 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão




Mentir é preciso, pois nem sempre as pessoas querem ouvir a verdade




As expressões “desculpas esfarrapadas” (linhas 11 e 12) e “a verdade nua e crua” (linha 14) exemplificam a seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (1º Semestre 2025) |
Q3510630 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão




Mentir é preciso, pois nem sempre as pessoas querem ouvir a verdade




Os termos “Portanto” (linha 19) e “Mas” (linha 22) estabelecem, entre os trechos que ligam, respectivamente, relações que indicam 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (1º Semestre 2025) |
Q3510629 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão




Mentir é preciso, pois nem sempre as pessoas querem ouvir a verdade




É ideia defendida no texto:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (1º Semestre 2025) |
Q3510628 Português

Imagem associada para resolução da questão




Observando-se os quadrinhos verifica-se que o sentido global da mensagem é criado a partir de um processo

Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2024) |
Q3510112 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


q1213.png (687×601)

Considere os seguintes trechos da canção e do poema, respectivamente:



Q13.png (687×116)



Ao tematizar o trabalho, os trechos da canção Primeiro de Maio e do poema Operário em construção apresentam uma crítica

Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2024) |
Q3510111 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


q1213.png (687×601)

Segundo Wagner Homem, no livro Histórias de canções: Chico Buarque, a canção Primeiro de Maio foi cantada pela primeira vez no Teatro Carlos Gomes, em comemoração ao Dia do Trabalhador. Essa canção fez parte de um compacto que comemorava a data em 1977, momento em que o movimento sindical na região do ABCD Paulista começava a se organizar. A letra da música descreve, de forma poética, o dia de descanso de um casal de trabalhadores. A partir de alguns versos, pode-se constatar que ela trabalha na área de
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2024) |
Q3510108 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão


Construção histórica da identidade do negro brasileiro


Q05.png (678×449)


SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro. Rio de Janeiro: Zahar, 2021. p. 47-49. [Adaptado].

O trecho “– essa maneira própria, determinada, de organizar e de lidar com o seu mosaico de afeto e com as imagens de si” (linhas 2 e 3 ) constrói, na organização textual, uma 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2024) |
Q3510107 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão


Construção histórica da identidade do negro brasileiro


Q05.png (678×449)


SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro. Rio de Janeiro: Zahar, 2021. p. 47-49. [Adaptado].

Em “[...] a ele cabia o papel de disciplinado – dócil, submisso e útil” (linhas 27-28), o termo “dócil” pode ser substituído, sem prejuízo na coesão e no sentido, por
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2024) |
Q3510106 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão


Construção histórica da identidade do negro brasileiro


Q05.png (678×449)


SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro. Rio de Janeiro: Zahar, 2021. p. 47-49. [Adaptado].

O jogo de sentido construído em “O negro era paradoxalmente enclausurado na posição de liberto” (linha 27) toma como base a seguinte figura de linguagem: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2024) |
Q3510104 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão


Construção histórica da identidade do negro brasileiro


Q05.png (678×449)


SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro. Rio de Janeiro: Zahar, 2021. p. 47-49. [Adaptado].

Em “Entretanto, a degradação dessa ordem econômica e social e sua substituição pela sociedade capitalista tornou tal representação obsoleta” (linhas 16-17), o termo sublinhado apresenta valor
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3509404 Português

Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


Texto 01


A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



Texto 02 


Parangolivro 


negro pobre poeta
sem noção de sequência
multiplicidade de olhares
ler e descobrir
escrever bater com a cabeça
uma arma em nossa mira
não caber
dentro da armadura
debater até sangrar
entrar e sair
como se não estivesse
viver longo
cada instante
olhar os filhos sem fim
caminhar sob o sol
fugir do inferno de si
[...]
osso em febre
oco do fim do mundo
uma palavra porrada
parangolivro parangolé
morro raimundo de montes
claros colares
hélio morro da mangueira
parangolé oiticica
ninhos gibis
incertezas
instantes de interdelírio
garotos hospícios
parangolivres
[...]


PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



Texto 03


Parangolé


Entre
a
casa
é sua
sua casa-
camisa
suas vestes-
vestíbulos
saia-sala
chão-chapéu
entre
a casa
é sua
corredor
para o corpo
escada
para o êxtase
vestido
com vista
para o mar


MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



Texto 04


Parangolé Pamplona


O Parangolé Pamplona você mesmo faz
O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
Com um retângulo de pano de uma cor só
E é só dançar
E é só deixar a cor tomar conta do ar
Verde
Rosa
Branco no branco no preto nu
Branco no branco no preto nu


O Parangolé Pamplona
Faça você mesmo
E quando o couro come
É só pegar carona
Laranja
Vermelho


Para o espaço estandarte
Para o êxtase asa delta
Para o delírio porta aberta
Pleno ar
Puro hélio
Mas
O Parangolé Pamplona você mesmo faz


CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

Considerando os textos, verifica-se que os Parangolés constituem experiências estéticas que convocam a pessoa a
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3509403 Português

Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


Texto 01


A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



Texto 02 


Parangolivro 


negro pobre poeta
sem noção de sequência
multiplicidade de olhares
ler e descobrir
escrever bater com a cabeça
uma arma em nossa mira
não caber
dentro da armadura
debater até sangrar
entrar e sair
como se não estivesse
viver longo
cada instante
olhar os filhos sem fim
caminhar sob o sol
fugir do inferno de si
[...]
osso em febre
oco do fim do mundo
uma palavra porrada
parangolivro parangolé
morro raimundo de montes
claros colares
hélio morro da mangueira
parangolé oiticica
ninhos gibis
incertezas
instantes de interdelírio
garotos hospícios
parangolivres
[...]


PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



Texto 03


Parangolé


Entre
a
casa
é sua
sua casa-
camisa
suas vestes-
vestíbulos
saia-sala
chão-chapéu
entre
a casa
é sua
corredor
para o corpo
escada
para o êxtase
vestido
com vista
para o mar


MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



Texto 04


Parangolé Pamplona


O Parangolé Pamplona você mesmo faz
O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
Com um retângulo de pano de uma cor só
E é só dançar
E é só deixar a cor tomar conta do ar
Verde
Rosa
Branco no branco no preto nu
Branco no branco no preto nu


O Parangolé Pamplona
Faça você mesmo
E quando o couro come
É só pegar carona
Laranja
Vermelho


Para o espaço estandarte
Para o êxtase asa delta
Para o delírio porta aberta
Pleno ar
Puro hélio
Mas
O Parangolé Pamplona você mesmo faz


CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

Considere os seguintes versos recortados dos textos 02, 03 e 04.


Q17.png (850×214)


A expressividade poética presente nos versos recortados se caracteriza por uma versificação curta, em que predomina um/uma 

Alternativas
Respostas
421: D
422: A
423: A
424: C
425: B
426: E
427: C
428: D
429: D
430: B
431: E
432: C
433: B
434: E
435: C
436: D
437: B
438: C
439: B
440: D