Questões de Vestibular Sobre português

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Q4038078 Português
Certo dia, o presidente Roosevelt disse-me que estava pedindo sugestões, publicamente, sobre como se deveria chamar esta guerra. Retruquei de pronto: “a Guerra Desnecessária”. Nunca houve guerra mais fácil de impedir do que esta que acaba de destroçar o que restava do mundo após o conflito anterior. A tragédia humana atinge seu clímax no fato de que, após todos os esforços e sacrifícios de centenas de milhões de pessoas, e após as vitórias da Boa Causa, ainda não encontramos Paz ou Segurança e estamos sujeitos a perigos ainda maiores do que aqueles que superamos.
(Winston S. Churchill. Memórias da Segunda Guerra Mundial, 2017.)

Escrito em 1948 por Winston Churchill, ministro britânico durante a Segunda Guerra Mundial, o excerto mostra
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Q4038066 Português
Quando me vieram chamar, nem acreditei:

— É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

(Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
Uma característica das obras de Mia Couto é a presença de marcas do português popular de Moçambique, que se distanciam, por vezes, da norma padrão da língua portuguesa. Exemplifica essa característica a posição do pronome sublinhado na seguinte frase:
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Q4038065 Português
Quando me vieram chamar, nem acreditei:

— É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

(Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
“Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto.” (5o parágrafo)
Nesse trecho, o uso dos dois-pontos serve para introduzir uma
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Q4038064 Português
Quando me vieram chamar, nem acreditei:

— É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

(Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
Sobre o uso do gerúndio na frase “Está caindo do prédio” (2o parágrafo), o narrador do texto manifesta
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Q4038063 Português
Quando me vieram chamar, nem acreditei:

— É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

(Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
O verbo “inacreditar” (5o parágrafo) apresenta um prefixo indicativo de negação, assim como a palavra 
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Q4038062 Português
Quando me vieram chamar, nem acreditei:

— É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

(Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
O trecho do texto se caracteriza como 
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Q4038061 Português


Imagem associada para resolução da questão





Na tira, as férias se apresentam como 

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Q4038060 Português
IA permite viajar sem sair do sofá
e ainda matar amigos de inveja


   Basta rolar o feed por alguns minutos. Nas redes sociais, surgem fotos de amigos ou influenciadores em cenários típicos de férias perfeitas: alguém aos pés da Torre Eiffel, em Paris, outro numa praia de águas azuis do Caribe ou de algum paraíso nordestino, sem falar no semblante de encantamento diante do castelo da Disney, nos Estados Unidos da América (EUA). Na era da tecnologia, não é preciso ser nenhum privilegiado para compartilhar frequentemente fotos assim nas redes. Aplicativos de inteligência artificial (IA) fazem sucesso produzindo imagens de pessoas em cenários nos quais elas nunca pisaram, confundindo muita gente.
     A primeira febre de manipulação de fotos com IA foi a aplicação de filtros no estilo de animação, seguida de retratos de infância recriados em novos cenários. Agora, a onda é compartilhar imagens simulando cenas de turismo, muitas vezes sem qualquer indicação de que foram geradas artificialmente. Os recursos estão em aplicativos que também usam a IA para simular ensaios fotográficos de aniversário nunca comemorados ou fotos em ambiente corporativo (geralmente com aquele figurino de executivo e cara de conteúdo) para compor perfis profissionais nas redes.
      Para o antropólogo David Nemer, o uso de IA com esse objetivo diz muito mais sobre a cultura digital contemporânea no mundo do que sobre “falsidade”. Ele recorre ao conceito atual de economia da performance, em que a visibilidade digital funciona como capital simbólico. A imagem atrai, mas não é registro: vira status e narrativa pessoal, numa lógica que já existia com filtros e programas de edição de fotos.
      “O valor não está no que você viveu, mas no que você consegue mostrar”, diz o antropólogo. “E ainda reforça desigualdades, porque quem já tem mais repertório digital, literacia tecnológica e familiaridade com IA consegue manipular melhor essas ferramentas e construir imagens mais ‘críveis’, enquanto outros ficam excluídos ou vulneráveis a julgamentos morais”.


(Carolina Nalin. O Globo, 07.12.2025. Adaptado.)
No primeiro parágrafo, o termo “feed” está destacado em itálico por se tratar de uma palavra 
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Q4038059 Português
IA permite viajar sem sair do sofá
e ainda matar amigos de inveja


   Basta rolar o feed por alguns minutos. Nas redes sociais, surgem fotos de amigos ou influenciadores em cenários típicos de férias perfeitas: alguém aos pés da Torre Eiffel, em Paris, outro numa praia de águas azuis do Caribe ou de algum paraíso nordestino, sem falar no semblante de encantamento diante do castelo da Disney, nos Estados Unidos da América (EUA). Na era da tecnologia, não é preciso ser nenhum privilegiado para compartilhar frequentemente fotos assim nas redes. Aplicativos de inteligência artificial (IA) fazem sucesso produzindo imagens de pessoas em cenários nos quais elas nunca pisaram, confundindo muita gente.
     A primeira febre de manipulação de fotos com IA foi a aplicação de filtros no estilo de animação, seguida de retratos de infância recriados em novos cenários. Agora, a onda é compartilhar imagens simulando cenas de turismo, muitas vezes sem qualquer indicação de que foram geradas artificialmente. Os recursos estão em aplicativos que também usam a IA para simular ensaios fotográficos de aniversário nunca comemorados ou fotos em ambiente corporativo (geralmente com aquele figurino de executivo e cara de conteúdo) para compor perfis profissionais nas redes.
      Para o antropólogo David Nemer, o uso de IA com esse objetivo diz muito mais sobre a cultura digital contemporânea no mundo do que sobre “falsidade”. Ele recorre ao conceito atual de economia da performance, em que a visibilidade digital funciona como capital simbólico. A imagem atrai, mas não é registro: vira status e narrativa pessoal, numa lógica que já existia com filtros e programas de edição de fotos.
      “O valor não está no que você viveu, mas no que você consegue mostrar”, diz o antropólogo. “E ainda reforça desigualdades, porque quem já tem mais repertório digital, literacia tecnológica e familiaridade com IA consegue manipular melhor essas ferramentas e construir imagens mais ‘críveis’, enquanto outros ficam excluídos ou vulneráveis a julgamentos morais”.


(Carolina Nalin. O Globo, 07.12.2025. Adaptado.)
No título do texto, o verbo “matar” é empregado com sentido
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Q4038058 Português
IA permite viajar sem sair do sofá
e ainda matar amigos de inveja


   Basta rolar o feed por alguns minutos. Nas redes sociais, surgem fotos de amigos ou influenciadores em cenários típicos de férias perfeitas: alguém aos pés da Torre Eiffel, em Paris, outro numa praia de águas azuis do Caribe ou de algum paraíso nordestino, sem falar no semblante de encantamento diante do castelo da Disney, nos Estados Unidos da América (EUA). Na era da tecnologia, não é preciso ser nenhum privilegiado para compartilhar frequentemente fotos assim nas redes. Aplicativos de inteligência artificial (IA) fazem sucesso produzindo imagens de pessoas em cenários nos quais elas nunca pisaram, confundindo muita gente.
     A primeira febre de manipulação de fotos com IA foi a aplicação de filtros no estilo de animação, seguida de retratos de infância recriados em novos cenários. Agora, a onda é compartilhar imagens simulando cenas de turismo, muitas vezes sem qualquer indicação de que foram geradas artificialmente. Os recursos estão em aplicativos que também usam a IA para simular ensaios fotográficos de aniversário nunca comemorados ou fotos em ambiente corporativo (geralmente com aquele figurino de executivo e cara de conteúdo) para compor perfis profissionais nas redes.
      Para o antropólogo David Nemer, o uso de IA com esse objetivo diz muito mais sobre a cultura digital contemporânea no mundo do que sobre “falsidade”. Ele recorre ao conceito atual de economia da performance, em que a visibilidade digital funciona como capital simbólico. A imagem atrai, mas não é registro: vira status e narrativa pessoal, numa lógica que já existia com filtros e programas de edição de fotos.
      “O valor não está no que você viveu, mas no que você consegue mostrar”, diz o antropólogo. “E ainda reforça desigualdades, porque quem já tem mais repertório digital, literacia tecnológica e familiaridade com IA consegue manipular melhor essas ferramentas e construir imagens mais ‘críveis’, enquanto outros ficam excluídos ou vulneráveis a julgamentos morais”.


(Carolina Nalin. O Globo, 07.12.2025. Adaptado.)
De acordo com o antropólogo David Nemer, a geração de imagens por meio de IA reforça desigualdades porque, entre outras razões,
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Q4038057 Português
IA permite viajar sem sair do sofá
e ainda matar amigos de inveja


   Basta rolar o feed por alguns minutos. Nas redes sociais, surgem fotos de amigos ou influenciadores em cenários típicos de férias perfeitas: alguém aos pés da Torre Eiffel, em Paris, outro numa praia de águas azuis do Caribe ou de algum paraíso nordestino, sem falar no semblante de encantamento diante do castelo da Disney, nos Estados Unidos da América (EUA). Na era da tecnologia, não é preciso ser nenhum privilegiado para compartilhar frequentemente fotos assim nas redes. Aplicativos de inteligência artificial (IA) fazem sucesso produzindo imagens de pessoas em cenários nos quais elas nunca pisaram, confundindo muita gente.
     A primeira febre de manipulação de fotos com IA foi a aplicação de filtros no estilo de animação, seguida de retratos de infância recriados em novos cenários. Agora, a onda é compartilhar imagens simulando cenas de turismo, muitas vezes sem qualquer indicação de que foram geradas artificialmente. Os recursos estão em aplicativos que também usam a IA para simular ensaios fotográficos de aniversário nunca comemorados ou fotos em ambiente corporativo (geralmente com aquele figurino de executivo e cara de conteúdo) para compor perfis profissionais nas redes.
      Para o antropólogo David Nemer, o uso de IA com esse objetivo diz muito mais sobre a cultura digital contemporânea no mundo do que sobre “falsidade”. Ele recorre ao conceito atual de economia da performance, em que a visibilidade digital funciona como capital simbólico. A imagem atrai, mas não é registro: vira status e narrativa pessoal, numa lógica que já existia com filtros e programas de edição de fotos.
      “O valor não está no que você viveu, mas no que você consegue mostrar”, diz o antropólogo. “E ainda reforça desigualdades, porque quem já tem mais repertório digital, literacia tecnológica e familiaridade com IA consegue manipular melhor essas ferramentas e construir imagens mais ‘críveis’, enquanto outros ficam excluídos ou vulneráveis a julgamentos morais”.


(Carolina Nalin. O Globo, 07.12.2025. Adaptado.)
O texto destaca o fato de a IA ser usada para 
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966805 Português
Para responder à questão, leia o ensaio intitulado “Tópicos distópicos” de Eduardo Giannetti.


    Os jovens abúlicos1 , os velhos deprimidos; os pobres entorpecidos, os ricos enfadados; os homens embrutecidos, as mulheres desenganadas; os privilegiados acima da lei, os excluídos aquém dela; os empregados como roldanas de engrenagem, os desocupados esmagados por ela; os bem- -sucedidos sem tempo para nada, os desvalidos sem saber o que fazer com ele; as faxineiras negativadas, os banqueiros insones; os casais algemados, os amantes rompidos; os poetas à míngua, os corruptos à larga. De tudo que foi e não foi, resta o quê? A convivência entre desumanos desidratada ao mínimo legal do mercado: a troca mercenária de bens e ofícios conforme valorações aguerridamente pactuadas. O pagamento em dinheiro, à vista ou parcelado, como o único vínculo entre bolhas narcísicas ambulantes. A rua onde voz e buzina se confundem.


(Eduardo Giannetti. Trópicos utópicos, 2016.)


1abúlico: que se caracteriza pela incapacidade de tomar decisões.
A prefixação é o processo de formação de palavras pela adição de prefixo a uma palavra já existente. Observa-se uma palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação no seguinte trecho:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966804 Português
Para responder à questão, leia o ensaio intitulado “Tópicos distópicos” de Eduardo Giannetti.


    Os jovens abúlicos1 , os velhos deprimidos; os pobres entorpecidos, os ricos enfadados; os homens embrutecidos, as mulheres desenganadas; os privilegiados acima da lei, os excluídos aquém dela; os empregados como roldanas de engrenagem, os desocupados esmagados por ela; os bem- -sucedidos sem tempo para nada, os desvalidos sem saber o que fazer com ele; as faxineiras negativadas, os banqueiros insones; os casais algemados, os amantes rompidos; os poetas à míngua, os corruptos à larga. De tudo que foi e não foi, resta o quê? A convivência entre desumanos desidratada ao mínimo legal do mercado: a troca mercenária de bens e ofícios conforme valorações aguerridamente pactuadas. O pagamento em dinheiro, à vista ou parcelado, como o único vínculo entre bolhas narcísicas ambulantes. A rua onde voz e buzina se confundem.


(Eduardo Giannetti. Trópicos utópicos, 2016.)


1abúlico: que se caracteriza pela incapacidade de tomar decisões.
No ensaio, o autor propõe uma pergunta. Como resposta, ele afirma que os problemas descritos têm um fundamento
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966803 Português
Para responder à questão, leia o ensaio intitulado “Tópicos distópicos” de Eduardo Giannetti.


    Os jovens abúlicos1 , os velhos deprimidos; os pobres entorpecidos, os ricos enfadados; os homens embrutecidos, as mulheres desenganadas; os privilegiados acima da lei, os excluídos aquém dela; os empregados como roldanas de engrenagem, os desocupados esmagados por ela; os bem- -sucedidos sem tempo para nada, os desvalidos sem saber o que fazer com ele; as faxineiras negativadas, os banqueiros insones; os casais algemados, os amantes rompidos; os poetas à míngua, os corruptos à larga. De tudo que foi e não foi, resta o quê? A convivência entre desumanos desidratada ao mínimo legal do mercado: a troca mercenária de bens e ofícios conforme valorações aguerridamente pactuadas. O pagamento em dinheiro, à vista ou parcelado, como o único vínculo entre bolhas narcísicas ambulantes. A rua onde voz e buzina se confundem.


(Eduardo Giannetti. Trópicos utópicos, 2016.)


1abúlico: que se caracteriza pela incapacidade de tomar decisões.
Na construção de seu ensaio, Eduardo Giannetti recorre, sobretudo, ao recurso retórico denominado
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966802 Português
Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


Q68_73.png (281×332)

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


1esmaltar: colorir.

2sensabor: insípido, desinteressante.

3númen: ser divino.
No contexto em que se insere, o termo “Nem” (3ª estrofe) expressa ideia de
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966801 Português
Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


Q68_73.png (281×332)

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


1esmaltar: colorir.

2sensabor: insípido, desinteressante.

3númen: ser divino.
    As palavras podem mudar de classe gramatical sem sofrer modificação na forma. A este processo de enriquecimento vocabular pela mudança de classe das palavras dá-se o nome de “derivação imprópria”. Por esse processo se explica, por exemplo, a passagem de interjeições a substantivos.

(Celso Cunha. Gramática essencial, 2013. Adaptado.)

Verifica-se um exemplo de derivação imprópria no seguinte trecho:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966800 Português
Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


Q68_73.png (281×332)

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


1esmaltar: colorir.

2sensabor: insípido, desinteressante.

3númen: ser divino.
Por razões estilísticas, o poeta recorre a várias inversões sintáticas. Está reescrito em ordem direta o seguinte verso do soneto:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966799 Português
Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


Q68_73.png (281×332)

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


1esmaltar: colorir.

2sensabor: insípido, desinteressante.

3númen: ser divino.
Em “Bem que me aclare as sombras da tristeza, / Um tempo sensabor me principia.” (1ª estrofe), a locução sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966798 Português
Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


Q68_73.png (281×332)

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


1esmaltar: colorir.

2sensabor: insípido, desinteressante.

3númen: ser divino.
Na segunda estrofe, o adjetivo “presa” qualifica o substantivo
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966797 Português
Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


Q68_73.png (281×332)

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


1esmaltar: colorir.

2sensabor: insípido, desinteressante.

3númen: ser divino.
No soneto, a divindade a quem o eu lírico dirige suas preces é retratada como um ser
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Respostas
1: B
2: B
3: E
4: D
5: B
6: A
7: E
8: A
9: B
10: C
11: C
12: A
13: D
14: E
15: B
16: C
17: A
18: A
19: E
20: B