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Questões de Vestibular Sobre modernismo em literatura

Questões Discursivas

Foram encontradas 608 questões

Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271939 Literatura
Em O Roteiro sentimental e pitoresco de Teresina, H. Dobal fala de alguns tipos populares da cidade, mesmo admitindo que “A galeria não está completa com estes tipos. Além deles, outros tão populares e com o mesmo pitoresco, mas a quem, entretanto, uma referência provocaria melindres e suscetibilidades”. Dos tipos elencados abaixo, qual não foi citado pelo poeta e cronista como um tipo popular de Teresina?
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271938 Literatura
O Roteiro sentimental e pitoresco de Teresina, de H. Dobal, nos oferece um vasto e lírico painel do cotidiano da sua cidade natal: desde as ruas e os bairros, passando pelas Igrejas e escolas, até a descrição dos tipos populares. A propósito das praças de Teresina, qual é a observação feita pelo poeta que podemos acatar como correta?
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271937 Literatura
Há, na poesia de Salgado Maranhão, uma forte influência da poesia oriental. Essa influência vem não somente da literatura, mas também da sua prática profissional como terapeuta corporal, como mestre de Shiatsu, e como ex-professor de Tai Chi Chuan. Segundo suas próprias palavras, “para a filosofia ocidental, conhecer é refletir e conceituar; para a filosofia oriental é experimentar e transcender”. Partindo dessa premissa, que característica podemos encontrar em sua obra poética, particularmente Sol Sanguíneo?
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271936 Literatura
A qual poema abaixo podemos atribuir sua autoria ao poeta Salgado Maranhão?
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271935 Literatura
Sobre Sol Sanguíneo, de Salgado Maranhão, é correto afirmar que:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271930 Literatura
Ainda sobre A Confissão de Lúcio, assinale a alternativa correta.
1) Assim como o protagonista de seu romance, Mário de Sá-Carneiro também viveu na boêmia de Paris e Lisboa. Sua obra, de forma geral, apenas pode ser compreendida pelo leitor que previamente possui conhecimento acerca da sua biografia. 2) Apesar de A confissão de Lúcio se apresentar de forma aparentemente linear, o ordenamento dos fatos relatados está subordinado ao tempo interior e subjetivo do protagonista, que constroi seu relato na medida em que toma consciência e dá significado à sua própria história. 3) Ao criar um personagem como Lúcio, que desdobra seu EU em outros dois personagens inexistentes (Ricardo e Marta), o autor evidencia vestígios da influência que sofreu das ideias positivistas do final do século XIX. Isto porque, um dos temas centrais dessa novela é o retrato e a problematização das patologias psicológicas, mais particularmente a esquizofrenia.
Está(ão) correta(s):
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271929 Literatura
Mário de Sá-Carneiro, ao lado de Fernando Pessoa, é considerado um dos autores mais importantes do modernismo português. Sua novela A Confissão de Lúcio aborda alguns dos temas mais importantes de toda a sua obra, o suicídio, a loucura, a perversão e o amor. Sobre A Confissão de Lúcio, assinale a alternativa correta.
1) Em A confissão de Lúcio, por se tratar de uma narrativa em primeira pessoa e de tom memorialista, todos os fatos transmitidos ao leitor são perpassados e “contaminados” pelo olhar desiludido do protagonista. 2) Apesar do protagonista alegar que pretende fazer uma confissão documental, toda a narrativa transcorre em tom confessional. O narrador empreende um ritmo lento, detalhista e a todos os fatos relatados atribui sentidos e significações. 3) Narrada em primeira pessoa, A confissão de Lúcio é marcada por um discurso descritivo e realista. O autor não apenas faz relatos em pormenores como também exatos, objetivos e que tendem à imparcialidade.
Está(ão) correta(s):
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271928 Literatura
Sobre São Bernardo, analise as afirmações seguintes.
1) Paulo Honório e Madalena, personagens psicologica e socialmente opostos, se apaixonam e descobrem que suas diferenças são complementares e harmonizantes para o casamento. 2) Graciliano Ramos estabelece uma correspondência formal entre a brutalidade de Paulo Honório e a narrativa em primeira pessoa. 3) Representante máximo da adesão de Graciliano Ramos às ideias socialistas, São Bernardo oferece ao leitor alternativas concretas e politicamente viáveis e partidárias para o problema da seca no Nordeste.
Está(ão) correta(s):
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271927 Literatura
Sobre São Bernardo, podemos afirmar o que segue.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271926 Literatura
Sobre São Bernardo, de Graciliano Ramos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: COPEPS Órgão: UEMG Prova: COPEPS - 2010 - UEMG - Vestibular - Prova 01 |
Q1265918 Literatura

LEIA com atenção os dois textos abaixo e faça o que se pede.


TEXTO I

Pronominais       

 Dê-me um cigarro     

Diz a gramática       

         Do professor e do aluno   

E do mulato sabido 

                       Mas o bom negro e o bom branco 

Da nação brasileira

  Dizem todos os dias

me dá um cigarro. 

       Deixa disso, camarada


TEXTO II

Vício na fala

Para dizerem milho

  Dizem mio                

   Para dizerem melhor

dizem mió              

  Para pior pió           

    Para telha dizem teia

        e vão fazendo telhados.

ANDRADE, Oswald de. Seleção de textos. São Paulo. Nova Cultural, 1988.  

O Modernismo de 1922 foi um movimento de ruptura com os cânones da literatura nacional. Um dos protagonistas da Semana de Arte Moderna e do Modernismo, Oswald de Andrade, professa uma poesia irreverente, paródica e radical.

Nos dois textos acima, Oswald de Andrade, por meio do discurso poético e metalinguístico,

Alternativas
Ano: 2010 Banca: COPEPS Órgão: UEMG Prova: COPEPS - 2010 - UEMG - Vestibular - Prova 01 |
Q1265914 Literatura

Leia os poemas abaixo e faça o que se pede.



Texto I

Fazendeiros de cana

Minha terra tem palmeiras?                              

 Não. Minha terra tem engenhocas de rapadura

E cachaça e açúcar marrom,                           

Tiquinho, para o gasto.                                    

Tem cana caiana e cana crioula,                     

 cana-pitu,                                                          

 Cana rajada e cana-do-governo, e muitas       

outras                                                              

Canas de garapa e bagaço para os porcos    

  Em assembleia grunhidora diante da              

    Moenda movida gravemente pela junta de bois

 De sólida tristeza e resignação.                     

    As fazendas misturam dor e consolo em caldo

verde garrafa.                                              

E sessenta mil réis em imposto fazendeiro.

Carlos Drummond de Andrade


Texto II

Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,              

 Onde canta o Sabiá;                        

As aves, que aqui gorjeiam,           

Não gorjeiam como lá.                    

Nosso céu tem mais estrelas,         


Nossas várzeas têm mais flores,   

Nossos bosques têm mais vida,    

Nossa vida mais amores.              

Em cismar, sozinho, à noite,         

Mais prazer eu encontro lá;           

Minha terra tem palmeiras,            

Onde canta o Sabiá.                      


Minha terra tem primores,             

Que tais não encontro eu cá;        

  Em cismar –sozinho, à noite–         

 Mais prazer eu encontro lá;           

 Minha terra tem palmeiras,            

Onde canta o Sabiá.                     


Não permita Deus que eu morra,  

Sem que eu volte para lá;             

 Sem que disfrute os primores        

 Que não encontro por cá;              

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.                    

De Primeiros cantos (1847)

Gonçalves Dias

No texto I, Drummond retoma o original romântico de Gonçalves Dias (Texto II), como fizeram vários outros poetas modernos. Neste texto, o poeta itabirano
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2010 - UNICENTRO - Vestibular - Literatura |
Q1264717 Literatura
Sobre o Guardador de Rebanhos, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2010 - UNICENTRO - Vestibular - Literatura |
Q1264716 Literatura
O conto cômico de Primeiras Estórias, em que Guimarães Rosa tematiza a importância da linguagem, seu conhecimento, mostrando um médico narrador da história que recebe a visita de quatro cavaleiros rudes do sertão, é
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2010 - UNICENTRO - Vestibular - Literatura |
Q1264714 Literatura
Em relação à obra A Hora da Estrela de Clarice Lispector, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2010 - UNICENTRO - Vestibular - Literatura 1 |
Q1263904 Literatura
Consolo na praia
Vamos, não chores. A infância está perdida. A mocidade está perdida. Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou. O segundo amor passou. O terceiro amor passou. Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo. Não tentaste qualquer viagem. Não possuis carro, navio, terra. Mas tens um cão.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Consolo na praia. A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 1989. p. 129.
Para o eu poético,
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2010 - UNICENTRO - Vestibular - Literatura 1 |
Q1263901 Literatura
    Sou um homem arrasado. Doença? Não. Gozo perfeita saúde.   O que estou é velho. Cinquenta anos pelo S. Pedro. Cinquenta anos perdidos, cinquenta anos gastos sem objetivo, a maltratar-me e a maltratar os outros. O resultado é que endureci, calejei, e não é um arranhão que penetra esta casca espessa e vem ferir cá dentro a sensibilidade embotada.     Cinquenta anos! Quantas horas inúteis! Consumir-se uma pessoa a vida inteira sem saber para quê! Comer e dormir como um porco! Levantar-se cedo todas as manhãs e sair correndo, procurando comida! E depois guardar comida para os filhos, para os netos, para muitas gerações. Que estupidez! Que porcaria! Não é bom vir o diabo e levar tudo?
RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1979. p. 179-180.

Na percepção que constrói de si mesmo, o sujeito-narrador
Alternativas
Ano: 2010 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2010 - PUC-GO - Vestibular - Prova 01 |
Q1263806 Literatura
TEXTO 01

CITONHO Doutor Noêmio, desculpe a indiscrição. Andaram me falando de uma coisa, mas eu não quis de maneira nenhuma acreditar. Me disseram que o senhor é de uma raça que só come folha. DR. NOÊMIO Pois pode acreditar. Sou vegetariano e tenho muito orgulho disto. CITONHO Mas a gente vê umas neste mundo! Não está vendo que tomate e chuchu não dão sustança a ninguém?! Agora: feijão, farinha e carne, sim, isso é que é comida. Olhe aqui eu. Estou com mais de oitenta anos, só não como carne na Sexta-feira da Paixão – e olhe lá... Resultado: uma saúde de ferro: estou tinindo. DR. NOÊMIO Isso é o que o senhor pensa. Seu corpo está envenenado, meu velho, com toxinas até na ponta dos cabelos. Até na sombra.
[...]
FREDERICO Eu só rezo pra defunto. Interessa? Liás, cabra safado não serve pra morrer, só serve pra apanhar. E apanhar entre os bicos dos peitos e o caroço do imbigo, que é pra não deixar marcas da surra. Ah!, nós três num deserto: eu, você e um cacete de quixaba! Porque quixaba é o chá melhor que existe no mundo pra pancada. Assim, pra ganhar tempo, a gente dá logo a pisa com quixaba, porque está dando o castigo e o remédio. Mas já gastei muita cera com você. [...]

(LINS, Osman. Lisbela e o prisioneiro. São Paulo: Planeta, 2003. p. 22 e 25.)


TEXTO 02

Ao chegar ao Rio, de Corumbá, Fuentes hospedou-se no Hotel Bragança, na avenida Mem de Sá. Um hotel cheio de turistas argentinos falando portunhol. [...] Na lista telefônica Fuentes escolheu um oftalmologista de nome espanhol, Pablo Hernandez. O dr. Hernandez descendia de uruguaios e, para desapontamento de Fuentes, não falava espanhol. Em seu bem montado consultório, na avenida Graça Aranha, na Esplanada do Castelo, examinou Fuentes cuidadosamente. O cristalino, a íris, a conjuntiva, o nervo ótico, os músculos, artérias e veias do aparelho ocular estavam perfeitos. A córnea, porém, fora atingida. Didaticamente Hernandez explicou ao seu cliente que a córnea era uma camada externa transparente através da qual a luz – e com a luz, a cor, a forma, o movimento das coisas – penetrava no olho.
Córnea – moça, 24ª , vende. Tel. 185-3944. O anúncio no O Dia foi lido por Fuentes. Ele ligou de seu quarto, no Hotel Bragança. Atendeu uma mulher...[...] Ela disse que ele podia pegar um ônibus no largo de São Francisco. “É para você?”, perguntou a mulher quando Fuentes lhe falou que era a pessoa que havia telefonado. [...] “Sim, é para mim.” A mulher não ter percebido a cicatriz no seu olho esquerdo deixou Fuentes satisfeito. [...] “Dez milhas”, disse a mulher impaciente. “E não é caro. O preço de um carro pequeno. Minha filha é muito moça, nunca teve doença, dentes bons, ouvidos ótimos. Olhos maravilhosos.”

(FONSECA, Rubem. A Grande Arte. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 137-139.)



TEXTO 04


Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. [...]

Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão. – Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. A caatinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O vôo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.

– Anda, excomungado.

O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário – e a obstinação da criança irritava-o. [...]



(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 9-10)




Tomando por referência os textos 01, 02 e 04, e com base na leitura completa das obras de onde foram extraídos, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Ano: 2010 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2010 - PUC-GO - Vestibular - Prova 01 |
Q1263785 Literatura
TEXTO 01

CITONHO Doutor Noêmio, desculpe a indiscrição. Andaram me falando de uma coisa, mas eu não quis de maneira nenhuma acreditar. Me disseram que o senhor é de uma raça que só come folha. DR. NOÊMIO Pois pode acreditar. Sou vegetariano e tenho muito orgulho disto. CITONHO Mas a gente vê umas neste mundo! Não está vendo que tomate e chuchu não dão sustança a ninguém?! Agora: feijão, farinha e carne, sim, isso é que é comida. Olhe aqui eu. Estou com mais de oitenta anos, só não como carne na Sexta-feira da Paixão – e olhe lá... Resultado: uma saúde de ferro: estou tinindo. DR. NOÊMIO Isso é o que o senhor pensa. Seu corpo está envenenado, meu velho, com toxinas até na ponta dos cabelos. Até na sombra.
[...]
FREDERICO Eu só rezo pra defunto. Interessa? Liás, cabra safado não serve pra morrer, só serve pra apanhar. E apanhar entre os bicos dos peitos e o caroço do imbigo, que é pra não deixar marcas da surra. Ah!, nós três num deserto: eu, você e um cacete de quixaba! Porque quixaba é o chá melhor que existe no mundo pra pancada. Assim, pra ganhar tempo, a gente dá logo a pisa com quixaba, porque está dando o castigo e o remédio. Mas já gastei muita cera com você. [...]

(LINS, Osman. Lisbela e o prisioneiro. São Paulo: Planeta, 2003. p. 22 e 25.)


Considerando a obra citada no texto 01, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1262417 Literatura

Leia o texto I e responda a questão.

 Texto I 

   Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

    A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo

    Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças. 

    Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

    Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse

(LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

Contos gauchescos é uma obra representativa
Alternativas
Respostas
541: B
542: A
543: B
544: A
545: C
546: B
547: A
548: D
549: E
550: B
551: A
552: C
553: A
554: D
555: C
556: D
557: B
558: D
559: A
560: C