Questões de Vestibular
Sobre modernismo em literatura
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Contextualizada na obra “O Rei da Vela”, a análise das personagens em destaque no fragmento permite afirmar:
I. Infância é um livro que mescla memória e autobiografia.
II. A obra Infância descreve relações humanas pautadas por violência e indiferença.
III. O livro Infância relata os desencantos e encantos do autor relacionados à escola e à família.
IV. O livro Infância contém muitas passagens que mostram a formação do leitor/autor Graciliano Ramos.
Com base nas assertivas, marque a alternativa CORRETA:
I. A elaboração estética aponta para um diálogo com a literatura de cordel.
II. O poema apresenta, na sua conclusão, um olhar otimista sobre a vida.
III. Não há presença, no poema, de elementos da cultura popular nem de rigor formal.
IV. A temática do poema de Morte e vida severina faz referência a um único Severino.
Com base nas assertivas apresentadas, marque a alternativa CORRETA:

Nesse sentido, é correto afirmar.
João Guimarães Rosa, em Primeiras estórias, reúne 21 contos, prevalecendo o mundo da ficção, da imaginação, ou seja, da “estória". O autor busca recuperar, por meio dos seus relatos, as características especialmente dos personagens do sertão mineiro. Relembrando alguns contos da obra, relacione as duas colunas.
(1)“Sorôco, sua mãe, sua filha"
(2) “Pirlimpsiquice"
(3) “Nada e a nossa condição"
(4) “Substância"
(5) “– Tarantão, meu patrão"
( ) Alunos oganizam-se para apresentar um drama em um evento na escola, porém no dia da apresentação um dos integrantes do grupo não comparece; a saída então é a improvisação, o que resulta em uma comédia.
( ) Um fazendeiro idoso, em um momento de pouca lucidez decide fazer uma viagem rumo à cidade, determinado a matar seu médico, o Magrinho, que é seu sobrinho-neto; assim recruta um bando de desocupados, ciganos e jagunços. No entanto, ao chegar a seu destino, deparase com uma festa de aniversário. Consequentemente muda seu discurso, expondo sua estima pela família e pelos novos amigos
( ) Depois da morte da esposa, e do casamento das filhas, um fazendeiro sente-se envelhecido e solitário. E assim toma uma decisão: vende o gado, distribui o dinheiro entre as filhas e a fazenda entre os empregados; todavia faz um testamento com uma cláusula que só deveria ser revelada quando ele morresse. Quando falece, os empregados incendeiam a casa, onde seu corpo jazia, pois a cerimônia de cremação era seu último desejo.
( ) Um trem aguarda a chegada de mãe e filha para levá-las ao manicômio de Barbacena. Durante o trajeto até a estação, elas começam inesperadamente a entoar uma canção. O trem parte e o personagem que as levou à estação volta para casa cantando a mesma canção; solidariamente, os amigos da cidadezinha o acompanham na entoação.
( ) Um fazendeiro apaixona-se por sua empregada que prazerosamente trabalhava na produção de polvilho. Por ser um homem de posses, a linhagem da empregada o afligia, mas ele vence o preconceito e pede a moça em casamento.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
( ) A obra em questão é composta por vários contos que relatam episódios com características prosaicas, além de abordar aspectos psicológicos, fantásticos, anedóticos, com tons populares, cômicos, trágicos e românticos nas narrativas.
( ) Nos contos de Primeiras estórias as análises dos questionamentos feitos pelo homem partem da ambientação regional, embora ocorram em todos os lugares e em todos os tempos, tornando-se problemáticas universais.
( ) Praticamente em toda a obra, o tempo cronológico torna-se pouco relevante, uma vez que as narrativas procuram retratar o lado mágico da vida. O foco centraliza-se no interior dos personagens, com destaque para as sensações vividas, em um tempo aleatório, o que marca o tempo psicológico.
( ) Os contos "O espelho" e "Darandina" têm como espaço (ambiente) o citadino. O léxico – repartições públicas, secretarias de governo, hospício, jornalistas, parques de diversões, corpo de bombeiros – leva o leitor a inferir centros urbanos, portanto fugindo do ambiente rural, o que predomina na obra de Guimarães Rosa.
( ) Há entre a maioria dos personagens dos contos um elo comum: reações psicossociais, que, de certa forma, excedem o limite da normalidade. A maioria dos personagens é criança ou “alucinado", assim a realidade se mostra diferente do convencional.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
− “Em 1936, ..................................... foi preso por atividades consideradas subversivas, mas libertado no ano seguinte. Essas experiências pessoais foram retratadas em seu livro Memórias do cárcere. É tido hoje como o autor que levou ao limite o clima de tensão presente nas relações homem/meio natural e homem/meio social, tensão essa geradora de um relacionamento violento, capaz de moldar personalidades e de transfigurar o que os homens têm de bom. A luta pela sobrevivência, portanto, parece ser o grande ponto de contato entre todos os personagens; a lei maior é a da selva."
− “Publicando seu primeiro livro em 1946, um ano após a queda de Getúlio Vargas e o início das produções da chamada Geração de 45, ..................................... apontaria novos rumos para a literatura brasileira. Os contos Sagarana abririam uma nova perspectiva para o regionalismo. A princípio, percebe-se uma revalorização da linguagem; depois, a universalização do regional."
− “Com o AI-5 e os ataques de grupos de extrema-direita, desmantela-se o teatro de resistência; autores importantes, como Augusto Boal e José Celso, vão para o exílio; outros, como ....................................., continuam a produzir textos apesar da repressão. Sua obra O berço do herói é censurada, e mesmo uma década depois, já com outro nome, Roque Santeiro, numa adaptação para a televisão, ainda é vetada no dia da estreia." Adap. TERRA, Ernani, NICOLA, José. Gramática, literatura e redação para o 2º grau. São Paulo: Scipione, 1997.
Assinale a alternativa que indica sequencialmente os autores referentes às descrições acima.


Os fragmentos acima representam os estilos de época, respectivamente:
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma, A alma é que estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação, Não noutra alma. Só em Deus – ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
(...) O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: – “Meu cancioneiro É bem martelado.
Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos.
O meu verso é bom Frumento sem joio. Faço rimas com Consoantes de apoio.
Vai por cinqüenta anos Que lhes dei a norma: Reduzi sem danos A fôrmas a forma.
Clame a saparia Em críticas céticas: Não há mais poesia, Mas há artes poéticas...” (...)
Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroxima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada
Ambientado no interior do Ceará, nos fins de 1878, durante uma grande seca, a história narra a vida de uma mulher arredia, corajosa e destemida de grande força física, que trabalha na construção de uma prisão, junto aos homens, e é desejada pelo soldado Capriúna. Ela, porém, não se interessa por amores e mantém uma relação de amizade e ajuda mútua com Alexandre.
I. Embora sua obra esteja presa quase sempre ao sertão brasileiro, Guimarães Rosa pôs em cena situações dramáticas que desnudam conflitos urbanos, sexuais e sociais das grandes metrópoles do extremo sul do Brasil. II. Uma característica importante a ser ressaltada na obra de Machado de Assis é o uso da personificação como forma de concretização do abstrato, isto é, atribuir sentimentos e ações humanas a seres inanimados ou a conceitos abstratos. III. A experimentação com a linguagem é o aspecto mais marcante da poética de Gonçalves Dias, que brinca com a língua portuguesa, reinventando palavras e criando termos.
O capoeira
- Qué apanhá, sordado?
- O quê??
- Qué apanhá?
Pernas e cabeças na calçada.
“Afinal o 35 saiu, estava lindo. Com a roupa preta de luxo, um nó errado na gravata verde com listinhas brancas e aqueles admiráveis sapatos de pelica amarela que não pudera sem comprar. O verde da gravata, o amarelo dos sapatos, bandeira brasileira, tempos de grupo escolar... E o 35 comoveu num hausto forte, querendo bem o seu imenso Brasil, imenso colosso gigan-ante, foi andando depressa, assobiando. Mas parou de sopetão e se orientou assustado. O caminho não era aquele, aquele era o caminho do trabalho.”
Vocabulário
Hausto – sorvo, aspiração.
Gigan-ante – trata-se de uma paródia de Mário de Andrade para referir-se à divisão enfática da palavra ao se cantar o hino À mocidade acadêmica, ensinado nas escolas da época.
