Questões de Vestibular Comentadas sobre escolas literárias em literatura

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Ano: 2010 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2010 - UCPEL - Vestibular |
Q1359413 Literatura

Sobre Francisco Lobo da Costa e sua obra, analise as afirmações seguintes como FALSAS (F) ou VERDADEIRAS (V).


I. Apesar de sua evolução poética, Lobo da Costa jamais se libertou integralmente do formalismo parnasiano, o que o impossibilitou de alcançar o grande público.

II. O poeta, descrente da vida, incapaz de superar as adversidades, conta, em sua poesia lírico-amorosa, seus sentimentos e seus sonhos frustrados.

III. Francisco Lobo da Costa, em sua obra, sintetizou as diversas facetas do nosso cotidiano, combatendo os exageros dos românticos.


A opção correta é

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Ano: 2010 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2010 - UCPEL - Vestibular |
Q1359412 Literatura
Assinale a opção correta.
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Ano: 2010 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2010 - UCPEL - Vestibular |
Q1359411 Literatura
Para o teste seguinte, analise as afirmativas e assinale a opção correta.
I. Embora sua obra esteja presa quase sempre ao sertão brasileiro, Guimarães Rosa pôs em cena situações dramáticas que desnudam conflitos urbanos, sexuais e sociais das grandes metrópoles do extremo sul do Brasil. II. Uma característica importante a ser ressaltada na obra de Machado de Assis é o uso da personificação como forma de concretização do abstrato, isto é, atribuir sentimentos e ações humanas a seres inanimados ou a conceitos abstratos. III. A experimentação com a linguagem é o aspecto mais marcante da poética de Gonçalves Dias, que brinca com a língua portuguesa, reinventando palavras e criando termos.
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Q1275773 Literatura
Mario de Andrade assumiu uma perfeita “atitude antropofágica” sem estar completamente integrado no movimento de Oswald de Andrade. Encontrando a antropofagia na mitologia do índio, acolhe-a no romance, dá-lhe função simbólica, mas não a transforma na razão norteadora. A diferença básica e mais importante entre o livro e o filme é, portanto, que o canibalismo é a “razão norteadora” do filme, não, porém, do livro. Seria mais preciso dizer que o filme é Mário de Andrade e Oswald de Andrade “revistos” por Joaquim Pedro de Andrade à luz da situação sócio-econômica e política enfrentada pelo Brasil nos anos 60.
JOHNSON. R. Cinema e literatura. Macunaíma: do modernismo na literatura ao cinema novo. São Paulo: T.A.Queiroz, 1987 (adaptado).
Com base no fragmento acima do crítico de cinema Randal Johnson sobre o filme Macunaíma, NÃO é verdadeiro afirmar:
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Q1275772 Literatura
Quando se compara literatura e cinema, o primeiro fato que ocorre ao estudioso é o do enorme fosso semiótico que separa, aparentemente de modo inconciliável, essas duas formas de expressão, fundadas, cada uma, em espécies de signos e códigos tão diferentes. A literatura, acredita-se, não vai ter nunca a mobilidade plástica do cinema, e este, por sua vez, nunca o nível de abstração da literatura. Por outro lado, por grande e intransponível que seja esse fosso, há um número considerável de semelhanças que podem ser apontadas e que mantêm literatura e cinema numa espécie de estado sincrônico de compatibilidade permanente.
BRITO. J.B. Literatura no cinema. São Paulo: Unimarco, 2006.

Os diálogos entre literatura e cinema, frutos da reflexão de diversos pensadores, como o crítico de cinema paraibano João Batista de Brito, e da prática artística de inúmeros escritores e diretores, NÃO permitem concluir que
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Q1275770 Literatura
O nome da rapsódia é Macunaíma, mas não é só Macunaíma. Mario de Andrade quis dizer alguma coisa do seu protagonista e acrescentou ao título um atributo paradoxal: O herói sem nenhum caráter. O nome, Macunaíma, centro da rapsódia. O epíteto, herói. A diferença está na cauda de cada proposição: no começo, sem nenhum caráter; no fim, de nossa gente. O que se pode inferir é a presença viva, no autor, de duas motivações tão fortes que se converteram em molas da composição da obra: a) por um lado, o desejo de contar e cantar episódios em torno de uma figura lendária que o fascinara pelos mais diversos motivos e que trazia em si os atributos do herói, entendido no senso mais lato possível de um ser entre humano e mítico, que desempenha certos papéis, vai em busca de um bem essencial, arrosta perigos, sofre mudanças extraordinárias, enfim, vence ou malogra. b) por outro lado, o desejo não menos imperioso de pensar o povo brasileiro, nossa gente, percorrendo as trilhas cruzadas ou superpostas da sua existência selvagem, colonial e moderna, à procura de uma identidade que, de tão plural que é, beira a surpresa e a indeterminação; daí ser o herói sem nenhum caráter. Compreender Macunaíma é sondar ambas as motivações: a de narrar, que é lúdica e estética; a de interpretar, que é histórica e ideológica.
BOSI. A. Situação de Macunaíma. In: ANDRADE. M. Macunaíma. São Paulo: Scipione Cultural, 1997 (adaptado).
Com base no fragmento acima do crítico literário Alfredo Bosi é possível inferir que o Macunaíma de Mário de Andrade
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Q1275769 Literatura
O mar e o canavial
O que o mar sim aprende do canavial: a elocução horizontal de seu verso; a geórgica de cordel, ininterrupta, narrada em voz e silêncio paralelos. O que o mar não aprende do canavial: a veemência passional da preamar; a mão de pilão das ondas na areia, moída e miúda, pilada do que pilar.
O que o canavial sim aprende do mar: o avançar em linha rasteira da onda; o espraiar-se minucioso,de líquido, alagando cova a cova onde se alonga. O que o canavial não aprende do mar: desmedido do derramar-se da cana; o comedimento do latifúndio do mar, que menos lastradamente se derrama.
MELO NETO. J.C. A educação pela pedra. Rio de Janeiro: Alfaguara/Objetiva, 2009
Com base no poema “O mar e o canavial” NÃO é correto afirmar:
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Q1275768 Literatura
As razões do divórcio entre o poeta e seu leitor na poesia moderna reside mais na preferência dos poetas pelos temas intimistas e individualistas. Pesquisas no sentido de se encontrarem formas ajustadas às condições de vida do homem moderno, principalmente através da utilização dos meios técnicos de difusão que surgiram em nossos dias, poderão contribuir para resolver, ao menos até certo ponto, o que parece o problema principal da poesia hoje – que é de sua própria sobrevivência. Quando nada, a consciência desse problema poderá ajudar aqueles poetas contemporâneos menos individualistas, capazes de interesse por temas da vida em sociedade e que também não encontraram ainda o veículo capaz de levar a poesia à porta do homem moderno. A falta de tal veículo está, também, condenando a poesia destes últimos autores à espera, desesperançada, de leitores que venham espontaneamente à sua procura, leitores, de resto, cada dia mais problemáticos.
MELO NETO. J.C. Da função moderna da poesia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998 (adaptado).
O fragmento acima permite concluir, corretamente, que
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Q1275766 Literatura
Depois de analisar O Cortiço, é correto afirmar:
I - A relação direta das tensões entre os “donos” dos cortiços se estabelece não só no acirramento das diferenças entre os moradores de ambos os cortiços, como também na própria nominação desses espaços coletivos nos quais se percebe, metaforicamente, uma relação animalesca e predatória entre os cabeça-de-gato (termo que alude à imagem do predador) e os carapicus (termo cujo valor semântico, vinculado ao de cabeça-de-gato, atualiza a imagem de presa). II - O final trágico de Bertoleza e o “diploma de sócio benemérito” dado a João Romão pela “comissão de abolicionistas” expressam as dissimetrias sociais, de gênero, étnico-culturais, dentre outras, viabilizando os estratagemas naturalistas que apontavam para suas personagens fortes, tornando improdutiva, em determinados momentos, a luta dos vencidos ou dos que procuravam sair da condição de menor, de fraco. III - No trecho “E, durante muito tempo, fez-se um vaivém de mercadores. Apareceram os tabuleiros de carne fresca e outros de tripas e fatos de boi; só não vinham hortaliças, porque havia muitas hortas no cortiço” (cap. 3), percebe-se que o espaço do cortiço formava uma espécie de mundo à parte e à margem da sociedade em que se assentava. Parecia independente, autônomo, inclusive em seus aspectos econômicos.
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Q1275765 Literatura
Sobre O Cortiço de Aluísio Azevedo, é correto afirmar:
I - Romance cujo enredo traz à tona questões de ordem pessoal (de determinadas personagens) e coletiva (há personagens cujas tensões vividas remetem o leitor para questões de ordem mais geral, centradas num coletivo). As questões problematizadas numa perspectiva coletiva podem ser visualizadas em episódios como aquele em que os moradores do Carapicus e do Cabeça-de-gato se enfrentam e a tensão criada denuncia uma demanda coletiva e não apenas individual. II - Romance cujo enredo aponta, embora timidamente, para a resolução de conflitos coletivos, visando uma melhoria do espaço urbano em que se assentam os cortiços Carapicus e Cabeça-de-gato, principalmente no que diz respeito ao projeto de saneamento básico e do fornecimento de energia elétrica, projetos que davam início à modernização dos centros urbanos do País no final do século XIX. III - Romance cujo enredo problematiza muito mais as questões do pré-modernismo brasileiro, com a construção de um pensamento sanitarista e de modernização do espaço urbano do Rio de Janeiro do início do século XX, do que a proposta naturalista que insistia nas tensões particulares de suas personagens, demanda da “escola naturalista” cujas narrativas são as melhores representantes, no Brasil, dessa época.
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Q1275764 Literatura
Sobre o Naturalismo literário, é correto afirmar:
I - Ao aprofundar aspectos realistas da literatura, cientificiza um discurso, assumido no plano estético pela ficção, induzindo o leitor a buscar não somente entretenimento em seus romances, mas também a problematização de estruturas sociais e de aspectos psicológicos das personagens. II - O romance de tese, a exemplo de O cortiço, é o melhor projeto para o naturalista, uma vez que este só é considerado naturalista na medida em que sua produção literária se realiza unicamente no chamado romance de tese. III - O realce de traços físicos e psicológicos nos romances de tese ratifica a ideia de o naturalismo, em suas narrativas, acentuar as tensões sociais e de demandas coletivas como proposta a ser problematizada a partir do elemento com o qual o leitor estabelece um grau de intimidade ou identificação, a saber, a personagem de ficção.
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Ano: 2010 Banca: UEAP Órgão: UEAP Prova: UEAP - 2010 - UEAP - Vestibular - Prova 1 |
Q1274616 Literatura
Sobre o texto O Faz-Pé, de Rui Guilherme, é correto afirmar:
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Ano: 2010 Banca: UEAP Órgão: UEAP Prova: UEAP - 2010 - UEAP - Vestibular - Prova 1 |
Q1274612 Literatura
Analise as afirmações sobre a obra Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago e, posteriormente, assinale a alternativa correta.

I- Tem como cenário principal o sertão, onde os migrantes lutam contra o sistema latifundiário que os oprime.
II- Os personagens apresentados na narrativa não têm nomes, suas identidades são marcadas por seus sentimentos e suas atitudes.
III- Faz crítica aos valores sociais e da sociedade urbana em transformação, tanto do ponto de vista moral quanto material.
IV- A narrativa é predominantemente alinear, ou seja, pode ir ao passado e ao futuro, sem obedecer à ordem do tempo cronológico.
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Ano: 2010 Banca: COPESE - IF-TM Órgão: IF-TM Prova: COPESE - IF-TM - 2010 - IF-TM - Vestibular - Prova 1 |
Q1271982 Literatura

Assinale com V(verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir, relacionadas à obra Noite na Taverna, de Álvares Azevedo.

( ) As citações filosóficas confirmam a temática oposicionista do livro ao abordar: imortalidade da alma x mortalidade da alma; a afirmação do prazer x negação do prazer; a existência de Deus x a inexistência de Deus.

( ) O tema, no segundo capítulo, é a necrofilia, a morte, a catalepsia e o amor obsessivo. Contudo, a necrofilia pretendida por Bertran não se concretiza, uma vez que a defunta acorda durante o coito.

( ) De acordo com Bertran, no terceiro capítulo, em que Satã mostra o mundo a Cristo, e oferece-o a Ele, Bertran o ironiza por decepcionar-se com o mundo ao verificar que este é árido e amargo diante da fome e da sede.

( ) Através do personagem Gennaro, considerado o mais normal de todos os amigos na taverna, a temática abordada no quarto capítulo é o desencontro, a ingratidão, o aborto, o adultério, o sonambulismo, o amor obsessivo, o suicídio e o arrependimento.

( ) A perversão sexual e o amor obsessivo de Arnold permeiam o quinto capítulo, no qual ele propõe a Eleonora a fuga e ou a morte. Eles fogem, porém o Duque Maffio a encontra só, e quando Arnold , que saíra, retorna ao quarto, encontra-os ensopados de sangue no recanto escuro da alcova. ( ) Johann, no sexto capítulo, comete fratricídio e o incesto, contudo, pratica-os sem saber quem era o seu algoz e sua amante.

( ) Pode-se concluir que, na obra, o homem não passa de uma fera, o qual justifica intelectualmente sua conduta, com argumentos tanto filosóficos quanto literários, os quais remetem o leitor ao romance fantástico, remetendo-o a questionamentos profundos sobre temas não muito comuns para discussão.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo é:

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Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271944 Literatura
Um ponto a se destacar em Vaqueiros e viscondes é a vida afetivo-sexual dos personagens, como o Visconde de Parnaíba, sobre quem podemos afirmar o seguinte.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271943 Literatura
Com Vaqueiros e viscondes, o escritor José Expedito de Carvalho Rêgo fala da realidade sócio-histórica-política do Piauí dos séculos XVIII e XIX. Sobre este romance, podemos afirmar o seguinte. 
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Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271942 Literatura
A peça Raimunda Pinto, sim senhor fala das peripécias da personagem que lhe dá título. Esta comédia compõe a tetralogia Raimunda, Raimunda, escrita por Francisco Pereira da Silva, para homenagear a atriz Fernanda Montenegro. Ainda sobre esta comédia é correto afirmar:
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Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271941 Literatura
Raimunda Pinto, sim senhor, de Francisco Pereira da Silva, se inscreve no universo temático que vamos encontrar em outras obras do autor: o êxodo rural, a dura realidade do sertanejo e a crítica de forte conotação social. No caso específico desta obra, é correto afirmar:
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Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271940 Literatura
O Roteiro sentimental e pitoresco de Teresina foi publicado em 1952. Nesta obra, H. Dobal cita Albert Camus para lembrar que “Um processo cômodo de se conhecer uma cidade é procurar como se trabalha nela, como se ama, como se morre”. Seguindo este raciocínio, podemos afirmar como correto o seguinte.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271938 Literatura
O Roteiro sentimental e pitoresco de Teresina, de H. Dobal, nos oferece um vasto e lírico painel do cotidiano da sua cidade natal: desde as ruas e os bairros, passando pelas Igrejas e escolas, até a descrição dos tipos populares. A propósito das praças de Teresina, qual é a observação feita pelo poeta que podemos acatar como correta?
Alternativas
Respostas
941: B
942: A
943: E
944: A
945: B
946: D
947: D
948: A
949: A
950: B
951: D
952: E
953: D
954: B
955: D
956: C
957: A
958: E
959: C
960: A