Questões de Vestibular Sobre história
Foram encontradas 6.075 questões
Leia o fragmento a seguir:
A introdução do cafeeiro no Brasil deveu-se a Francisco de Melo Palheta, que em 1727 trouxe para o Pará as primeiras sementes da planta. Utilizado no consumo doméstico, o café chegou ao Rio de Janeiro por volta de 1760, misturando-se aos pequenos cultivos de pomares e hortas dos arredores da capital da Colônia. Foi, porém, no extenso Vale do Rio Paraíba, atravessando uma parte do Rio e de São Paulo, que se reuniram as condições para sua primeira grande expansão em níveis comerciais. A área era conhecida e cortada por alguns caminhos e trilhas que, desde o tempo do apogeu da mineração, se dirigiam a Minas Gerais; aí existiam terra virgem disponível e clima favorável.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 10. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002, p. 186.
A respeito da economia cafeeira no Brasil durante o século XIX, é correto afirmar:
Leia o trecho a seguir:
Já nas vésperas do abolicionismo popular, a inundação de escravos na região de café do centro-sul causava uma preocupação generalizada nas principais zonas de grandes lavouras do Brasil. Nos fins dos anos 1870, alguns fazendeiros nordestinos, atribuindo à Lei Rio Branco a responsabilidade pela crescente escassez de trabalho na área e pela movimentação inter-regional de escravos, não consideravam mais a escravidão como a solução para seus contínuos problemas de trabalho. Sugeriram a atração de trabalhadores europeus livres com garantias de isenção do serviço militar e incentivos positivos, incluindo o investimento público em educação.
DRESCHER, Seymour. Abolição: uma história da escravidão e do antiescravismo. São Paulo: Editora da Unesp, 2011, p. 516.
Sobre o abolicionismo e a escravidão no Brasil durante o 2º Império, assinale a alternativa correta.
A Independência [...] concebeu a ideia de Império e preservou os interesses enraizados em torno do Paço do Rio de Janeiro. Também incluiu a criação de um Estado que centralizava a América portuguesa e conseguiu impedir a fragmentação do território, sobretudo em comparação com a experiência da América espanhola – trouxe ao Império a adesão das províncias, ainda que com o uso da força. Vitoriosa, a Independência manteve a escravidão e determinou a especificidade política do Estado que se formou no Brasil e de seu sistema de governo definido por uma monarquia constitucional representativa.
(Heloisa M. Starling e Antonia Pellegrino (orgs.).
Independência do Brasil: as mulheres estavam lá, 2022.)
Ao tratar da Independência do Brasil, o excerto destaca
Não é certo que a forma particular assumida entre nós pelo latifúndio agrário fosse uma espécie de manipulação original, fruto da vontade criadora um pouco arbitrária dos colonos portugueses. Surgiu, em grande parte, [...] ao sabor das conveniências da produção e do mercado. [...] Foi a circunstância de não se achar a Europa industrializada ao tempo dos descobrimentos, de modo que produzia gêneros agrícolas em quantidade suficiente para seu próprio consumo, só carecendo efetivamente de produtos naturais dos climas quentes, que tornou possível e fomentou a expansão desse sistema agrário.
É instrutivo, a propósito, o fato de o mesmo sistema, nas colônias inglesas da América do Norte, ter podido florescer apenas em regiões apropriadas às lavouras do tabaco, do arroz e do algodão.
(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil, 2006.)
Segundo o excerto, a produção agrária em grandes propriedades predominou na colonização do Brasil porque
Nenhuma região brasileira sentiu mais a chegada da Corte do que o Rio de Janeiro, sede do vice-reino desde 1763, escolhida para ser a capital provisória do Império luso-brasileiro. Para se ter uma ideia, a população cresceu de sessenta mil habitantes em 1808 para cento e doze mil em 1821, quando a família real regressou a Portugal.
MALERBA, Jurandir. O Brasil Imperial (1808-1889): Panorama da História do Brasil no século XIX. Maringá: Eduem, 1992, p. 9.
Na chegada da família real portuguesa no Brasil, muitas foram as transformações que marcaram a sociedade naquele momento. Assinale a alternativa que demonstra corretamente uma dessas mudanças.
[...] o anticomunismo tocava menos as convicções políticas e mais a moralidade e a religiosidade. A opinião conservadora via o regime político comandado pelos militares como garantia da defesa da ordem moral, por isso apoiava (e cobrava) ações como a censura dos meios de comunicação e a punição dos corruptos.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Passados presentes: o golpe de 1964 e a ditadura militar. Rio de Janeiro: Zahar, 2021, p. 154 (fragmento).
O excerto apresentado aborda a ditadura militar brasileira (1964-1985) e identifica o apoio
[...] Instauradas na sequência de processos de democratização e da emergência de movimentos feministas; e num quadro geral de aumento significativo da presença das mulheres no mercado de trabalho, todas estas Ditaduras reafirmaram no campo ideológico e político a apologia do "regresso ao lar", a glorificação da "maternidade" e de um certo modelo de "família" enquanto função primordial [...].
COVA, Anne; PINTO, António Costa. O salazarismo e as mulheres: uma abordagem comparativa. Penélope, Lisboa, Portugal, 17, 1997, 71-94 (fragmento).
Sobre o salazarismo, assinale a alternativa correta.
[...] as mesmas sociedades em que se predomina o discurso liberal vão se lançar, na segunda metade do século XIX, à construção de grandes impérios coloniais.
FERRO, Marc. A colonização explicada a todos. São Paulo: Ed. UNESP, 2017. p. 57 (fragmento).
Sobre o neocolonialismo europeu, observado entre os séculos XIX e XX em relação ao continente africano, é correto afirmar que
[...] os discursos relativos aos indígenas passam necessariamente pela polaridade proteção versus extermínio. Não importa a que período histórico, região ou etnia o narrador esteja se referindo, sempre todos os personagens, leis e eventos que surgem no relato devem ser agrupados em função da condição de protetores ou de predadores de índios.
OLIVEIRA, João Pacheco de. O nascimento do Brasil e outros ensaios. “Pacificação”, regime tutelar e formação de alteridades. Rio de Janeiro: Contracapa, 2016.
p. 67 (fragmento).
Sobre as narrativas históricas que abordam as relações entre indígenas e colonizadores no Brasil, marcadas pela dualidade descrita no texto dado, é correto afirmar que
ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. 2 ed. São Paulo: Boitempo, 2009, p. 55.
A partir do surgimento da grande indústria moderna, o capitalismo mundial passou por várias etapas e diversas transformações produtivas, as quais, no século XX, estiveram relacionadas a princípios e modelos organizacionais, como “taylorismo”, “fordismo” e “toyotismo”. Sobre o desenvolvimento da grande indústria e as transformações na estrutura produtiva durante o século XX, assinale a alternativa correta.
BERTONHA, João Fábio. A Primeira Guerra Mundial: o Conflito que mudou o mundo (1914-1918). Maringá: Eduem, 2011. p. 9.
A Primeira Guerra Mundial, travada entre 1914 e 1918, envolveu as principais potências políticas, econômicas e militares da época. Sobre esse conflito, assinale a alternativa correta.
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Cia das Letras, 2015. p. 374.
Entre 1937 e 1945, o Brasil foi governado ditatorialmente por Getúlio Vargas. Tal período ficou conhecido como Estado Novo. Sobre a política trabalhista desse período, assinale a alternativa correta.
ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Editora Jandaíra, 2020, p. 25-26.
O texto reflete sobre a construção das noções de “homem” e de “raça” na modernidade. Nesse contexto, o Iluminismo
(EVANS, Richard J. O Terceiro Reich no Poder. Editora Planeta do Brasil, São Paulo, 2011).
Algumas das decisões tomadas pelos nazistas ao chegar ao poder visavam preparar a Alemanha para a guerra. Considerando os primeiros anos do governo nazista, assinale a proposição FALSA.
(Simon Sebag Montefiore. Os Romanovs – 1613-1918. São Paulo, Cia das Letras, 2018.)
Sobre a Rússia Imperial, é correto afirmar que