Questões de Vestibular
Sobre história do brasil em história
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Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, considerando a história do Brasil Império e, mais especificamente, os anos do chamado Período Regencial.
( ) Os anos da regência foram caracterizados por um processo de pacificação interna do império, com exceção de algumas importantes revoltas provocadas por elites regionais.
( ) O Ato Adicional, aprovado em 1834, dividiu constitucionalmente as competências do governo central e dos governos das províncias, conferindo-lhes maior autonomia. ( ) A guerra dos farrapos, que eclodiu durante a regência, é o exemplo de uma revolta liderada por uma elite regional, ainda que tenha contado com a participação de livres, pobres e escravizados.
( ) O período regencial teve fim com a coroação de D. Pedro II, quando ele atingiu a maioridade civil, aos 21 anos, conforme estabelecido pelas Ordenações Filipinas.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Considere as afirmações abaixo, sobre o início do processo de colonização do Brasil por Portugal.
I - O objetivo da colonização estava relacionado à expansão econômica portuguesa, buscando benefícios econômicos para a Coroa e comerciantes.
II - O período inicial da colonização portuguesa foi caracterizado pelo deslocamento de famílias, com o objetivo de promover o povoamento e o desenvolvimento de uma pequena e média agricultura familiar.
III - O tráfico de escravizados foi instituído tendo como motivação o fato de representar um comércio rentável e lucrativo.
Quais estão corretas?
Considere o texto abaixo.
De volta ao sol
O manto tupinambá ganho comprado furtado, quem saberá?
– sabemos, é um ninho preso às paredes de outro continente.
Depois de séculos, apesar do vidro que lhes tira o oxigênio,
o vermelho sangue do guará e o azul oceano da araruna
segredam algo que excede o museu nacional de Copenhague.
Todo algodão e envira, o manto tem a dimensão da mata
– vale pagar o ingresso para ver o vidro, jamais o espírito
que incendeia o egoísmo do alarme? O manto rol de esferas
arde de tanta memória. Seu lugar não é aqui, será, quem sabe?
No limo que molda todos os corpos. Imagine se insuflado no ar
rarefeito o manto se abrisse. Que tese posta à mesa explicaria
os mortos, vivos enfim, em resposta ao rapto das almas?
O manto quer voar para casa. A morte de seus filhos torna
inútil sua permanência. É preciso que ele se perca
para acusar os assassinos. Ante essa inominável memória
algo será reiniciado – a raiz do que já não é árvore, mas
frutifica – o rugido do que não é onça, mas afia as garras –
a umidade do que não é chuva, mas afoga a mão criminosa.
Exilado num continente onde avós, para irem ao cinema,
colam os netos à sombra, o manto reflete sua natureza – ágil
urna em território de neve. Ao redor do vidro, línguas tecem
em silêncio por respeito ou desprezo, não sei – sabemos.
Entre aqueles que fiaram o manto, um canto se alonga
alheio ao seu sequestro. Sobre a terra desolada um pássaro
voa. Num filme etnográfico chama os culpados pelo nome.
Haverá, diante disso, ossos suficientes para serem atirados
contra o vidro? O manto tupinambá é um ninho na escuridão
do mundo – respira num oceano de espelhos a sua ira.
PEREIRA, E. A. De volta ao sol: o manto tupinambá é um ninho na escuridão do mundo. Piauí, ed.157, outubro de 2019.
Disponível em: <https://piaui.folha.uol.com.br/materia/o-manto-tupinamba-e-um-ninho-na-escuridao-domundo/#:~:text=oculta%20os%20cadáveres.,suas%20mãos%20esculpem%20a%20pélvis>. Acesso em: 15 ago. 2024.
O texto acima faz menção à espiritualidade dos povos originários a partir do manto tupinambá que, do século XVII ao século XXI, ficou sob posse dinamarquesa. O manto foi devolvido ao Brasil apenas em 2024.
A partir desse caso e dos conhecimentos sobre a colonização europeia e a espiritualidade dos povos originários naquele período, assinale a alternativa correta.
(https://memoria.ebc.com.br.)
Essa campanha
Analise a charge, que retrata o presidente Rodrigues Alves sancionando a Lei da Vacina Obrigatória em 1904 no Rio de Janeiro.

(Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. 1904 — Revolta da Vacina. A maior batalha do Rio, 2006.)
Essa lei desencadeou
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado.)
Com base no excerto, a Cabanagem
(https://jornalvozdolitoral.com)
A relação entre o líder Zumbi e o Dia da Consciência Negra justifica-se porque o Quilombo dos Palmares
(Stuart Schwartz. “O Nordeste açucareiro no Brasil colonial”. In: João Luís R. Fragoso e Maria de Fátima Gouvêa. O Brasil Colonial, 2018.)
O excerto relaciona os engenhos de açúcar do período colonial à
(José Rivair Macedo. História da África, 2015.)
O excerto apresenta alguns aspectos das “organizações sociais escravistas” do século XV ao XIX. Um desses aspectos apresentados refere-se
De acordo com o excerto, o projeto de valorização econômica da Amazônia
O “Diretório dos Índios”, a fim de cumprir os objetivos referidos no excerto, propunha
Na região norte do Brasil colonial, citada no excerto, a produção baseou-se, principalmente,
(https://gabrielzago.wordpress.com.)
No contexto da Primeira República brasileira, a charge retrata
Com base nesse cenário, assinale a alternativa CORRETA.
Com base nesses acontecimentos, assinale a alternativa CORRETA.
Leia a poesia abaixo, de autoria da escritora indígena, Eliane Potiguara.
Brasil
Que fao com a minha cara de índia?
E meus cabelos
E minhas rugas
E minha história
E meus segredos?
Que fao com a minha cara de índia?
E meus espíritos
E minha força
E meu tupã
E meus círculos?
(...)Que faço com a minha cara de índia?
E meu sangue
E minha consciência
E minha luta
E nossos filhos
Brasil, o que faço com a minha cara de índia?
Não sou violência
Ou estupro
Eu sou história
Eu sou cunhã
Barriga brasileira
(...) Ventre que gerou
O povo brasileiro
Hoje está só...
A barriga da mãe fecunda
E os cânticos que outrora cantavam
Hoje são gritos de guerra
Contra o massacre imundo.
Fonte: POTIGUARA, Eliane. Metade Cara, Metade Máscara. 3ª ed. Rio de Janeiro, Grumin Edições, 2018.
Observe a tabela abaixo para responder a questão.

Disponível em: https://www.scielo.br/j/topoi/a/q4JLZ8GD6tXTdJR5CY7gzhz/?format=pdf&lang=pt. Acesso em 17 jun. 2024 (Adaptado)
Observe a tabela acima.
Esses dados podem ser explicados pelo conceito de “diáspora africana” pelo qual se entende o tráfico forçado de indivíduos das áreas de relações comerciais e alvos da expansão colonial dos europeus em diferentes regiões geográficas do continente africano enviados para o Novo Mundo.
Tomando como referência a tabela, assinale a alternativa CORRETA:
Leia o texto:
"A esquadra composta de oito naus, três fragatas, dois brigues, uma escuna de guerra, uma charrua de mantimentos e mais de vinte navios mercantes da marinha lusitana foi pequena para alojar 15 mil almas, embarcadas portando o que puderam carregar de seus bens materiais, tanto públicos quanto particulares, levados a bordo "sem despacho, nem revista" , tudo avaliado depois em cerca de 80 milhões de cruzados. Após os atropelos de um embarque organizado em algumas poucas horas, ganhava a esquadra a foz do Tejo (...) que mudaria a história de Portugal e do Brasil".
MALERBA, Jurandir. A Corte no Exílio. Civilização e poder no Brasil às vésperas da Independência ( 1808 a 1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p.20.
Luís Gama, o ex-escravo que se tornou advogado
Luís Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 1830, em Salvador, lho de mãe africana livre e pai branco de origem portuguesa. Quando o menino tinha quatro anos, sua mãe, Luísa, teria participado da revolta dos Malês, na Bahia, pelo m da escravidão.
Adelina, a charuteira que atuava como 'espiã'
Filha bastarda e escrava do próprio pai, Adelina passou a vender charutos que ele produzia nas ruas e estabelecimentos comerciais de São Luís (MA). (...) Adelina enviava à associação Clube dos Mortos - que escondia escravos e promovia sua fuga - informações que conseguia sobre ações policiais e estratégias dos escravistas.
Dragão do Mar, o jangadeiro que se recusou a transportar escravos para os navios
O jangadeiro e prático (condutor de embarcações) Francisco José do Nascimento (1839-1914), um homem pardo conhecido como Dragão do Mar, foi membro do Movimento Abolicionista Cearense, um dos principais da província, a primeira do Brasil a abolir a escravidão.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44091469 Acesso em: 20 jun.2024.