Questões de Vestibular Sobre o sujeito moderno em filosofia

Foram encontradas 198 questões

Ano: 2013 Banca: UFBA Órgão: UFBA Prova: UFBA - 2013 - UFBA - Vestibular de Filosofia |
Q527688 Filosofia
Marque C, se a proposição é certo;  E, se a proposição é errado.


Tomás de Aquino considerava a crença na existência de Deus uma matéria de fé, não podendo ser provada racionalmente.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: UFBA Órgão: UFBA Prova: UFBA - 2013 - UFBA - Vestibular de Filosofia |
Q527687 Filosofia
Marque C, se a proposição é certo;  E, se a proposição é errado.

Tomás de Aquino rejeitou vários princípios do Aristotelismo, como a Doutrina das Quatro Causas, o Hilemorfismo e a Doutrina das Categorias.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: UFBA Órgão: UFBA Prova: UFBA - 2013 - UFBA - Vestibular de Filosofia |
Q527686 Filosofia
Marque C, se a proposição é certo;  E, se a proposição é errado.


Para Tomás de Aquino, o conteúdo da Fé Cristã está acima da razão humana, portanto fé e razão estão sempre em contradição.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2012 - UEM - Vestibular - PAS - Etapa 3 - Filosofia |
Q1367835 Filosofia
Considere o seguinte texto do filósofo francês René Descartes (1596-1650): “Deleitava-me principalmente com as matemáticas, devido à certeza e à evidência de suas razões; mas ainda não percebia sua verdadeira aplicação, e, julgando que só serviam às artes mecânicas, espantava-me de que, sendo seus fundamentos tão seguros e sólidos, não se houvesse construído sobre eles nada de mais elevado” (Discurso do Método. In: Descartes, Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 2004, p.40). A respeito de Descartes e de suas contribuições para a filosofia e as ciências, assinale o que for correto
Similarmente ao que ocorre nas matemáticas, Descartes pretendeu construir um sistema filosófico a partir de poucos princípios que fundamentassem as demais verdades desse sistema.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2012 - UEM - Vestibular - PAS - Etapa 3 - Filosofia |
Q1367833 Filosofia
Considere o seguinte texto do filósofo francês René Descartes (1596-1650): “Deleitava-me principalmente com as matemáticas, devido à certeza e à evidência de suas razões; mas ainda não percebia sua verdadeira aplicação, e, julgando que só serviam às artes mecânicas, espantava-me de que, sendo seus fundamentos tão seguros e sólidos, não se houvesse construído sobre eles nada de mais elevado” (Discurso do Método. In: Descartes, Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 2004, p.40). A respeito de Descartes e de suas contribuições para a filosofia e as ciências, assinale o que for correto
O método cartesiano permite dispensar a certeza e a evidência dos princípios que fundamentam um conhecimento em favor de uma justificação empírica desse mesmo conhecimento.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2012 - UEM - Vestibular - PAS - Etapa 3 - Filosofia |
Q1367832 Filosofia
Considere o seguinte texto do filósofo francês René Descartes (1596-1650): “Deleitava-me principalmente com as matemáticas, devido à certeza e à evidência de suas razões; mas ainda não percebia sua verdadeira aplicação, e, julgando que só serviam às artes mecânicas, espantava-me de que, sendo seus fundamentos tão seguros e sólidos, não se houvesse construído sobre eles nada de mais elevado” (Discurso do Método. In: Descartes, Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 2004, p.40). A respeito de Descartes e de suas contribuições para a filosofia e as ciências, assinale o que for correto
Descartes se deleitava com as matemáticas devido ao fato de a experiência e os dados vindos dos sentidos fornecerem elementos para a construção dos princípios inaugurais dessas ciências.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2012 - UEM - Vestibular - PAS - Etapa 3 - Filosofia |
Q1367831 Filosofia
Considere o seguinte texto do filósofo francês René Descartes (1596-1650): “Deleitava-me principalmente com as matemáticas, devido à certeza e à evidência de suas razões; mas ainda não percebia sua verdadeira aplicação, e, julgando que só serviam às artes mecânicas, espantava-me de que, sendo seus fundamentos tão seguros e sólidos, não se houvesse construído sobre eles nada de mais elevado” (Discurso do Método. In: Descartes, Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 2004, p.40). A respeito de Descartes e de suas contribuições para a filosofia e as ciências, assinale o que for correto
Descartes não apenas apresentou interesse filosófico nas matemáticas e nas ciências correlatas, mas também contribuiu para o progresso delas, desenvolvendo, por exemplo, a Geometria Analítica e a Óptica.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2012 - UEM - Vestibular - PAS - Etapa 3 - Filosofia |
Q1367827 Filosofia
A Fenomenologia é uma tradição filosófica, nascida no século XX, que se caracterizou por sua abordagem crítica dos problemas clássicos do conhecimento. O filósofo francês Maurice MerleauPonty, expoente da Fenomenologia, afirma que “[...] desde o fim do século XIX, os cientistas se habituaram a considerar suas leis e teorias não mais como a imagem exata do que se passa na Natureza, mas como esquemas sempre mais simples que o evento natural, destinados a ser corrigidos por uma pesquisa mais precisa, em uma palavra, como conhecimentos aproximados. [...] O concreto, o sensível indicam para a ciência a tarefa de uma elucidação interminável, e resulta disso que não se pode considerá-lo, à maneira clássica, como uma simples aparência destinada a ser superada pela inteligência científica.” (MERLEAU-PONTY, M. Primeira conversa: o mundo percebido e o mundo da ciência. In: MARÇAL, J. (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009, p. 501). Sobre a fenomenologia e sua crítica à filosofia moderna, assinale o que for correto
A Fenomenologia pretende superar a distinção clássica entre um mundo real, sensível, e um mundo ideal, inteligível.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2012 - UEM - Vestibular - PAS - Etapa 3 - Filosofia |
Q1367826 Filosofia
A Fenomenologia é uma tradição filosófica, nascida no século XX, que se caracterizou por sua abordagem crítica dos problemas clássicos do conhecimento. O filósofo francês Maurice MerleauPonty, expoente da Fenomenologia, afirma que “[...] desde o fim do século XIX, os cientistas se habituaram a considerar suas leis e teorias não mais como a imagem exata do que se passa na Natureza, mas como esquemas sempre mais simples que o evento natural, destinados a ser corrigidos por uma pesquisa mais precisa, em uma palavra, como conhecimentos aproximados. [...] O concreto, o sensível indicam para a ciência a tarefa de uma elucidação interminável, e resulta disso que não se pode considerá-lo, à maneira clássica, como uma simples aparência destinada a ser superada pela inteligência científica.” (MERLEAU-PONTY, M. Primeira conversa: o mundo percebido e o mundo da ciência. In: MARÇAL, J. (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009, p. 501). Sobre a fenomenologia e sua crítica à filosofia moderna, assinale o que for correto
Segundo a abordagem fenomenológica, a inteligência científica não é capaz de apreender a realidade.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2012 - UEM - Vestibular - PAS - Etapa 3 - Filosofia |
Q1367812 Filosofia
Segundo o filósofo francês Luc Ferry (1951), “O nascimento da estética como disciplina filosófica está indissoluvelmente ligado à mutação radical que intervém na representação do belo quando este é pensado em termos de gosto, portanto, a partir do que no homem irá logo aparecer como a essência mesma da subjetividade, como o mais subjetivo do sujeito. Com o conceito de gosto, efetivamente, o belo é ligado tão intimamente à subjetividade humana que se define, no limite, pelo prazer que proporciona, pelas sensações ou pelos sentimentos que suscita em nós [...]. Com o nascimento do gosto, a antiga filosofia da arte deve, portanto, ceder lugar a uma teoria da sensibilidade.” (FERRY, L. Homo aestheticus – a invenção do gosto na era democrática. In: CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2011, p. 350). A respeito das noções de Estética e Filosofia da Arte, assinale o que for correto
Segundo Immanuel Kant (1724-1804), embora a experiência estética seja individual e particular, ela também possui, ao mesmo tempo, caráter universal, pois a beleza é uma ideia da razão, tal como as ideias de liberdade e de imortalidade da alma.
Alternativas
Q1366994 Filosofia
Parte do prestígio de que goza a ciência nos dias atuais explica-se pelo método de investigação do qual ela lança mão. Explorando aspectos desse método, um filósofo da ciência contemporânea afirma: “o preceito de que os dados devem ser reunidos sem a guia de uma hipótese preliminar sobre as conexões entre os fatos em estudo é autodestruidor e, certamente, não é seguido na investigação científica. Ao contrário, é necessário tentar hipóteses que deem uma direção à investigação científica. Essas hipóteses é que determinam, entre outras coisas, quais dados devem ser coligidos a um certo momento da investigação” (HEMPEL, C. G. Filosofia da Ciência Natural. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1974, p. 25). Com base nas teses defendidas no texto acima e no método de investigação da ciência, assinale o que for correto
Embora exija do cientista domínio e familiaridade com o problema investigado, a criação de uma nova hipótese requer considerável grau de inventividade.
Alternativas
Q1364112 Filosofia
Em Investigação acerca do Entendimento Humano, o filósofo escocês David Hume (1711-1776) afirma que nosso pensamento “está realmente confinado dentro de limites muito reduzidos e que todo poder criador do espírito não ultrapassa a faculdade de combinar, de transpor, aumentar ou de diminuir os materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência” (Hume. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2004, p. 36). Com a descrição “materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência”, Hume refere-se a nossas percepções. Estas são, para ele, de dois tipos: as impressões, percepções primeiras, originadas por meio dos sentidos; e as ideias, percepções derivadas, cópias das impressões. A respeito do pensamento de Hume, assinale o que for correto
O hábito, sendo para Hume uma capacidade do espírito humano de associar ideias, é uma fonte de percepções.
Alternativas
Q1364111 Filosofia
Em Investigação acerca do Entendimento Humano, o filósofo escocês David Hume (1711-1776) afirma que nosso pensamento “está realmente confinado dentro de limites muito reduzidos e que todo poder criador do espírito não ultrapassa a faculdade de combinar, de transpor, aumentar ou de diminuir os materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência” (Hume. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2004, p. 36). Com a descrição “materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência”, Hume refere-se a nossas percepções. Estas são, para ele, de dois tipos: as impressões, percepções primeiras, originadas por meio dos sentidos; e as ideias, percepções derivadas, cópias das impressões. A respeito do pensamento de Hume, assinale o que for correto
Segundo Hume, pensamentos sobre seres fictícios, como sereias e mulas-sem-cabeça, são inatos.
Alternativas
Q1364110 Filosofia
Em Investigação acerca do Entendimento Humano, o filósofo escocês David Hume (1711-1776) afirma que nosso pensamento “está realmente confinado dentro de limites muito reduzidos e que todo poder criador do espírito não ultrapassa a faculdade de combinar, de transpor, aumentar ou de diminuir os materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência” (Hume. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2004, p. 36). Com a descrição “materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência”, Hume refere-se a nossas percepções. Estas são, para ele, de dois tipos: as impressões, percepções primeiras, originadas por meio dos sentidos; e as ideias, percepções derivadas, cópias das impressões. A respeito do pensamento de Hume, assinale o que for correto
A capacidade humana de imaginar, embora produza objetos que não existem no mundo, requer a capacidade de ter percepções.
Alternativas
Q1364109 Filosofia
Em Investigação acerca do Entendimento Humano, o filósofo escocês David Hume (1711-1776) afirma que nosso pensamento “está realmente confinado dentro de limites muito reduzidos e que todo poder criador do espírito não ultrapassa a faculdade de combinar, de transpor, aumentar ou de diminuir os materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência” (Hume. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2004, p. 36). Com a descrição “materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência”, Hume refere-se a nossas percepções. Estas são, para ele, de dois tipos: as impressões, percepções primeiras, originadas por meio dos sentidos; e as ideias, percepções derivadas, cópias das impressões. A respeito do pensamento de Hume, assinale o que for correto
Hume defende que as relações entre as ideias, como a relação de causalidade, não podem ser observadas. Por isso, não há coisas externas ao pensamento que correspondam a tais relações.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2012 - UNB - Vestibular - 1º Dia |
Q252789 Filosofia

       A dúvida pode significar o fim de uma fé, ou pode significar o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em excesso, paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual, proporciona um dos poucos prazeres puros, mas, como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento.
       O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé, uma certeza.A fé é, pois, o estado primordial do espírito. O espírito “ingênuo” e “inocente” crê. Essa ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade, a fé original, não passam de nostalgias frustradas em busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas originais postas em dúvida nunca mais serão certezas autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada, produzirá novas certezas, mais refinadas e sofisticadas, mas essas certezas novas não serão autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida que lhes serviu de parteira.
       A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge, portanto, a pergunta: “por que duvido?” Essa pergunta é mais fundamental do que a outra: “de que duvido?” Trata-se, portanto, do último passo do método cartesiano: duvidar da dúvida — duvidar da autenticidade da dúvida. A pergunta “por que duvido?” engendra outra: “duvido mesmo?”
       Descartes, e com ele todo o pensamento moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a dúvida como indubitável
Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens de 110 a 118, assinale a opção correta no item 119, que é do tipo C, e faça o que se pede no item 120, que é do tipo D.
Com relação às diversas formas de conhecimento, é correto afirmar que

Alternativas
Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2012 - UNB - Vestibular - 1º Dia |
Q252784 Filosofia

       A dúvida pode significar o fim de uma fé, ou pode significar o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em excesso, paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual, proporciona um dos poucos prazeres puros, mas, como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento.
       O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé, uma certeza.A fé é, pois, o estado primordial do espírito. O espírito “ingênuo” e “inocente” crê. Essa ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade, a fé original, não passam de nostalgias frustradas em busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas originais postas em dúvida nunca mais serão certezas autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada, produzirá novas certezas, mais refinadas e sofisticadas, mas essas certezas novas não serão autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida que lhes serviu de parteira.
       A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge, portanto, a pergunta: “por que duvido?” Essa pergunta é mais fundamental do que a outra: “de que duvido?” Trata-se, portanto, do último passo do método cartesiano: duvidar da dúvida — duvidar da autenticidade da dúvida. A pergunta “por que duvido?” engendra outra: “duvido mesmo?”
       Descartes, e com ele todo o pensamento moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a dúvida como indubitável
Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens de 110 a 118, assinale a opção correta no item 119, que é do tipo C, e faça o que se pede no item 120, que é do tipo D.
Para o autor, a modernidade não levou às últimas consequências uma das atitudes que melhor a define: a de duvidar.

Alternativas
Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2012 - UNB - Vestibular - 1º Dia |
Q252782 Filosofia

       A dúvida pode significar o fim de uma fé, ou pode significar o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em excesso, paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual, proporciona um dos poucos prazeres puros, mas, como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento.
       O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé, uma certeza.A fé é, pois, o estado primordial do espírito. O espírito “ingênuo” e “inocente” crê. Essa ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade, a fé original, não passam de nostalgias frustradas em busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas originais postas em dúvida nunca mais serão certezas autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada, produzirá novas certezas, mais refinadas e sofisticadas, mas essas certezas novas não serão autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida que lhes serviu de parteira.
       A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge, portanto, a pergunta: “por que duvido?” Essa pergunta é mais fundamental do que a outra: “de que duvido?” Trata-se, portanto, do último passo do método cartesiano: duvidar da dúvida — duvidar da autenticidade da dúvida. A pergunta “por que duvido?” engendra outra: “duvido mesmo?”
       Descartes, e com ele todo o pensamento moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a dúvida como indubitável
Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens de 110 a 118, assinale a opção correta no item 119, que é do tipo C, e faça o que se pede no item 120, que é do tipo D.
Aplicada ao discurso cartesiano, a dúvida acerca da dúvida o invalidaria.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2012 - UNB - Vestibular - 1º Dia |
Q252781 Filosofia

       A dúvida pode significar o fim de uma fé, ou pode significar o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em excesso, paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual, proporciona um dos poucos prazeres puros, mas, como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento.
       O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé, uma certeza.A fé é, pois, o estado primordial do espírito. O espírito “ingênuo” e “inocente” crê. Essa ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade, a fé original, não passam de nostalgias frustradas em busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas originais postas em dúvida nunca mais serão certezas autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada, produzirá novas certezas, mais refinadas e sofisticadas, mas essas certezas novas não serão autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida que lhes serviu de parteira.
       A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge, portanto, a pergunta: “por que duvido?” Essa pergunta é mais fundamental do que a outra: “de que duvido?” Trata-se, portanto, do último passo do método cartesiano: duvidar da dúvida — duvidar da autenticidade da dúvida. A pergunta “por que duvido?” engendra outra: “duvido mesmo?”
       Descartes, e com ele todo o pensamento moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a dúvida como indubitável
Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens de 110 a 118, assinale a opção correta no item 119, que é do tipo C, e faça o que se pede no item 120, que é do tipo D.
No âmbito de uma ciência empírica, como a física, elimina-se a dúvida quando se evidenciam, por meio de verificação experimental, as relações existentes entre os componentes de um fenômeno natural.

Alternativas
Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2012 - UNB - Vestibular - 1º Dia |
Q252780 Filosofia

       A dúvida pode significar o fim de uma fé, ou pode significar o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em excesso, paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual, proporciona um dos poucos prazeres puros, mas, como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento.
       O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé, uma certeza.A fé é, pois, o estado primordial do espírito. O espírito “ingênuo” e “inocente” crê. Essa ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade, a fé original, não passam de nostalgias frustradas em busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas originais postas em dúvida nunca mais serão certezas autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada, produzirá novas certezas, mais refinadas e sofisticadas, mas essas certezas novas não serão autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida que lhes serviu de parteira.
       A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge, portanto, a pergunta: “por que duvido?” Essa pergunta é mais fundamental do que a outra: “de que duvido?” Trata-se, portanto, do último passo do método cartesiano: duvidar da dúvida — duvidar da autenticidade da dúvida. A pergunta “por que duvido?” engendra outra: “duvido mesmo?”
       Descartes, e com ele todo o pensamento moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a dúvida como indubitável
Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens de 110 a 118, assinale a opção correta no item 119, que é do tipo C, e faça o que se pede no item 120, que é do tipo D.
Na Idade Média, a despeito de o ato de duvidar ter sido considerado inapropriado por diversos teólogos, o exercício da dúvida a respeito de questões de filosofia natural resultou no desenvolvimento de importantes conceitos.

Alternativas
Respostas
121: E
122: E
123: E
124: C
125: E
126: E
127: C
128: C
129: E
130: C
131: C
132: E
133: E
134: C
135: C
136: D
137: C
138: C
139: E
140: C