Questões de Vestibular
Sobre o sujeito moderno em filosofia
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Considerando os filósofos por ele estudados, assinale com V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso, o que se afirma a seguir:
( ) O pensamento acerca das estratégias de poder disciplinar, assujeitamento e docilização dos corpos faz parte do leque conceitual do filósofo Michel Foucault. ( ) Nietzsche é um dos pontos de inflexão na passagem do pensamento moderno ao da contemporaneidade, por suas críticas às noções de sujeito, consciência e moral.
( ) Nietzsche e Foucault têm em comum a tese de que os poderes são múltiplos, que se opõem, se chocam e se relacionam, não existindo apenas um centro de poder. ( ) Nietszche e Foucault, apesar das divergências entre suas filosofias, convergem no sentido de uma retomada e reaproximação do pensamento dialético hegeliano.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Bacon, F. Novum organum, Livro I, Aforismo I. Trad. brs. José Aluysio Reis de Andrade. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
Nessa passagem, o filósofo Francis Bacon, considerado o fundador do empirismo, defende
Gagnebin, J. M. Walter Benjamin na era da reprodutibilidade técnica. In: Folha de São Paulo, em 07/10/2012. Disponível em: https://m.folha.uol.com.br/ilustrissima/2012/10/1164782wa lter-benjamin-na-era-da-reprodutibilidade-tecnica.shtml.
Sobre o conceito benjaminiano de reprodutibilidade técnica, é correto afirmar que
Considerando a relação entre linguagem e realidade, é CORRETO afirmar que
Observe o cartoon e leia o texto a seguir:
Causa espanto que, recentemente, tenha ocorrido discussões a respeito da forma do planeta Terra. Esse espanto se deve ao fato de que, há muito tempo, já conhecemos a forma esférica do nosso planeta. Tal conhecimento se deve a observações astronômicas, cálculos matemáticos, experimentos dentro e fora de laboratórios, entre outros procedimentos.
Existe uma forma de conhecimento que se vale desses procedimentos para comprovar a veracidade
de fenômenos físicos. Estamos tratando da/o
É relativamente consensual que uma era biotecnológica se aproxima. Em um futuro cenário de desenvolvimento biotecnológico, que será instaurado com o progresso tecnológico no século XXI, alterar-se-á um dos mais tradicionais dilemas da moralidade. Em vez de enfrentarmos a questão de que atitudes e deveres morais temos para com os seres compreendidos atualmente como animais não humanos (por exemplo, gato, cachorro, cavalo etc.), a questão será que obrigações teremos com outro tipo de não humano, isto é, os chamados pós-humanos. A pós-humanidade seria alcançada por meio da aplicação de técnicas de manipulação, instrumentalização e artificialização da vida, do patrimônio biológico do humano. O humano, por iniciativa própria e com vistas ao melhoramento da sua natureza, deixaria de ser humano.
(Murilo Mariano Vilaça e Maria Clara Marques Dias. “Transumanismo e o futuro (pós-)humano”. Physis – Revista de Saúde Coletiva, 2014. Adaptado.)
Ao tratar de aspectos da bioética, o texto propõe uma reflexão sobre
De acordo com o texto, a alternativa que completa corretamente a lacuna é
Alguém apagou o vídeo em que mostra imagens de mulher nua
Arregou
Uma amiga comenta:
Todo covarde é arregão... Todo estuprador é covarde... logo, todo estuprador é arregão...
Observe que esse comentário constitui um argumento, com premissas e conclusão. Supondo que a palavra “covarde” tenha o mesmo significado nas duas premissas, a forma do argumento é
“Portanto, deve-se dizer que como a lei escrita não dá força ao direito natural, assim também não pode diminuir-lhe nem suprimir-lhe a força; pois, a vontade humana não pode mudar a natureza. Portanto, se a lei escrita contém algo contra o direito natural, é injusta e não tem força para obrigar. Pois, só há lugar para o direito positivo, quando, segundo o direito natural, é indiferente que se proceda de uma maneira ou de outra, como já foi explicado acima. Por isso, tais textos não hão de chamar leis, mas corrupções da lei, como já se disse. E portanto, não se deve julgar de acordo com elas.”
Tomás de Aquino, Suma Teológica, II, Questão 60, Art. 5.
Com base na passagem acima, é correto afirmar que
“[É] uma coisa bem notável que não haja homens [...] que não sejam capazes de arranjar em conjunto diversas palavras e de compô-las num discurso pelo qual façam entender seus pensamentos; [...] os homens que, tendo nascido surdos e mudos, são desprovidos dos órgãos que servem aos outros para falar, [...] costumam inventar eles próprios alguns sinais, pelos quais se fazem entender por quem, estando comumente com eles, disponha de lazer para aprender a sua língua.
”DESCARTES, R. Discurso do método, V.
A passagem acima informa sobre a relação entre pensamento e linguagem no racionalismo moderno. Sobre essa relação,pode-se afirmar corretamente que
“É o saber da história como possibilidade e não como determinação. O mundo não é. O mundo está sendo. Como subjetividade curiosa, inteligente, interferidora na objetividade com que dialeticamente me relaciono, meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre mas também o de que intervém como sujeito de ocorrências. Não sou apenas objeto da História mas seu sujeito igualmente. No mundo da História, da cultura, da política, constato não para me adaptar mas para mudar.”
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, p. 76-77.
O trecho acima apresenta uma visão acerca da história, que pode ser associada à concepção
Johannes Hessen afirma,sobre o empirismo e o racionalismo na modernidade, que “quem enxerga no pensamento humano, na razão, o único fundamento do conhecimento, está convencido da independência e especificidade psicológica do processo de pensamento. Por outro lado, quem fundamenta todo conhecimento na experiência negará independência, mesmo sob o aspecto psicológico, ao pensamento”.
HESSEN, J. Teoria do conhecimento.Trad. João Vergílio Gallerani Cuter. São Paulo: Martins Fontes, 2012, p. 48.
Relacione empirismo e racionalismo à descrição apresentada por Hessen e assinale a afirmação verdadeira.
Leia o fragmento a seguir.
“[...] O tédio não é um mal para desdenhar: que desespero faz transparecer no rosto! Faz com que os homens, que se amam tão pouco uns aos outros, se procurem com todo o entusiasmo; é a origem do instinto social. O Estado considerao como uma calamidade pública, e por prudência toma medidas para o combater.
Este flagelo, que não é menor que o seu extremo oposto, a fome, pode impelir os homens a todos os desvarios; o povo precisa panem et circenses. O rude sistema penitenciário de Filadélfia, fundado sobre o isolamento e a inatividade, faz do aborrecimento um instrumento de suplício tão terrível, que mais de um condenado tem recorrido ao suicídio para lhe fugir. Se a miséria é o aguilhão perpétuo para o povo, o tédio é-o igualmente para os ricos. Na vida civil, o domingo representa o aborrecimento, e os seis dias da semana a miséria [...]”.
(Fonte: SCHOPENHAUER, A. As dores do mundo. Disponível em http://abdet.com.br/site/wp-content/uploads/2015/01/Dores-doMundo.pdf. Acesso 06/08/2019)
Mediante o fragmento exposto acima e o caráter peculiar da filosofia de Arthur Schopenhauer (1788-1870), quanto à noção de homem e os elementos da vida humana, analise as seguintes asserções:
I) “Os homens tiveram que exprimir esta ideia de um modo singular: depois de haverem feito do inferno o lugar de todos os tormentos e de todos os sofrimentos, que ficou para o céu? justamente o aborrecimento”.
PORQUE
II) “A vida do homem oscila, como uma pêndula, entre a dor e o tédio, tais são na realidade os seus dois últimos elementos”.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.

“Como desejasse dedicar-me unicamente à pesquisa da verdade, achei melhor [...] rejeitar como absolutamente falso tudo aquilo em que pudesse imaginar a menor dúvida, e isso para verificar se restaria, depois, alguma coisa em minha crença que fosse inteiramente indubitável. Assim, sabendo que os nossos sentidos às vezes nos enganam, quis supor que não havia nada que correspondesse exatamente ao que nos fazem imaginar. Assim [...] repeli como falsas todas as razões que antes tomara por demonstrações. [...] Mas, logo depois, observei que, enquanto pretendia assim considerar como falso, era forçoso que eu, ao pensar, fosse alguma coisa. Notei, então, que a verdade penso, logo existo era tão sólida e tão certa que nem mesmo as mais extravagantes suposições dos céticos poderiam abalá-la”.
Fonte: DESCARTES, René. Discurso do método. São Paulo: Atena, s/d. p. 41-42.
Descartes dedicou-se a encontrar uma forma de conhecer e compreender o mundo em seu entorno. Assim, a partir
do texto, identifique o método adotado e proposto por ele:
VOLTAIRE, Cartas Inglesas. Carta XIV: Descartes e Sir Isaac Newton.
Na décima quarta das Cartas inglesas, Voltaire identifica o atraso francês diante da superioridade inglesa não apenas no campo do conhecimento científico, mas com relação às instituições que o produzem. Ao fim, Voltaire contrapõe o itinerário tortuoso de Descartes às estáveis condições produtivas de Newton a fim de aquilatar duas grandes figuras da filosofia natural na modernidade. Assinale a alternativa que expressa CORRETAMENTE o contraste entre as filosofias naturais de Descartes e de Newton.
Alguns filósofos podem ser considerados realistas e outros nominalistas, conforme o posicionamento de cada um.
Guilherme de Champeaux (1070 – 1121 d. C.) foi um filósofo e teólogo francês, professor na escola da catedral de Notre Dame, em Paris. Champeaux afirmava que “o universal é não somente real, mas também essencialmente idêntico na diversidade das coisas de que é atributo.”
A posição de Champeaux, em relação aos universais, é classificada como