Questões de Vestibular Sobre mundo do trabalho em sociologia

Foram encontradas 90 questões

Q4130251 Sociologia
Uma das consequências contemporâneas proporcionadas pela globalização do capitalismo financeiro é, para Bauman (1999), uma desconexão sem precedentes do poder econômico face a obrigações com os territórios onde fazem negócios, com empregados, com países periféricos, com as futuras gerações e com a autorreprodução das condições gerais de vida. O poder econômico-financista mundial agora, cada vez mais desarraigado de fronteiras e de legislações nacionais que o constranja, é capaz de se mudar de repente ou sem aviso, é livre para explorar e abandonar às consequências dessa desconexão radical.

BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.

Com base no exposto, é correto afirmar que, segundo Bauman,
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Q4115810 Sociologia
Analise a charge do cartunista Tjeerd Royaards, publicada na conta “Cartoon Movement”, no Instagram.
21.jpg (347×246)
(www.instagram.com, 05.03.2025. Adaptado.)
A crítica presente na charge remete
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946269 Sociologia
Em março de 2025, postagens em redes sociais digitais discutiram uma tendência verificada entre crianças e adolescentes de utilizar o termo “CLT” como uma ofensa. Na matéria “'Crianças demonizam CLT': carteira assinada vira ofensa entre os jovens”, de Camila Corsini para o UOL, há vários depoimentos em que crianças associam o emprego com CLT a menores rendimentos, à pobreza e ao fracasso profissional, em oposição a ocupações autônomas ou por conta própria, que seriam caminhos para a riqueza. Veja os gráficos com as estimativas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) do IBGE para a distribuição da ocupação por categoria e o rendimento médio mensal real habitual das pessoas para o trimestre compreendido entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025:


Imagem associada para resolução da questão


Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD-C). Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), maio de 2025. Adaptado.

A partir dos dados apresentados no gráfico, é correto afirmar que as associações realizadas por crianças e adolescentes com diferentes formas ocupacionais são fundadas em uma visão de que
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946265 Sociologia
Na obra Caminho de pedras, de 1937, a autora Rachel de Queiroz aborda os desafios da personagem Noemi em busca de sua liberdade política, social e sexual, em uma sociedade conservadora. O papel da mulher na sociedade e sua inserção no mercado de trabalho são temas atuais. Em março de 2025, o governo federal lançou um boletim que tem como objetivo analisar a inserção das mulheres no mercado de trabalho brasileiro. Um dos gráficos apresentados pelo boletim trata da taxa de participação na força de trabalho no Brasil, no 3º trimestre de cada ano, no período de 2012 a 2024.


Imagem associada para resolução da questão



Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua. Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao gráfico apresentado, é correto afirmar:
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Q3857502 Sociologia

Examine a charge do cartunista Adão Iturrusgarai.


Imagem associada para resolução da questão

A charge ironiza


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Q3857498 Sociologia
A norma oficial ditava que a mulher devia ser resguarda da em casa, ocupando-se dos afazeres domésticos, enquanto os homens asseguravam o sustento da família trabalhando no espaço da rua. Longe de retratar a realidade, tratava-se de um estereótipo calcado nos valores da elite colonial [...]. Com a industrialização, [as mulheres] chegaram, junto com as crianças, a compor mais da metade da força de trabalho em certas indústrias, notadamente nas de tecidos. As estatísticas sobre o Rio Grande do Sul em 1900 mostram que cerca de 42% da população economicamente ativa era feminina [...]. No censo de 1920 [...], ainda 49,4% da população economicamente ativa (PEA) do estado e 50,8% da PEA em Porto Alegre constavam como feminina. Na indústria, as mulheres ocupavam 28,4% das vagas no estado, e 29,95% na capital.

(Cláudia Fonseca. “Ser mulher, mãe e pobre”. In: Mary Del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)

Os dados apresentados no excerto mostram que
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Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2025) |
Q3510622 Sociologia
Leia a matéria a seguir para responder à questão.


Proletários de plataforma
Como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil


A baiana Lílian largou um emprego CLT no ano passado. Por causa da filha pequena, trabalhar fora de casa era um pesadelo. Foi em um vídeo no TikTok que ficou sabendo da possibilidade de trabalhar online treinando inteligência artificial.
[...]

Hoje, trabalha em horários flexíveis, seis dias por semana, para “melhorar a inteligência artificial com dados”, como propagandeia a Appen. No fim do mês, se tudo der certo, tira R$ 1.400, sem nenhum outro benefício. Lílian faz parte de uma classe de trabalhadores muitas vezes definidos como fantasmas, escondidos ou microtrabalhadores. Por meio de plataformas multinacionais como Tellus, OneForma e a própria Appen, grandes empresas de tecnologia contratam mão de obra barata, em larga escala e em diversos países, para executar pequenas tarefas.

Na outra ponta da cadeia, gigantes como Meta, Google e TikTok lucram com a facilidade de comprar bases de dados já preparadas por trabalhadores que custam infinitamente menos do que os profissionais do mercado de tecnologia. As big tech também se beneficiam de uma cadeia que opera à margem da lei, opaca e blindada por contratos de confidencialidade, em que as pessoas sequer sabem para quem ou para quê estão trabalhando. Além dos salários baixos, esses trabalhadores terceirizados não recebem treinamento e trabalham com prazos apertados. Há inúmeros relatos de calotes, contratos rompidos unilateralmente sem explicação e desassistência das plataformas.
[...]

Os sistemas de aprendizado de máquina são um tipo de inteligência artificial, um conjunto de algoritmos que, a partir de determinado input – dados ou informações disponíveis – gera um output, ou seja, o resultado desejado. Isso pode ser feito com uma árvore de decisão, por exemplo. Mas, no caso da IA generativa, o próprio sistema aprende a decidir sozinho, no chamado ‘deep learning’, ou aprendizado profundo. O programador não cria a regra – só mostra o resultado desejado.

Os dados produzidos por essa legião de trabalhadores são a matéria prima e o refinamento dessa automatização. É a partir deles que os sistemas de computação ditos inteligentes aprendem os padrões que vão imitar depois.

Sem uma montanha de conteúdo produzido por veículos de comunicação e pessoas reais, o ChatGPT seria incapaz de oferecer respostas qualificadas. Sem pessoas reais interpretando erros de digitação em resultados de busca, o Google não adivinharia o que você realmente quis dizer com aquela palavra que escreveu errado. Sem trabalhadores interpretando fotos para treinar algoritmos de visão computacional, câmeras inteligentes não conseguiriam identificar objetos em uma imagem.

Para executar o enorme número de tarefas humanas necessárias para o desenvolvimento de sistemas de IA, é preciso contratar também milhões de trabalhadores. O jeito mais barato que a indústria encontrou para fazer isso foi por meio de multinacionais intermediárias.
[...]

DIAS, Tatiana; SCHURIG, Sofia. Proletários de plataforma: como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil. 2024. Disponível em: https://www.intercept.com.br/2024/07/22/inteligencia-artificial-classe-trabalhadora-sem-direitos-no-brasil/. Acesso em: 24 mar. 2025.
O desenvolvimento das inteligências artificiais (IA) tem suscitado muitos debates a respeito da ética na produção de materiais originais; da sustentabilidade, com a proliferação de enormes centros de dados; da substituição da força de trabalho por máquinas ou programas de computador; além disso, o uso de IA toca na questão do recrudescimento cognitivo. Levando em consideração os problemas sociais advindos das inteligências artificiais, verifica-se que seu desenvolvimento impacta 
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Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2025) |
Q3510621 Sociologia
Leia a matéria a seguir para responder à questão.


Proletários de plataforma
Como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil


A baiana Lílian largou um emprego CLT no ano passado. Por causa da filha pequena, trabalhar fora de casa era um pesadelo. Foi em um vídeo no TikTok que ficou sabendo da possibilidade de trabalhar online treinando inteligência artificial.
[...]

Hoje, trabalha em horários flexíveis, seis dias por semana, para “melhorar a inteligência artificial com dados”, como propagandeia a Appen. No fim do mês, se tudo der certo, tira R$ 1.400, sem nenhum outro benefício. Lílian faz parte de uma classe de trabalhadores muitas vezes definidos como fantasmas, escondidos ou microtrabalhadores. Por meio de plataformas multinacionais como Tellus, OneForma e a própria Appen, grandes empresas de tecnologia contratam mão de obra barata, em larga escala e em diversos países, para executar pequenas tarefas.

Na outra ponta da cadeia, gigantes como Meta, Google e TikTok lucram com a facilidade de comprar bases de dados já preparadas por trabalhadores que custam infinitamente menos do que os profissionais do mercado de tecnologia. As big tech também se beneficiam de uma cadeia que opera à margem da lei, opaca e blindada por contratos de confidencialidade, em que as pessoas sequer sabem para quem ou para quê estão trabalhando. Além dos salários baixos, esses trabalhadores terceirizados não recebem treinamento e trabalham com prazos apertados. Há inúmeros relatos de calotes, contratos rompidos unilateralmente sem explicação e desassistência das plataformas.
[...]

Os sistemas de aprendizado de máquina são um tipo de inteligência artificial, um conjunto de algoritmos que, a partir de determinado input – dados ou informações disponíveis – gera um output, ou seja, o resultado desejado. Isso pode ser feito com uma árvore de decisão, por exemplo. Mas, no caso da IA generativa, o próprio sistema aprende a decidir sozinho, no chamado ‘deep learning’, ou aprendizado profundo. O programador não cria a regra – só mostra o resultado desejado.

Os dados produzidos por essa legião de trabalhadores são a matéria prima e o refinamento dessa automatização. É a partir deles que os sistemas de computação ditos inteligentes aprendem os padrões que vão imitar depois.

Sem uma montanha de conteúdo produzido por veículos de comunicação e pessoas reais, o ChatGPT seria incapaz de oferecer respostas qualificadas. Sem pessoas reais interpretando erros de digitação em resultados de busca, o Google não adivinharia o que você realmente quis dizer com aquela palavra que escreveu errado. Sem trabalhadores interpretando fotos para treinar algoritmos de visão computacional, câmeras inteligentes não conseguiriam identificar objetos em uma imagem.

Para executar o enorme número de tarefas humanas necessárias para o desenvolvimento de sistemas de IA, é preciso contratar também milhões de trabalhadores. O jeito mais barato que a indústria encontrou para fazer isso foi por meio de multinacionais intermediárias.
[...]

DIAS, Tatiana; SCHURIG, Sofia. Proletários de plataforma: como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil. 2024. Disponível em: https://www.intercept.com.br/2024/07/22/inteligencia-artificial-classe-trabalhadora-sem-direitos-no-brasil/. Acesso em: 24 mar. 2025.
Levando em consideração o fenômeno da reestruturação produtiva e o conceito sociológico de trabalho alienado, o trabalho descrito na matéria expressa
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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3509430 Sociologia

Leia o texto a seguir.


A acumulação flexível, como vou chamá-la, é marcada por um confronto direto com a rigidez do fordismo. Caracteriza-se pelo surgimento de setores de produção inteiramente novos, novas maneiras de fornecimento de serviços financeiros, novos mercados e, sobretudo, taxas altamente intensificadas de inovação comercial, tecnológica e organizacional. A acumulação flexível envolve rápidas mudanças de padrões do desenvolvimento desigual, tanto entre setores como no chamado ‘setor de serviços’, bem como conjuntos industriais completamente novos em regiões até então subdesenvolvidas. A acumulação flexível foi acompanhada na ponta do consumo, portanto, por uma atenção muito maior às modas fugazes e pela mobilidade de todos os artifícios de indução de necessidades e de transformação cultural que isso implica. A estética relativamente estável do modernismo fordista cedeu lugar a todo o fermento, instabilidade e qualidades fugidias de uma estética pósmoderna que celebra a diferença, a efemeridade, o espetáculo, a moda e a mercadificação de formas culturais.


HAVEY, David. Condição pós-moderna. 3. ed. São Paulo: Loyola, 1993. p. 140-148. [Adaptado].



Analisando a sociedade de forma panorâmica, verifica-se que a “acumulação flexível” é um processo ladeado por múltiplas determinações sociais, alcançando um âmbito para além do trabalho e da produção industrial. Nesse sentido, a sociedade, na qual a “acumulação flexível” é implementada, compreende também os seguintes aspectos:

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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2024 - UEA - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3406314 Sociologia
    O Amazonas ficou entre os oito estados brasileiros com a maior taxa de desocupação em 2023 com 9,9%. A taxa anual ficou 2,1 pontos percentuais acima do resultado nacional (7,8%). A taxa de desocupação representa o percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho. Entre as pessoas, de 14 anos ou mais, e que estão em idade de trabalhar, em 2023, no Amazonas, 54% atuavam na informalidade. A taxa ficou maior 1,7 ponto percentual do que a da região Norte e 14,8 pontos percentuais maior que a do país. Com um rendimento médio real de R$ 2.367,00, o Amazonas ficou na 17a posição entre as Unidades da Federação. O rendimento ficou menor em R$ 612,00 que o rendimento médio do país (R$ 2.979,00). (https://g1.globo.com, 16.02.2024. Adaptado.)
As características do mercado de trabalho retratado no excerto têm como consequência socioeconômica aos trabalhadores o aumento
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Q3247964 Sociologia
“O Taylorismo e o Fordismo foram sistemas de organização da produção do trabalho, voltados para as indústrias, pensados e implementados entre os finais do século XIX e meados do século XX na Europa e nos EUA. Para Giddens (2012), o Taylorismo, também chamado de “administração científica” do trabalho, projetava maximizar a produção industrial e separar o trabalho administrativo do trabalho de “chão de fábrica”; já o Fordismo, por sua vez, com técnicas como a segmentação das atividades numa linha de montagem e a supervisão no controle de qualidade buscava alta produtividade para atender mercados de grandes massas de consumidores. Contudo, esses sistemas, ao passar do tempo, conforme Giddens, foram analisados como de “baixa confiança” para os trabalhadores, pois a execução de tarefas isoladas e a vigilância constante acarretaram insatisfação, absenteísmo e conflitos nos ambientes de trabalho.”

GIDDENS, Anthony. “Capítulo 20 – Trabalho e Vida Econômica” In: GIDDENS, Anthony. Sociologia. 6ª ed. Porto Alegre: Penso, 2012.

Partindo do exposto, assinale a afirmação verdadeira.
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Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2023 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4141997 Sociologia
As últimas décadas testemunharam mudanças importantes nas facilidades de transporte, nas comunicações e no processamento de dados, com efeitos sobre os processos produtivos, os fluxos comerciais e a movimentação internacional de capitais.
BAUMANN, Renato. Globalização, Desglobalização e o Brasil. IPEA. Abril 2021.
Sobre essas mudanças, analise as afirmativas a seguir.
I. As economias de diversos países passaram a se interligar em formato e em intensidade sem precedentes, processo que foi facilitado pela redução das barreiras ao fluxo internacional de bens e serviços.
II. As economias desenvolvidas adotaram a produção offshoring (em outros países), o que possibilitou ganhos de competitividade, maior controle das cadeias produtivas e a exploração de vantagens comparativas.
III. A maior interação econômica aumentou a demanda por trabalhadores qualificados e a crescente automação impactou o mercado de trabalho, ao ampliar o número de vagas nas cadeias produtivas.
Está correto o que se afirma em
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Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - Jornalismo |
Q3624769 Sociologia

Leia o trecho a seguir:  A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e companheiro, em resumo, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em conflito. Nas mais remotas épocas da história, verificamos, quase por toda parte, uma completa estruturação da sociedade em classes distintas, uma múltipla gradação das posições sociais. […] Entretanto, a nossa época [...] caracteriza-se por ter simplificado os antagonismos de classe. A sociedade divide-se, cada vez mais, em dois campos opostos, em duas grandes classes em confronto direto: a burguesia e o proletariado. 


MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto comunista. São Paulo: Boitempo, 1998. pp. 40-41.  A luta de classes opõe contrários numa relação dialética.


O que isso significa? Assinale a alternativa correta. 

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Ano: 2023 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2023 - UFGD - Vestibular |
Q3274997 Sociologia

Errantes no fim do século é o resultado de várias pesquisas, levadas a cabo no período entre 1987 e 1990, acerca dos(as) trabalhadores(as) rurais na região de Ribeirão Preto-SP, considerada uma das regiões agrícolas mais ricas do país [...]. Trata-se de um estudo visando à apreensão dos processos de expropriação, exploração dominação e exclusão de milhares de homens e mulheres, produzidos no bojo da modernização trágica, implantada na década de 1960, cujos efeitos, além do maciço êxodo rural, foram traduzidos por um violento processo de proletarização.


SILVA, Maria Aparecida de Moraes. Errantes no fim do século. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999, p. 15 (fragmento).



O meio rural brasileiro se constituiu pela presença de duas categorias sociais distintas – pequenos agricultores e fazendeiros –, por profundas contradições na produção e pela desigualdade de acesso à terra. Nesse sentido, depreende-se do fragmento apresentado que

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Q3247814 Sociologia

Atente para os seguintes excertos do Manifesto Comunista de Marx e Engels, de 1848.


“Ao invés das antigas necessidades, satisfeitas pelos produtos nacionais, surgem novas demandas, que reclamam para a sua satisfação os produtos das regiões mais longínquas e de climas os mais diversos. No lugar do antigo isolamento de regiões e nações autossuficientes, desenvolvem-se um intercâmbio universal e uma universal interdependência das nações.


[...]


Com o desenvolvimento da burguesia, isto é, do capital, desenvolve-se também o proletariado, [...], os quais só vivem enquanto têm trabalho e só têm trabalho enquanto o seu trabalho aumenta o capital. Esses operários, constrangidos a vender-se a retalho, são mercadoria, artigo de comércio como qualquer outro; em consequência, estão sujeitos a todas as vicissitudes da concorrência, a todas as flutuações do mercado”.


MARX, Karl e ENGELS, Friendrich. Manifesto Comunista.

São Paulo: Boitempo, 2005.


Os trechos acima tratam, respectivamente, dos seguintes fenômenos sociais ainda atuais:

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Q3247812 Sociologia

O ChatGPT é uma tecnologia de inteligência artificial (IA) que foi lançada no final de 2022 e é basicamente um robô virtual (chatbot) que responde a perguntas variadas e pode redigir uma gama considerável de textos dos mais variados tipos e modelos, por exemplo: redações, procurações judiciais, poesias, artigos acadêmicos, matérias jornalísticas e, mesmo, questões de vestibulares. Apesar da euforia com as possibilidades desta IA, a ameaça de disrupção já paira sobre trabalho e emprego. Campos que dependem do texto, como o jornalismo, poderão ser largamente modificados — e vagas poderão sumir para sempre. A competência do ChatGPT em gerar códigos também já provoca questionamentos em um setor relativamente novo: a programação. Mas, uma das áreas que vêm percebendo desde já o potencial de problemas do ChatGPT é justamente uma das mais afetadas pela chegada de novas tecnologias: a educação.


SUZUKI, Shin. O que é o ChatGPT e por que alguns o veem como

ameaça, BBC News Brasil, São Paulo, 19 de janeiro de 2023.


Partindo do exposto, assinale a proposição verdadeira.

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Q2064889 Sociologia
Segundo Ricardo Antunes, o empreendedorismo é um mito que cresce pelo desemprego, o enfraquecimento das políticas sociais e pela inserção das tecnologias digitais, que têm contribuído para novas formas de trabalho autônomo e precarizado. O discurso do empreendedorismo, hoje, ocorre em uma sociedade como a brasileira, em que as taxas de desemprego são elevadas, e a recente reforma trabalhista fez com que o Estado e as empresas flexibilizassem direitos dos trabalhadores. Antunes aponta, ainda, que esse discurso incentiva a informalização e transfere a responsabilidade do Estado para o cidadão pela sua situação de desempregado.
Partindo do exposto, é correto afirmar que
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Q2064875 Sociologia
A globalização e o advento dos novos meios de comunicação e informação nas últimas décadas remodelaram as relações sociais das sociedades contemporâneas por todo o planeta e causaram diversas consequências. Uma das consequências é o afastamento ou o isolamento das pessoas que vivem e convivem nos mesmos territórios e a aproximação entre pessoas que vivem em territórios ou lugares distantes e diferentes. Há certamente, assim, um processo de desterritorialização de culturas pelo mundo interconectado atualmente. Isso significa dizer que muitas pessoas nas sociedades de hoje, graças a esses novos tempos globais e de conexões em rede, podem se sentir mais distanciadas de vizinhos ou da comunidade em que nasceram e vivem suas vidas e, muitas vezes, mais irmanados e próximos com pessoas que nunca sequer conheceram fisicamente ou presencialmente.
Partindo do exposto, avalie as seguintes proposições: 
I. As relações sociais em rede podem fazer com que as pessoas percam referências socioculturais dos territórios em que vivem e, assim, provocarem um processo de desterritorialização cultural dos lugares. II. O mundo globalizado e a Internet têm promovido esse fenômeno de as pessoas estranharem os espaços das culturas locais e de se aproximarem e, mesmo, se sentirem íntimas de culturas estranhas e distantes. III. As novas relações sociais nascidas com esse mundo interconectado em redes não se assentam em condições físicas e geográficas, mas fomentam mais ainda a aproximação sociocultural nos territórios locais. IV. Comunhão comunitária, coletivismo, união, solidariedade são as principais características, como se pode deduzir, produzidas por tempos de globalização e de avanço das novas tecnologias de comunicação.
É correto o que se afirma em
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Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - 1º Dia |
Q2021255 Sociologia
     
    A educação para essas virtudes de dominador, que se tornam senhoras também de sua benevolência e compaixão, as grandes virtudes do criador (comparado com isso, “perdoar seus inimigos” é uma brincadeira) - trazer à culminância o afeto do criador - não mais esculpir em mármore! - A posição de exceção e a de poder desses seres, comparada com a dos nobres de até agora: o César romano com a alma do Cristo.

     Trabalho escravo! Trabalho livre! O primeiro é todo aquele que não é feito por causa de nós mesmos e que, em si, não traz nenhuma satisfação. Há que encontrar ainda muito espírito, para que cada um configure para si mesmo seus trabalhos como satisfatórios.

Friedrich Nietzsche. Fragmentos póstumos (com adaptações). 

Considerando a obra Trabalhadores, de Tarsila do Amaral, e o fragmento de texto de Friedrich Nietzsche, apresentados anteriormente, julgue o item a seguir. 


A obra de Tarsila do Amaral evidencia aspectos da colonização brasileira superados pelo trabalho livre.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - 1º Dia |
Q2021254 Sociologia
     
    A educação para essas virtudes de dominador, que se tornam senhoras também de sua benevolência e compaixão, as grandes virtudes do criador (comparado com isso, “perdoar seus inimigos” é uma brincadeira) - trazer à culminância o afeto do criador - não mais esculpir em mármore! - A posição de exceção e a de poder desses seres, comparada com a dos nobres de até agora: o César romano com a alma do Cristo.

     Trabalho escravo! Trabalho livre! O primeiro é todo aquele que não é feito por causa de nós mesmos e que, em si, não traz nenhuma satisfação. Há que encontrar ainda muito espírito, para que cada um configure para si mesmo seus trabalhos como satisfatórios.

Friedrich Nietzsche. Fragmentos póstumos (com adaptações). 

Considerando a obra Trabalhadores, de Tarsila do Amaral, e o fragmento de texto de Friedrich Nietzsche, apresentados anteriormente, julgue o item a seguir. 


A obra Trabalhadores instiga uma reflexão acerca das oportunidades no campo de trabalho no Brasil, marcadas, ainda hoje, pela raça, o que se comprova pela taxa de desocupação da população parda ou negra, que é historicamente maior que a de brancos no país. 

Alternativas
Respostas
1: D
2: D
3: D
4: C
5: C
6: B
7: E
8: E
9: E
10: B
11: D
12: B
13: C
14: A
15: D
16: A
17: B
18: A
19: E
20: C