O Amazonas ficou entre os oito estados brasileiros com a...

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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2024 - UEA - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3406314 Sociologia
    O Amazonas ficou entre os oito estados brasileiros com a maior taxa de desocupação em 2023 com 9,9%. A taxa anual ficou 2,1 pontos percentuais acima do resultado nacional (7,8%). A taxa de desocupação representa o percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho. Entre as pessoas, de 14 anos ou mais, e que estão em idade de trabalhar, em 2023, no Amazonas, 54% atuavam na informalidade. A taxa ficou maior 1,7 ponto percentual do que a da região Norte e 14,8 pontos percentuais maior que a do país. Com um rendimento médio real de R$ 2.367,00, o Amazonas ficou na 17a posição entre as Unidades da Federação. O rendimento ficou menor em R$ 612,00 que o rendimento médio do país (R$ 2.979,00). (https://g1.globo.com, 16.02.2024. Adaptado.)
As características do mercado de trabalho retratado no excerto têm como consequência socioeconômica aos trabalhadores o aumento
Alternativas

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Resposta correta: B

Tema central: mercado de trabalho — principais indicadores: taxa de desocupação, informalidade e rendimento médio. Esses indicadores sinalizam perdas de renda e fragilização da proteção social, afetando diretamente a capacidade de consumo e o acesso a benefícios previdenciários.

Resumo teórico:

  • Desocupação = pessoas desocupadas / força de trabalho (IBGE).
  • Informalidade = trabalho sem registro ou proteções legais; costuma implicar ausência de contribuições ao sistema de seguridade social (INSS) e baixa remuneração.
  • Subemprego (ou subutilização) = trabalho com jornada insuficiente ou rendimento abaixo do necessário; reduz poder de compra e acesso a benefícios contributivos (ILO; IBGE).

Por que a alternativa B é correta: A presença elevada de informalidade e rendimento médio inferior indica que grande parte dos trabalhadores tem empregos de baixa qualidade e sem contribuições regulares. Isso leva a redução do poder de compra (menor renda real) e limitação no acesso aos benefícios da seguridade social (aposentadoria, auxílio-doença), caracterizando o subemprego e sua consequência socioeconômica — exatamente o enunciado da alternativa B. Fontes: IBGE (PNAD Contínua) e ILO sobre informalidade e proteção social.

Análise das alternativas incorretas:

  • A — fala em aumento dos gastos previdenciários: contradição. Informalidade tende a reduzir arrecadação e cobertura contributiva, não aumentar gasto previdenciário público imediato; além disso “reduz o direito ao crédito” é indireto e secundário ao problema central.
  • C — mistura conceitos: livre iniciativa produtiva não é consequência direta da informalidade nem “reduz capacidade de produtividade” nesse contexto; é incoerente com os dados.
  • D — “previsibilidade do emprego” sugeriria estabilidade; afirmar que reduz vínculo empregatício é contraditório e não se relaciona com informalidade e baixo rendimento apresentados.
  • E — “uberização” refere-se a formas precárias de trabalho, mas a alternativa afirma que reduz número de postos por avanço tecnológico e “fomenta responsabilidade do poder público” de forma vaga; não corresponde diretamente ao quadro de renda baixa e informalidade descrito.

Dica de prova: busque palavras-chave do enunciado (informalidade; rendimento médio; desocupação) e peça para cada alternativa se conectar logicamente a esses termos. Elimine opções com contradições lógicas ou afirmações vagas.

Fontes recomendadas: IBGE — PNAD Contínua; ILO — relatórios sobre informalidade e proteção social; materiais de sociologia do trabalho.

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