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Q4137366 Pedagogia
Leia o texto a seguir.
Primeiro, verifiquei que a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e portanto nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. Em segundo lugar, a literatura pode ser um instrumento consciente de desmascaramento, pelo fato de focalizar as situações de restrição dos direitos, ou de negação deles, como a miséria, a servidão, a mutilação espiritual. Tanto num nível quanto no outro ela tem muito a ver com a luta pelos direitos humanos.
CANDIDO, Antonio. Direito à literatura. In CANDIDO, Antonio. Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1979.
A concepção de literatura como uma necessidade universal capaz de humanizar e servir como instrumento de desmascaramento das injustiças sociais fundamenta o trabalho integrativo de saberes no currículo escolar. Nesse contexto, a principal contribuição da literatura em conjunto com outros saberes para a formação integral do aluno reside em
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Q4137364 Pedagogia
Nos documentos curriculares atuais, a Análise Linguística (AL) é entendida como um eixo de ensino que deve ser realizado de forma reflexiva e contextualizada. Essa prática se opõe à concepção tradicional de ensino da língua que dissocia o estudo da gramática do uso real da língua, transformando-o em um fim em si mesmo. Considerando a perspectiva funcional e reflexiva da Análise Linguística (AL) nas aulas de Língua Portuguesa, o objetivo principal dessa prática pedagógica é
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Q4137363 Pedagogia
Magda Soares é uma autora brasileira que critica a concepção tradicional de alfabetização. Para a autora, essa ideia produz um ensino mecânico e ineficaz, pois a escrita é sempre uma prática social, e não uma tecnologia neutra. Nessa perspectiva, a falha do modelo tradicional de ensino do português reside em não tratar o domínio da escrita como
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Q4137360 Pedagogia
Leia o Texto 5 para responder à questão.

Texto 5

Rildo Cosson (2020), em "Paradigmas do ensino da Literatura", apresenta seis modelos que marcaram o ensino literário no Brasil, como o Moral-Gramatical e o Histórico-Nacional. No entanto, o autor destaca o paradigma mais contemporâneo, que exige do professor a capacidade de trabalhar com projetos, aprendizagem colaborativa e estratégias de ensino baseadas na interação e na ação. Essa abordagem busca distinguir a literatura da leitura comum ao abordar as suas especificidades e se alinha à valorização dos gêneros do discurso presentes nos documentos oficiais de Língua Portuguesa.

FERREIRA, Isabella Bacha; SILVA, Maurício. Resenha. Eccos - Revista Cientifica, São Paulo, n. 59, p. 1-4, jul./set., 2021. Resenha. COSSON, Rildo. Paradigmas do ensino da literatura. São Paulo: Contexto, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5585/eccos.n59.21062. Acesso em: 28 nov. 2025.
O ensino literário focando no estudo cronológico de escolas, autores e obras canônicas foi e é motivo de discussões sobre o modo como a literatura deve ser abordada na escola. Tal perspectiva, prevaleceu por décadas no ensino brasileiro, tem como principal impacto pedagógico o tratamento do texto literário como mero documento histórico ou ilustração de época. Novas perspectivas do ensino literário, em ressonância com as diretrizes dos documentos oficiais, buscam formar o leitor como agente ativo e crítico, para tanto, rompem com a priorização da história sobre o texto, por considerar que nessa noção 
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Q4137359 Pedagogia
Leia o Texto 5 para responder à questão.

Texto 5

Rildo Cosson (2020), em "Paradigmas do ensino da Literatura", apresenta seis modelos que marcaram o ensino literário no Brasil, como o Moral-Gramatical e o Histórico-Nacional. No entanto, o autor destaca o paradigma mais contemporâneo, que exige do professor a capacidade de trabalhar com projetos, aprendizagem colaborativa e estratégias de ensino baseadas na interação e na ação. Essa abordagem busca distinguir a literatura da leitura comum ao abordar as suas especificidades e se alinha à valorização dos gêneros do discurso presentes nos documentos oficiais de Língua Portuguesa.

FERREIRA, Isabella Bacha; SILVA, Maurício. Resenha. Eccos - Revista Cientifica, São Paulo, n. 59, p. 1-4, jul./set., 2021. Resenha. COSSON, Rildo. Paradigmas do ensino da literatura. São Paulo: Contexto, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5585/eccos.n59.21062. Acesso em: 28 nov. 2025.
O paradigma do ensino de literatura acolhido pelos documentos que normatizam o ensino da língua portuguesa visa superar as abordagens tradicionais do ensino de literatura. Assim, o paradigma que concebe a literatura como um processo que se inicia antes da escola e continua após ela, instrumentalizando o aluno para a vida social, é
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Q4137358 Pedagogia
Leia os textos a seguir.
É enorme o progresso que tem sido feito nos últimos cinquenta anos e hoje sabemos muito mais sobre o que as crianças fazem quando adquirem uma língua. Temos hoje formas cada vez mais sofisticadas de testar o conhecimento linguístico e não linguístico disponível às crianças desde a mais tenra idade.
QUADROS, Ronice Müller de; FINGER, Ingrid. As teorias de aquisição da linguagem. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2013.
Costuma-se acreditar que aquisição e aprendizagem são dois processos distintos. Enquanto o primeiro seria um processo natural, espontâneo, o segundo dependeria de uma intervenção planejada, com base em métodos específicos. Assim, o professor assume o papel de um transmissor de conteúdos pré-selecionados e organizados.
SALEH, Pascoalina Bailon de Oliveira. Aquisição de linguagem e ensino de língua materna: um lugar para a subjetividade. Disponível em: Uniletras, Ponta Grossa, v. 30, n. 1, p. 157-172, jan./jun. 2008. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/uniletras/article/view/192/190. Acesso em: 28 nov. 2025.
Os documentos oficiais para o ensino de língua portuguesa estão assentados em uma perspectiva de língua/linguagem que é diametralmente oposta à concepção que coloca o professor como transmissor da língua a ser aprendida pelo aluno. Embora rechaçada pelas modernas teorias linguísticas, a perspectiva aquisicional da linguagem que ainda se faz presente nas salas de aula voltada para o ensino de língua é
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Q4137357 Pedagogia
Leia os textos a seguir.
As pesquisas em leitura, principalmente na área da psicologia e da psicolinguística, são unânimes em afirmar que, na leitura proficiente, as palavras são lidas não letra por letra ou sílaba por sílaba, mas como um todo não analisado, isto é, por reconhecimento instantâneo e não por processamento analítico-sintético.
KATO, Mary. O aprendizado da leitura. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
Leitura é uma atividade interativa altamente complexa de produção de sentidos, que se realiza com base na relação entre o conhecimento que o leitor traz armazenado na memória e as informações veiculadas no texto.
KOCH, I. V.; ELIAS, V. Escrever e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2009.
Acerca da atividade de leitura, os textos concebem que a leitura proficiente é dada pela combinação do reconhecimento holístico da palavra com a interação entre texto e leitor. Dentre as diversas estratégias a serem mobilizadas para aumentar a competência leitora dos alunos, o professor de língua portuguesa pode priorizar
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Q4137356 Pedagogia
Em oposição à perspectiva pedagógica tradicional do ensino de língua portuguesa, a qual ignora o papel dos fatores socioculturais no comportamento linguístico do falante, assim como ignora fatores de ordem histórica, o ensino produtivo da língua deve levar o aluno a compreender a realidade holística do seu idioma. Assim, mais do que ensinar a metalinguagem, é necessário que o aluno compreenda que há
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Q4137355 Pedagogia
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4

A importância e o valor dos usos da linguagem são determinados historicamente segundo as demandas sociais de cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leitura e de escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até há bem pouco tempo e tudo indica que essa exigência tende a ser crescente. A necessidade de atender a essa demanda obriga à revisão substantiva dos métodos de ensino e à constituição de práticas que possibilitem ao aluno ampliar sua competência discursiva na interlocução. Nessa perspectiva, não é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino as que decorrem de uma análise de estratos letras/fonemas, sílabas, palavras, sintagmas, frases que, descontextualizados, são normalmente tomados como exemplos de estudo gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva. Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o texto.

BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental. Língua Portuguesa. Brasília, 1998, p. 23.
O texto 4 direciona para uma revisão metodológica do ensino da língua portuguesa, de modo que o ensino do idioma se afaste do estudo de unidades descontextualizadas em favor do texto como unidade básica de comunicação. Esse direcionamento, que possui alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), tem como meta
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Q4137354 Pedagogia
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4

A importância e o valor dos usos da linguagem são determinados historicamente segundo as demandas sociais de cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leitura e de escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até há bem pouco tempo e tudo indica que essa exigência tende a ser crescente. A necessidade de atender a essa demanda obriga à revisão substantiva dos métodos de ensino e à constituição de práticas que possibilitem ao aluno ampliar sua competência discursiva na interlocução. Nessa perspectiva, não é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino as que decorrem de uma análise de estratos letras/fonemas, sílabas, palavras, sintagmas, frases que, descontextualizados, são normalmente tomados como exemplos de estudo gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva. Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o texto.

BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental. Língua Portuguesa. Brasília, 1998, p. 23.
O Texto 4, ao direcionar para a ampliação da competência discursiva do aluno e para a adoção do texto como unidade básica do ensino, alinha-se à concepção sociointeracionista de linguagem. Nessa perspectiva, o instrumento pedagógico que permite ao aluno agir socialmente, dominando as condições de produção e circulação dos enunciados na interlocução, é de
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Q4137352 Pedagogia
Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3

Muitas e urgentes são as razões sociais que justificam o empenho da escola por um ensino da língua cada vez mais útil e contextualmente significativo. Sabemos quanto a incompetência atribuída à escola está ligada a conflitos com a linguagem (cf. Soares, 1987), a percepções distorcidas e míticas acerca do que seja o fenômeno linguístico (cf. Bagno, 1999, 2000). Sabemos quanto nos aflige a seletividade, a manutenção da estrutura de classes e a reprodução da força de trabalho (cf. Carraher, 1986) que, incondicionalmente, decorrem também dessa incompetência e dessas distorções. Sabemos que a educação escolar é um processo social, com nítida e incontestável função política, com desdobramentos sérios e decisivos para o desenvolvimento global das pessoas e da sociedade. Sentimos na pele que não dá mais para "tolerar" uma escola que, por vezes, nem sequer alfabetiza (principalmente os mais pobres) ou que, alfabetizando, não forma leitores nem pessoas capazes de expressar-se por escrito, coerente e relevantemente, para, assumindo a palavra, serem autores de uma nova ordem das coisas. É, pois, um ato de cidadania, de civilidade da maior pertinência, que aceitemos, ativamente e com determinação, o desafio de rever e de reorientar a nossa prática de ensino da língua.

ANTUNES, Irandé. Refletindo sobre a prática da aula de português. In ANTUNES, Irandé Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola, 2003.
À luz das teorias contemporâneas de ensino de língua portuguesa, a crítica que está presente no Texto 3 refere-se à predominância, em sala de aula, de uma prática pedagógica que reduz a língua à concepção de gramática
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Q4137351 Pedagogia
Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3

Muitas e urgentes são as razões sociais que justificam o empenho da escola por um ensino da língua cada vez mais útil e contextualmente significativo. Sabemos quanto a incompetência atribuída à escola está ligada a conflitos com a linguagem (cf. Soares, 1987), a percepções distorcidas e míticas acerca do que seja o fenômeno linguístico (cf. Bagno, 1999, 2000). Sabemos quanto nos aflige a seletividade, a manutenção da estrutura de classes e a reprodução da força de trabalho (cf. Carraher, 1986) que, incondicionalmente, decorrem também dessa incompetência e dessas distorções. Sabemos que a educação escolar é um processo social, com nítida e incontestável função política, com desdobramentos sérios e decisivos para o desenvolvimento global das pessoas e da sociedade. Sentimos na pele que não dá mais para "tolerar" uma escola que, por vezes, nem sequer alfabetiza (principalmente os mais pobres) ou que, alfabetizando, não forma leitores nem pessoas capazes de expressar-se por escrito, coerente e relevantemente, para, assumindo a palavra, serem autores de uma nova ordem das coisas. É, pois, um ato de cidadania, de civilidade da maior pertinência, que aceitemos, ativamente e com determinação, o desafio de rever e de reorientar a nossa prática de ensino da língua.

ANTUNES, Irandé. Refletindo sobre a prática da aula de português. In ANTUNES, Irandé Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola, 2003.
Ao defender que o ensino da língua deve formar pessoas capazes de assumir a palavra para atuarem como autores de uma nova ordem das coisas, o texto permite inferir uma crítica ao ensino tradicional de língua. Assim, para atender aos objetivos de cidadania e função política citados no texto, o trabalho do professor de língua portuguesa deve fundamentar-se na concepção de linguagem como
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Q4137350 Pedagogia
Um dos aspectos mais interessantes e importantes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) quando se trata da Educação Infantil é o arranjo curricular em torno de campos de experiências. Estes visam garantir direitos de aprendizagem e desenvolvimento da criança, mas sem perder de vista o que é o próprio e específico desse momento da vida das crianças que estão nas creches e préescolas. Os referidos campos de experiências compreendem saberes e conhecimentos que, conforme a BNCC, se configuram em
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Q4137349 Pedagogia
Leia o caso a seguir.
Para organizar seu plano de ensino semestral, uma professora buscou organizar as aulas em uma sequência lógica por meio de blocos de aulas: um pequeno conjunto de aulas para tratar de determinado conteúdo no qual havia uma aula inicial, aulas de desenvolvimento e de síntese. Essa forma de distribuição tinha um motivo, munida dos livros de um importante estudioso da educação, Dermeval Saviani, ela tinha em mente promover uma lógica de organização do trabalho pedagógico no qual os alunos pudessem tomar uma questão de estudo em seu ponto de partida, isto é, com os conhecimentos que já possuíam sobre ela, depois problematizá-la e, em seguida, munir-se de elementos teóricos tendo em vista compreendê-la para – esse é o passo seguinte – elaborar uma síntese sobre a questão que foi objeto de estudo, momento de sistematização do que foi aprendido. A ideia a conduzir as ações da professora era de que os alunos deveriam, no curso do processo pedagógico planejado, passar de uma menor compreensão científica do conteúdo estudado para uma maior compreensão, adquirindo assim uma visão situada, contextualizada e crítica. É o que Saviani aponta como a passagem do pensamento sincrético da realidade ao concreto pensado.
Considerado o caso relatado, é possível identificar toda a intencionalidade da professora no planejamento e na organização de suas aulas, inclusive é possível identificar a abordagem de ensino que a orienta. Qual abordagem conduz o planejamento e o trabalho pedagógico da professora?
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Q4137348 Pedagogia
O Plano Nacional de Educação (PNE) representa um dos principais instrumentos no âmbito das políticas públicas para o desenvolvimento e a efetivação de uma educação de qualidade em nosso país. O comando para a existência do PNE é dado pela própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB/1996, determinando que ele deve apresentar diretrizes e metas para período de 
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Q4137344 Pedagogia
Leia o texto a seguir.
A escola era na rua do Costa, um sobradinho de grade de pau. O ano era 1840 [...]. Subi a escada com cautela, para não ser ouvido pelo mestre, e cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou quatro minutos depois. Entrou com o andar manso do costume, em chinelas de cordovão, com a jaqueta de brim lavada e desbotada, calça branca e tesa e grande colarinho caído. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinquenta anos ou mais. Uma vez sentado, extraiu da jaqueta uma boceta de rapé e o lenço vermelho, pô-los na gaveta; depois relanceou os olhos pela sala. Os meninos, que se conservaram de pé durante a entrada dele, tornaram a sentar-se. Tudo estava em ordem; começaram os trabalhos [...]. Na verdade, o mestre fitava-nos. Como era mais severo para o filho, buscava-o muitas vezes com os olhos, para trazê-lo mais aperreado. Mas nós também éramos finos; metemos o nariz no livro, e continuamos a ler [...]. O pior que ele podia ter, para nós, era a palmatória. E essa lá estava, pendurada do portal da janela, à direita, com os seus cinco olhos do diabo.
Assis, M. de. Conto de escola. São Paulo: Cosac Naify, 2002, p. 3 e 13.
Com base no excerto extraído de uma das obras de Machado de Assis, é possível inferir que a abordagem de ensino em curso naquele contexto compreende uma abordagem
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Q4137342 Pedagogia
Um importante marco para a garantia dos direitos das pessoas com deficiência foi a promulgação da Lei nº 13.146/2015, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. O art. 28 desta Lei trata das incumbências do poder público e aborda, no inciso XVIII, parágrafo segundo, a questão do perfil docente para o trabalho de tradutor e intérprete de Libras. Conforme a referida Lei, para atuar como
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Q4137340 Pedagogia
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4

Vygotsky (1995) atribuía grande importância ao domínio da cultura no processo de desenvolvimento psicológico da criança. Por isso, voltou-se para o estudo das relações entre cultura e desenvolvimento, trazendo, com isso, inúmeras contribuições para o campo pedagógico. Ele nos afirmava, por exemplo, que, até então, os psicólogos haviam estudado de maneira unilateral o processo do desenvolvimento cultural na educação, uma vez que apenas procuravam averiguar quais capacidades naturais condicionavam a possibilidade do desenvolvimento da criança, e em quais funções naturais o pedagogo deveria se apoiar para introduzi-la na esfera da aprendizagem cultural.
Analisava-se, assim, como o desenvolvimento da linguagem ou a aprendizagem da aritmética dependiam de funções naturais, mas não procuravam entender o contrário, ou seja, como a internalização da linguagem ou da aritmética transformavam essas funções naturais em funções culturais reorganizando todo o curso do pensamento natural.
Para Vygotsky, essa compreensão é fundamental ao educador. Quando a criança adentra na cultura, não somente toma algo dela, não apenas se enriquece com o que está fora dela. A própria cultura reelabora em profundidade a composição natural da conduta, dando uma orientação completamente nova a todo curso do desenvolvimento [...].
Sob a lógica do princípio evolutivo, a socialidade animal é substrato da socialidade humana, assim como a natureza é substrato e a condição de emergência da cultura. No entanto, a socialidade não é dada pela natureza, mas concretizada pelo homem, à medida que este último cria suas condições de existência material, expressas em produções culturais. Logo, para Vygotsky, a cultura é um produto da vida social e, ao mesmo tempo, da atividade social do homem. Permeado por essa concepção histórica de cultura, o autor analisa o desenvolvimento cultural da conduta humana, à luz da qual postula a “lei genética geral do desenvolvimento cultural”, que se desdobra na grande importância conferida à internalização de signos [...].
Mas em que radica a grande importância conferida à educação escolar nessa concepção teórica? A resposta a essa questão nos conduz à transmissão dos signos historicamente constituídos, posto que na escola essa transmissão deva se realizar de maneira planejada e sistematizada e, assim sendo, com amplas possibilidades para interferirem mais efetivamente na vida dos indivíduos, isto é, para promoverem a conversão dos signos externos em “instrumentos” psíquicos.

MARTINS, Lígia Márcia; RABATINI, Vanessa Gertrudes. A concepção de cultura em Vygotsky: contribuições para a educação escolar. Psicologia Política, 11(22), 345-358, 2011.
O excerto apresentado trata da concepção de aprendizagem e desenvolvimento elaborada por L.S. Vygotsky, situando-a na complexa perspectiva teórica do autor. Em relação ao que informa o excerto, o termo cultura corresponde
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Q4137339 Pedagogia
Leia o caso a seguir.
Iniciando sua carreira docente e tendo recentemente chegado em uma instituição de educação infantil, a professora P. começou o planejamento das atividades para o primeiro semestre. Tendo em mãos um exemplar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), P. se deparou com o seguinte código alfanumérico: EI02TS01.
Formado por um conjunto que intercala sequencialmente dois pares de letras e dois pares de números, tal código na BNCC corresponde à informação sobre
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Q4137338 Pedagogia
Leia o caso a seguir.
A comunidade de um dos bairros do município conseguiu que o poder público atendesse uma antiga reivindicação: a criação de uma escola. Inaugurada ao final do ano de 2025, a escola precisa se organizar para, em 2026, dar início ao seu primeiro ano eletivo. Para tanto, a direção da escola vai dar início ao processo de construção do projeto político pedagógico do estabelecimento.
Quem a direção da escola deve convocar para a elaboração do projeto político pedagógico da unidade escolar? 
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Respostas
7841: A
7842: D
7843: B
7844: D
7845: B
7846: C
7847: A
7848: D
7849: B
7850: D
7851: D
7852: C
7853: B
7854: A
7855: D
7856: D
7857: B
7858: D
7859: C
7860: B