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Q4068703 Português
Recuperação da educação brasileira, possíveis caminhos

Durante o último ano tenho conversado com formuladores de políticas, diretores escolares, professores e estudantes sobre as suas experiências durante a pandemia de Covid-19. Do Chile à Coreia do Sul, surgem questões comuns: são muitas as situações de aceleração da digitalização; por outro lado, as perdas de aprendizagem e as desigualdades aumentaram. 

O Brasil não é exceção, mas existem particularidades que merecem atenção. Nas últimas décadas, a educação tem sido parte vital do progresso do País. Porém mesmo antes da pandemia o crescimento econômico e o progresso social tinham estagnado, até mesmo retrocedido. A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação. O risco não é apenas o fim do progresso, mas também de conquistas feitas serem perdidas.

Este é um momento crítico para a educação no Brasil. É um momento que exige que os brasileiros olhem para o futuro, para a educação e o futuro que desejam para suas crianças; para dentro, aprendendo com experiências passadas e presentes e, para fora, procurando inspiração de pares internacionais.

Olhar para o futuro requer uma visão estratégica de longo prazo para o Brasil. Significa enfrentar os desafios profundamente enraizados da qualidade e equidade. No Pisa 2018, metade dos brasileiros de 15 anos não atingiram a proficiência básica em leitura. As desvantagens socioeconômicas e o status da escola ainda têm impacto maior no sucesso escolar dos estudantes do que na maioria dos países da OCDE.

Olhar para dentro também oferece caminhos para o futuro. A aprovação do novo Fundeb é uma vitória para o Brasil e prova de compromisso contínuo com a educação e a equidade. No entanto, as escolas desfavorecidas ou rurais ainda são mais propensas a enfrentar a escassez de recursos do que outras no Brasil mesmo e do que seus pares da OCDE.

Melhorar a distribuição de recursos para chegar aos que mais necessitam e onde os maiores ganhos podem ser obtidos exigirá que os Estados e municípios repensem os seus mecanismos de alocação. O Ceará fornece um exemplo poderoso, alinhando indicadores de desempenho e transferências intergovernamentais com medidas para elevar a alfabetização. O sistema descentralizado brasileiro oferece tais oportunidades de inovação local; é importante identificar boas práticas, replicando-as em todo o sistema.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é crucial na promoção da equidade e qualidade, definindo as competências que todos os estudantes devem adquirir. O fechamento de escolas complicou sua implantação, mas a Covid-19 é também uma oportunidade para reacender o ímpeto da reforma: a BNCC será fundamental para a recuperação da aprendizagem. Da mesma forma, o novo ensino médio, prometendo maior flexibilidade curricular e relevância no mercado de trabalho, poderá reengajar os alunos após meses fora da escola. Mas para que essas oportunidades sejam concretizadas será necessária uma liderança eficaz, forte cooperação e monitoramento constante.

Olhar para fora pode servir de inspiração. Sistemas escolares bem-sucedidos mostram que a qualidade deles depende da qualidade de seus professores. O Brasil tem trabalho a fazer nessa área, selecionando e formando cuidadosamente os docentes e estruturando sua remuneração e sua trajetória profissional para refletir os padrões profissionais esperados. As novas Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores são um passo positivo, mas esforços complementares ainda serão necessários.

Durante a última década, muitos países da OCDE deram prioridade à educação da primeira infância, vista como uma forma de igualar as condições de educação e da vida. No Brasil, apesar da elevada participação entre as crianças mais velhas, em 2018 apenas cerca de dois terços das crianças de 3 anos estavam matriculadas nesse nível, com uma lacuna preocupante entre os mais ricos e os mais pobres. A qualidade também precisa de atenção: o impacto da participação nesse nível nos futuros resultados de aprendizagem não é tão positivo no Brasil como é na média da OCDE.

Há muito a fazer. Três novos relatórios da OCDE – Educação no Brasil: uma Perspectiva Internacional; Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas nacionais e subnacionais; e Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas internacionais –, publicados com apoio do Todos Pela Educação e do Itaú Social, podem oferecer perspectivas para apoiar o Brasil nesse esforço.

Em 2021, a resposta e a recuperação da covid-19 continuarão a dominar a agenda. Mas para que a educação possa apoiar o desenvolvimento do País o progresso alcançado não só tem de ser sustentado, como também acelerado. O Brasil precisa equilibrar o urgente e o importante, considerando prioridades imediatas e reformas estruturais como parte de uma estratégia de recuperação coerente.

(SCHLEICHER, Andreas. Recuperação da educação brasileira: possíveis caminhos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, n. 46642, 30 jun. 2021. Espaço Aberto, p. A2.) 
A relação semântica explicitada pelo conectivo destacado na frase está corretamente identificada entre parênteses, EXCETO:
Alternativas
Q4068702 Português
Recuperação da educação brasileira, possíveis caminhos

Durante o último ano tenho conversado com formuladores de políticas, diretores escolares, professores e estudantes sobre as suas experiências durante a pandemia de Covid-19. Do Chile à Coreia do Sul, surgem questões comuns: são muitas as situações de aceleração da digitalização; por outro lado, as perdas de aprendizagem e as desigualdades aumentaram. 

O Brasil não é exceção, mas existem particularidades que merecem atenção. Nas últimas décadas, a educação tem sido parte vital do progresso do País. Porém mesmo antes da pandemia o crescimento econômico e o progresso social tinham estagnado, até mesmo retrocedido. A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação. O risco não é apenas o fim do progresso, mas também de conquistas feitas serem perdidas.

Este é um momento crítico para a educação no Brasil. É um momento que exige que os brasileiros olhem para o futuro, para a educação e o futuro que desejam para suas crianças; para dentro, aprendendo com experiências passadas e presentes e, para fora, procurando inspiração de pares internacionais.

Olhar para o futuro requer uma visão estratégica de longo prazo para o Brasil. Significa enfrentar os desafios profundamente enraizados da qualidade e equidade. No Pisa 2018, metade dos brasileiros de 15 anos não atingiram a proficiência básica em leitura. As desvantagens socioeconômicas e o status da escola ainda têm impacto maior no sucesso escolar dos estudantes do que na maioria dos países da OCDE.

Olhar para dentro também oferece caminhos para o futuro. A aprovação do novo Fundeb é uma vitória para o Brasil e prova de compromisso contínuo com a educação e a equidade. No entanto, as escolas desfavorecidas ou rurais ainda são mais propensas a enfrentar a escassez de recursos do que outras no Brasil mesmo e do que seus pares da OCDE.

Melhorar a distribuição de recursos para chegar aos que mais necessitam e onde os maiores ganhos podem ser obtidos exigirá que os Estados e municípios repensem os seus mecanismos de alocação. O Ceará fornece um exemplo poderoso, alinhando indicadores de desempenho e transferências intergovernamentais com medidas para elevar a alfabetização. O sistema descentralizado brasileiro oferece tais oportunidades de inovação local; é importante identificar boas práticas, replicando-as em todo o sistema.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é crucial na promoção da equidade e qualidade, definindo as competências que todos os estudantes devem adquirir. O fechamento de escolas complicou sua implantação, mas a Covid-19 é também uma oportunidade para reacender o ímpeto da reforma: a BNCC será fundamental para a recuperação da aprendizagem. Da mesma forma, o novo ensino médio, prometendo maior flexibilidade curricular e relevância no mercado de trabalho, poderá reengajar os alunos após meses fora da escola. Mas para que essas oportunidades sejam concretizadas será necessária uma liderança eficaz, forte cooperação e monitoramento constante.

Olhar para fora pode servir de inspiração. Sistemas escolares bem-sucedidos mostram que a qualidade deles depende da qualidade de seus professores. O Brasil tem trabalho a fazer nessa área, selecionando e formando cuidadosamente os docentes e estruturando sua remuneração e sua trajetória profissional para refletir os padrões profissionais esperados. As novas Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores são um passo positivo, mas esforços complementares ainda serão necessários.

Durante a última década, muitos países da OCDE deram prioridade à educação da primeira infância, vista como uma forma de igualar as condições de educação e da vida. No Brasil, apesar da elevada participação entre as crianças mais velhas, em 2018 apenas cerca de dois terços das crianças de 3 anos estavam matriculadas nesse nível, com uma lacuna preocupante entre os mais ricos e os mais pobres. A qualidade também precisa de atenção: o impacto da participação nesse nível nos futuros resultados de aprendizagem não é tão positivo no Brasil como é na média da OCDE.

Há muito a fazer. Três novos relatórios da OCDE – Educação no Brasil: uma Perspectiva Internacional; Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas nacionais e subnacionais; e Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas internacionais –, publicados com apoio do Todos Pela Educação e do Itaú Social, podem oferecer perspectivas para apoiar o Brasil nesse esforço.

Em 2021, a resposta e a recuperação da covid-19 continuarão a dominar a agenda. Mas para que a educação possa apoiar o desenvolvimento do País o progresso alcançado não só tem de ser sustentado, como também acelerado. O Brasil precisa equilibrar o urgente e o importante, considerando prioridades imediatas e reformas estruturais como parte de uma estratégia de recuperação coerente.

(SCHLEICHER, Andreas. Recuperação da educação brasileira: possíveis caminhos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, n. 46642, 30 jun. 2021. Espaço Aberto, p. A2.) 
“A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação.” (2º§) Sobre os aspectos morfossintáticos e semânticos desse excerto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O segundo período estabelece, em relação ao primeiro, uma relação semântica implícita de consequência.
( ) A locução verbal “está diminuindo” indica uma ação finalizada, mas que perdurou por um longo espaço de tempo.
( ) Esse excerto é, sintaticamente, formado por dois períodos e ambos são classificados como períodos compostos.
( ) Do ponto de vista morfológico, nota-se a presença de formas verbais flexionadas no modo indicativo, mas em dois tempos diferentes: pretérito perfeito e presente.
A sequência está correta em 
Alternativas
Q4068701 Português
Recuperação da educação brasileira, possíveis caminhos

Durante o último ano tenho conversado com formuladores de políticas, diretores escolares, professores e estudantes sobre as suas experiências durante a pandemia de Covid-19. Do Chile à Coreia do Sul, surgem questões comuns: são muitas as situações de aceleração da digitalização; por outro lado, as perdas de aprendizagem e as desigualdades aumentaram. 

O Brasil não é exceção, mas existem particularidades que merecem atenção. Nas últimas décadas, a educação tem sido parte vital do progresso do País. Porém mesmo antes da pandemia o crescimento econômico e o progresso social tinham estagnado, até mesmo retrocedido. A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação. O risco não é apenas o fim do progresso, mas também de conquistas feitas serem perdidas.

Este é um momento crítico para a educação no Brasil. É um momento que exige que os brasileiros olhem para o futuro, para a educação e o futuro que desejam para suas crianças; para dentro, aprendendo com experiências passadas e presentes e, para fora, procurando inspiração de pares internacionais.

Olhar para o futuro requer uma visão estratégica de longo prazo para o Brasil. Significa enfrentar os desafios profundamente enraizados da qualidade e equidade. No Pisa 2018, metade dos brasileiros de 15 anos não atingiram a proficiência básica em leitura. As desvantagens socioeconômicas e o status da escola ainda têm impacto maior no sucesso escolar dos estudantes do que na maioria dos países da OCDE.

Olhar para dentro também oferece caminhos para o futuro. A aprovação do novo Fundeb é uma vitória para o Brasil e prova de compromisso contínuo com a educação e a equidade. No entanto, as escolas desfavorecidas ou rurais ainda são mais propensas a enfrentar a escassez de recursos do que outras no Brasil mesmo e do que seus pares da OCDE.

Melhorar a distribuição de recursos para chegar aos que mais necessitam e onde os maiores ganhos podem ser obtidos exigirá que os Estados e municípios repensem os seus mecanismos de alocação. O Ceará fornece um exemplo poderoso, alinhando indicadores de desempenho e transferências intergovernamentais com medidas para elevar a alfabetização. O sistema descentralizado brasileiro oferece tais oportunidades de inovação local; é importante identificar boas práticas, replicando-as em todo o sistema.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é crucial na promoção da equidade e qualidade, definindo as competências que todos os estudantes devem adquirir. O fechamento de escolas complicou sua implantação, mas a Covid-19 é também uma oportunidade para reacender o ímpeto da reforma: a BNCC será fundamental para a recuperação da aprendizagem. Da mesma forma, o novo ensino médio, prometendo maior flexibilidade curricular e relevância no mercado de trabalho, poderá reengajar os alunos após meses fora da escola. Mas para que essas oportunidades sejam concretizadas será necessária uma liderança eficaz, forte cooperação e monitoramento constante.

Olhar para fora pode servir de inspiração. Sistemas escolares bem-sucedidos mostram que a qualidade deles depende da qualidade de seus professores. O Brasil tem trabalho a fazer nessa área, selecionando e formando cuidadosamente os docentes e estruturando sua remuneração e sua trajetória profissional para refletir os padrões profissionais esperados. As novas Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores são um passo positivo, mas esforços complementares ainda serão necessários.

Durante a última década, muitos países da OCDE deram prioridade à educação da primeira infância, vista como uma forma de igualar as condições de educação e da vida. No Brasil, apesar da elevada participação entre as crianças mais velhas, em 2018 apenas cerca de dois terços das crianças de 3 anos estavam matriculadas nesse nível, com uma lacuna preocupante entre os mais ricos e os mais pobres. A qualidade também precisa de atenção: o impacto da participação nesse nível nos futuros resultados de aprendizagem não é tão positivo no Brasil como é na média da OCDE.

Há muito a fazer. Três novos relatórios da OCDE – Educação no Brasil: uma Perspectiva Internacional; Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas nacionais e subnacionais; e Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas internacionais –, publicados com apoio do Todos Pela Educação e do Itaú Social, podem oferecer perspectivas para apoiar o Brasil nesse esforço.

Em 2021, a resposta e a recuperação da covid-19 continuarão a dominar a agenda. Mas para que a educação possa apoiar o desenvolvimento do País o progresso alcançado não só tem de ser sustentado, como também acelerado. O Brasil precisa equilibrar o urgente e o importante, considerando prioridades imediatas e reformas estruturais como parte de uma estratégia de recuperação coerente.

(SCHLEICHER, Andreas. Recuperação da educação brasileira: possíveis caminhos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, n. 46642, 30 jun. 2021. Espaço Aberto, p. A2.) 
A redação do livre comentário sobre o texto que NÃO apresenta desvio da norma padrão está em:
Alternativas
Q4068700 Português
Recuperação da educação brasileira, possíveis caminhos

Durante o último ano tenho conversado com formuladores de políticas, diretores escolares, professores e estudantes sobre as suas experiências durante a pandemia de Covid-19. Do Chile à Coreia do Sul, surgem questões comuns: são muitas as situações de aceleração da digitalização; por outro lado, as perdas de aprendizagem e as desigualdades aumentaram. 

O Brasil não é exceção, mas existem particularidades que merecem atenção. Nas últimas décadas, a educação tem sido parte vital do progresso do País. Porém mesmo antes da pandemia o crescimento econômico e o progresso social tinham estagnado, até mesmo retrocedido. A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação. O risco não é apenas o fim do progresso, mas também de conquistas feitas serem perdidas.

Este é um momento crítico para a educação no Brasil. É um momento que exige que os brasileiros olhem para o futuro, para a educação e o futuro que desejam para suas crianças; para dentro, aprendendo com experiências passadas e presentes e, para fora, procurando inspiração de pares internacionais.

Olhar para o futuro requer uma visão estratégica de longo prazo para o Brasil. Significa enfrentar os desafios profundamente enraizados da qualidade e equidade. No Pisa 2018, metade dos brasileiros de 15 anos não atingiram a proficiência básica em leitura. As desvantagens socioeconômicas e o status da escola ainda têm impacto maior no sucesso escolar dos estudantes do que na maioria dos países da OCDE.

Olhar para dentro também oferece caminhos para o futuro. A aprovação do novo Fundeb é uma vitória para o Brasil e prova de compromisso contínuo com a educação e a equidade. No entanto, as escolas desfavorecidas ou rurais ainda são mais propensas a enfrentar a escassez de recursos do que outras no Brasil mesmo e do que seus pares da OCDE.

Melhorar a distribuição de recursos para chegar aos que mais necessitam e onde os maiores ganhos podem ser obtidos exigirá que os Estados e municípios repensem os seus mecanismos de alocação. O Ceará fornece um exemplo poderoso, alinhando indicadores de desempenho e transferências intergovernamentais com medidas para elevar a alfabetização. O sistema descentralizado brasileiro oferece tais oportunidades de inovação local; é importante identificar boas práticas, replicando-as em todo o sistema.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é crucial na promoção da equidade e qualidade, definindo as competências que todos os estudantes devem adquirir. O fechamento de escolas complicou sua implantação, mas a Covid-19 é também uma oportunidade para reacender o ímpeto da reforma: a BNCC será fundamental para a recuperação da aprendizagem. Da mesma forma, o novo ensino médio, prometendo maior flexibilidade curricular e relevância no mercado de trabalho, poderá reengajar os alunos após meses fora da escola. Mas para que essas oportunidades sejam concretizadas será necessária uma liderança eficaz, forte cooperação e monitoramento constante.

Olhar para fora pode servir de inspiração. Sistemas escolares bem-sucedidos mostram que a qualidade deles depende da qualidade de seus professores. O Brasil tem trabalho a fazer nessa área, selecionando e formando cuidadosamente os docentes e estruturando sua remuneração e sua trajetória profissional para refletir os padrões profissionais esperados. As novas Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores são um passo positivo, mas esforços complementares ainda serão necessários.

Durante a última década, muitos países da OCDE deram prioridade à educação da primeira infância, vista como uma forma de igualar as condições de educação e da vida. No Brasil, apesar da elevada participação entre as crianças mais velhas, em 2018 apenas cerca de dois terços das crianças de 3 anos estavam matriculadas nesse nível, com uma lacuna preocupante entre os mais ricos e os mais pobres. A qualidade também precisa de atenção: o impacto da participação nesse nível nos futuros resultados de aprendizagem não é tão positivo no Brasil como é na média da OCDE.

Há muito a fazer. Três novos relatórios da OCDE – Educação no Brasil: uma Perspectiva Internacional; Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas nacionais e subnacionais; e Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas internacionais –, publicados com apoio do Todos Pela Educação e do Itaú Social, podem oferecer perspectivas para apoiar o Brasil nesse esforço.

Em 2021, a resposta e a recuperação da covid-19 continuarão a dominar a agenda. Mas para que a educação possa apoiar o desenvolvimento do País o progresso alcançado não só tem de ser sustentado, como também acelerado. O Brasil precisa equilibrar o urgente e o importante, considerando prioridades imediatas e reformas estruturais como parte de uma estratégia de recuperação coerente.

(SCHLEICHER, Andreas. Recuperação da educação brasileira: possíveis caminhos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, n. 46642, 30 jun. 2021. Espaço Aberto, p. A2.) 
A(s) vírgula(s) está(ão) adequadamente inserida(s) nas frases, EXCETO:
Alternativas
Q4068699 Português
Recuperação da educação brasileira, possíveis caminhos

Durante o último ano tenho conversado com formuladores de políticas, diretores escolares, professores e estudantes sobre as suas experiências durante a pandemia de Covid-19. Do Chile à Coreia do Sul, surgem questões comuns: são muitas as situações de aceleração da digitalização; por outro lado, as perdas de aprendizagem e as desigualdades aumentaram. 

O Brasil não é exceção, mas existem particularidades que merecem atenção. Nas últimas décadas, a educação tem sido parte vital do progresso do País. Porém mesmo antes da pandemia o crescimento econômico e o progresso social tinham estagnado, até mesmo retrocedido. A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação. O risco não é apenas o fim do progresso, mas também de conquistas feitas serem perdidas.

Este é um momento crítico para a educação no Brasil. É um momento que exige que os brasileiros olhem para o futuro, para a educação e o futuro que desejam para suas crianças; para dentro, aprendendo com experiências passadas e presentes e, para fora, procurando inspiração de pares internacionais.

Olhar para o futuro requer uma visão estratégica de longo prazo para o Brasil. Significa enfrentar os desafios profundamente enraizados da qualidade e equidade. No Pisa 2018, metade dos brasileiros de 15 anos não atingiram a proficiência básica em leitura. As desvantagens socioeconômicas e o status da escola ainda têm impacto maior no sucesso escolar dos estudantes do que na maioria dos países da OCDE.

Olhar para dentro também oferece caminhos para o futuro. A aprovação do novo Fundeb é uma vitória para o Brasil e prova de compromisso contínuo com a educação e a equidade. No entanto, as escolas desfavorecidas ou rurais ainda são mais propensas a enfrentar a escassez de recursos do que outras no Brasil mesmo e do que seus pares da OCDE.

Melhorar a distribuição de recursos para chegar aos que mais necessitam e onde os maiores ganhos podem ser obtidos exigirá que os Estados e municípios repensem os seus mecanismos de alocação. O Ceará fornece um exemplo poderoso, alinhando indicadores de desempenho e transferências intergovernamentais com medidas para elevar a alfabetização. O sistema descentralizado brasileiro oferece tais oportunidades de inovação local; é importante identificar boas práticas, replicando-as em todo o sistema.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é crucial na promoção da equidade e qualidade, definindo as competências que todos os estudantes devem adquirir. O fechamento de escolas complicou sua implantação, mas a Covid-19 é também uma oportunidade para reacender o ímpeto da reforma: a BNCC será fundamental para a recuperação da aprendizagem. Da mesma forma, o novo ensino médio, prometendo maior flexibilidade curricular e relevância no mercado de trabalho, poderá reengajar os alunos após meses fora da escola. Mas para que essas oportunidades sejam concretizadas será necessária uma liderança eficaz, forte cooperação e monitoramento constante.

Olhar para fora pode servir de inspiração. Sistemas escolares bem-sucedidos mostram que a qualidade deles depende da qualidade de seus professores. O Brasil tem trabalho a fazer nessa área, selecionando e formando cuidadosamente os docentes e estruturando sua remuneração e sua trajetória profissional para refletir os padrões profissionais esperados. As novas Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores são um passo positivo, mas esforços complementares ainda serão necessários.

Durante a última década, muitos países da OCDE deram prioridade à educação da primeira infância, vista como uma forma de igualar as condições de educação e da vida. No Brasil, apesar da elevada participação entre as crianças mais velhas, em 2018 apenas cerca de dois terços das crianças de 3 anos estavam matriculadas nesse nível, com uma lacuna preocupante entre os mais ricos e os mais pobres. A qualidade também precisa de atenção: o impacto da participação nesse nível nos futuros resultados de aprendizagem não é tão positivo no Brasil como é na média da OCDE.

Há muito a fazer. Três novos relatórios da OCDE – Educação no Brasil: uma Perspectiva Internacional; Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas nacionais e subnacionais; e Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas internacionais –, publicados com apoio do Todos Pela Educação e do Itaú Social, podem oferecer perspectivas para apoiar o Brasil nesse esforço.

Em 2021, a resposta e a recuperação da covid-19 continuarão a dominar a agenda. Mas para que a educação possa apoiar o desenvolvimento do País o progresso alcançado não só tem de ser sustentado, como também acelerado. O Brasil precisa equilibrar o urgente e o importante, considerando prioridades imediatas e reformas estruturais como parte de uma estratégia de recuperação coerente.

(SCHLEICHER, Andreas. Recuperação da educação brasileira: possíveis caminhos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, n. 46642, 30 jun. 2021. Espaço Aberto, p. A2.) 
A substituição do elemento destacado pelo sugerido entre parênteses implica desvio de concordância em:
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Recuperação da educação brasileira, possíveis caminhos

Durante o último ano tenho conversado com formuladores de políticas, diretores escolares, professores e estudantes sobre as suas experiências durante a pandemia de Covid-19. Do Chile à Coreia do Sul, surgem questões comuns: são muitas as situações de aceleração da digitalização; por outro lado, as perdas de aprendizagem e as desigualdades aumentaram. 

O Brasil não é exceção, mas existem particularidades que merecem atenção. Nas últimas décadas, a educação tem sido parte vital do progresso do País. Porém mesmo antes da pandemia o crescimento econômico e o progresso social tinham estagnado, até mesmo retrocedido. A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação. O risco não é apenas o fim do progresso, mas também de conquistas feitas serem perdidas.

Este é um momento crítico para a educação no Brasil. É um momento que exige que os brasileiros olhem para o futuro, para a educação e o futuro que desejam para suas crianças; para dentro, aprendendo com experiências passadas e presentes e, para fora, procurando inspiração de pares internacionais.

Olhar para o futuro requer uma visão estratégica de longo prazo para o Brasil. Significa enfrentar os desafios profundamente enraizados da qualidade e equidade. No Pisa 2018, metade dos brasileiros de 15 anos não atingiram a proficiência básica em leitura. As desvantagens socioeconômicas e o status da escola ainda têm impacto maior no sucesso escolar dos estudantes do que na maioria dos países da OCDE.

Olhar para dentro também oferece caminhos para o futuro. A aprovação do novo Fundeb é uma vitória para o Brasil e prova de compromisso contínuo com a educação e a equidade. No entanto, as escolas desfavorecidas ou rurais ainda são mais propensas a enfrentar a escassez de recursos do que outras no Brasil mesmo e do que seus pares da OCDE.

Melhorar a distribuição de recursos para chegar aos que mais necessitam e onde os maiores ganhos podem ser obtidos exigirá que os Estados e municípios repensem os seus mecanismos de alocação. O Ceará fornece um exemplo poderoso, alinhando indicadores de desempenho e transferências intergovernamentais com medidas para elevar a alfabetização. O sistema descentralizado brasileiro oferece tais oportunidades de inovação local; é importante identificar boas práticas, replicando-as em todo o sistema.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é crucial na promoção da equidade e qualidade, definindo as competências que todos os estudantes devem adquirir. O fechamento de escolas complicou sua implantação, mas a Covid-19 é também uma oportunidade para reacender o ímpeto da reforma: a BNCC será fundamental para a recuperação da aprendizagem. Da mesma forma, o novo ensino médio, prometendo maior flexibilidade curricular e relevância no mercado de trabalho, poderá reengajar os alunos após meses fora da escola. Mas para que essas oportunidades sejam concretizadas será necessária uma liderança eficaz, forte cooperação e monitoramento constante.

Olhar para fora pode servir de inspiração. Sistemas escolares bem-sucedidos mostram que a qualidade deles depende da qualidade de seus professores. O Brasil tem trabalho a fazer nessa área, selecionando e formando cuidadosamente os docentes e estruturando sua remuneração e sua trajetória profissional para refletir os padrões profissionais esperados. As novas Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores são um passo positivo, mas esforços complementares ainda serão necessários.

Durante a última década, muitos países da OCDE deram prioridade à educação da primeira infância, vista como uma forma de igualar as condições de educação e da vida. No Brasil, apesar da elevada participação entre as crianças mais velhas, em 2018 apenas cerca de dois terços das crianças de 3 anos estavam matriculadas nesse nível, com uma lacuna preocupante entre os mais ricos e os mais pobres. A qualidade também precisa de atenção: o impacto da participação nesse nível nos futuros resultados de aprendizagem não é tão positivo no Brasil como é na média da OCDE.

Há muito a fazer. Três novos relatórios da OCDE – Educação no Brasil: uma Perspectiva Internacional; Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas nacionais e subnacionais; e Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas internacionais –, publicados com apoio do Todos Pela Educação e do Itaú Social, podem oferecer perspectivas para apoiar o Brasil nesse esforço.

Em 2021, a resposta e a recuperação da covid-19 continuarão a dominar a agenda. Mas para que a educação possa apoiar o desenvolvimento do País o progresso alcançado não só tem de ser sustentado, como também acelerado. O Brasil precisa equilibrar o urgente e o importante, considerando prioridades imediatas e reformas estruturais como parte de uma estratégia de recuperação coerente.

(SCHLEICHER, Andreas. Recuperação da educação brasileira: possíveis caminhos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, n. 46642, 30 jun. 2021. Espaço Aberto, p. A2.) 
Está de acordo com o texto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4068697 Português
Recuperação da educação brasileira, possíveis caminhos

Durante o último ano tenho conversado com formuladores de políticas, diretores escolares, professores e estudantes sobre as suas experiências durante a pandemia de Covid-19. Do Chile à Coreia do Sul, surgem questões comuns: são muitas as situações de aceleração da digitalização; por outro lado, as perdas de aprendizagem e as desigualdades aumentaram. 

O Brasil não é exceção, mas existem particularidades que merecem atenção. Nas últimas décadas, a educação tem sido parte vital do progresso do País. Porém mesmo antes da pandemia o crescimento econômico e o progresso social tinham estagnado, até mesmo retrocedido. A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação. O risco não é apenas o fim do progresso, mas também de conquistas feitas serem perdidas.

Este é um momento crítico para a educação no Brasil. É um momento que exige que os brasileiros olhem para o futuro, para a educação e o futuro que desejam para suas crianças; para dentro, aprendendo com experiências passadas e presentes e, para fora, procurando inspiração de pares internacionais.

Olhar para o futuro requer uma visão estratégica de longo prazo para o Brasil. Significa enfrentar os desafios profundamente enraizados da qualidade e equidade. No Pisa 2018, metade dos brasileiros de 15 anos não atingiram a proficiência básica em leitura. As desvantagens socioeconômicas e o status da escola ainda têm impacto maior no sucesso escolar dos estudantes do que na maioria dos países da OCDE.

Olhar para dentro também oferece caminhos para o futuro. A aprovação do novo Fundeb é uma vitória para o Brasil e prova de compromisso contínuo com a educação e a equidade. No entanto, as escolas desfavorecidas ou rurais ainda são mais propensas a enfrentar a escassez de recursos do que outras no Brasil mesmo e do que seus pares da OCDE.

Melhorar a distribuição de recursos para chegar aos que mais necessitam e onde os maiores ganhos podem ser obtidos exigirá que os Estados e municípios repensem os seus mecanismos de alocação. O Ceará fornece um exemplo poderoso, alinhando indicadores de desempenho e transferências intergovernamentais com medidas para elevar a alfabetização. O sistema descentralizado brasileiro oferece tais oportunidades de inovação local; é importante identificar boas práticas, replicando-as em todo o sistema.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é crucial na promoção da equidade e qualidade, definindo as competências que todos os estudantes devem adquirir. O fechamento de escolas complicou sua implantação, mas a Covid-19 é também uma oportunidade para reacender o ímpeto da reforma: a BNCC será fundamental para a recuperação da aprendizagem. Da mesma forma, o novo ensino médio, prometendo maior flexibilidade curricular e relevância no mercado de trabalho, poderá reengajar os alunos após meses fora da escola. Mas para que essas oportunidades sejam concretizadas será necessária uma liderança eficaz, forte cooperação e monitoramento constante.

Olhar para fora pode servir de inspiração. Sistemas escolares bem-sucedidos mostram que a qualidade deles depende da qualidade de seus professores. O Brasil tem trabalho a fazer nessa área, selecionando e formando cuidadosamente os docentes e estruturando sua remuneração e sua trajetória profissional para refletir os padrões profissionais esperados. As novas Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores são um passo positivo, mas esforços complementares ainda serão necessários.

Durante a última década, muitos países da OCDE deram prioridade à educação da primeira infância, vista como uma forma de igualar as condições de educação e da vida. No Brasil, apesar da elevada participação entre as crianças mais velhas, em 2018 apenas cerca de dois terços das crianças de 3 anos estavam matriculadas nesse nível, com uma lacuna preocupante entre os mais ricos e os mais pobres. A qualidade também precisa de atenção: o impacto da participação nesse nível nos futuros resultados de aprendizagem não é tão positivo no Brasil como é na média da OCDE.

Há muito a fazer. Três novos relatórios da OCDE – Educação no Brasil: uma Perspectiva Internacional; Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas nacionais e subnacionais; e Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas internacionais –, publicados com apoio do Todos Pela Educação e do Itaú Social, podem oferecer perspectivas para apoiar o Brasil nesse esforço.

Em 2021, a resposta e a recuperação da covid-19 continuarão a dominar a agenda. Mas para que a educação possa apoiar o desenvolvimento do País o progresso alcançado não só tem de ser sustentado, como também acelerado. O Brasil precisa equilibrar o urgente e o importante, considerando prioridades imediatas e reformas estruturais como parte de uma estratégia de recuperação coerente.

(SCHLEICHER, Andreas. Recuperação da educação brasileira: possíveis caminhos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, n. 46642, 30 jun. 2021. Espaço Aberto, p. A2.) 
Andreas Schleicher, diretor de educação e competências e assessor de políticas educacionais da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), afirma que, de modo geral, o impacto da pandemia de Covid-19 na educação foi:
Alternativas
Q4068696 Português
Recuperação da educação brasileira, possíveis caminhos

Durante o último ano tenho conversado com formuladores de políticas, diretores escolares, professores e estudantes sobre as suas experiências durante a pandemia de Covid-19. Do Chile à Coreia do Sul, surgem questões comuns: são muitas as situações de aceleração da digitalização; por outro lado, as perdas de aprendizagem e as desigualdades aumentaram. 

O Brasil não é exceção, mas existem particularidades que merecem atenção. Nas últimas décadas, a educação tem sido parte vital do progresso do País. Porém mesmo antes da pandemia o crescimento econômico e o progresso social tinham estagnado, até mesmo retrocedido. A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação. O risco não é apenas o fim do progresso, mas também de conquistas feitas serem perdidas.

Este é um momento crítico para a educação no Brasil. É um momento que exige que os brasileiros olhem para o futuro, para a educação e o futuro que desejam para suas crianças; para dentro, aprendendo com experiências passadas e presentes e, para fora, procurando inspiração de pares internacionais.

Olhar para o futuro requer uma visão estratégica de longo prazo para o Brasil. Significa enfrentar os desafios profundamente enraizados da qualidade e equidade. No Pisa 2018, metade dos brasileiros de 15 anos não atingiram a proficiência básica em leitura. As desvantagens socioeconômicas e o status da escola ainda têm impacto maior no sucesso escolar dos estudantes do que na maioria dos países da OCDE.

Olhar para dentro também oferece caminhos para o futuro. A aprovação do novo Fundeb é uma vitória para o Brasil e prova de compromisso contínuo com a educação e a equidade. No entanto, as escolas desfavorecidas ou rurais ainda são mais propensas a enfrentar a escassez de recursos do que outras no Brasil mesmo e do que seus pares da OCDE.

Melhorar a distribuição de recursos para chegar aos que mais necessitam e onde os maiores ganhos podem ser obtidos exigirá que os Estados e municípios repensem os seus mecanismos de alocação. O Ceará fornece um exemplo poderoso, alinhando indicadores de desempenho e transferências intergovernamentais com medidas para elevar a alfabetização. O sistema descentralizado brasileiro oferece tais oportunidades de inovação local; é importante identificar boas práticas, replicando-as em todo o sistema.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é crucial na promoção da equidade e qualidade, definindo as competências que todos os estudantes devem adquirir. O fechamento de escolas complicou sua implantação, mas a Covid-19 é também uma oportunidade para reacender o ímpeto da reforma: a BNCC será fundamental para a recuperação da aprendizagem. Da mesma forma, o novo ensino médio, prometendo maior flexibilidade curricular e relevância no mercado de trabalho, poderá reengajar os alunos após meses fora da escola. Mas para que essas oportunidades sejam concretizadas será necessária uma liderança eficaz, forte cooperação e monitoramento constante.

Olhar para fora pode servir de inspiração. Sistemas escolares bem-sucedidos mostram que a qualidade deles depende da qualidade de seus professores. O Brasil tem trabalho a fazer nessa área, selecionando e formando cuidadosamente os docentes e estruturando sua remuneração e sua trajetória profissional para refletir os padrões profissionais esperados. As novas Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores são um passo positivo, mas esforços complementares ainda serão necessários.

Durante a última década, muitos países da OCDE deram prioridade à educação da primeira infância, vista como uma forma de igualar as condições de educação e da vida. No Brasil, apesar da elevada participação entre as crianças mais velhas, em 2018 apenas cerca de dois terços das crianças de 3 anos estavam matriculadas nesse nível, com uma lacuna preocupante entre os mais ricos e os mais pobres. A qualidade também precisa de atenção: o impacto da participação nesse nível nos futuros resultados de aprendizagem não é tão positivo no Brasil como é na média da OCDE.

Há muito a fazer. Três novos relatórios da OCDE – Educação no Brasil: uma Perspectiva Internacional; Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas nacionais e subnacionais; e Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas internacionais –, publicados com apoio do Todos Pela Educação e do Itaú Social, podem oferecer perspectivas para apoiar o Brasil nesse esforço.

Em 2021, a resposta e a recuperação da covid-19 continuarão a dominar a agenda. Mas para que a educação possa apoiar o desenvolvimento do País o progresso alcançado não só tem de ser sustentado, como também acelerado. O Brasil precisa equilibrar o urgente e o importante, considerando prioridades imediatas e reformas estruturais como parte de uma estratégia de recuperação coerente.

(SCHLEICHER, Andreas. Recuperação da educação brasileira: possíveis caminhos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, n. 46642, 30 jun. 2021. Espaço Aberto, p. A2.) 
A análise da construção composicional, do conteúdo temático e do estilo de linguagem desse texto permite identificá-lo como: 
Alternativas
Q4068695 Português
Recuperação da educação brasileira, possíveis caminhos

Durante o último ano tenho conversado com formuladores de políticas, diretores escolares, professores e estudantes sobre as suas experiências durante a pandemia de Covid-19. Do Chile à Coreia do Sul, surgem questões comuns: são muitas as situações de aceleração da digitalização; por outro lado, as perdas de aprendizagem e as desigualdades aumentaram. 

O Brasil não é exceção, mas existem particularidades que merecem atenção. Nas últimas décadas, a educação tem sido parte vital do progresso do País. Porém mesmo antes da pandemia o crescimento econômico e o progresso social tinham estagnado, até mesmo retrocedido. A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação. O risco não é apenas o fim do progresso, mas também de conquistas feitas serem perdidas.

Este é um momento crítico para a educação no Brasil. É um momento que exige que os brasileiros olhem para o futuro, para a educação e o futuro que desejam para suas crianças; para dentro, aprendendo com experiências passadas e presentes e, para fora, procurando inspiração de pares internacionais.

Olhar para o futuro requer uma visão estratégica de longo prazo para o Brasil. Significa enfrentar os desafios profundamente enraizados da qualidade e equidade. No Pisa 2018, metade dos brasileiros de 15 anos não atingiram a proficiência básica em leitura. As desvantagens socioeconômicas e o status da escola ainda têm impacto maior no sucesso escolar dos estudantes do que na maioria dos países da OCDE.

Olhar para dentro também oferece caminhos para o futuro. A aprovação do novo Fundeb é uma vitória para o Brasil e prova de compromisso contínuo com a educação e a equidade. No entanto, as escolas desfavorecidas ou rurais ainda são mais propensas a enfrentar a escassez de recursos do que outras no Brasil mesmo e do que seus pares da OCDE.

Melhorar a distribuição de recursos para chegar aos que mais necessitam e onde os maiores ganhos podem ser obtidos exigirá que os Estados e municípios repensem os seus mecanismos de alocação. O Ceará fornece um exemplo poderoso, alinhando indicadores de desempenho e transferências intergovernamentais com medidas para elevar a alfabetização. O sistema descentralizado brasileiro oferece tais oportunidades de inovação local; é importante identificar boas práticas, replicando-as em todo o sistema.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é crucial na promoção da equidade e qualidade, definindo as competências que todos os estudantes devem adquirir. O fechamento de escolas complicou sua implantação, mas a Covid-19 é também uma oportunidade para reacender o ímpeto da reforma: a BNCC será fundamental para a recuperação da aprendizagem. Da mesma forma, o novo ensino médio, prometendo maior flexibilidade curricular e relevância no mercado de trabalho, poderá reengajar os alunos após meses fora da escola. Mas para que essas oportunidades sejam concretizadas será necessária uma liderança eficaz, forte cooperação e monitoramento constante.

Olhar para fora pode servir de inspiração. Sistemas escolares bem-sucedidos mostram que a qualidade deles depende da qualidade de seus professores. O Brasil tem trabalho a fazer nessa área, selecionando e formando cuidadosamente os docentes e estruturando sua remuneração e sua trajetória profissional para refletir os padrões profissionais esperados. As novas Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores são um passo positivo, mas esforços complementares ainda serão necessários.

Durante a última década, muitos países da OCDE deram prioridade à educação da primeira infância, vista como uma forma de igualar as condições de educação e da vida. No Brasil, apesar da elevada participação entre as crianças mais velhas, em 2018 apenas cerca de dois terços das crianças de 3 anos estavam matriculadas nesse nível, com uma lacuna preocupante entre os mais ricos e os mais pobres. A qualidade também precisa de atenção: o impacto da participação nesse nível nos futuros resultados de aprendizagem não é tão positivo no Brasil como é na média da OCDE.

Há muito a fazer. Três novos relatórios da OCDE – Educação no Brasil: uma Perspectiva Internacional; Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas nacionais e subnacionais; e Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas internacionais –, publicados com apoio do Todos Pela Educação e do Itaú Social, podem oferecer perspectivas para apoiar o Brasil nesse esforço.

Em 2021, a resposta e a recuperação da covid-19 continuarão a dominar a agenda. Mas para que a educação possa apoiar o desenvolvimento do País o progresso alcançado não só tem de ser sustentado, como também acelerado. O Brasil precisa equilibrar o urgente e o importante, considerando prioridades imediatas e reformas estruturais como parte de uma estratégia de recuperação coerente.

(SCHLEICHER, Andreas. Recuperação da educação brasileira: possíveis caminhos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, n. 46642, 30 jun. 2021. Espaço Aberto, p. A2.) 
Considere as afirmações a seguir sobre os três primeiros parágrafos do texto.
I. O primeiro parágrafo corresponde à contextualização ampla da temática principal; por isso, deve ser compreendido como o contexto geral no qual o tema está inserido.
II. O segundo parágrafo também contextualiza a temática principal; porém, traz informações mais direcionadas, logo, deve ser compreendido como o contexto específico do tema.
III. O terceiro parágrafo sintetiza o contexto geral e o contexto específico nos quais a temática principal está circunscrita; assim, deve ser compreendido como recurso coesivo responsável pela continuidade do texto.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4068339 Direito Sanitário
São compreendidas no âmbito de uma Região de Saúde as Redes de Atenção à Saúde de acordo com as diretrizes das comissões intergestores. São considerados elementos que definem a Região em Saúde, EXCETO:
Alternativas
Q4068338 Direito Sanitário
O Decreto nº 7.508/2011 regulamenta a Lei nº 8.080/1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde (SUS), o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa. Os Serviços Especiais de Acesso Aberto são considerados neste decreto, como:
Alternativas
Q4068337 Saúde Pública
Identificar e divulgar os fatores condicionantes e determinantes à saúde fazem parte dos objetivos do SUS. Sobre os fatores determinantes sociais da saúde, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4068336 Saúde Pública
Sobre a permissão da participação do setor privado no SUS, na assistência à saúde, analise as afirmativas a seguir.

I. A iniciativa privada poderá participar de forma complementar, devendo seguir as diretrizes do SUS, através de contrato de direito público ou convênio, tendo como preferência as entidades filantrópicas.
II. Os recursos públicos poderão ser destinados às instituições privadas com fins lucrativos.
III. As empresas de capitais estrangeiros poderão participar exclusivamente, de forma direta, em relação a hospitais filantrópicos na assistência à saúde no país.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4068334 Português
Receita de viver


    Viver é expandir, é iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes, nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as nossas grades, ao invés delas nos libertarmos.

    Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho o mar. Por respeito a cada ser humano em todos os cantos da terra, e por gostar de gente – gostar de gostar – é que encontro em cada indivíduo o reflexo do Universo. 

    As pessoas chamam de amor ao amor-próprio. Chamam de amor ao sexo. Chamam de amor a uma porção de coisas que não são amor. Enquanto a humanidade não definir o amor, enquanto não perceber que o amor é algo que independe da posse, do egocentrismo, da planificação, do medo de perder, da necessidade de ser correspondido, o amor não será amor. 

    A gente só é o que faz aos outros. Somos consequências dessa ação. Não fazer... me deixa extenuado.

    Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida, não se realizar.

    O homem deve viver se realizando.

    O realizado botou ponto final. 

    Não podemos viver, permanentemente, grandes momentos. Mas podemos cultivar sua expectativa.

    Acredito em milagre. Nada mais miraculoso que a realidade de cada instante.

    Acredito no sobrenatural. O sobrenatural seria o natural mais explicado, se o natural tivesse explicação.

    Enquanto o homem não marcar um encontro consigo mesmo, verá o mundo com prisma deformado. E construirá um mundo em que a lua terá prioridade. Um mundo mais lua do que luar...


(Recanto das Letras. Pedro Bloch. Acesso em: 02/01/2022. Adaptado.)
A linguagem é o maior instrumento de interação entre sujeitos socialmente organizados. Isso porque ela possibilita a troca de ideias, a circulação de saberes e faz intermediação entre todas as formas de relação humana. Assinale o enunciado transcrito do texto que está no sentido conotativo, ou seja, aquele que evidencia um novo significado em situações e contextos particulares de uso.
Alternativas
Q4068333 Português
Receita de viver


    Viver é expandir, é iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes, nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as nossas grades, ao invés delas nos libertarmos.

    Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho o mar. Por respeito a cada ser humano em todos os cantos da terra, e por gostar de gente – gostar de gostar – é que encontro em cada indivíduo o reflexo do Universo. 

    As pessoas chamam de amor ao amor-próprio. Chamam de amor ao sexo. Chamam de amor a uma porção de coisas que não são amor. Enquanto a humanidade não definir o amor, enquanto não perceber que o amor é algo que independe da posse, do egocentrismo, da planificação, do medo de perder, da necessidade de ser correspondido, o amor não será amor. 

    A gente só é o que faz aos outros. Somos consequências dessa ação. Não fazer... me deixa extenuado.

    Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida, não se realizar.

    O homem deve viver se realizando.

    O realizado botou ponto final. 

    Não podemos viver, permanentemente, grandes momentos. Mas podemos cultivar sua expectativa.

    Acredito em milagre. Nada mais miraculoso que a realidade de cada instante.

    Acredito no sobrenatural. O sobrenatural seria o natural mais explicado, se o natural tivesse explicação.

    Enquanto o homem não marcar um encontro consigo mesmo, verá o mundo com prisma deformado. E construirá um mundo em que a lua terá prioridade. Um mundo mais lua do que luar...


(Recanto das Letras. Pedro Bloch. Acesso em: 02/01/2022. Adaptado.)
No trecho “Por respeito a cada ser humano em todos os cantos da terra, e por gostar de gente – gostar de gostar – é que encontro em cada indivíduo o reflexo do Universo.” (2º§), o duplo travessão tem como propósito:
Alternativas
Q4068332 Português
Receita de viver


    Viver é expandir, é iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes, nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as nossas grades, ao invés delas nos libertarmos.

    Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho o mar. Por respeito a cada ser humano em todos os cantos da terra, e por gostar de gente – gostar de gostar – é que encontro em cada indivíduo o reflexo do Universo. 

    As pessoas chamam de amor ao amor-próprio. Chamam de amor ao sexo. Chamam de amor a uma porção de coisas que não são amor. Enquanto a humanidade não definir o amor, enquanto não perceber que o amor é algo que independe da posse, do egocentrismo, da planificação, do medo de perder, da necessidade de ser correspondido, o amor não será amor. 

    A gente só é o que faz aos outros. Somos consequências dessa ação. Não fazer... me deixa extenuado.

    Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida, não se realizar.

    O homem deve viver se realizando.

    O realizado botou ponto final. 

    Não podemos viver, permanentemente, grandes momentos. Mas podemos cultivar sua expectativa.

    Acredito em milagre. Nada mais miraculoso que a realidade de cada instante.

    Acredito no sobrenatural. O sobrenatural seria o natural mais explicado, se o natural tivesse explicação.

    Enquanto o homem não marcar um encontro consigo mesmo, verá o mundo com prisma deformado. E construirá um mundo em que a lua terá prioridade. Um mundo mais lua do que luar...


(Recanto das Letras. Pedro Bloch. Acesso em: 02/01/2022. Adaptado.)
No excerto “A gente só é o que faz aos outros. Somos consequências dessa ação. Não fazer... me deixa extenuado.” (4º§), o termo sublinhado pode ser substituído, sem modificação semântica, por:
Alternativas
Q4068331 Português
Receita de viver


    Viver é expandir, é iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes, nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as nossas grades, ao invés delas nos libertarmos.

    Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho o mar. Por respeito a cada ser humano em todos os cantos da terra, e por gostar de gente – gostar de gostar – é que encontro em cada indivíduo o reflexo do Universo. 

    As pessoas chamam de amor ao amor-próprio. Chamam de amor ao sexo. Chamam de amor a uma porção de coisas que não são amor. Enquanto a humanidade não definir o amor, enquanto não perceber que o amor é algo que independe da posse, do egocentrismo, da planificação, do medo de perder, da necessidade de ser correspondido, o amor não será amor. 

    A gente só é o que faz aos outros. Somos consequências dessa ação. Não fazer... me deixa extenuado.

    Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida, não se realizar.

    O homem deve viver se realizando.

    O realizado botou ponto final. 

    Não podemos viver, permanentemente, grandes momentos. Mas podemos cultivar sua expectativa.

    Acredito em milagre. Nada mais miraculoso que a realidade de cada instante.

    Acredito no sobrenatural. O sobrenatural seria o natural mais explicado, se o natural tivesse explicação.

    Enquanto o homem não marcar um encontro consigo mesmo, verá o mundo com prisma deformado. E construirá um mundo em que a lua terá prioridade. Um mundo mais lua do que luar...


(Recanto das Letras. Pedro Bloch. Acesso em: 02/01/2022. Adaptado.)
Ao ratificar que “Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade.” (2º§), o autor:
Alternativas
Q4068330 Português
Receita de viver


    Viver é expandir, é iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes, nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as nossas grades, ao invés delas nos libertarmos.

    Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho o mar. Por respeito a cada ser humano em todos os cantos da terra, e por gostar de gente – gostar de gostar – é que encontro em cada indivíduo o reflexo do Universo. 

    As pessoas chamam de amor ao amor-próprio. Chamam de amor ao sexo. Chamam de amor a uma porção de coisas que não são amor. Enquanto a humanidade não definir o amor, enquanto não perceber que o amor é algo que independe da posse, do egocentrismo, da planificação, do medo de perder, da necessidade de ser correspondido, o amor não será amor. 

    A gente só é o que faz aos outros. Somos consequências dessa ação. Não fazer... me deixa extenuado.

    Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida, não se realizar.

    O homem deve viver se realizando.

    O realizado botou ponto final. 

    Não podemos viver, permanentemente, grandes momentos. Mas podemos cultivar sua expectativa.

    Acredito em milagre. Nada mais miraculoso que a realidade de cada instante.

    Acredito no sobrenatural. O sobrenatural seria o natural mais explicado, se o natural tivesse explicação.

    Enquanto o homem não marcar um encontro consigo mesmo, verá o mundo com prisma deformado. E construirá um mundo em que a lua terá prioridade. Um mundo mais lua do que luar...


(Recanto das Letras. Pedro Bloch. Acesso em: 02/01/2022. Adaptado.)
Considerando que a crônica é um gênero textual que se caracteriza por abordar acontecimentos comuns em um viés literário, tendo como matéria-prima a realidade, é possível inferir que o autor:
Alternativas
Q4049023 Medicina
Sobre o tratamento das doenças inflamatórias intestinais, analise as afirmativas a seguir.
I. Os sintomas clínicos não apresentam boa correlação com o grau de inflamação subjacente da mucosa entérica e não garantem que o processo inflamatório esteja controlado.
II. Os corticoides sistêmicos são indicados para indução de remissão clínica da doença em atividade e manutenção da remissão, pois apresentam bons índices de cicatrização da mucosa.
III. Antes do início da terapia com imunossupressores e biológicos deve ser feita a atualização do calendário vacinal, sendo solicitadas sorologias e radiografia de tórax, bem como a realização do PPD, que, mesmo sendo positivo, não deve postergar a introdução da terapia.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Respostas
8281: C
8282: A
8283: D
8284: B
8285: D
8286: A
8287: D
8288: C
8289: B
8290: C
8291: C
8292: C
8293: A
8294: B
8295: B
8296: C
8297: A
8298: A
8299: C
8300: A