Questões de Concurso
Para técnico em laboratório - histopalogia
Foram encontradas 38 questões
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Equipamentos de proteção individual (EPI´s) são equipamentos de uso individual, projetados para proteção de quem os utiliza contra agentes químicos, físicos, biológicos, frio ou calor, assim como outros riscos presentes no ambiente laboratorial (Rodrigues et al., 2022). (Observação PFF = peças faciais filtrantes). Sobre o tema, analise as afirmativas abaixo:
I- O jaleco forma uma barreira de proteção de contaminantes, protegendo a pele e as roupas por baixo, por isso, deve ser obrigatoriamente de manga longa e de tecido de algodão ou algum outro tecido não inflamável.
II- As luvas de látex podem ser utilizadas para proteção contra agentes biológicos e para manipulação de ácidos, bases diluídas e solventes orgânicos.
III- As máscaras PFF1 são indicadas para poeiras e névoas, mas não protegem contra agentes biológicos, sendo as máscaras PFF2 (equivalentes à N95) as mais utilizadas para proteção contra agentes biológicos.
IV- Deve-se usar no laboratório calçados que tenham um desenho que minimize escorregões e tropeções e possa reduzir a probabilidade de ferimentos causados por queda de objetos e exposição a agentes biológicos.
V- Os óculos protegem os olhos contra gotas, impacto, borrifo e salpicos, sendo os óculos de grau uma alternativa adequada como forma de proteção para os olhos.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
A maioria das células e tecidos humanos é incolor. Para que possam ser visualizados ao microscópio, é essencial que as lâminas passem pelo processo de coloração. Considerando a coloração de rotina (hematoxilina-eosina), analise as assertivas abaixo:
I- Antes da coloração, é necessário remover a parafina presente nos cortes, pois a hematoxilina-eosina é aquosa e não penetra na parafina.
II- Antes da coloração, as lâminas de vidro com os cortes nelas aderidos são mergulhadas em álcool absoluto para remoção da parafina.
III- A eosina é a parte ácida do corante, com afinidade pelas estruturas básicas. A coloração final obtida varia do rosa claro ao vermelho.
IV- A hematoxilina é parte básica do corante e cora em azul ou violeta o núcleo das células e regiões citoplasmáticas ricas em ácido ribonucleico (RNA).
V- Após a coloração, os cortes são montados para preservação e observação. Para tal, aplica-se uma gota de xilol sobre o corte ou sobre uma lamínula.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Tecidos mineralizados, como ossos e dentes, requerem uma etapa extra no processamento histológico. Devido à presença de sais de cálcio, essas estruturas apresentam grande rigidez, o que dificulta ou até impede a obtenção de cortes finos para análise microscópica. Assim, o processo de descalcificação tem como objetivo facilitar a microtomia, preservar a integridade das lâminas de corte e aprimorar a qualidade da coloração. A remoção do cálcio contribui para uma coloração mais homogênea, fator essencial para a observação detalhada da morfologia tecidual. Qual das afirmativas abaixo é a CORRETA no que concerne às técnicas histológicas de descalcificação?
De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Parecer Nº 31/2005: “Considerando os dispositivos legais vigentes, a Sociedade Brasileira de Patologia recomenda que: No prazo legalmente estabelecido para a guarda de blocos e lâminas histológicas, estes só poderão ser retirados do Laboratório de Patologia com a autorização expressa e devidamente protocolada do paciente ou de seu representante legal, obrigando-se o uso de Termo de Consentimento Informado, para esclarecimento do objetivo da cessão do material”. Por quanto tempo o serviço de patologia deve manter em arquivo as lâminas histológicas?
Imediatamente após a coleta do material através do ato cirúrgico, a amostra deve ser colocada em solução fixadora. A fixação tem por finalidade a interrupção do metabolismo celular, estabilizando as estruturas e os componentes bioquímicos intra e extracelulares para preservar e conservar os elementos teciduais. Com relação à fixação e às técnicas de preparo de fixadores, marque a alternativa CORRETA:
De acordo com Caputo, Gitirana e Manso (2010), a coleta do material para análise histopatológica consiste em remover amostras de tecido de um determinado organismo. Essa coleta pode ser feita quando o organismo ainda está vivo, por meio de biópsia ou durante uma cirurgia, ou mesmo post mortem, durante a realização de necropsia de animais ou seres humanos. Diante do exposto, assinale a alternativa CORRETA:
A solicitação de coloração especial, ou específica, é um procedimento feito pelo patologista ou pesquisador sempre que a lâmina corada por Hematoxilina & Eosina (HE) não for suficiente para diagnóstico ou para mostrar estruturas que necessitam serem esclarecidas (Dorigan Neto, 2012). Qual coloração é a indicada para detectar glicogênio em cortes histológicos?
Durante o processamento histológico, o material biológico deve ser incorporado em um meio de suporte sólido, para permitir o corte em lâminas ultrafinas no micrótomo. Considere esta etapa do processamento histológico de rotina e assinale a alternativa CORRETA:
“A técnica histológica compreende uma série de procedimentos técnicos, os quais visam a obtenção de preparados histológicos através de amostras biológicas para a análise do tecido sob o microscópio óptico, seja por interesse do ensino, da pesquisa científica ou do diagnóstico patológico” (Santos et al., 2021). Qual das alternativas abaixo é a CORRETA com relação ao processamento histológico de rotina?
Em um laboratório de histopatologia, diversos equipamentos são necessários para as variadas etapas que vão desde a confecção até a observação dos cortes histológicos. De acordo com Moreira (2013), “O microscópio é um instrumento utilizado para ampliar e observar estruturas pequenas dificilmente visíveis ou invisíveis a olho nu. O microscópio óptico utiliza luz visível e um sistema de lentes de vidro que ampliam a imagem das amostras”. Além da parte óptica, o microscópio também possui uma parte mecânica que proporciona estabilidade, suporte e movimentação para as diferentes partes do equipamento, permitindo o ajuste adequado para a observação das amostras. Considere as afirmações sobre este equipamento e assinale a alternativa CORRETA:
Leia o texto II para responder à questão.
Texto II- 3ª do Plural – Engenheiros do Hawaii
Corrida pra vender cigarro
Cigarro pra vender remédio
Remédio pra curar a tosse
Tossir, cuspir, jogar pra fora
Corrida pra vender os carros
Pneu, cerveja e gasolina
Cabeça pra usar boné
E professar a fé de quem patrocina
Eles querem te vender
Eles querem te comprar
Querem te matar (de rir)
Querem te fazer chorar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
(...)
Corrida contra o relógio
Silicone contra a gravidade
Dedo no gatilho, velocidade
Quem mente antes diz a verdade
Satisfação garantida
Obsolescência programada
Eles ganham a corrida
Antes mesmo da largada
Eles querem te vender
Eles querem te comprar
Querem te matar (a sede)
Eles querem te sedar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
(...)
Vender, comprar, vendar os olhos
Jogar a rede, contra a parede
Querem te deixar com sede
Não querem te deixar pensar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Composição: Humberto Gessinger
Leia o trecho abaixo, observando a palavra em destaque. “Satisfação garantida/Obsolescência programada/Eles ganham a corrida/Antes mesmo da largada”.
Considerando-se o contexto em que ocorre, é CORRETO afirmar que a palavra destacada nesse trecho significa:
Leia o texto II para responder à questão.
Texto II- 3ª do Plural – Engenheiros do Hawaii
Corrida pra vender cigarro
Cigarro pra vender remédio
Remédio pra curar a tosse
Tossir, cuspir, jogar pra fora
Corrida pra vender os carros
Pneu, cerveja e gasolina
Cabeça pra usar boné
E professar a fé de quem patrocina
Eles querem te vender
Eles querem te comprar
Querem te matar (de rir)
Querem te fazer chorar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
(...)
Corrida contra o relógio
Silicone contra a gravidade
Dedo no gatilho, velocidade
Quem mente antes diz a verdade
Satisfação garantida
Obsolescência programada
Eles ganham a corrida
Antes mesmo da largada
Eles querem te vender
Eles querem te comprar
Querem te matar (a sede)
Eles querem te sedar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
(...)
Vender, comprar, vendar os olhos
Jogar a rede, contra a parede
Querem te deixar com sede
Não querem te deixar pensar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Composição: Humberto Gessinger
Leia o texto I para responder à questão.
Texto I - INFÂNCIA
Ora, uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.
Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.
Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.
Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.
Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas. À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.
Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso.
E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo. Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.
Fonte: RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 2003.