De acordo com Caputo, Gitirana e Manso (2010), a coleta do m...
De acordo com Caputo, Gitirana e Manso (2010), a coleta do material para análise histopatológica consiste em remover amostras de tecido de um determinado organismo. Essa coleta pode ser feita quando o organismo ainda está vivo, por meio de biópsia ou durante uma cirurgia, ou mesmo post mortem, durante a realização de necropsia de animais ou seres humanos. Diante do exposto, assinale a alternativa CORRETA:
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Tema central: procedimentos pré-analíticos em coleta, fixação, registro e macroscopia de materiais para análise histopatológica. Isso garante rastreabilidade, preservação morfológica e segurança diagnóstica, conforme boas práticas descritas por Caputo, Gitirana e Manso (2010), Bancroft & Gamble e recomendações do College of American Pathologists (CAP).
Alternativa correta – C: Após a coleta, o material deve ser registrado em livro ou sistema (LIS), recebendo um número de protocolo que o acompanha em todas as etapas (fixação, processamento, inclusão, corte, coloração e laudos). Essa rastreabilidade é pilar de qualidade e segurança, evitando trocas e perdas de amostras (CAP/WHO – boas práticas de patologia).
Por que as outras estão incorretas?
A – Receber em álcool ou soro fisiológico sem fixação compromete a análise. O soro favorece autólise e putrefação; o álcool desidrata e pode artefatar, não sendo o padrão para rotina. O recomendado é formol 10% tamponado (NBF) na proporção ~10:1 (fixador:tecido). Nessa situação, é obrigatório notificar o patologista e registrar a não conformidade (Bancroft & Gamble; CAP Preanalytic Standards).
B – O laudo macroscópico (descrição da peça, cortes, margens, medidas) é de responsabilidade do médico patologista (podendo contar com apoio técnico). O técnico não “emite laudo”; ele auxilia no recebimento, registro e preparo, sob supervisão. Atribuir-lhe o laudo fere normas de escopo profissional e qualidade (CAP; conselhos profissionais).
D – Tamanho, peso e dimensões são elementos essenciais do exame macroscópico e devem ser registrados antes da microscopia. Essas medidas orientam amostragem, avaliação de margens e estadiamento (ex.: tumores). Dizer que o tamanho é anotado apenas depois da análise microscópica contraria o fluxo técnico (Bancroft & Gamble; protocolos sinóticos CAP/OMS).
E – A requisição deve conter dados do paciente, origem anatômica e lateralidade, médico solicitante/contato, hipótese clínica, tipo de procedimento, fixador e horário, e informações relevantes (ex.: tratamentos prévios). Não basta “apenas informações do espécime” (CAP; boas práticas de patologia cirúrgica).
Dica de prova: desconfie de termos absolutos como “não compromete” ou “apenas”. Em patologia, a segurança depende de fixação adequada, rastreabilidade e informação clínica completa. Palavras-chave que apontam a correta: registro/protocolo e número que acompanha a amostra.
Referências úteis: Caputo, Gitirana e Manso (2010); Bancroft & Gamble. Theory and Practice of Histological Techniques; College of American Pathologists – Preanalytic Factors/Specimen Handling; OMS/IARC – boas práticas em patologia.
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