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Q3364952 Técnicas em Laboratório

Imediatamente após a coleta do material através do ato cirúrgico, a amostra deve ser colocada em solução fixadora. A fixação tem por finalidade a interrupção do metabolismo celular, estabilizando as estruturas e os componentes bioquímicos intra e extracelulares para preservar e conservar os elementos teciduais. Com relação à fixação e às técnicas de preparo de fixadores, marque a alternativa CORRETA:

Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Fixação histológica e preparo de fixadores. O objetivo é interromper o metabolismo celular, evitar autólise e putrefação, estabilizando estruturas intra e extracelulares para preservação morfológica e bioquímica.

Gabarito: C

Por que a C é correta? Diversos fatores influenciam a fixação: espessura do tecido (ideal ≤3–5 mm para boa penetração), tempo de fixação (equilíbrio entre sub e sobrefixação; p.ex., 6–48 h em 10% formalina tamponada), e temperatura (maior temperatura acelera penetração, mas pode aumentar artefatos). Também importam pH, osmolaridade, agitação e relação volume tecido:fixador. Essas recomendações constam em Bancroft & Gamble e nas orientações CAP/ASCO para espécimes em 10% formalina tamponada.

Análise das alternativas incorretas

A) Na fixação por imersão, o fixador difunde-se da periferia para o centro do fragmento, nunca do centro para a periferia. Por isso exige-se espessura reduzida. Em perfusão vascular, o fixador entra pela árvore vascular e ainda assim difunde para fora do lúmen. Logo, a direção citada é inversa.

B) Autólise é a autodigestão por enzimas endógenas lisossomais das próprias células. A degradação por bactérias chama-se putrefação (ou heterólise). A alternativa confunde os conceitos: a fixação evita ambos, mas autólise não é causada por bactérias.

D) O volume do fixador não deve ser apenas 2x o volume do tecido. A prática recomendada é cerca de 10:1 (fixador:tecido), garantindo concentração eficaz e evitando exaustão do fixador. Volumes pequenos favorecem má penetração e artefatos (CAP; Bancroft & Gamble).

E) Correto afirmar que a fixação química é a mais usada na rotina, com destaque para formalina tamponada. Porém a concentração padrão é 10% formalina tamponada (equivale a ~4% formaldeído a partir de solução estoque 37–40%), não 20%. Concentrações elevadas aumentam endurecimento e artefatos; o tamponamento (pH ~7,0) reduz pigmento ácido fórmico (Kiernan; CAP).

Estratégia de prova

- Atenção a palavras-chave: espessura, tempo, temperatura, volume, concentração.

- Pegadinhas clássicas: 10% formalina ≠ 10% formaldeído; autólise ≠ putrefação; direção de difusão é periferia → centro.

- Dica prática: fragmentar peças grossas (≤5 mm), imergir imediatamente em 10% formalina tamponada em volume ~10:1, à temperatura ambiente, com frasco adequado.

Referências essenciais: Bancroft & Gamble, Theory and Practice of Histological Techniques; Kiernan, Histological and Histochemical Methods; CAP/ASCO guidelines para manuseio de espécimes em formalina tamponada.

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