Durante o processamento histológico, o material biológico de...
Durante o processamento histológico, o material biológico deve ser incorporado em um meio de suporte sólido, para permitir o corte em lâminas ultrafinas no micrótomo. Considere esta etapa do processamento histológico de rotina e assinale a alternativa CORRETA:
Gabarito comentado
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Tema central: processamento histológico de rotina — impregnação/infiltração, inclusão em parafina e microtomia (cortes finos em micrótomo).
Gabarito: A
Por que a alternativa A está correta? A microtomia em blocos de parafina produz cortes de rotina com espessura ideal de cerca de 3–5 µm, garantindo boa resolução morfológica e coloração (ex.: HE) com mínima sobreposição de estruturas. Valores fora dessa faixa comprometem nitidez e diagnóstico. Referência clássica: Bancroft & Gamble, Theory and Practice of Histological Techniques; Kiernan, Histological and Histochemical Methods.
Análise das alternativas incorretas
B) A lâmina/“navalha” é fundamental, mas dizer que as de aço são as mais usadas por baixo custo é reducionista e desatualizado. Em histotécnica atual utilizam-se lâminas descartáveis de aço inox e, conforme o tecido, tungstênio ou diamante (tecidos duros, resina). O critério principal é a qualidade do fio e adequação ao material, não apenas o preço. Para ultramicrotomia (resina), usa-se vidro/diamante. Fontes: Bancroft & Gamble; CAP Laboratory Accreditation Program (boas práticas).
C) O bloco deve estar bem fixado ao suporte do micrótomo, mas não “precisa” estar em temperatura ambiente. Ao contrário, recomenda-se o resfriamento controlado (placa fria/geladeira) para melhorar a ribbonização e evitar “chatter” (vibração) e compressão. Exigir temperatura ambiente é tecnicamente incorreto. Referência: Bancroft & Gamble.
D) Impregnação (infiltração) não “envolve o exterior”; seu objetivo é substituir o agente intermediário (ex.: xilol) por parafina líquida em todo o interior do tecido, preenchendo espaços intercelulares. “Envolver o exterior” descreve mais a inclusão (embedding), etapa posterior. Confunde conceitos centrais.
E) Na inclusão, a orientação da peça é crítica, nunca “irrelevante”. A posição determina o plano de corte e a qualidade diagnóstica. Exemplos práticos: pele com epiderme voltada para o fundo do molde; mucosas com luz do órgão bem exposta; biópsias cilíndricas alinhadas. Má orientação gera artefatos e pode inviabilizar o laudo. Referências: Bancroft & Gamble; diretrizes de boas práticas em histotécnica.
Estratégia para a prova: identifique palavras-chave. — “Impregnação” = infiltração interna; “Inclusão” = posicionar no molde; “Microtomia” = cortes 3–5 µm. Atenção a pegadinhas sobre temperatura do bloco (preferir frio controlado) e à confusão entre impregnação e inclusão.
Referências recomendadas: Bancroft JD & Gamble M. Theory and Practice of Histological Techniques; Kiernan JA. Histological and Histochemical Methods; boas práticas laboratoriais (CAP/CLSI).
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