Questões de Concurso
Para psicólogo
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IA pode afetar 40% dos empregos no mundo e aumentar desigualdade, diz FMI.
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou que a inteligência artificial (IA) deve afetar quase 40% dos empregos em todo o mundo, substituindo alguns e complementando outros. Em um artigo publicado no blog do FMI, Georgieva ressalta que, embora a tecnologia ofereça oportunidades para aumentar a produtividade e o crescimento global, ela também traz o risco de ampliar a desigualdade entre as nações e dentro de cada país. Segundo o FMI, nas economias avançadas, cerca de 60% dos empregos podem ser afetados pela IA. Já nos países em desenvolvimento e de baixa renda, o impacto deve ser de 40% e 26%, respectivamente. "Muitos desses países não têm a infraestrutura ou a força de trabalho qualificada para aproveitar os benefícios da IA, o que aumenta o risco de a tecnologia agravar a desigualdade", escreveu Georgieva. O fundo recomenda que os governos criem redes de segurança social e programas de requalificação para mitigar o impacto da transição tecnológica.
(Fonte: Adaptado de G1/Economia, 15/01/2024. Disponível em g1.globo.com).
Com base na leitura do texto e na articulação entre os dados apresentados e os posicionamentos da diretora-geral do FMI, é correto inferir que:
Foto: Leonardo Zanin (https://www.criciuma.com.br/noticias/oclube/espaco-para-cadeirantes-e-revitalizado).
Considerando a composição visual da imagem e o contexto sociojurídico brasileiro contemporâneo, a presença do espaço reservado a cadeirantes em um local de grande visibilidade e interação social, como um estádio, revela que o objetivo central da arquitetura inclusiva apresentada é:
Apesar de o processo terapêutico estar bem expresso didaticamente nas obras de Carl Ransom Rogers, seu olhar é permeado por uma conotação existencial que se pode inferir da angústia: a pessoa, diante da abertura à experiência, sente, pensa e inevitavelmente se mobiliza a escolher, percebendo que “[...] a ‘vida plena’ é um processo, não um estado de ser. É uma direção, não um destino”.
Assinale a alternativa que expressa corretamente um dos fundamentos centrais da abordagem centrada na pessoa, proposta por Rogers.
Leia o texto a seguir.
Valparaíso de Goiás se destaca por duas características que a tornam o lócus privilegiado para a produção de Unidades Habitacionais - UH: alta densidade demográfica (inclusive ocupa a primeira posição na relação entre área e população em todo o estado de Goiás conforme o IBGE, 2019), e a destinação fundiária da terra como 100% urbana, inexistindo áreas rurais. Assim, todo o solo do município se torna uma mercadoria (especial) com grande potencial a ser explorado.
Dourado, J.; Araújo Sobrinho, F. L. Entre a Forma e o Produtor do Edifício. Terr@ Plural, [S. L.], V. 14, 2019, p. 2. [Adaptado].
As características apontadas favoreceram qual característica da habitação na cidade?
Leia o texto a seguir, sobre a cidade de Valparaíso.

PESQUISA METROPOLITANA POR AMOSTRA DE DOMICÍLIOS - PMAD 2019/2020, Codeplan, p. 39. Disponível em: https://www.codeplan.df.gov.br/wp-
content/uploads/2018/03/PMAD-Resultados-para-a-Periferia-Metropolitana-de-Brasilia-PMB-2019-2020.pdf. Acesso em: 24 fev. 2026.
O gráfico demonstra qual aspecto da ocupação econômica da população de Valparaíso de Goiás?
Leia o texto a seguir.
Além dos surtos de varíola identificados pelo historiador Eliézer Oliveira na província de Goiás nos anos de 1810/11 e de 1873, detectamos no século XIX a ocorrência do surto epidêmico de 1866. Lembramos que no período de 1865 a 1870 se desenrola a Guerra da Tríplice Aliança ou Guerra do Paraguai. Ademais, intensificou-se o contato entre Goiás e a região do confronto em decorrência do fato desta província ter sido a base de ligação entre a administração central e o palco do conflito.
DA SILVA, Leicy Francisca. A varíola em Goiás: a prevenção e contenção de
surtos na segunda metade do século XIX. História Revista, Goiânia, v. 28, n. 1,
p. 48–69, 2023.Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/75283.
Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
As guerras mencionadas e as crises sanitárias se relacionam pela
Leia o texto a seguir.
Ao longo de todo o ano, ondas de calor persistentes estabeleceram novos recordes de temperatura em várias regiões, sobretudo no Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. Em paralelo, secas severas castigaram a Amazônia, o semiárido nordestino e áreas do Sudeste, comprometendo o abastecimento de água, a produção agrícola e a vida de populações inteiras. Além dos eventos de grande repercussão nacional, 2025 foi marcado por uma sucessão de episódios localizados de chuvas intensas, alagamentos urbanos, deslizamentos de terra e tempestades convectivas em áreas densamente povoadas. Esses eventos revelaram, de forma recorrente, a fragilidade estrutural das cidades brasileiras diante da nova realidade climática.
Sustentabilidade Brasil. Ondas de calor, enchentes e secas expõem a crise
climática. Disponível em: https://sustentabilidadebrasil.com/ondas-de-calor-
enchentes-e-secas-expoem-a-crise-climatica/. Acesso em: 18 jan. 2026.
[Adaptado].
A situação descrita favorece qual consequência?
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Durante muito tempo, o acadêmico Domício Proença foi o único negro na Academia Brasileira de Letras. E durante muito mais tempo ainda, a negritude de Machado de Assis lhe foi negada. Sobre Machado, em uma carta para o amigo José Veríssimo, que havia chamado Machado de mulato, após sua morte, disse o abolicionista Joaquim Nabuco: “Eu não o teria chamado mulato. E penso que nada lhe doeria mais do que essa síntese. Rogo que tire isso quando reduzir o artigo a páginas permanentes. A palavra não é literária e é pejorativa. O Machado para mim era branco, e creio que por tal se tomava: quando houvesse sangue estranho, isso em nada afetava a sua perfeita caracterização caucásica. Eu pelo menos só vi nele o grego”.
Ou seja, para ser portador da intelectualidade que o caracterizava, Machado de Assis teria, aos olhos de Joaquim Nabuco, que abrir mão de sua negritude, teria que abrir mão do seu defeito de cor. E cá estou eu, hoje, 128 anos depois de sua fundação, como a primeira escritora negra eleita para a Academia de Letras, falando pretoguês e escrevendo a partir de noções de oralitura e escrevivência. E assumo para mim, como uma das missões, promover a diversidade nessa casa e fazer avançar as coisas nas quais nela eu sempre critiquei, como a falta de diversidade na composição de seus membros, uma abertura maior para o público, verdadeiro dono da língua que aqui cultivamos, e um maior empenho na divulgação e na promoção da literatura brasileira. E isso, podendo ser quem eu sou.
GONÇALVES, Ana Maria. Discurso de posse. Disponível em:
https://www.academia.org.br/academicos/ana-maria-goncalves/discurso-de-
posse. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Durante muito tempo, o acadêmico Domício Proença foi o único negro na Academia Brasileira de Letras. E durante muito mais tempo ainda, a negritude de Machado de Assis lhe foi negada. Sobre Machado, em uma carta para o amigo José Veríssimo, que havia chamado Machado de mulato, após sua morte, disse o abolicionista Joaquim Nabuco: “Eu não o teria chamado mulato. E penso que nada lhe doeria mais do que essa síntese. Rogo que tire isso quando reduzir o artigo a páginas permanentes. A palavra não é literária e é pejorativa. O Machado para mim era branco, e creio que por tal se tomava: quando houvesse sangue estranho, isso em nada afetava a sua perfeita caracterização caucásica. Eu pelo menos só vi nele o grego”.
Ou seja, para ser portador da intelectualidade que o caracterizava, Machado de Assis teria, aos olhos de Joaquim Nabuco, que abrir mão de sua negritude, teria que abrir mão do seu defeito de cor. E cá estou eu, hoje, 128 anos depois de sua fundação, como a primeira escritora negra eleita para a Academia de Letras, falando pretoguês e escrevendo a partir de noções de oralitura e escrevivência. E assumo para mim, como uma das missões, promover a diversidade nessa casa e fazer avançar as coisas nas quais nela eu sempre critiquei, como a falta de diversidade na composição de seus membros, uma abertura maior para o público, verdadeiro dono da língua que aqui cultivamos, e um maior empenho na divulgação e na promoção da literatura brasileira. E isso, podendo ser quem eu sou.
GONÇALVES, Ana Maria. Discurso de posse. Disponível em:
https://www.academia.org.br/academicos/ana-maria-goncalves/discurso-de-
posse. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Durante muito tempo, o acadêmico Domício Proença foi o único negro na Academia Brasileira de Letras. E durante muito mais tempo ainda, a negritude de Machado de Assis lhe foi negada. Sobre Machado, em uma carta para o amigo José Veríssimo, que havia chamado Machado de mulato, após sua morte, disse o abolicionista Joaquim Nabuco: “Eu não o teria chamado mulato. E penso que nada lhe doeria mais do que essa síntese. Rogo que tire isso quando reduzir o artigo a páginas permanentes. A palavra não é literária e é pejorativa. O Machado para mim era branco, e creio que por tal se tomava: quando houvesse sangue estranho, isso em nada afetava a sua perfeita caracterização caucásica. Eu pelo menos só vi nele o grego”.
Ou seja, para ser portador da intelectualidade que o caracterizava, Machado de Assis teria, aos olhos de Joaquim Nabuco, que abrir mão de sua negritude, teria que abrir mão do seu defeito de cor. E cá estou eu, hoje, 128 anos depois de sua fundação, como a primeira escritora negra eleita para a Academia de Letras, falando pretoguês e escrevendo a partir de noções de oralitura e escrevivência. E assumo para mim, como uma das missões, promover a diversidade nessa casa e fazer avançar as coisas nas quais nela eu sempre critiquei, como a falta de diversidade na composição de seus membros, uma abertura maior para o público, verdadeiro dono da língua que aqui cultivamos, e um maior empenho na divulgação e na promoção da literatura brasileira. E isso, podendo ser quem eu sou.
GONÇALVES, Ana Maria. Discurso de posse. Disponível em:
https://www.academia.org.br/academicos/ana-maria-goncalves/discurso-de-
posse. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
a favor dos sem partido
sem dinheiro pra passagem
a favor dos estudantes
emperrando as engrenagens
a favor de uma garota
que tinha um olhar selvagem
e carregava um cartaz
escrito apenas “CORAGEM”
vou às ruas e hoje escrevo
uma balada-homenagem
vi um velho de muletas –
velhice = jardinagem –
caminhar cinco quilômetros
na maior camaradagem
vi uma mulher dançando
com seus cabelos na aragem
do alto de um edifício
incentivando a passagem
da passeata – e por isso
rendo aqui minha homenagem
que o governo não ignore –
nem se esconda na folhagem
da retórica política –
essa universal mensagem
pra que a esperança não morra
depois de nadar, na margem
nem a justiça se torne
iada, rancor, miragem
– ao eventual ouvinte
do poder, presto homenagem
dói o dia, dói a vida
dói em cada cartilagem
à dor, cerne da poesia
me doo nesta homenagem.
CORSALETTI, Fabrício. Balada a favor das últimas manifestações. In:
CORSALETTI, F. Baladas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
a favor dos sem partido
sem dinheiro pra passagem
a favor dos estudantes
emperrando as engrenagens
a favor de uma garota
que tinha um olhar selvagem
e carregava um cartaz
escrito apenas “CORAGEM”
vou às ruas e hoje escrevo
uma balada-homenagem
vi um velho de muletas –
velhice = jardinagem –
caminhar cinco quilômetros
na maior camaradagem
vi uma mulher dançando
com seus cabelos na aragem
do alto de um edifício
incentivando a passagem
da passeata – e por isso
rendo aqui minha homenagem
que o governo não ignore –
nem se esconda na folhagem
da retórica política –
essa universal mensagem
pra que a esperança não morra
depois de nadar, na margem
nem a justiça se torne
iada, rancor, miragem
– ao eventual ouvinte
do poder, presto homenagem
dói o dia, dói a vida
dói em cada cartilagem
à dor, cerne da poesia
me doo nesta homenagem.
CORSALETTI, Fabrício. Balada a favor das últimas manifestações. In:
CORSALETTI, F. Baladas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.