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Q3951406 Noções de Informática
Explorador de Arquivos é a ferramenta que o usuário do Windows 11 usa para gerenciar arquivos e pastas em seu computador. Para abrir o Explorador de Arquivos, pode-se utilizar a tecla de atalho:  
Alternativas
Q3951405 Noções de Informática
No Windows 11, o Menu Iniciar está localizado em que parte da barra de tarefas? 
Alternativas
Q3951404 Noções de Informática

No uso cotidiano do computador, os dispositivos que permitem a comunicação entre o usuário e a máquina são chamados de periféricos. De modo geral, o teclado e o mouse são classificados como periféricos de ________, enquanto a impressora e o monitor são classificados como periféricos de ________.


Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas. 

Alternativas
Q3951402 Estatística
As idades de 9 participantes de um projeto foram: 12, 13, 13, 14, 14, 14, 15, 15, 16. Considerando esses dados, qual alternativa apresenta, respectivamente, a média aritmética simples, a moda e a mediana?
Alternativas
Q3951401 Matemática
Em uma escola, 12 monitores conseguem organizar 180 fichas em 30 minutos, trabalhando no mesmo ritmo. Mantendo esse ritmo, quantas fichas 20 monitores organizariam em 45 minutos? 
Alternativas
Q3951400 Matemática
Uma clínica prepara soro fisiológico utilizando frascos de 250 mL. Em média, são utilizados 18 frascos por dia, e cada frasco tem massa de 280 g (frasco + conteúdo). Considerando uma semana de 5 dias de funcionamento, qual é a capacidade total utilizada, em litros, e qual é a massa total, em quilogramas, correspondente aos frascos usados nesse período? 
Alternativas
Q3951399 Matemática
Um depósito recebeu 18 caixas com 24 frascos em cada uma. Em seguida, separou 96 frascos para uma unidade de atendimento e distribuiu o restante igualmente em 12 prateleiras. Quantos frascos ficaram em cada prateleira? 
Alternativas
Q3951398 Matemática
Uma sala retangular tem 6,5 m de comprimento e 4 m de largura. Pretende-se cobrir todo o piso com uma camada uniforme de argamassa de 2 cm de espessura. Qual é o volume de argamassa necessário, em metros cúbicos? 
Alternativas
Q3951397 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

Na análise fonológica das palavras, deve-se considerar que o número de fonemas nem sempre corresponde ao número de letras, além de identificar a presença de dígrafos vocálicos ou consonantais. Considerando as palavras birra, máquina, conservadorismo e confesso, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3951396 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

A palavra “que” pode desempenhar diferentes funções na língua portuguesa, dependendo da relação sintática que estabelece na oração. No trecho “música é a chave que sempre me escancara a alma”, o vocábulo destacado classifica-se como: 
Alternativas
Q3951395 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

Ao final da crônica, o narrador não oferece uma condenação simplista da tecnologia nem adere sem reservas à lógica algorítmica. Ao contrário, sua posição resulta de uma tensão entre o fascínio provocado pela precisão das associações musicais e a necessidade de preservar, na experiência estética, certa margem de ________ e de ________ pessoal, que ele entende como parte constitutiva da vida interior.


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. 

Alternativas
Q3951394 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

No texto, o algoritmo é apresentado ora como instância quase mágica, ora como mecanismo técnico que opera a partir de rastros anteriores deixados pelo próprio usuário. Essa oscilação contribui para uma reflexão mais ampla sobre a experiência contemporânea com a tecnologia. Considerando esse aspecto, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3951393 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

Ao narrar a sequência de músicas sugeridas pela plataforma, o cronista não se limita a relatar um episódio cotidiano de consumo digital, mas desenvolve uma reflexão sobre tecnologia, subjetividade e autonomia individual. Considerando a progressão argumentativa do texto, analise as assertivas a seguir.


I. A experiência descrita revela uma ambivalência do narrador diante do algoritmo, pois ele reconhece o poder de acerto das sugestões musicais e, ao mesmo tempo, desconfia do alcance dessa inteligência sobre sua interioridade.


II. Ao afirmar que o algoritmo “só fez reuni-las, por um critério temático”, o narrador sustenta que a tecnologia apenas organiza dados previamente fornecidos por ele, embora o efeito produzido pareça tocar dimensões íntimas de sua sensibilidade.


III. O texto defende de modo categórico a superioridade da curadoria algorítmica sobre a escolha humana, já que a sequência automática se mostra mais refinada do que qualquer seleção deliberada do usuário.


Das assertivas, pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q3951186 Português
Texto 01 


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, a presença das aspas indica que a expressão “dá certo” foi usada
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Q3951182 Enfermagem
O acesso venoso periférico é uma técnica invasiva comum e de competência da equipe de enfermagem (incluindo os técnicos), para a administração de fluidos e medicamentos. Consiste na inserção de um cateter em veia periférica, sendo essencial para terapia intravenosa. A equipe deve seguir protocolos, realizando antissepsia, escolha adequada do dispositivo e fixação segura, geralmente com duração de 96 horas, para evitar flebites e infecções.
Considerando a Lei n.º 7.498/1986, Art. 2º, parágrafo único, “[...] a enfermagem é exercida privativamente pelo Enfermeiro, pelo Técnico de Enfermagem [...], respeitados os respectivos graus de habilitação.” Segundo o seu Art. 11, “[...] o Enfermeiro exerce privativamente: [...] cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida e cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas [...]”. Por sua vez, o Art. 12 dispõe que o “Técnico de Enfermagem exerce atividade de nível médio, envolvendo orientação e acompanhamento do trabalho de enfermagem em grau auxiliar, e participação no planejamento da assistência de enfermagem [...]”. O Art. 15 acrescenta que as atividades contidas no Art. 12, “[...] quando exercidas em instituições de saúde [...], somente podem ser desempenhadas sob a orientação e supervisão do Enfermeiro.”
Mediante tais informações, é possível afirmar que compete ao técnico de enfermagem:
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Q3951181 Enfermagem
A sondagem transpilórica ou jejunal consiste na progressão de um cateter até o jejuno, passando pelo nariz ou boca, esôfago, estômago, piloro e duodeno. As suas principais indicações são para casos de pacientes com desnutrição grave e baixa aceitação espontânea, disfagia de moderada a grave, semiobstrução do esôfago, rebaixamento do nível de consciência, sedação ou coma, pós-operatórios de cirurgias do aparelho digestivo, suplementação nutricional (na ocorrência de limitação da aceitação), alternativa para administração de medicamentos e hidratação, como rotina na nutrição de neonatos prematuros, pacientes comatosos e demais quadros críticos em terapia intensiva. As sondas enterais do tipo Dobbhoff são mais utilizadas por serem de silicone ou poliuretano radiopaco, não serem afetadas pelo pH do estômago nem do intestino, durarem muito e irritarem menos a mucosa.
Quanto à constituição da sonda, materiais necessários e a técnica do procedimento, destaca-se:

I- Por serem flexíveis e maleáveis, para favorecer a técnica adequada de introdução do dispositivo, exige-se um fioguia no interior da sonda.

II- No hospital, exige-se o sistema fechado para infusão das dietas por bolsas acopladas em equipo de bomba de infusão, com dieta suficiente para 24 horas.

III- Compete ao técnico de enfermagem promover cuidados gerais ao paciente com sonda enteral, seguindo prescrição de enfermagem ou protocolo institucional.


Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q3951180 Biologia
A doença de Chagas (ou Tripanossomíase americana) é a infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a qual apresenta uma fase aguda, que pode ser sintomática ou não, e uma fase crônica, que pode se manifestar nas formas indeterminada (assintomática), cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva.
Ela pode apresentar sintomas distintos nas duas fases. Na fase aguda, os principais sintomas são: febre prolongada (mais de 7 dias); cefaleia; astenia; edema no rosto e pernas. No caso da picada do barbeiro, pode aparecer uma lesão semelhante a um furúnculo no local. Após a fase aguda, caso a pessoa não receba tratamento oportuno, ela pode desenvolver a fase crônica da doença, inicialmente sem sintomas (forma indeterminada), podendo, com o passar dos anos, apresentar complicações como: cardiopatias, como insuficiência cardíaca, e problemas digestivos, como megacólon e megaesôfago.
São formas de transmissão da Doença de Chagas:

I- Vetorial: contato com fezes de triatomíneos infectados após o repasto/alimentação sanguínea. II- Oral: ingestão de alimentos contaminados com parasitos provenientes de triatomíneos infectados. III- Vertical: passagem de parasitos de mulheres infectadas para seus bebês, durante a gravidez ou o parto. IV- Transfusão de sangue ou transplante de órgãos de doadores infectados a receptores sadios. V- Acidental: contato da pele ferida ou de mucosas com material contaminado durante a manipulação.

Está CORRETO o que se apresenta em
Alternativas
Q3951179 Enfermagem
O choque é um evento de emergência extrema, caracterizada por grave redução da perfusão de tecidos e órgãos com isquemia, desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio, causando hipóxia, sofrimento, lesão e disfunção celulares, agravada pela ação de mediadores e outras substâncias ativas e tóxicas que pioram mais esses efeitos deletérios sobre a membrana celular. Quando não revertido em sua fase inicial, causa insuficiência circulatória generalizada grave (hipotensão) que, se persistente, conduz à falência múltipla de órgãos e sistemas.
O prognóstico depende da rapidez com que o choque é identificado. No caso do choque hipovolêmico, caracterizado pela queda crítica do débito cardíaco causada por perda do volume circulante devido à hemorragia ou desidratação, por exemplo, e essa perda ultrapassa a capacidade de compensação, o que geralmente ocorre em perdas de mais de 15% da volemia total do indivíduo, o tratamento é realizado com aminas simpaticomiméticas usadas em infusão contínua, em acesso venoso central.
Considere as assertivas I e II a seguir, em referência aos cuidados de enfermagem com a administração das drogas vasoativas:

I- Pode-se usar veia periférica para garantir normotensão até que o acesso venoso central seja obtido.
PORQUE
II- A hipotensão não pode ser tolerada mais que 30 a 40 minutos.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3951178 Enfermagem
A enfermagem, por ser uma profissão fortemente dependente de informações precisas e oportunas para executar a grande variedade de intervenções envolvidas no cuidado, necessita estar atenta aos registros das informações, tendo em vista que essa ação faz parte do processo do cuidar e, quando redigidos de maneira que retratam a realidade a ser documentada, possibilitam a comunicação entre a equipe de saúde.
Convém citar que os registros de enfermagem consistem no mais importante instrumento de avaliação da qualidade de atuação e da proteção da equipe de enfermagem, pois são considerados como documento legal de defesa dos profissionais. Devem, portanto, estar imbuídos de autenticidade que possa assegurar a veracidade das informações, além de demonstrarem todo o empenho e força de trabalho da equipe de enfermagem, valorizando, assim, suas ações e garantindo a segurança do paciente.
São registros pertinentes à equipe técnica de enfermagem:

I- As anotações de enfermagem fornecem dados para subsidiar o estabelecimento da prescrição de enfermagem, suporte para análise reflexiva dos cuidados ministrados e respectivas respostas do paciente.
II- A evolução de enfermagem consiste no registro do quadro clínico do paciente e, nessa descrição, o conhecimento técnico deve contemplar procedimentos realizados, utilizando uma linguagem científica.
III- A prescrição de enfermagem consiste no planejamento das ações de enfermagem que devem ser realizadas para atender às necessidades do paciente, com base na avaliação clínica e nas condições individuais do paciente.

Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q3951177 Enfermagem
A higiene corporal é uma intervenção de enfermagem que ultrapassa o caráter mecânico da limpeza, estando diretamente relacionada à prevenção de infecções e parasitoses, à integridade da pele, ao conforto físico e à dignidade do indivíduo. O planejamento da higiene deve considerar as condições clínicas, o nível de dependência, a cultura, a privacidade e o conforto térmico do paciente, sendo fundamental a avaliação contínua durante o procedimento. Práticas inadequadas de higiene podem gerar desconforto e agravos evitáveis.
Durante a orientação ao paciente e/ou ao cuidador sobre o banho e a aplicação de xampu pediculicida (indicado para tratamento e prevenção de pediculose – piolhos; da ftiríase – chatos/piolhos da região pubiana; da escabiose – sarna; e das infestações por carrapatos em geral), o técnico de enfermagem deve considerar as indicações, contraindicações e possíveis efeitos adversos desse produto.
Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
3641: A
3642: A
3643: D
3644: B
3645: C
3646: A
3647: D
3648: A
3649: D
3650: C
3651: B
3652: D
3653: B
3654: D
3655: D
3656: C
3657: E
3658: A
3659: A
3660: C