Questões de Concurso Para professor - pedagogia

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Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382565 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

O trecho sublinhado no período “Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades.” confere a esse período um sentido de 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382564 Português

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Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

No período “Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco.” (subseção “Não é só uma questão de homens e mulheres”), como se classifica o sujeito do verbo assinalado? 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382563 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

Na subseção “Onde estão as mulheres?”, foram inseridas duas lacunas. Complete-as com os porquês a seguir, considerando o contexto de aplicação de cada palavra, respectivamente. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382562 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

A fim de introduzir o tema do texto, os dois primeiros parágrafos se valem de qual função da linguagem? 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382561 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

Observando-se todos os dados percentuais apresentados no texto, NÃO é possível pressupor que, no Brasil, 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382560 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

Analisando-se as características de estruturação e de conteúdo desse texto, é possível afirmar que ele é um exemplar de qual gênero textual escrito? 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382559 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

Na subseção “Analisando um extrato do mercado”, os conectivos que iniciam os dois parágrafos apresentados são idênticos. Caso a autora quisesse substituir um deles por outro de mesmo sentido, o mais apropriado ao contexto (que receberia as modificações sintáticas necessárias) seria 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382558 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

Nesse texto, a autora 
Alternativas
Q2373465 Matemática
A professora de matemática propôs aos seus alunos o desafio de resolver a seguinte expressão 
(230120241735)2−(230120241734)2.
Ela se surpreendeu com a rapidez de Maria em responder corretamente o desafio dizendo que o resultado é  
Alternativas
Q2373464 Raciocínio Lógico
Combinando diferentes quantidades de determinadas frutas, Poliana percebeu que sempre obteria a mesma quantidade de 10kg. A tabela abaixo descreve essa combinação feita por ela utilizando ameixas, abacaxis e carambolas.

Imagem associada para resolução da questão


Para continuar obtendo os 10 kg de frutas no total, quantas ameixas Poliana deve escolher, uma vez que já tem em mãos 2 abacaxis e 1 carambola? 
Alternativas
Q2373463 Matemática
Sejam f e g funções definidas por f(x)= x2− 6x + 5 e g (x) = x − 2.
Sobre a raiz da equação Imagem associada para resolução da questão, assinale o que não é correto.
Alternativas
Q2373462 Matemática
O trapézio isósceles é um quadrilátero que possui um par de lados paralelos e um par de lados oblíquos congruentes. Os lados paralelos de um trapézio são chamados de base maior e base menor.  
Suponha que um trapézio isósceles tenha bases medindo 36 cm e 34 cm; e que a medida de cada uma de suas diagonais é 37 cm. Assim, a altura deste trapézio, em centímetros, é igual a
Alternativas
Q2373461 Matemática
“A Calculadora do Cidadão é um aplicativo que simula operações do cotidiano financeiro a partir de informações fornecidas pelo usuário. O cálculo deve ser considerado apenas como referência para as situações reais e não como valores oficiais. ” 
As pessoas têm acesso a essa ferramenta pelo celular ou pelo site https://www.bcb.gov.br/meubc/calculadoradocidadao. 
Dentre as opções disponíveis no aplicativo existe a aba para calcular aplicações com depósitos regulares. Neste caso é calculado o valor acumulado ao final de um período de tempo, quando se é aplicado uma quantidade fixa mensal, considerando uma determinada taxa de juros. Além do valor final, a pessoa tem acesso a metodologia utilizada pelo aplicativo. 
Ao explorar esta metodologia, Edson obteve que o aplicativo utiliza a seguinte relação para calcular o valor acumulado 
Imagem associada para resolução da questão

Onde Sn denota o valor final obtido, i a taxa de juros mensal, n a quantidade de meses e p o valor do depósito regular.
Suponha que Edson recebeu seu primeiro salário no valor de R$ 4500,00 e decidiu investir 5% desse valor em uma aplicação com depósitos regulares que lhe rende 1% ao mês. Se ele utilizar a relação dada pelo aplicativo, qual será a sua economia após 10 anos? 
Se necessário, utilize a aproximação de 3,3 para 1,01120. 
Alternativas
Q2373460 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto. 
Os gestores, públicos e privados, necessitam da clareza de que os prejuízos __ saúde de todos provocados pelas mudanças climáticas são cumulativos e não estão unicamente associados ___ extremos do clima. Seu alcance é muito mais disseminado. As pessoas estão morrendo por um estímulo ___ descompensação das doenças crônicas que elas já têm e que o organismo não consegue mais reverter devido ao avanço da idade. 
Embora existam iniciativas louváveis para retirada do lixo dos oceanos, o êxito das estratégias ____ alguns grupos e pessoas recorrem depende também – e talvez principalmente – de um grande trabalho educativo direcionado ____ população mundial. 
[Texto adaptado a partir do original. Disponível em: https://theconversation.com/como-as-mudancas-climaticas-interferem-na-saude-e- aumentam-a-mortalidade-nas-grandes-cidades-219798. Acesso em: 4 jan. 2024. 

I. à – aos – à – a que – à.
II. a – aos – a – à que – a.
III. à – aos – a – à que – a.  
Alternativas
Q2373459 Português
Texto para a questão.

Nuvem Negra

 Djavan 

Não adianta me ver sorrir

Espelho meu

Meu riso é seu

Eu estou ilhada

Hoje não ligo a TV

Nem mesmo pra ver o Jô

Não vou sair

Se ligarem não estou

À manhã que vem

Nem bom dia eu vou dar

Se chegar alguém

A me pedir um favor

Eu não sei 


Tá difícil ser eu

Sem reclamar de tudo

Passa nuvem negra

Larga o dia

E vê se leva o mal

Que me arrasou

Pra que não faça sofrer mais ninguém

Esse amor que é raro

E é preciso 

Pra nos levantar

Me derrubou

não sabe parar de crescer

e doer 


A partir da leitura do texto Nuvem negra, analise as alternativas a seguir.
I. O eu lírico mostra-se acometido de um mal de amor, sente-se triste e sem ânimo para interagir ou mesmo sair de casa.
II. O eu lírico acorda em um dia nublado e deixa-se contagiar em suas emoções pela ausência de sol.
III. O eu lírico recusa-se a sair de casa em razão do clima, pois há indícios no céu de uma possível tempestade.
IV. A nuvem negra a que o eu lírico se refere é uma metáfora, pois essa imagem simboliza sua tristeza e desânimo por problemas amorosos. 
Alternativas
Q2373458 Português
Texto para a questão.

Nuvem Negra

 Djavan 

Não adianta me ver sorrir

Espelho meu

Meu riso é seu

Eu estou ilhada

Hoje não ligo a TV

Nem mesmo pra ver o Jô

Não vou sair

Se ligarem não estou

À manhã que vem

Nem bom dia eu vou dar

Se chegar alguém

A me pedir um favor

Eu não sei 


Tá difícil ser eu

Sem reclamar de tudo

Passa nuvem negra

Larga o dia

E vê se leva o mal

Que me arrasou

Pra que não faça sofrer mais ninguém

Esse amor que é raro

E é preciso 

Pra nos levantar

Me derrubou

não sabe parar de crescer

e doer 


Nos versos: “Esse amor que é raro/ E é preciso/Pra nos levantar/ Me derrubou”, o pronome em destaque exerce a função sintática de: 
Alternativas
Q2373457 Português
Texto para a questão.

Nuvem Negra

 Djavan 

Não adianta me ver sorrir

Espelho meu

Meu riso é seu

Eu estou ilhada

Hoje não ligo a TV

Nem mesmo pra ver o Jô

Não vou sair

Se ligarem não estou

À manhã que vem

Nem bom dia eu vou dar

Se chegar alguém

A me pedir um favor

Eu não sei 


Tá difícil ser eu

Sem reclamar de tudo

Passa nuvem negra

Larga o dia

E vê se leva o mal

Que me arrasou

Pra que não faça sofrer mais ninguém

Esse amor que é raro

E é preciso 

Pra nos levantar

Me derrubou

não sabe parar de crescer

e doer 


 Nos versos: “À manhã que vem/ Nem bom dia eu vou dar”, a expressão em destaque exerce a função sintática de: 
Alternativas
Q2373456 Português
No período: “Visava ao circunstancial, ao episódico”, o verbo é: 
Alternativas
Q2373455 Português

Textos para a questão.


A última crônica

Fernando Sabino

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. 

[...]

[Trecho inicial do texto A última crônica, de Fernando Sabino]. Disponível em:
https://contobrasileiro.com.br/a-ultima-cronica-fernando-sabino/. Acesso em: 03 jan.
2024


Meu último poema 

Manuel Bandeira 

Assim eu quereria o meu último poema

Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais 

Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas 

Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume

A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos

A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/1711/o-ultimo-poema. Acesso em: 04 jan. 2024.  


Fernando Sabino faz alusão ao poema de Manuel Bandeira em sua crônica, num claro exemplo de:
Alternativas
Q2373454 Português

Textos para a questão.


A última crônica

Fernando Sabino

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. 

[...]

[Trecho inicial do texto A última crônica, de Fernando Sabino]. Disponível em:
https://contobrasileiro.com.br/a-ultima-cronica-fernando-sabino/. Acesso em: 03 jan.
2024


Meu último poema 

Manuel Bandeira 

Assim eu quereria o meu último poema

Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais 

Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas 

Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume

A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos

A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/1711/o-ultimo-poema. Acesso em: 04 jan. 2024.  


São funções da linguagem comuns aos dois textos: 
Alternativas
Respostas
2741: B
2742: D
2743: B
2744: E
2745: B
2746: B
2747: C
2748: A
2749: D
2750: C
2751: A
2752: A
2753: B
2754: A
2755: A
2756: C
2757: D
2758: B
2759: C
2760: D