Questões de Concurso Para professor - pedagogia

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Q3591227 Português
OMISSÃO E DESUMANIDADE

A desnutrição dos ianomâmis envergonha o país.

A TRAGÉDIA que ora acomete o povo ianomâmi, em Roraima, resulta de uma perversa mistura recorrente na história do Brasil: omissão e incompetência. É um vexame internacional que se soma a outros, quando se trata de questões envolvendo a Amazônia.

A mesma combinação de omissão e incompetência que acabou explodindo no delírio das invasões nos palácios dos três poderes, em 8 de janeiro, se revela agora no descaso com os ianomâmis. Nesse último caso, acrescenta-se um grau inimaginável de desprezo ao ser humano, à cultura e aos povos que habitavam o Brasil antes da colonização.

Elegantes e engajados do Brasil procuram causas humanitárias e alguns se voltam até para meritórias iniciativas no exterior, mas nós, como tomadores de decisão e formadores de opinião, não estamos sintonizados com a questão dos povos indígenas brasileiros, não sabemos como lidar adequadamente com a situação. Uma barreira de descaso e preconceito nos afasta do Brasil profundo e original.

A imprensa, tão vigilante para criticar, tampouco esteve devidamente atenta à tragédia que vem acontecendo há muito tempo no território que habita os ianomâmis. O pouco-caso com os povos indígenas é histórico em nosso país, incluindo a falta de proteção a seu hábitat e seus costumes. Tratar do tema oscilou entre a alegoria, o paternalismo e o descaso.

Por outro lado, busca-se ampliar as áreas de reservas indígenas, que já somam mais de 13% do território nacional. Antes de simplesmente ampliar áreas, que se definam determinadas políticas públicas e não somente para os povos originários. Que elas abranjam também caiçaras e quilombolas, por exemplo. Devemos saber o que eles querem de suas vidas, quais as suas necessidades e aspirações. E qual o grau de comprometimento que a nação tem com os compromissos constitucionais em direção a eles.

O país, enquanto sociedade e governo, deve dar prioridade à questão. Mas ela precisa envolver todo o assunto, especialmente aspectos básicos da vida, como saúde, segurança, educação, atividade econômica, preservação do meio ambiente e da cultura. Os povos indígenas devem ser cuidados e protegidos em seus direitos. Assim como suas terras. Protegê-los é inseri-los verdadeiramente na agenda nacional.

Também se deve considerar a monetização, desde que de forma sustentável, de seus recursos naturais. Muitas tribos querem explorar seus recursos naturais e terminam seduzidas pelo lucro fácil da derrubada indiscriminada de árvores ou pelo garimpo ilegal. Essa é uma realidade que deve ser combatida - ao passo que desenvolvimento sustentável deve ser estimulado.

A busca pela solução à questão indígena deve ser imediata não apenas a trágica situação dos ianomâmis. E toda a nossa elite, distante desses povos, precisa se engajar nessa tarefa, bem como as Forças Armadas, a Defesa Civil, as organizações não governamentais, os empresários e a sociedade civil. Urge acabar com essa crise humanitária e inserir a questão de forma definitiva na agenda nacional.

Fonte: ARAGÃO, Murilo. Veja. Abril, 01/02/2023.        
Em: "Tratar do tema oscilou entre a alegoria, o paternalismo e o descaso.", não há presença de:
Alternativas
Q3591225 Português
OMISSÃO E DESUMANIDADE

A desnutrição dos ianomâmis envergonha o país.

A TRAGÉDIA que ora acomete o povo ianomâmi, em Roraima, resulta de uma perversa mistura recorrente na história do Brasil: omissão e incompetência. É um vexame internacional que se soma a outros, quando se trata de questões envolvendo a Amazônia.

A mesma combinação de omissão e incompetência que acabou explodindo no delírio das invasões nos palácios dos três poderes, em 8 de janeiro, se revela agora no descaso com os ianomâmis. Nesse último caso, acrescenta-se um grau inimaginável de desprezo ao ser humano, à cultura e aos povos que habitavam o Brasil antes da colonização.

Elegantes e engajados do Brasil procuram causas humanitárias e alguns se voltam até para meritórias iniciativas no exterior, mas nós, como tomadores de decisão e formadores de opinião, não estamos sintonizados com a questão dos povos indígenas brasileiros, não sabemos como lidar adequadamente com a situação. Uma barreira de descaso e preconceito nos afasta do Brasil profundo e original.

A imprensa, tão vigilante para criticar, tampouco esteve devidamente atenta à tragédia que vem acontecendo há muito tempo no território que habita os ianomâmis. O pouco-caso com os povos indígenas é histórico em nosso país, incluindo a falta de proteção a seu hábitat e seus costumes. Tratar do tema oscilou entre a alegoria, o paternalismo e o descaso.

Por outro lado, busca-se ampliar as áreas de reservas indígenas, que já somam mais de 13% do território nacional. Antes de simplesmente ampliar áreas, que se definam determinadas políticas públicas e não somente para os povos originários. Que elas abranjam também caiçaras e quilombolas, por exemplo. Devemos saber o que eles querem de suas vidas, quais as suas necessidades e aspirações. E qual o grau de comprometimento que a nação tem com os compromissos constitucionais em direção a eles.

O país, enquanto sociedade e governo, deve dar prioridade à questão. Mas ela precisa envolver todo o assunto, especialmente aspectos básicos da vida, como saúde, segurança, educação, atividade econômica, preservação do meio ambiente e da cultura. Os povos indígenas devem ser cuidados e protegidos em seus direitos. Assim como suas terras. Protegê-los é inseri-los verdadeiramente na agenda nacional.

Também se deve considerar a monetização, desde que de forma sustentável, de seus recursos naturais. Muitas tribos querem explorar seus recursos naturais e terminam seduzidas pelo lucro fácil da derrubada indiscriminada de árvores ou pelo garimpo ilegal. Essa é uma realidade que deve ser combatida - ao passo que desenvolvimento sustentável deve ser estimulado.

A busca pela solução à questão indígena deve ser imediata não apenas a trágica situação dos ianomâmis. E toda a nossa elite, distante desses povos, precisa se engajar nessa tarefa, bem como as Forças Armadas, a Defesa Civil, as organizações não governamentais, os empresários e a sociedade civil. Urge acabar com essa crise humanitária e inserir a questão de forma definitiva na agenda nacional.

Fonte: ARAGÃO, Murilo. Veja. Abril, 01/02/2023.        
O uso das vírgulas em: "Tratar do tema oscilou entre alegoria, o paternalismo e o descaso." ocorre:     
Alternativas
Q3591223 Português
OMISSÃO E DESUMANIDADE

A desnutrição dos ianomâmis envergonha o país.

A TRAGÉDIA que ora acomete o povo ianomâmi, em Roraima, resulta de uma perversa mistura recorrente na história do Brasil: omissão e incompetência. É um vexame internacional que se soma a outros, quando se trata de questões envolvendo a Amazônia.

A mesma combinação de omissão e incompetência que acabou explodindo no delírio das invasões nos palácios dos três poderes, em 8 de janeiro, se revela agora no descaso com os ianomâmis. Nesse último caso, acrescenta-se um grau inimaginável de desprezo ao ser humano, à cultura e aos povos que habitavam o Brasil antes da colonização.

Elegantes e engajados do Brasil procuram causas humanitárias e alguns se voltam até para meritórias iniciativas no exterior, mas nós, como tomadores de decisão e formadores de opinião, não estamos sintonizados com a questão dos povos indígenas brasileiros, não sabemos como lidar adequadamente com a situação. Uma barreira de descaso e preconceito nos afasta do Brasil profundo e original.

A imprensa, tão vigilante para criticar, tampouco esteve devidamente atenta à tragédia que vem acontecendo há muito tempo no território que habita os ianomâmis. O pouco-caso com os povos indígenas é histórico em nosso país, incluindo a falta de proteção a seu hábitat e seus costumes. Tratar do tema oscilou entre a alegoria, o paternalismo e o descaso.

Por outro lado, busca-se ampliar as áreas de reservas indígenas, que já somam mais de 13% do território nacional. Antes de simplesmente ampliar áreas, que se definam determinadas políticas públicas e não somente para os povos originários. Que elas abranjam também caiçaras e quilombolas, por exemplo. Devemos saber o que eles querem de suas vidas, quais as suas necessidades e aspirações. E qual o grau de comprometimento que a nação tem com os compromissos constitucionais em direção a eles.

O país, enquanto sociedade e governo, deve dar prioridade à questão. Mas ela precisa envolver todo o assunto, especialmente aspectos básicos da vida, como saúde, segurança, educação, atividade econômica, preservação do meio ambiente e da cultura. Os povos indígenas devem ser cuidados e protegidos em seus direitos. Assim como suas terras. Protegê-los é inseri-los verdadeiramente na agenda nacional.

Também se deve considerar a monetização, desde que de forma sustentável, de seus recursos naturais. Muitas tribos querem explorar seus recursos naturais e terminam seduzidas pelo lucro fácil da derrubada indiscriminada de árvores ou pelo garimpo ilegal. Essa é uma realidade que deve ser combatida - ao passo que desenvolvimento sustentável deve ser estimulado.

A busca pela solução à questão indígena deve ser imediata não apenas a trágica situação dos ianomâmis. E toda a nossa elite, distante desses povos, precisa se engajar nessa tarefa, bem como as Forças Armadas, a Defesa Civil, as organizações não governamentais, os empresários e a sociedade civil. Urge acabar com essa crise humanitária e inserir a questão de forma definitiva na agenda nacional.

Fonte: ARAGÃO, Murilo. Veja. Abril, 01/02/2023.        
Sobre a crônica, não se pode afirmar que:
Alternativas
Q3590680 Pedagogia
Dentre os principais programas recentes de escolarização de jovens e adultos do Brasil está o Programa Nacional de Inclusão de Jovens, o PROJOVEM, que contou com uma modalidade específica destinada a atender agricultores familiares: o PROJOVEM Campo – Saberes da Terra. Por meio deste Programa era possível ao público mencionado concluir o ensino fundamental na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA) integrado à qualificação social e profissional. No que se refere à organização dos espaços e tempos formativos do PROJOVEM Campo – Saberes da Terra, qual a matriz pedagógica utilizada, coerente com as necessidades de flexibilização do calendário escolar e que é considerada uma das mais adequadas metodologias para atender às peculiaridades das populações do campo? 
Alternativas
Q3590679 Pedagogia
Tendência teórica do currículo escolar que coloca sob suspeição permanente o conhecimento e o saber, questionando-os como fontes de libertação, esclarecimento e autonomia. Seu principal intelectual de referência é Michel Foucault. Este teórico defendeu que existem micropoderes descentrados com ações não apenas coercitivas, mas também produtivas. Tal tendência denomina-se:
Alternativas
Q3590678 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Sobre as relações entre as unidades escolares e o Conselho Tutelar, nas formas estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei n. 8.069/1990. Está correta a alternativa:
Alternativas
Q3590677 Pedagogia
A didática da pedagogia histórico-crítica estrutura-se em cinco momentos dialéticos. Um desses momentos é considerado o ponto culminante do processo pedagógico. Nele ocorrer a efetiva incorporação dos instrumentos culturais que se convertem em elementos ativos da transformação social. Este momento é denominado:
Alternativas
Q3590676 Pedagogia
Sobre o atendimento de educação escolar para populações em situação de itinerância é correto afirmar:
Alternativas
Q3590675 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) assume a noção de competências como norteadora do ensino. Sob o prisma deste documento competência define-se como:
Alternativas
Q3590674 Pedagogia
O trabalho como princípio educativo é uma concepção autêntica da organização do trabalho pedagógico pode ser definida como:

I. Uma concepção marxista.
II. O trabalho é princípio educativo por colocar exigências específicas que o processo educativo deve preencher, diante da necessidade da participação direta dos membros da sociedade no trabalho socialmente produtivo.
III. O trabalho é um princípio educativo por entender que a escola deve preparar as pessoas para desenvolver um espírito empreendedor e competitivo. Desse modo a escola deve profissionalizar precocemente para que as novas gerações tenham vantagem competitiva quando entrarem no mercado de trabalho. 
IV. O trabalho é princípio educativo à medida que determina a educação como modalidade específica e diferenciada de trabalho, isto é, o trabalho pedagógico.
V. O trabalho como princípio educativo é uma modalidade da prática escolar que pretere o trabalho intelectual para dar mais chances de que os estudantes consigam emprego rápido por meio da formação profissional técnica especializada.

Estão corretas:
Alternativas
Q3590673 Pedagogia
A Art. 24 da Lei n. 9.396/1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), delibera sobre regras comuns a serem seguidas nos níveis fundamental e médio da educação básica brasileira. Seu inciso I assevera a carga horária mínima anual de oitocentas horas para os níveis aqui mencionados, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, nos quais deve se excluir os dias destinado aos exames finais, quando houver. No que diz respeito à carga horária mínima anual que se aplica à modalidade da Educação de Jovens e Adultos, específica dos cursos presenciais, é correto afirmar:
Alternativas
Q3590670 Matemática
Considere a seguinte afirmação: É possível construir um polígono regular cujo ângulo central mede 25°.
Sobre este fato é correto afirmar que 
Alternativas
Q3590669 Matemática
Dadas duas funções f e g, a função composta f o g, também conhecida como composição de f e g , é definida por 

(f o g) (x)  = f (g (x) ), sempre que  g(x) e (g (x)) estão bem definidas e g(x) pertence ao domínio de f .

Considere (x)  =  sen(√x ) e g(x) = (x - 4)-1 -  3 (x2 - 5x + 4)-1.  A lei de formação da função composta f (g (x) ) é
Alternativas
Q3590668 Matemática
A respeito dos ângulos internos de triângulos, sabemos que a sua soma resulta sempre em 180°. Além disso, o ângulo de maior abertura é oposto ao lado de maior medida e o de menor abertura, oposto ao lado de menor medida. Dado um triângulo com medidas de lados iguais a 6 cm, 8 cm e 10 cm, a soma do cosseno do maior ângulo com o cosseno do menor ângulo é dada por 
Alternativas
Q3590666 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto, considerando a necessidade (ou não) de uso do acento grave (crase):

Na vida precisamos sempre de uma boa dose de malícia para o bom convívio social. Isso não significa estar todo o tempo atento ________ e comportamentos alheios, mas precaver-se de armadilhas ou de situações embaraçosas. ________ fora do círculo mais íntimo, basta que se conte o mínimo ou nada sobre projetos e planos pessoais e profissionais. Quanto _____ que se dizem nossos amigos, melhor esperar que o tempo comprove __ veracidade do vínculo.

I. as atitudes – Às pessoas – aqueles – à.
II. às atitudes – Às pessoas – àqueles – a.
III. às atitudes – As pessoas – àqueles – a.
IV. as atitudes – As pessoas – aqueles – a.
Alternativas
Q3590665 Português
Leia o texto a seguir e assinale a alternativa cuja classificação do termo em destaque esteja correta.

Em clima de celebração e orgulho, mais de 500 pessoas se reuniram no auditório do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para a divulgação na quarta-feira (28 de junho) dos primeiros resultados do Censo Demográfico 2022, que apontaram novos dados e tendências da população e sua distribuição no território brasileiro. Mais uma vez, presencialmente ou via internet, o evento atraiu grande número de veículos e repórteres de todo o país, que produziram junto ao IBGE uma cobertura jornalística histórica. A divulgação dos resultados pelo IBGE mereceu elogios de grandes nomes da imprensa, como Mauro Paulino (Globonews), Míriam Leitão (TV Globo, O Globo) e Elio Gaspari (O Globo, Folha de São Paulo).
Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/
Alternativas
Q3590664 Português
Segundo o gramático Fernando Pestana (2013, p. 215), “o prefixo vem antes do radical para ampliar sua significação e formar nova palavra”. Considerando que ele pode mudar de sentido a depender do contexto, julgue as sentenças a seguir.

I. Na palavra descobrir, des- indica ideia contrária.
II. Na palavra despedaçar, o prefixo -des significa partir, dividir.
III. Na palavra desassossego, o prefixo -des significa retornar à calmaria.
Alternativas
Q3590663 Português
Em qual das alternativas o termo em destaque pode ser classificado como objeto indireto.
Alternativas
Q3590662 Português
O texto a seguir é uma das falas finais da personagem protagonista Lisbela ao final do filme que estava assistindo com Leléu no cinema.

“No final, todo mundo sai antes de acabar o filme, aquele finalzinho ninguém gosta de ver, mas sempre fica algum casalzinho apaixonado, até o fim, e mesmo depois que o filme acabar eles vão ficar parados um tempão, até o cinema esvaziar todinho. E só depois eles vão acordar. Acordar depois de sonhar com a nossa história”. (Trecho do filme Lisbela e o prisioneiro, dirigido por Guel Arraes, lançado em 2003)

A função da linguagem predominante no texto é:
Alternativas
Respostas
2741: C
2742: C
2743: A
2744: A
2745: C
2746: B
2747: D
2748: C
2749: D
2750: C
2751: B
2752: B
2753: D
2754: C
2755: A
2756: B
2757: A
2758: B
2759: C
2760: D