Foram encontradas 89.068 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4078325 Pedagogia

Leia o texto a seguir:


A sociedade moderna é marcada pelo individualismo, pela tentativa do sujeito de dominar e controlar tudo que está fora de si, inclusive o outro. Esse movimento gera relações conflituosas e uma cultura de superioridade do Eu, que ignora a singularidade e a dignidade de cada pessoa. O ambiente escolar reflete essa realidade, sendo ao mesmo tempo o espaço mais propício para transformá-la. A ética da alteridade parte do princípio de que o ser humano não existe isolado − desde o nascimento, precisa do outro para sobreviver e constituir-se como pessoa. Nessa perspectiva, o outro não pode ser reduzido a um conceito ou dominado pelo Eu: ele é infinitamente outro, e deve ser acolhido como tal, independentemente de sua raça, cultura, religião ou condição social. O núcleo dessa ética é a responsabilidade: ser responsável pelo outro, mesmo por aquilo que não se causou, de forma gratuita e sem esperar reciprocidade. Aplicada à educação, essa ética implica que o educador assuma um compromisso ético com a pessoa integral do educando, não apenas com o desempenho acadêmico. O professor é chamado a sair de si para o outro − escutando, acolhendo e se responsabilizando pela realidade do aluno, que muitas vezes ultrapassa os muros da escola. Esse acolhimento impacta diretamente na aprendizagem, pois uma relação de proximidade e respeito cria as condições emocionais e humanas para que o estudante aprenda. No contexto do Ensino Religioso, o respeito à diversidade de crenças representa uma das dimensões mais relevantes dessa ética. Reconhecer que cada estudante carrega uma forma singular de compreender o sagrado, a vida e o mundo é condição fundamental para uma educação verdadeiramente não confessional e humanizadora. Sendo assim, os valores da alteridade não devem apenas ser vividos pelos educadores, mas ativamente ensinados e cultivados entre os próprios estudantes ao longo de toda a vida escolar, promovendo uma cultura de acolhimento, diálogo e respeito à diferença.


(Terra e Alteridade: Pesquisas e práticas pedagógicas em ensino religioso é: CAMARGO, Cesar da Silva; CECCHETTI, Elcio; OLIVEIRA, Lilian Blanck de (Orgs.). Nova Harmonia, 2007. 304 p.)



Com base no texto, a construção de uma prática pedagógica fundamentada na ética da alteridade envolve quatro dimensões articuladas. Assinale a alternativa que apresenta a ordenação mais coerente com a lógica argumentativa do texto, do reconhecimento do problema à sua superação:


1.Responsabilização ética gratuita pelo educando, sem esperar reciprocidade.


2.Diagnóstico crítico do individualismo e dos conflitos relacionais no ambiente escolar.


3.Acolhimento da singularidade do educando em sua realidade integral, para além do desempenho acadêmico.


4.Transformação das relações escolares por meio da proximidade, do respeito e do diálogo, gerando impacto na aprendizagem.


A sequência correta em que esse processo se desenvolve é: 

Alternativas
Q4078324 Pedagogia
O Currículo Base da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do Território Catarinense (CBTC, 2019) organiza o Ensino Religioso em unidades temáticas articuladas entre si ao longo dos anos do Ensino Fundamental. Nesse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I.A unidade temática "Crenças religiosas e filosofias de vida" aborda aspectos estruturantes das diferentes tradições religiosas e movimentos filosóficos, tais como mitos, ideias de divindade, doutrinas, tradições orais e escritas, ideias de imortalidade e valores éticos.
PORQUE
II.O CBTC propõe que o Ensino Religioso desenvolva, de forma não confessional, a capacidade dos estudantes de conhecer, comparar e respeitar distintas formas de compreender o sagrado e a existência humana, promovendo o diálogo entre diferentes tradições e filosofias de vida.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta: 
Alternativas
Q4078323 Português
No Brasil, 9,3% dos cidadãos declaram-se "sem religião" (Censo 2022/IBGE) − um grupo jovem, plural e legalmente protegido. A Constituição Federal (Art. 5º, VI) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (Art. 18) garantem não apenas o direito de ter uma crença, mas também o de não tê-la. Ignorar esse grupo no Ensino Religioso seria uma forma de invisibilização. A BNCC reconhece o ateísmo, o agnosticismo, o materialismo e o ceticismo como expressões legítimas de visões de mundo seculares, que devem ser tratadas com a mesma seriedade e respeito dedicados às tradições religiosas. Na prática escolar, não se recomenda tratamento diferenciado para esses estudantes; o que se espera do educador é, simplesmente, cordialidade, neutralidade e respeito universal. Para garantir um espaço plural, acolhedor e livre de preconceitos, o educador deve: respeitar as convicções dos estudantes, sem promover doutrinação religiosa ou arreligiosa; não cultivar práticas religiosas, incluindo orações, no espaço escolar; oferecer um ambiente sem simbologias excludentes e que contemple a todos; não estabelecer hierarquias de valor moral entre religiosos e não religiosos; não constranger estudantes ao abordar o tema religião, evitando qualquer juízo de valor sobre suas respostas; garantir que quem deseja expressar ideias sobre religião ou espiritualidade encontre um espaço acolhedor, sem julgamento. 
Com base nas orientações para um ambiente escolar plural e não confessional, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: 
I.No ambiente escolar laico, o educador deve garantir que todos os estudantes, independentemente de suas convicções religiosas ou filosóficas, sejam tratados com cordialidade, neutralidade e respeito, sem promoção de práticas religiosas ou doutrinação de qualquer natureza.
PORQUE
II.A Constituição Federal (Art. 5º, VI) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (art. 18) asseguram tanto o direito de ter uma crença quanto o direito de não tê-la, tornando o respeito universal uma obrigação legal e pedagógica na escola pública.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta: 
Alternativas
Q4078322 Direito Constitucional
A laicidade é entendida como o princípio pelo qual o Estado brasileiro não possui religião oficial e trata todas as religiões − e também quem não tem religião − de forma igual e justa. Esse princípio depende diretamente da garantia da liberdade de crença para manter sua neutralidade. Quando as intolerâncias religiosas ocorrem em instituições escolares, elas desvirtuam a laicidade, transformando um princípio de igualdade em exclusão velada. Portanto, a laicidade não é apenas uma norma jurídica, mas uma condição ativa que exige vigilância constante contra práticas discriminatórias. A Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 5º, inciso VI, assegura a liberdade de consciência e de crença a todo cidadão brasileiro. Isso significa o direito de qualquer pessoa manifestar ou não sua fé, escolher sua convicção religiosa ou filosófica e praticá-la sem coerção ou discriminação. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (Art. 18) reforça esse princípio globalmente, garantindo "o direito de todo ser humano à liberdade de pensamento, consciência e religião, incluindo a liberdade de mudar de crença e de manifestá-la publicamente ou em particular". Essa liberdade não protege apenas a esfera íntima do indivíduo, ela também promove a justiça social, derrubando barreiras de preconceito e combatendo a segregação. A liberdade religiosa, quando plenamente exercida, impulsiona a diversidade e a coexistência pacífica. Combater a intolerância religiosa e integrar a espiritualidade de forma ética e laica nas instituições escolares são caminhos para construir um clima organizacional em que todos se sintam valorizados e livres para expressar suas identidades, fortalecendo, assim, uma sociedade brasileira mais justa, plural e democrática. 
Tendo isso em consideração, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona os fundamentos jurídicos e conceituais da liberdade religiosa com suas respectivas definições: 

Primeira coluna: fundamentos jurídicos e conceituais da liberdade religiosa 
1.Laicidade
2.Art. 5º, inciso VI − CF/1988
3.Art. 18 − Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948)

Segunda coluna: definições
(__) Garante ao ser humano o direito de mudar de crença e de manifestá-la pública ou particularmente, protegendo tanto a esfera íntima quanto a expressão coletiva da fé.
(__)Princípio pelo qual o Estado não possui religião oficial, tratando todas as crenças − e a ausência delas − com igual respeito e proteção, sendo condição essencial para a neutralidade e a justiça pública.
(__)Assegura, no ordenamento jurídico brasileiro, a liberdade de consciência e de crença, garantindo o direito de professar ou não uma fé sem coerção, discriminação ou perseguição.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q4078321 Português
A peregrinação é o ato de colocar-se a caminho em direção ao sagrado − uma prática de retirar-se do cotidiano, mover-se em silêncio e adentrar espaços que promovem reflexão existencial e compreensão profunda da vida. Diferente de um simples deslocamento, ela é impulsionada pelo sentimento de incompletude humana e pela necessidade de reencontrar sentido, pertencimento e contato com o transcendente. É justamente nesse aspecto que o peregrino se distingue do turista. Enquanto o turista busca curiosidade, mudança de ares, registros fotográficos e lembranças, o peregrino está disposto a deixar algo para trás e construir uma relação profunda e devocional com o sagrado − sua motivação não é o consumo da experiência, mas a transformação interior. O turista olha com curiosidade; o peregrino caminha com fé − e esse caminho, sempre duplo, exterior e interior, move tanto os pés quanto a alma. As peregrinações possuem ritos muito simples para ajudar o peregrino a entender os objetivos de sua jornada e aguçar os sentidos para perceber os detalhes do caminho. O preparo exige começar em casa, observando e ouvindo mais atentamente. O caminho é sempre duplo. Chegar ao fim da peregrinação é tão significativo quanto iniciá-la, pois a chegada representa um recomeço na vida do peregrino, repleto de memórias e pensamentos significativos. Por fim, recordar, rememorar e ressignificar são ações básicas do peregrino que termina a jornada − com o auxílio da memória, ele mantém vivos os votos feitos antes de partir e poderá, ainda, motivar mais pessoas a seguirem a jornada, "continuando na constante busca de sentido para suas vidas".
Referência bibliográfica: CECCHETTI, Elcio; SIMONI, Josiane Crusaro (org.). Ensino religioso não confessional: múltiplos olhares. In. "Ritos de peregrinação nas aulas de Ensino Religioso: possibilidades metodológicas", OLIARI, Gilberto; RABAIOLI, Juliana; ZAMPIERON, Rosemari. São Leopoldo: Oikos, 2019, Pg. 161 - 181. E-book. ISBN 978-85-7843-883-8. Grifos nossos.

Os muçulmanos possuem rituais específicos de preparação para as viagens sagradas. Antes de partir, raspam a cabeça, cortam as unhas e vestem-se com traje branco de peregrino. Esse preparo se expressa nos ritos do jejum, na abstinência de sexo, na recitação de certas orações e na meditação sobre textos sagrados. Para preparar a alma para a transição, o viajante realiza rituais de jejum, abstinência e purificação. Há também a crença no "merecimento" adquirido na peregrinação, assim como a noção de transformação, implícita tanto nas tradições budista e hinduísta quanto em peregrinações seculares, como a dos escritores a Paris e a dos pintores a Roma. Com base nos ritos de peregrinação nas diferentes tradições religiosas, é correto afirmar que, na tradição muçulmana:
Alternativas
Q4078320 Português
Os mitos de origem são histórias simbólicas que narram acontecimentos de um passado distante, eles dão sentido à vida no presente, pois explicam como o mundo e todos os seres passaram a existir, relacionam-se com a vida social, a religiosidade, o modo de pensar de cada povo e expressam maneiras diferentes de compreender o surgimento do Universo, da Vida, da Humanidade e do Planeta. Os mitos fazem parte da cultura e da religião de todos os povos. Desde os tempos mais remotos, são certamente, o primeiro recurso de linguagem simbólica utilizado pelos seres humanos com o propósito de explicar a realidade. Trata-se de uma linguagem poética e intuitiva que transcende a lógica racional. Os mitos de origem são uma tentativa de explicar, por meio de metáforas, o surgimento de todas as coisas. Assinale a alternativa que indica a principal função dos mitos de origem: 
Alternativas
Q4078319 História
A Epopeia de Gilgamesh é o texto literário mais antigo conhecido, um mito mesopotâmico sumério-acádio de cerca de 2100-1200 a.C., escrito em 12 tábuas cuneiformes e originário da biblioteca de Assuranipal, o último grande rei do Império Assírio (668-626 a.C.), em Nínive. Como temas, explora a amizade, o heroísmo e o medo da morte.
O texto narra a trajetória de Gilgamesh, rei semideus de Uruk (dois terços deus, um terço homem), filho da deusa Ninsun. Belo e poderoso, construiu muralhas, uma grande fortificação e o templo do abençoado Eana, mas era um tirano: oprimia seu povo e governava com arrogância. Diante dos clamores dos habitantes de Uruk, os deuses intervieram e ordenaram à deusa Aruru que criasse Enkidu, um homem selvagem moldado em argila, igual em força a Gilgamesh, para ser seu rival e domar seu coração. Antes de enfrentá-lo, Enkidu foi "civilizado" por uma cortesã sagrada de Ishtar durante seis dias e sete noites: cortou os cabelos, vestiu-se, aprendeu a comer pão e a beber vinho. Chegando a Uruk, os dois lutaram ferozmente até empatar; do respeito mútuo, nasceu uma profunda amizade, tornaram-se como irmãos e juntos partiram para grandes façanhas. Primeiro derrotaram Humbaba, o monstruoso guardião do Bosque dos Cedros que cuspia fogo pela boca e aterrorizava toda a comarca; Gilgamesh arremessou oito furacões contra o monstro e decepou-lhe a cabeça. Depois, a deusa Ishtar, desejando Gilgamesh como amante e humilhada pela recusa, pediu ao seu pai Anu, senhor de todos os mundos, que enviasse o Touro do Céu para destruir Uruk. Enkidu segurou o touro pelo pescoço, enquanto Gilgamesh o abateu com a espada, contrariando a deusa pela segunda vez. Os deuses, ultrajados, exigiram uma morte: Enkidu contraiu doença fatal e agonizou por doze dias até morrer.
Gilgamesh, devastado pela perda do único igual que conhecera, recusou aceitar a mortalidade e partiu em busca da imortalidade. Após atravessar mares tenebrosos e montanhas de escuridão total, encontrou Utnapishtim, o único mortal a quem os deuses concederam a imortalidade após o Grande Dilúvio, salvo pelo deus Ea. Utnapishtim revelou-lhe que a imortalidade estava fora do alcance humano, mas, compadecido, sua esposa indicou o segredo: no fundo do mar crescia uma planta capaz de restaurar a juventude eterna. Gilgamesh amarrou pedras nos pés, mergulhou nas profundezas e arrancou a planta com as próprias mãos feridas. Porém, em um momento de descanso na viagem de volta, adormeceu. Uma serpente sentiu o perfume da planta, apoderou-se dela e partiu, mudando imediatamente de pele ao rejuvenescer. Gilgamesh chorou sua derrota amarga e, por fim, aceitou a condição humana: retornou a Uruk, contemplou suas muralhas e suas obras, e reconheceu nelas o único legado que permanecia, não a vida eterna, mas a memória do que se constrói.
Com base na narrativa, analise as afirmativas:
I.Gilgamesh (dois terços deus, um terço homem), filho da deusa Ninsun, constrói as muralhas e o templo do abençoado Eana, em Uruk; os deuses ordenam à deusa Aruru que crie Enkidu, moldado em argila, como seu rival para domar sua arrogância; após ser "civilizado" por uma cortesã sagrada de Ishtar durante seis dias e sete noites, Enkidu luta com Gilgamesh, empata, e os dois tornam-se irmãos.
II.Juntos, os heróis derrotam Humbaba, guardião monstruoso do Bosque dos Cedros, que cuspia fogo e aterrorizava toda a comarca, e o Touro do Céu, enviado pelo deus Anu a pedido de Ishtar após Gilgamesh recusar seu amor; ultrajados, os deuses exigem uma morte como punição, e Enkidu contrai doença fatal, agonizando por doze dias, o que precipita a busca de Gilgamesh pela imortalidade.  
III.Na busca pela imortalidade, Gilgamesh atravessa mares tenebrosos e encontra Utnapishtim, único mortal a quem os deuses concederam imortalidade após o Grande Dilúvio, salvo pelo deus Ea; obtém a planta da juventude eterna do fundo do mar, mas uma serpente, ao sentir seu perfume, apodera-se dela enquanto Gilgamesh dorme, mudando de pele ao rejuvenescer. O herói, derrotado, aceita sua condição humana.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4078318 Antropologia
As religiões afro-brasileiras constituem um conjunto diversificado de práticas religiosas com origens, distribuições regionais e características rituais distintas. Sobre essa diversidade, analise as afirmativas a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O Candomblé organiza-se em nações − como Nagô, Jeje, Angola e Congo − que expressam distinções de origem étnica africana, com diferenças em língua ritual, panteão de divindades e formas de culto.
(__)O Tambor de Mina e o Tambor de Nagô são expressões religiosas afro-brasileiras com maior enraizamento na região Sul do Brasil, onde coexistem com o Batuque como práticas predominantes.
(__)Congadas, Maracatus e Afoxés são manifestações festivo-religiosas de matriz afro-brasileira que articulam elementos simbólicos, identitários e rituais, expressando visões míticas e culturais de seus praticantes.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q4078317 Português
Os preconceitos surgem principalmente do desconhecimento, pois a maioria ignora a realidade indígena atual, nunca visitou comunidades ou dialogou com indígenas, imaginando-os via estereótipos escolares e midiáticos, como exemplificado por questionamentos a estudantes indígenas sobre "andar pelados" ou adaptação cultural. Muitas vezes, os povos indígenas são estigmatizados como preguiçosos por não se enquadrarem na lógica colonial de trabalho voltada à acumulação de riquezas e exploração lucrativa do território, o que historicamente os rotulou como obstáculos ou mão de obra escravizada; no entanto, sua visão tradicional de trabalho priorizava e prioriza a sobrevivência coletiva por meio de trocas e atendimento de necessidades imediatas, sem acúmulo desnecessário. Esse confronto de lógicas fortaleceu preconceitos que persistem, ignorando que hoje muitos indígenas estão no mercado formal ou sobrevivem de roçados e, especialmente, da produção de artesanato − originalmente criado para uso prático no dia a dia comunitário, mas que se tornou essencial para a subsistência na sociedade atual, substituindo coleta e pesca inviáveis. A venda do artesanato representa um esforço monumental de coleta de matéria-prima, preparo, criação e comercialização, configurando um trabalho legítimo e gerador de renda que desafia o mito da preguiça e contribui para a economia, mas ainda sofre com a falta de reconhecimento.
Analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A venda do artesanato indígena configura um trabalho legítimo de subsistência, envolvendo coleta de matéria-prima, preparo, produção e comercialização, desafiando o preconceito de preguiça.
(__)Os povos indígenas tradicionalmente priorizavam a acumulação de riquezas por meio da venda de produtos, alinhando-se à lógica colonial de lucro.
(__)A produção e venda de artesanato tornaram-se fonte  essencial de renda para muitos indígenas, assumindo o papel que antes cabia à coleta e à pesca, práticas inviabilizadas na sociedade atual.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta
Alternativas
Q4078316 Português
Leia o texto a seguir:
"As três religiões Judaísmo, Cristianismo e Islamismo compartilham o monoteísmo (um único Deus), mas diferem em ênfases doutrinárias, instituições e ritos.
Judaísmo: Doutrina central na Torá (Pentateuco) como Lei e Palavra de Deus, com ênfase na aliança exclusiva com Israel e o Senhor (tetragrama YHWH). Instituições incluem sinagogas (locais de oração e estudo), rabinos (mestres da Lei) e o antigo Templo de Jerusalém (destruído em 70 d.C.). Ritos: Shabat (sábado sagrado), circuncisão (8º dia), festas como Pessach (libertação do Egito), Yom Kippur (jejum e confissão) e Sucot (tabernáculos).
Cristianismo: Doutrina foca em Jesus Cristo como Messias, Filho de Deus, ressurreição e Reino de Deus. Bíblia (Antigo + Novo Testamento). Instituições: igrejas (ekklesia), lideradas por bispos/pastores; hierarquia em católicos (Papa, dioceses) e protestantes (mais descentralizadas). Ritos: Batismo (iniciação), Eucaristia (pão/vinho em memória da Última Ceia), Páscoa (ressurreição), Pentecostes (Espírito Santo) e Advento/Natal.
Islamismo: Doutrina no Alcorão (revelado a Maomé via anjo Gabriel), com Alá como único Deus e Maomé como profeta final. Instituições: mesquitas (orações), imãs (pregadores) e califas (sucessores políticos). Ritos (cinco pilares): profissão de fé, orações diárias (5x/dia rumo a Meca), zakat (doação 2,5%), Ramadã (jejum diurno) e Hajj (peregrinação a Meca)."
DIETRICH, Luiz José; CECCHETTI, Elcio. RELIGIÕES MONOTEÍSTAS: conhecimentos para encontros e diálogos em convivências respeitosas. In. FLEURI, Reinaldo Matias ... [et al.] (orgs) Diversidade religiosa e direitos humanos: conhecer, respeitar e conviver − Blumenau: Edifurb, 2013, Pg. 137 a 165. 
De acordo com a comparação das religiões abraâmicas no texto, assinale a alternativa que descreve corretamente as ênfases doutrinárias específicas de cada tradição: 
Alternativas
Q4078315 Legislação Estadual
Sendo um componente curricular de oferta obrigatória nas escolas públicas do Estado de Santa Catarina e com matrícula facultativa, o Ensino Religioso não confessional tem as seguintes competências para o Ensino Fundamental:
1.Conhecer os aspectos estruturantes das diferentes tradições/movimentos religiosos e filosofias de vida, a partir de pressupostos científicos, filosóficos, estéticos e éticos.
2.Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e filosofias de vida, suas experiências e saberes, em diferentes tempos, espaços e territórios.
3.Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza, enquanto expressão de valor da vida.
4.Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver.
5.Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da cultura, da política, da economia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente.
6.Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.
Em conformidade com os direitos de aprendizagens e desenvolvimento, o Ensino Religioso não confessional deve atender aos objetivos de conhecimento, valorização e respeito à diversidade de manifestações religiosas. Analise as afirmações a seguir:
I. Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver.
II. Debater, problematizar e posicionar-se frente a discursos e práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.
III. Reconhecer e cuidar de si, do outro e da natureza exclusivamente, deixando de lado o valor da coletividade.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4078314 Filosofia
O fenômeno religioso, objeto central do Ensino Religioso não confessional, é a dimensão profunda do ser humano que busca sentido existencial (quem somos, bem/mal, vida após a morte) através do sagrado, manifestando-se nas culturas via religiões históricas, ritos e valores. Sagrado e profano interligam-se: ações orientadas por verdade, justiça e amor tocam o Incondicionado, dando sentido à vida cotidiana. No ER não confessional, esse fenômeno é estudado criticamente como riqueza e limite humano, superando ambiguidades via diálogo inter-religioso e pedagogia que integra teoria/prática. Cada tradição religiosa e Filosofia de Vida oferecem respostas distintas (Ressurreição, Reencarnação, Ancestralidade, Nada), mas todas educam para convivência, respeito às diferenças e plenitude vital, articulando cultura, educação e transcendência. 
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona elementos do fenômeno religioso com suas respectivas dimensões/manifestações:

Primeira coluna: elemento
1.Sagrado
2.Diálogo inter-religioso
3.Ritos de passagem

Segunda coluna: dimensão/manifestação
(__)Interligação entre profano e Incondicionado por verdade, justiça e amor.
(__)Compreensão do fenômeno via respeito às diferenças culturais.
(__)Respostas à vida além-morte (Ressurreição, Reencarnação, Ancestral, Nada).

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q4078313 Pedagogia
O Ensino Religioso não confessional constitui-se como área de conhecimento comprometida com a ética da alteridade, a interculturalidade e os direitos humanos, estudando a diversidade religiosa de forma crítica e laica. Ele se opõe explicitamente ao proselitismo, garante espaço de diálogo entre perspectivas religiosas e seculares e reconhece múltiplas formas de ser, crer e não crer. A Base Nacional Comum Curricular, ao incluir o componente como parte das Ciências Humanas, define objetivos, competências e habilidades que visam à promoção do respeito à diversidade, à liberdade de consciência e ao pluralismo de ideias. Tal perspectiva decorre de um movimento histórico de superação da natureza confessional do ER e de sua consolidação como política pública voltada à convivência democrática em contextos marcados por discursos de ódio e intolerância. Nesse processo, ganham relevância a formação inicial e continuada de docentes em Ciências da Religião, a produção de materiais didáticos e paradidáticos e a multiplicação de pesquisas e eventos acadêmicos que fundamentam, em bases científicas, o ensino sobre religiões na escola.
A partir do texto sobre o Ensino Religioso não confessional e das discussões atuais em torno da Base Nacional Comum Curricular, assinale a alternativa que melhor expressa o sentido dessa área de conhecimento na escola pública brasileira:
Alternativas
Q4078312 Teologia

Desde o período colonial (1500-1800), o Ensino Religioso (ER) foi configurado como catequese eclesial, extensão da Igreja Católica na escola. Com a República (1889) e a separação Igreja-Estado, passou a ser questionado, mas manteve-se como modelo confessional, referenciado a confissões específicas e homologado pela LDB n.º 4.024/1961. A partir da LDB n.º 9.394/1996 (art. 33) e sua alteração pela Lei n.º 9.475/1997, o ER passou a ser concebido como área de conhecimento não confessional, vedado o proselitismo e assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, tendo as Ciências da Religião como fundamento epistemológico.


O texto descreve a evolução do Ensino Religioso no Brasil. Assinale a alternativa que expressa corretamente a tensão central entre o modelo histórico do ER, os princípios republicanos e a perspectiva não confessional inaugurada pela legislação de 1996-1997: 

Alternativas
Q4078311 Pedagogia
Uma rede pública implementou um programa de desenvolvimento profissional docente que inclui reuniões pedagógicas mensais, uma plataforma digital de registro de práticas e acesso a materiais de formação continuada. Paralelamente, os professores passaram a ser responsabilizados por elevar indicadores de aprendizagem, produzir e registrar digitalmente todas as atividades, articular projetos interdisciplinares, conduzir atendimentos socioemocionais e manter contato sistemático com as famílias. As reuniões mensais são ocupadas predominantemente por demandas administrativas e repasse de informações, sem tempo estruturado para planejamento coletivo, estudo ou análise pedagógica dos dados produzidos pela plataforma. A rede apresenta o conjunto como modelo de escola contemporânea de qualidade. Considerando os fundamentos da organização do trabalho pedagógico e do desenvolvimento profissional docente, assinale a alternativa que indica a interpretação mais adequada dessa situação: 
Alternativas
Q4078310 Pedagogia
Uma rede pública instituiu provas bimestrais centralizadas para todas as escolas, acompanhadas de relatórios individualizados por turma com indicação das habilidades em que cada estudante apresentou desempenho abaixo do esperado. Os relatórios são entregues aos professores em até quinze dias após a aplicação. A rede denomina o processo de "sistema de avaliação formativa continuada" e o apresenta como instrumento de recomposição das aprendizagens. No entanto, não há protocolo institucional de análise coletiva dos resultados, não há revisão do planejamento curricular articulada aos dados e as mediações pedagógicas subsequentes ficam inteiramente a critério de cada docente. Ao final do ano, os resultados compõem o histórico de desempenho dos estudantes e orientam decisões de progressão. Considerando os fundamentos da avaliação formativa e sua função pedagógica, assinale a alternativa que indica a interpretação tecnicamente mais adequada dessa política: 
Alternativas
Q4078309 Pedagogia
Uma escola pública elaborou coletivamente seu Projeto Político-Pedagógico, definindo como eixo formativo central o desenvolvimento da autonomia crítica dos estudantes e a articulação entre conhecimento escolar e realidade social. No entanto, ao analisar os planos de aula dos docentes, a equipe pedagógica constata que a maioria deles organiza os conteúdos de forma estritamente sequencial e disciplinar, com avaliações predominantemente somativas e sem referência explícita aos objetivos formativos estabelecidos no PPP. Considerando os fundamentos do planejamento escolar como processo articulado entre seus diferentes níveis, assinale a alternativa que indica a leitura pedagogicamente mais adequada dessa situação: 
Alternativas
Q4078308 Pedagogia
Uma equipe docente revisou sua sequência didática para torná-la mais inclusiva. O novo planejamento prevê, desde o início, diferentes formas de engajamento e múltiplos modos de representação do conteúdo, mantendo objetivos curriculares comuns para todos os estudantes. As formas de ação e de expressão da aprendizagem, contudo, foram mantidas uniformes, com a justificativa de que a diversificação nesse eixo seria reservada ao momento da avaliação, quando as dificuldades individuais se tornam pedagogicamente visíveis. Um especialista em planejamento inclusivo, ao analisar a proposta, reconhece que ela avança em relação ao modelo adaptativo reativo, mas ainda apresenta uma inconsistência estrutural em relação à perspectiva que propõe o desenho curricular como antecipação proativa das barreiras à participação e à  aprendizagem. Essa inconsistência reside no fato de que:
Alternativas
Q4078307 Pedagogia
Um ciclo de atividades mão na massa é organizado em três momentos encadeados: uma Roda de Leitura, na qual uma narrativa disparadora cria um território comum de significados para o grupo; uma Roda Mão na Massa, na qual os estudantes constroem livremente artefatos a partir de uma provocação relacionada ao texto; e uma Roda de Narrativas, na qual cada estudante apresenta sua produção e a turma pratica escuta entre pares. Durante a Roda Mão na Massa, o docente observa que vários estudantes abandonam a provocação inicial e passam a explorar os materiais de forma aparentemente desvinculada do tema proposto. Ao avaliar se deve intervir para reorientar o grupo, o docente precisa considerar o pressuposto epistemológico mais coerente com uma proposta pedagógica fundamentada no construcionismo, em que o artefato produzido é tratado como mediador da construção de significados e não como representação de um conteúdo previamente definido. Assinale a alternativa que indica corretamente esse pressuposto epistemológico:
Alternativas
Q4078306 Pedagogia
Um docente planeja uma atividade digital em que os estudantes, organizados em grupos, criam animações interativas sobre temas de seu interesse, podendo reelaborar produções de colegas e publicar versões aprimoradas para a turma. Durante o processo, são incentivados a testar hipóteses, registrar erros, propor ajustes e refletir coletivamente sobre o percurso. Ao analisar a atividade sob o referencial da Aprendizagem Criativa, o docente reconhece que a efetividade pedagógica do design proposto depende, centralmente, de qual das seguintes condições? Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Respostas
3081: C
3082: E
3083: C
3084: E
3085: C
3086: B
3087: D
3088: C
3089: E
3090: E
3091: C
3092: B
3093: C
3094: A
3095: D
3096: D
3097: E
3098: C
3099: C
3100: A