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Para responder à questão.
Texto II

Texto III

I- (EF69LP55) Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito linguístico.
II- (EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e escrita nas quais ela deve ser usada.
Fonte: BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2027. p. 161.
Sobre os sentidos dos Textos II III e e as habilidades da BNCC expostas, assinale a alternativa CORRETA.
Para responder à questão.
Texto II

Texto III

I- No trecho “fica evidente a importância de trabalhar a ética relacionada à IA, garantindo que seu uso seja crítico, seguro e responsável”, o “que” introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta, exigida pelo verbo “garantir”.
II- Em “entender que não precisa ser um expert em IA para utilizá-la”, o “que” exerce a função de conjunção integrante, introduzindo uma oração subordinada substantiva completiva nominal.
III- No segmento “um momento no qual todos estão testando os limites não só das ferramentas de IA, mas também do seu conhecimento, do uso e da interação dessas tecnologias com sua sala de aula”, na relação relativa “momento no qual”, pode ser reescrito como “momento em que”, sem prejuízo sintático ou semântico.
IV- Em “as perguntas que surgem quando o assunto é o uso da IA”, o “que” funciona como pronome relativo, retomando o antecedente “perguntas” e exercendo função sintática na oração subordinada.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- No trecho “Embora muitos docentes e estudantes já estejam fazendo uso dessas plataformas”, a forma verbal “estejam fazendo” é uma locução verbal no modo subjuntivo que recebe valor concessivo pelo uso da conjunção “embora” início da oração.
II- Em “A escola, por sua vez, precisa impulsionar a autonomia dos estudantes”, o termo “dos estudantes” exerce a função sintática de objeto indireto, uma vez que completa o sentido do verbo “impulsionar”.
III- No segmento “As IAs são treinadas a partir de bancos de dados”, a construção está na voz passiva analítica, com o sujeito paciente “As IAs” e o agente da passiva implícito.
IV- No período “Quando você pergunta a uma IA generativa sobre um tema muito específico da nossa cultura”, a oração introduzida por “quando” exerce função de oração subordinada adverbial.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Não é possível delimitar de forma rígida as características de textos literários e não literários, devido a pluralidade e a complexidade da linguagem escrita humana e dos modos como ela se manifesta. Contudo, existem características peculiares que podem nos orientar didaticamente a fazer a diferença entre esses dois tipos de textos.
Em relação aos textos literários e não literários, analise as informações abaixo:
I. Função pragmática.
II. Linguagem predominante subjetiva.
III. Preza a relação entre forma e conteúdo.
IV. Geralmente, leitura unívoca.
Pertencem às características dos textos literários:
Leia o trecho de uma reportagem publicada na revista IstoÉ:
Peregrinos do crack
Repórter de IstoÉ passa três dias na Cracolândia e mostra cotidiano dos viciados que foram expulsos pela polícia e hoje vagam pela capital paulista
"Eu só vou deixar vocês registrarem isso porque quero que as pessoas vejam que a gente é humano." Após a advertência à equipe de IstoÉ, Alemãozinho, 27 anos, acende o cachimbo em um hotel do centro de São Paulo que lhe custa R$ 5 a hora. O quarto é um espaço simples, com cerca de 15 metros quadrados. A pia faz as vezes de banheiro e o colchão da cama é coberto apenas por uma capa branca encardida pelo uso. Uma sacada precária dá vista para a rua dos Gusmões, no centro de São Paulo. Com as primeiras tragadas, vem uma fumaça densa e branca, de cheiro forte, que se mistura com o odor de mofo do ambiente. Em poucos segundos, a feição do jovem muda. Ele fica tenso, se levanta e começa a andar de um lado para outro, incomodado por um barulho que só ele ouve. Alguns minutos depois de apagar o cachimbo, se aquieta e volta ao normal. O cérebro doente e viciado na sensação de prazer do crack não lhe impõe mais limites: o que tiver de dinheiro vira "pedra". "Já gastei R$ 5 mil em um fim de semana", diz.
COSTA, Rachel. Disponível em: https://istoe.com.br/186492_PEREGRINOS+DO+CRACK/. Acesso em: 30 set. 2020. [Fragmento]
Apesar de pertencer ao gênero reportagem, o texto traz marcas de texto literário. Assinale a opção que apresenta trecho com linguagem conotativa.
Os vícios de linguagem são defeitos, problemas que surgem no emprego da língua. Assinale a opção que contém um desses vícios chamados de Solecismo.
Assinale a opção que contém a sequência de palavras separadas corretamente.
Analise o texto abaixo.

Não se aplica ao cartum:
Bonitas mesmo
Martha Medeiros
Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.
Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.
Caminhando pela rua, sol escaldante, a manga da blusa arregaçada, a nuca ardendo, o cabelo sendo erguido num coque malfeito, um ar de desaprovação pelo atraso do ônibus, centenas de pessoas cruzandose e ninguém enxergando ninguém, ela enxuga a testa com a palma da mão, ajeita a sobrancelha com os dedos. Perfeita.
Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.
Dentro do teatro, as luzes apagadas, o riso solto, escancarado, as mãos aplaudindo em cena aberta, sem comandos, seu tronco deslocando-se quando uma fala surpreende, gargalhada que não se constrange, não obedece à adequação, gengiva à mostra, seu ombro encostado no ombro ao lado, ambos voltados pra frente, a mão tapando a boca num breve acesso de timidez por tanta alegria. Um sonho.
O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.
O texto apresenta características do gênero:
Leia o texto abaixo para responder à questão.
O primeiro amor é vivido em fantasia
Como regra geral, nosso primeiro grande amor é uma espécie de sonho. A pessoa que desperta em nós todo o sentimento, toda a vontade de agradar e de se dedicar nos mínimos detalhes, toda a vontade de aconchegar e ser aconchegado, na maior parte das vezes nem sabe do nosso amor por ela. Não temos coragem de contar, pois morremos de medo da rejeição. Não queremos também, contudo, a aceitação, pois isso nos levaria a um relacionamento real para o qual não estamos preparados. Ou seja, não contar interessa nos dois casos. Se algum amigo superíntimo fica sabendo e faz alguma brincadeira a respeito, ficamos com o rosto vermelho, negamos tudo e fingimos indignação. A outra pessoa, a amada, fica sem saber se é gozação ou se é de verdade. Melhor assim. Tudo se passará apenas na cabeça da gente, longe dos riscos da vida real.
No sonho é claro que somos correspondidos. Beijamos e somos beijados. Beijos de ternura. O sexo, na maioria dos casos, está em segundo plano. Passeamos, de mãos dadas, por jardins floridos. Sentamos na grama nós olhamos com olhar de enlevo próprio do encantamento amoroso. Dizemos coisas bonitas para outro, falamos das virtudes do outro. Não cansamos de elogiar a pessoa amada.
[...] Se pensarmos bem, o sonho romântico não é muito criativo. Quase sempre é a mesma história. As variações são mais de cenário e figurino: uns preferem a montanha, outros a praia. Uns preferem saias rodadas, outros as calças jeans. O amor é o prazer da companhia, os elogios que esse prazer costuma trazer para nossos lábios, e também a insegurança – o medo de perder a pessoa que nos traz toda a felicidade.
Assim sendo, uma parte do discurso é de reasseguramento: “Vou amar você para sempre. Vou dizer toda hora que amo você. Se você me largar, eu morro” etc. Sempre que vivemos o amor, o fazemos como se estivéssemos vivendo uma história extraordinária. A verdade, no momento, é que é uma “história extraordinária” exatamente igual a todas as outras histórias de amor! E isso não faz mal algum, porque é bom do mesmo jeito!
GIKOVATE, Flávio. Namoro: relação de amor e sexo. São Paulo: Moderna, 1993.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
O primeiro amor é vivido em fantasia
Como regra geral, nosso primeiro grande amor é uma espécie de sonho. A pessoa que desperta em nós todo o sentimento, toda a vontade de agradar e de se dedicar nos mínimos detalhes, toda a vontade de aconchegar e ser aconchegado, na maior parte das vezes nem sabe do nosso amor por ela. Não temos coragem de contar, pois morremos de medo da rejeição. Não queremos também, contudo, a aceitação, pois isso nos levaria a um relacionamento real para o qual não estamos preparados. Ou seja, não contar interessa nos dois casos. Se algum amigo superíntimo fica sabendo e faz alguma brincadeira a respeito, ficamos com o rosto vermelho, negamos tudo e fingimos indignação. A outra pessoa, a amada, fica sem saber se é gozação ou se é de verdade. Melhor assim. Tudo se passará apenas na cabeça da gente, longe dos riscos da vida real.
No sonho é claro que somos correspondidos. Beijamos e somos beijados. Beijos de ternura. O sexo, na maioria dos casos, está em segundo plano. Passeamos, de mãos dadas, por jardins floridos. Sentamos na grama nós olhamos com olhar de enlevo próprio do encantamento amoroso. Dizemos coisas bonitas para outro, falamos das virtudes do outro. Não cansamos de elogiar a pessoa amada.
[...] Se pensarmos bem, o sonho romântico não é muito criativo. Quase sempre é a mesma história. As variações são mais de cenário e figurino: uns preferem a montanha, outros a praia. Uns preferem saias rodadas, outros as calças jeans. O amor é o prazer da companhia, os elogios que esse prazer costuma trazer para nossos lábios, e também a insegurança – o medo de perder a pessoa que nos traz toda a felicidade.
Assim sendo, uma parte do discurso é de reasseguramento: “Vou amar você para sempre. Vou dizer toda hora que amo você. Se você me largar, eu morro” etc. Sempre que vivemos o amor, o fazemos como se estivéssemos vivendo uma história extraordinária. A verdade, no momento, é que é uma “história extraordinária” exatamente igual a todas as outras histórias de amor! E isso não faz mal algum, porque é bom do mesmo jeito!
GIKOVATE, Flávio. Namoro: relação de amor e sexo. São Paulo: Moderna, 1993.